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Sebrae prepara crédito de R$ 30 bilhões para micro e pequenas empresas afetadas por tarifaço de Trump

Micro e pequenas empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos serão diretamente impactadas pela nova tarifa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump sobre produtos do Brasil. A medida, válida a partir de 6 de agosto, acendeu o sinal de alerta entre empreendedores de menor porte, que podem sofrer com a perda de competitividade no mercado norte-americano. Para mitigar os efeitos da taxação e evitar prejuízos severos à cadeia produtiva nacional, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) anunciou a criação de uma linha de crédito emergencial, que poderá alcançar até R$ 30 bilhões em financiamentos voltados especificamente a esse público. Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, o plano prevê a utilização do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), administrado pelo Sebrae e que tem em carteira R$ 2 bilhões. Esta verba é suficiente para garantir um volume de até R$ 30 bilhões em empréstimos e poderá ser utilizada para enfrentar qualquer adversidade decorrente do tarifaço. O governo pretende recorrer ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil. Os dois fundos foram utilizados durante a pandemia para socorrer as empresas.  Quem poderá se beneficiar da nova linha de crédito? Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, a estimativa é de que cerca de 3.600 micro e pequenos empresários brasileiros atuem atualmente como exportadores para os Estados Unidos. Essas empresas serão diretamente beneficiadas pelo pacote de medidas. Além da linha de crédito com juros subsidiados, o programa contará com outros mecanismos de apoio, como: Garantias para empreendedores que não possuem ativos para oferecer aos bancos; Apoio a fundo perdido para casos específicos; Facilitação no acesso aos recursos com menos burocracia. O objetivo, de acordo com Lima, é oferecer uma resposta rápida às dificuldades causadas pelas novas tarifas e evitar o fechamento de empresas ou o abandono do mercado externo por parte dos pequenos empreendedores. Contexto internacional e articulação do governo O presidente Lula, por sua vez, afirmou que não pretende negociar diretamente com Trump, mas articula um alinhamento estratégico com Índia e China para se contrapor à nova taxação. A movimentação indica que o governo brasileiro busca respostas diplomáticas e comerciais em bloco, com foco em fortalecimento de parcerias globais. Enquanto isso, o Sebrae assume papel de protagonismo no apoio à base da economia nacional, tentando garantir que a medida norte-americana não represente um retrocesso nas políticas de incentivo à internacionalização das pequenas empresas brasileiras. Importância da medida para o mercado contábil Para escritórios contábeis que atendem MPEs exportadoras, a liberação dessa linha de crédito representa uma oportunidade de reforçar o papel estratégico da contabilidade no planejamento financeiro, na gestão de riscos e na adequação documental para obtenção de crédito subsidiado. É essencial que profissionais contábeis orientem seus clientes exportadores sobre: Documentação necessária para acesso ao crédito; Reavaliação de margens de lucro frente ao novo cenário tarifário; Alternativas de mercado ou reestruturação tributária para manter competitividade. Próximos passos A expectativa é que os detalhes operacionais sobre a liberação da linha de crédito e os critérios específicos para concessão sejam divulgados em breve. O Sebrae deve atuar em parceria com bancos públicos e privados para viabilizar os empréstimos, com foco na agilidade do repasse e na segurança dos empreendedores afetados. Enquanto isso, os empresários interessados devem buscar orientação junto ao Sebrae local e preparar sua documentação financeira para aproveitar as condições do pacote emergencial. Link Original

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Empregadores devem regularizar envio da RAIS até esta sexta-feira (8); omissão gera auto de infração e multas

Empregadores tem até esta sexta-feira (8) para regularizar as declarações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) referentes aos anos-base de 1976 a 2022 que não foram enviadas dentro do prazo regular. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) começou a receber as regularizações da RAIS desde 30 de junho desse ano e quem não fizer a regularização das informações até hoje (8) fica passível de auto de infração e aplicação de multas. As mesmas consequências valem para quem fornecer dados falsos e incorretos. Ainda vale reforçar que o pagamento da penalidade não dispensa a obrigação de prestar as informações devidas. Os dados da RAIS de anos anteriores são fundamentais para que o governo identifique os trabalhadores com direito ao Abono Salarial PIS/PASEP. A falta de envio dessas informações por parte dos empregadores pode impedir o recebimento do benefício. A RAIS também é uma importante ferramenta para o controle da atividade trabalhista no país, subsidiando a elaboração de estatísticas e o acompanhamento do mercado de trabalho. A transmissão das declarações da RAIS referentes aos anos-base de 1976 a 2022, geradas pelo aplicativo GDRAIS Genérico e que envolvam um ou mais empregados, exige o uso de certificado digital — inclusive para órgãos da Administração Pública. O envio deve ser feito exclusivamente por meio do aplicativo GDRAIS Genérico, disponível para download no portal da RAIS. Estão dispensados de enviar a RAIS por meio do aplicativo GDRAIS Genérico os empregadores obrigados à transmissão das informações pelo sistema eSocial, conforme estabelecido na Portaria nº 1.127, de 14 de outubro de 2019. A dispensa segue os seguintes critérios: Grupos 1, 2, 3 e 4: envio permitido via GDRAIS Genérico até o ano-base 2018; Grupo 3: envio permitido via GDRAIS Genérico até o ano-base 2021; Grupo 4: envio permitido via GDRAIS Genérico até o ano-base 2022. A partir do ano-base 2023, todas as declarações da RAIS desses grupos serão extraídas diretamente dos bancos de dados do sistema eSocial. Link Original

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STF confirma validade da cobrança do Difal-ICMS de 2022 e muda cenário tributário

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quinta-feira (7), para confirmar a validade da cobrança do diferencial de alíquota (Difal) do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a partir de 4 de abril de 2022. A decisão foi tomada no âmbito do julgamento com repercussão geral (Tema 1.266), que está em curso no Plenário virtual da Corte. O caso envolve a interpretação sobre quando a Lei Complementar (LC) nº 190/2022, que regulamentou o Difal, poderia começar a produzir efeitos. Com a decisão parcial até o momento, prevalece o entendimento de que a cobrança é válida desde 4 de abril de 2022. Entenda o que está em jogo no julgamento do Difal O julgamento foi retomado no Plenário virtual em 1º de agosto e, até o momento, o placar parcial é de 6 votos a 1. Após o sétimo voto, o  presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, pediu vista e o julgamento foi suspenso e pode voltar a correr em 90 dias. Mesmo com vista, os contribuintes estão perdendo o processo pela formação da maioria de 6 votos a 1. A controvérsia do julgamento gira em torno da aplicação do princípio da anterioridade anual, previsto no art. 150, inciso III, alínea “b” da Constituição Federal. Esse dispositivo determina que qualquer instituição ou majoração de tributo só pode produzir efeitos no exercício seguinte à publicação da lei. No entanto, a LC 190/2022 faz referência apenas à anterioridade nonagesimal (noventena), o que gerou dúvidas sobre a validade da cobrança ainda em 2022. Decisão de 2023 motivou reiteração de entendimento A expectativa é que o julgamento atual reitere a jurisprudência estabelecida pelo STF em três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) julgadas em 2023. Naquela ocasião, a Corte decidiu que o Difal poderia ser exigido a partir de abril de 2022, três meses após a publicação da LC 190. O recurso com repercussão geral tem origem em uma ação movida por uma empresa do Ceará, que contestou a cobrança do Difal em operações interestaduais destinadas a consumidor final não contribuinte do ICMS no ano de 2022. Relator defende validade desde abril de 2022 O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou a favor da cobrança do Difal desde 4 de abril de 2022. Segundo ele, a LC 190/2022 não criou ou majorou tributo, apenas definiu a forma de distribuição da arrecadação entre os estados. Para Moraes, a norma não alterou a hipótese de incidência nem a alíquota do ICMS, e por isso não se aplica à anterioridade anual. O ministro afirmou que a aplicação da noventena é suficiente, pois não houve agravamento da carga tributária. Ele também destacou que a menção à anterioridade nonagesimal na LC 190/2022 é válida e foi uma opção do Congresso Nacional. Ministros propõem modulação para contribuintes que judicializaram Embora concordem com a validade da cobrança a partir de 2022, alguns ministros propuseram uma modulação de efeitos. O ministro Flávio Dino, por exemplo, sugeriu que a decisão não seja aplicada aos contribuintes que acionaram a Justiça antes de 29 de novembro de 2023 e não recolheram o imposto. Para Dino, empresas que atuaram com base em interpretações técnicas e decisões judiciais plausíveis não podem ser penalizadas retroativamente. A proposta de modulação foi acompanhada pelos ministros Luiz Fux, André Mendonça e Gilmar Mendes. O único voto divergente até agora é do ministro Luiz Edson Fachin. Para ele, a cobrança do Difal só poderia ocorrer a partir de 2023, em respeito à anterioridade anual. Segundo Fachin, a LC 190/2022 criou uma nova obrigação tributária e, portanto, deve obedecer à regra constitucional da anterioridade anual, além da noventena. Ele também ressaltou que o texto da Constituição exige a observância conjunta das duas regras. Fachin afirmou que a jurisprudência do STF é clara ao exigir o cumprimento da anterioridade anual sempre que houver instituição ou majoração de tributo, independentemente do tipo de norma utilizada. Contexto do Difal O diferencial de alíquota foi criado para evitar a concentração da arrecadação do ICMS nos estados de origem. Em vigor desde 2015, o Difal se aplica nas vendas interestaduais destinadas a consumidores finais não contribuintes do imposto. Em 2021, o STF decidiu que o Difal só poderia ser cobrado mediante lei complementar, o que levou à aprovação da LC 190, sancionada em 4 de janeiro de 2022. Próximos passos e impacto para empresas e contadores O julgamento ainda pode sofrer alterações até o encerramento da sessão virtual. A confirmação definitiva da validade do Difal desde 2022 trará impacto direto para empresas que realizaram vendas interestaduais e não recolheram o imposto naquele ano. Profissionais da contabilidade devem revisar os posicionamentos adotados em 2022 e verificar a existência de ações judiciais em nome de seus clientes. A decisão também pode influenciar outras discussões sobre anterioridade e segurança jurídica no âmbito tributário. Link Original

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Justiça Tributária Já: entidades lançam projeto para pressionar aprovação da reforma do IR e elefante estampa campanha

Entidades da sociedade civil se reuniram para lançar o projeto “Justiça Tributária Já” com objetivo de pressionar o Congresso Nacional a aprovar a reforma do Imposto de Renda, corrigindo a tabela e criando tributação mínima de 10% já em 2026. A campanha prevê ações de comunicação, com materiais educativos, cartazes e publicações em redes sociais sobre o tema e ainda lança um “mascote” para a reforma do IR: um elefante. O mote da campanha será “tem um elefante na sala”, uma alusão a um problema latente, mas historicamente evitado. “O elefante é a desigualdade embutida na forma de tributação no Brasil. É a injustiça do sistema atual, que sobrecarrega os mais pobres e beneficia os super-ricos”, afirma a diretora-executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago. Imagem da campanha “Justiça Tributária Já” – Divulgação/Oxfam Brasil A campanha é promovida pelas entidades ONGs Oxfam Brasil, Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Plataforma Justa, Instituto Peregum, Plebiscito Popular e Instituto Justiça Fiscal (IJF). As ONGs também defendem a taxação de lucros e dividendos, uma contribuição sobre grandes fortunas —definida como renda anual a partir de R$ 1 milhão—, a tributação de exportações de commodities, uma contribuição ambiental e a criação do Conselho Nacional de Tributação, com participação da sociedade civil. “Precisamos combater a percepção negativa e o senso comum que são associados aos impostos. Essa percepção beneficia justamente os super-ricos, que praticamente não contribuem, enquanto trabalhadoras e trabalhadores pagam por esses privilégios tributários”, diz José Antônio Moroni, membro do Colegiado de Gestão do Inesc. Fonte: Folha de S. Paulo   Link Original

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Governo deve anunciar medidas para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA de forma escalonada

O governo brasileiro estuda dividir em etapas o anúncio de medidas de apoio às empresas afetadas pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos de origem nacional. A ideia é ajustar as ações conforme o grau de impacto em cada setor e, em alguns casos, até mesmo em empresas específicas, segundo integrantes da equipe econômica. A taxação — em vigor desde quarta-feira (6) — tem efeitos diferentes sobre cada tipo de produto exportado, e o diagnóstico exato ainda é considerado prematuro. Por isso, o monitoramento das consequências será constante nas próximas semanas, enquanto o governo brasileiro busca abrir espaço para negociações e tentar reverter o aumento da alíquota com o governo norte-americano. Produtos perecíveis terão prioridade Entre os setores mais sensíveis estão os de produtos perecíveis, como pescado, frutas e mel, que já apresentam impacto direto na cadeia de exportação. Há relatos de peixes estocados e frutas prestes a serem colhidas, o que exige resposta imediata por parte do governo. Segundo fontes, esses segmentos devem ser priorizados nas primeiras ações emergenciais, dada a sua baixa margem de manobra diante do novo cenário tarifário. Linha de crédito subsidiada está entre as medidas Um dos pilares do plano em estudo é a criação de uma linha de crédito com juros subsidiados, considerada essencial para garantir a sustentabilidade das empresas no curto prazo. A proposta é semelhante à estrutura de apoio usada durante a pandemia, com acesso facilitado e garantias via fundos públicos. As medidas estão sendo construídas de forma conjunta pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Fazenda e Casa Civil. Expectativa de anúncio ainda nesta semana Empresários que participaram de uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior, relataram que há expectativa de que as primeiras ações sejam anunciadas ainda nesta semana, mesmo que de forma parcial. A divisão do pacote em fases visa evitar medidas genéricas, que poderiam ser ineficazes diante de realidades muito distintas entre os exportadores brasileiros. Impacto contábil e papel do contador Para os profissionais da contabilidade, especialmente os que atuam em escritórios que atendem empresas exportadoras, é fundamental acompanhar de perto o desenrolar das medidas. Isso permitirá orientar seus clientes em pontos como: Acesso a linhas de crédito emergencial Análise de impacto financeiro e precificação com base no novo cenário Planejamento tributário diante da possível realocação de mercados Contadores também terão papel importante na prestação de contas e elaboração de relatórios que servirão como base para pleitos de apoio ou readequações logísticas. Link Original

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Nova dinâmica dos documentos fiscais com a reforma tributária: adaptação da NF-e ao IBS/CBS com base na Nota Técnica 2025.002-RTC

A Nota Técnica 2025.002-RTC, publicada em março de 2025, é um marco no processo de implementação da Reforma Tributária do Consumo. Ela estabelece as adequações necessárias na Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e na Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) para comportar os novos tributos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), regulamentados pela Lei Complementar nº 214/2025. Mais do que uma atualização técnica, essa NT redefine o papel da NF-e como ferramenta central na apuração, escrituração e controle contábil-fiscal. Neste artigo, exploramos as principais mudanças, impactos práticos e cuidados necessários para adequar a contabilidade ao novo cenário. Contexto Legal e Objetivo da Nota Técnica A LC 214/2025, que dá efetividade à EC 132/2023, unifica e substitui tributos como ICMS, ISS, PIS e COFINS. O IBS e a CBS passam a ser tributos não cumulativos, com crédito financeiro amplo, incidindo “por fora” sobre bens, serviços e direitos. Para viabilizar a operacionalização a partir de janeiro de 2026, a NT 2025.002-RTC determina que: Estados, DF e Municípios adaptem os sistemas autorizadores de DF-eNF-e; O leiaute padronizado permita informar dados de IBS, CBS e Imposto Seletivo (IS); Novos campos e grupos sejam inseridos na NF-e/NFC-e, seguindo o padrão nacional. Principais Alterações no Leiaute da NF-e A NT introduz mudanças estruturais no XML da NF-e, com destaque para: a) Grupo UB – Informações de IBS, CBS e IS Campos para alíquotas específicas por ente federativo; Indicação da base de cálculo e do valor do tributo por item; Situações tributárias (tributado, isento, diferido, com crédito presumido etc.); Tratamento especial para operações monofásicas, de diferimento e devolução. b) Grupo W03 – Total da NF-e – de IBS/CBS/IS Somatório por documento das bases de cálculo, créditos e débitos; Informações separadas por UF e por município, facilitando a partilha e a fiscalização. c) Eventos Eletrônicos Específicos Entre os novos eventos previstos na NT: Solicitação de apropriação de crédito presumido; Registro de destinação para consumo pessoal (evita crédito indevido do adquirente); Informação de perecimento, perda, roubo ou furto; Manifestação sobre transferência de crédito em operações de sucessão; Cancelamento de eventos e ajustes. d) Códigos de Classificação Tabelas padronizadas para código de classificação tributária do IBS, CBS e IS; Código de classificação do crédito presumido. Repercussões Contábeis As mudanças no leiaute fiscal têm impacto direto na escrituração e na apuração contábil: Lançamentos mais detalhados Cada NF-e passa a conter informações granulares de IBS e CBS, permitindo que: Os créditos sejam apropriados por item de nota; A conciliação fiscal/contábil seja automatizada com base no XML. Impacto no Plano de Contas Será necessário criar ou ajustar contas para: IBS a recolher / IBS a recuperar (separando estadual e municipal); CBS a recolher / CBS a recuperar; Créditos presumidos de IBS e CBS; Controle do Imposto Seletivo. Integração com o Split Payment O destaque individual de tributos no XML facilitará o controle das operações em que o pagamento é feito diretamente ao fisco, exigindo: Ajuste no fluxo de caixa projetado; Baixa automática dos passivos fiscais sem trânsito pelo caixa da empresa. Pontos de Atenção para as Empresas Atualização de ERP e sistemas fiscais: O prazo para implantação em produção é outubro de 2025 (fase opcional), com obrigatoriedade em janeiro de 2026. Treinamento da equipe contábil e fiscal: É preciso entender os novos códigos e eventos para evitar erros de classificação. Revisão de processos internos: Bonificações, devoluções e operações com crédito presumido agora têm eventos próprios. Conciliação e auditoria eletrônica: Com a granularidade das informações, a Receita Federal e os fiscos estaduais/municipais terão maior capacidade de cruzamento de dados. Exemplo Prático (Fictício) Venda de mercadoria: R$ 50.000,00 IBS estadual: 8% = R$ 4.000,00 IBS municipal: 1,5% = R$ 750,00 CBS: 9% = R$ 4.500,00 No XML da NF-e: Grupo UB: cada tributo destacado por item; Grupo W03: totalização de cada tributo por UF e município; Evento: indicação de split payment, se aplicável. Na contabilidade: Registro da receita líquida sem IBS/CBS; Registro dos passivos (ou baixa automática no caso de split payment); Apropriação de créditos no ativo fiscal. Conclusão A Nota Técnica 2025.002-RTC não é apenas uma atualização burocrática: é o ponto de conexão entre a Reforma Tributária e a realidade operacional das empresas. Ela exige que contadores e tributaristas revisem processos, ajustem sistemas e alinhem a escrituração contábil-fiscal para garantir conformidade e aproveitamento máximo dos créditos. A empresa que se antecipar — atualizando seu ERP, treinando sua equipe e revisando sua política fiscal — estará pronta para operar com segurança e eficiência no novo cenário. Link Original

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Pesquisa revela que metade dos executivos enfrentam dificuldades para fazer gestão de risco de crédito e prevenção a fraudes

Uma nova pesquisa internacional conduzida pela Provenir, líder global em soluções de decisão orientadas por inteligência artificial, revela um dado preocupante: quase 50% dos executivos do setor financeiro ainda enfrentam desafios significativos na gestão de risco de crédito e na prevenção de fraudes. Diante desse cenário, a maior parte das instituições está reformulando suas estratégias para 2025, com a IA ganhando protagonismo nesse movimento de transformação digital. O levantamento foi realizado com cerca de 200 tomadores de decisão — entre gerentes, diretores e vice-presidentes — de instituições financeiras na América do Norte, América Latina, Europa, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico. O objetivo foi mapear os principais obstáculos e prioridades relacionados à tomada de decisão em risco de crédito, prevenção a fraudes e adoção de tecnologias emergentes. Principais destaques da pesquisa: 60% dos executivos têm dificuldades para implantar e manter modelos de decisão de risco; 55% reconhecem o valor da IA na formulação de estratégias ágeis e na geração de recomendações de desempenho; 53% veem na IA uma aliada para ajuste automático e otimização de modelos preditivos; 65% têm como prioridade decisões em tempo real e baseadas em eventos; 44% focam na eliminação de atritos na jornada do cliente e no aumento do valor de longo prazo; Mais da metade dos respondentes aponta a integração de dados como o maior desafio atual; A pesquisa também destaca as consequências da fragmentação tecnológica: 59% dos executivos afirmam que a operação de múltiplos sistemas de decisão prejudica a fluidez dos dados e a visão integrada dos clientes. Já 52% relatam ineficiências operacionais e 28% identificam impactos negativos na experiência do usuário final. “As instituições financeiras estão atentas à crescente complexidade do cenário de riscos e sabem que precisam inovar para garantir decisões mais ágeis, seguras e centradas no cliente,” destaca Carol Hamilton, Chief Product Officer da Provenir. No que diz respeito à prevenção de fraudes, 37% dos profissionais entrevistados dizem que ainda enfrentam obstáculos na orquestração e integração de novas fontes de dados — o que compromete a eficácia dos sistemas antifraude. Além disso, 36% apontam dificuldades no uso de IA e machine learning para detectar fraudes em tempo real. A necessidade de romper silos entre as áreas de risco de crédito e fraude também foi mencionada por um terço dos entrevistados como essencial para uma abordagem antifraude verdadeiramente integrada. De acordo com Patricia Matheus, Country Manager da Provenir, o setor financeiro tem evoluído de forma acelerada em função da necessidade de integração de dados, decisões em tempo real e a prevenção de fraudes.  “Sabemos que o consumidor brasileiro valoriza agilidade e segurança, e a Inteligência Artificial é uma aliada indispensável para reforçar estes valores. Com plataformas integradas e modelos preditivos ajustáveis em tempo real, ajudamos as instituições financeiras a oferecerem jornadas mais fluidas, seguras e centradas no cliente,” afirma. “Com plataformas de decisão baseadas em IA, é possível unificar as equipes de risco e fraude, viabilizando uma visão 360º do cliente e decisões mais estratégicas em todas as etapas do ciclo de vida”, afirma Carol Hamilton, Chief Product Officer da Provenir. Fonte: Capital Informação – Agência de Comunicação Link Original

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Crédito consignado entra em nova fase com dados, personalização e foco no trabalhador

O crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada está passando por uma transformação silenciosa — mas profunda. Impulsionado por novos marcos regulatórios, avanços tecnológicos e um cenário econômico mais estável, esse mercado dá sinais de maturação e promete crédito mais justo e acessível. No entanto, desafios importantes ainda impedem o avanço pleno dessa modalidade. Com cerca de 39,8 milhões de brasileiros formalizados, segundo dados recentes do IBGE, e um desemprego em queda — que fechou em 6,2% no trimestre encerrado em maio —, o contexto atual é propício para a expansão do crédito. A renda média do trabalhador chegou a R$ 3.410, e estados como Santa Catarina (87,8%), São Paulo (83,4%) e Rio Grande do Sul (81,5%) lideram os índices de formalização no país. Desde março, o programa “Crédito do Trabalhador”, lançado pelo governo federal, ampliou o acesso ao consignado no setor privado. A iniciativa permite o uso do FGTS como garantia e, com a edição da MP 1.211/2024, tornou obrigatória a apresentação de contrapropostas por parte dos bancos nos pedidos de portabilidade. O impacto foi imediato: mais de 2,3 milhões de trabalhadores atendidos e R$ 13 bilhões em crédito liberados. Apesar dos números promissores, o setor enfrenta um paradoxo. A procura pelo consignado cresceu, mas a conversão em contratos ainda é baixa. Um dos principais motivos é a distância entre as ofertas genéricas dos bancos e a realidade financeira do trabalhador. “Personalizar a taxa não basta. É preciso personalizar toda a jornada do crédito”, avaliam especialistas do setor. Instituições financeiras estão, aos poucos, se adaptando. A aposta agora é em dados alternativos para compreender melhor o perfil do trabalhador CLT. Em vez de depender apenas do score de crédito, bancos estão analisando informações como renda real, tempo de emprego, hábitos de consumo e localização geográfica. O objetivo é criar propostas mais adequadas — e eficazes. A infraestrutura para isso está em desenvolvimento. Com investimentos em hubs de dados, APIs abertas e motores de decisão inteligentes, começa a surgir um ecossistema capaz de oferecer crédito em tempo real, com análise precisa e redução de risco. Mais do que acelerar a concessão, esse modelo fortalece a confiança do consumidor. Ainda assim, a lacuna de comunicação permanece um gargalo. Muitos trabalhadores não compreendem os termos das ofertas ou desconfiam da viabilidade do consignado. Especialistas defendem mais empatia e transparência na comunicação, inclusive com uso de canais digitais personalizados. Outro ponto de atenção são as regiões Norte e Nordeste, que ainda registram altos índices de informalidade. Nessas áreas, o consignado pode ter papel estratégico, desde que venha acompanhado de educação financeira e abordagem mais assistida. O desafio, portanto, não é apenas financeiro ou tecnológico. Trata-se de reposicionar o consignado como plataforma de relacionamento com o trabalhador brasileiro, e não apenas como um produto de prateleira. Neste novo ciclo, os vencedores não serão necessariamente os maiores, mas os mais inteligentes. Dados, agilidade e empatia tornam-se os novos critérios de competitividade. E, se bem utilizados, podem inaugurar uma era de crédito mais humano, inclusivo e sustentável. Link Original

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Planejar e equilibrar metas é uma forma de autocuidado, orientam especialistas

A passagem da metade do ano convida à revisão das promessas feitas em janeiro. Muitas pessoas aproveitam para checar o que já foi feito e o que ficou pelo caminho. Na hora dessa revisão, é comum surgir à tona a culpa por não ter dado conta do que foi proposto inicialmente. Mas e se o problema não for o desempenho, e sim como o planejamento foi realizado? Especialistas alertam que é importante recalcular a rota, mas dando espaço para a flexibilidade. “A empolgação com o início de um ciclo nos faz esquecer do tempo que as coisas realmente levam para acontecer. Isso acontece por entusiasmo excessivo na hora de planejar, sem considerar oscilações naturais da vida (doença, férias, cansaço, demandas familiares). Para evitar isso, é útil dividir grandes metas em marcos menores. Assim, você ajusta o ritmo sem perder o propósito”, explica a professora Dalci Mendes Almeida, coordenadora da grande área de Gestão & Negócios da UniSul. Planejamento não é castigo Para a professora, rever o planejamento financeiro e pessoal deve ser parte da rotina. “É importante e estratégico revisar o planejamento financeiro com mais frequência; mensalmente, seria o ideal. Assim, você consegue avaliar o que funcionou, o que precisa ser ajustado e retomar o foco sem precisar esperar o final do semestre ou dezembro. A avaliação e controle de forma contínua permitem que seus objetivos sejam alcançados com maior êxito”, afirma. Esse raciocínio se aplica tanto ao controle do orçamento quanto ao andamento de metas profissionais, pessoais ou de saúde. Quando bem feita, essa revisão não é sinônimo de fracasso, mas de inteligência emocional. “Metas realistas levam em conta seus hábitos, renda e seu momento de vida. É preciso ter metas equilibradas; para isso, comece olhando para a sua rotina e não somente para os seus desejos”, reforça. É muito comum os planos serem feitos em cima de expectativas irreais ou baseadas na vida dos outros. A comparação, especialmente com o que é postado nas redes sociais, por exemplo, pode alimentar um ciclo de autocrítica nociva. “Evite metas baseadas em culpa ou comparação. Priorize pequenas conquistas consistentes. O segredo é transformar o planejamento e o controle em aliados, e não em motivos de frustração”, diz a docente. Cuidado com a cobrança A cobrança excessiva por metas não atingidas pode ter efeitos reais sobre a saúde mental. O professor Marcos Henrique Antunes, coordenador do curso de Psicologia da UniSul, destaca que “o planejamento deve servir como uma bússola, e não como uma prisão”. Segundo ele, há uma linha tênue entre disciplina e ansiedade disfarçada de produtividade. “Quando a pessoa sente culpa por descansar ou por não conseguir seguir um plano à risca, é sinal de que o planejamento deixou de ser uma ferramenta e virou uma forma de punição. Isso acontece muito com quem tem traços de perfeccionismo ou vive se comparando com os outros. Além disso, vivemos em uma sociedade demarcada pela produtividade a todo custo que supervaloriza esforço para alcance de resultados em detrimento do bem-estar e qualidade de vida.”, alerta o professor. Comportamentos como cortar totalmente os gastos com lazer, mesmo com folga no orçamento, ou economizar de forma obsessiva, são apontados como sinais de desequilíbrio. “Outra armadilha é guardar dinheiro de forma obsessiva, com medo constante do futuro, sem viver o presente. Esses comportamentos podem parecer disciplina, mas muitas vezes escondem ansiedade, culpa ou até uma relação desequilibrada com o dinheiro. Disciplina verdadeira é aquela que te permite viver bem o hoje enquanto constrói o amanhã”, explica a professora Dalci. Recalculando a rota Nem toda meta precisa ser perseguida até o fim. Abandonar uma meta também pode ser um ato de autocuidado — desde que a decisão venha de uma avaliação consciente, e não da desistência por impulso. “Pergunte-se: essa meta ainda faz sentido para mim? Ela ainda está conectada com quem eu sou e com o que eu quero neste momento?”, sugere o professor Marcos. Transformar a frustração em ponto de virada exige uma mudança de percepção. Ao invés de se perguntar por que não conseguiu, pergunte-se o que pode ser feito agora, com o que você aprendeu até aqui. “Analise o que deu certo e o que não saiu como o esperado. Quais metas avançaram? O que funcionou bem nelas? Quais travaram? Foi falta de tempo, dinheiro ou prioridade? Use essas informações para ajustar suas metas com base na realidade e não na expectativa. Aprender com a prática é mais valioso do que seguir um plano inflexível”, afirma a professora Dalci. Autocuidado é estratégia No fim das contas, planejar com equilíbrio é um jeito prático de se cuidar. Um planejamento saudável respeita o tempo das coisas e o ritmo de quem o conduz. “Planejar é também dizer ‘não’ ao excesso, é escolher o que importa, é fazer pausas sem culpa”, diz o professor de Psicologia. Para quem olha para os últimos meses com frustração, a dica é começar agora, com calma. Anote o que deu certo, o que travou, e, sobretudo, o que já não faz mais sentido. Troque a culpa por clareza. “A virada começa com uma pergunta sincera: o que eu realmente quero e posso fazer daqui pra frente?”, conclui o docente. Fonte: UniSul Link Original

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INSS já devolveu valores cobrados indevidamente a mais de 1,6 milhão de beneficiários

O Governo Federal está restituindo valores cobrados indevidamente de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Até esta quinta-feira (7), 1.666.378 pessoas já haviam aderido ao acordo de devolução, sendo que 98,5% delas já receberam os valores de volta. Ao todo, 2.430.737 beneficiários têm direito à restituição. Desses, cerca de 68,6% já formalizaram a adesão. O pagamento é feito automaticamente na conta em que o beneficiário recebe o INSS, sem necessidade de envio de documentos ou informações bancárias adicionais. Quem pode aderir ao acordo de reembolso do INSS Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram descontos indevidos e não receberam resposta das entidades em até 15 dias úteis. Também são incluídos aqueles que tiveram descontos entre março de 2020 e março de 2025, sem precisar ingressar na Justiça. A adesão também está aberta a quem já entrou com ação judicial, desde que não tenha recebido os valores. Para esses casos, o INSS pagará 5% de honorários advocatícios para ações individuais ajuizadas até 23 de abril de 2025. Como aderir ao acordo de devolução do INSS A adesão é gratuita e pode ser feita de duas formas: Pelo aplicativo Meu INSS; Em mais de 5 mil agências dos Correios espalhadas pelo país. A Central 135 não está habilitada para efetuar a adesão. Passo a passo para adesão no Meu INSS Acesse o aplicativo com CPF e senha; Clique em “Consultar Pedidos” e depois em “Cumprir Exigência”; Role até o último comentário e leia atentamente; Selecione “Sim” no campo “Aceito receber”; Clique em “Enviar” e aguarde o pagamento. A contestação de descontos indevidos pode ser feita até, pelo menos, 14 de novembro de 2025. O acordo continuará disponível após essa data, garantindo que mais beneficiários tenham tempo para aderir. Canais utilizados para contestação de descontos indevidos Desde o início da iniciativa, 5,1 milhões de contestações foram registradas por aposentados e pensionistas que não reconheceram os descontos. Os principais meios utilizados foram: Aplicativo Meu INSS: 59% dos registros (3.093.545 solicitações); Agências dos Correios: 28,8% dos registros (1.512.117 solicitações); Central 135: 7,3% (384.925 solicitações). Além disso, o INSS realizou 254.270 contestações de ofício para proteger automaticamente beneficiários vulneráveis, como idosos com mais de 80 anos com descontos iniciados após março de 2024, indígenas e quilombolas. Nova etapa atenderá vítimas de falsificação O INSS iniciará uma nova fase para beneficiar aposentados e pensionistas que contestaram descontos com base em documentos com assinaturas falsificadas. Esses beneficiários também terão direito ao ressarcimento. Até o momento, as entidades responderam a 1.068.046 contestações. Os documentos apresentados estão em análise e os beneficiários ainda não podem aderir ao acordo. Essas pessoas serão notificadas pelo Meu INSS ou nas agências dos Correios para: Aceitar os documentos apresentados; Contestar por falsidade ideológica ou indução ao erro; Declarar que não reconhecem a assinatura. Atenção aos golpes e segurança da adesão O INSS reforça que: Não envia links, SMS ou mensagens pedindo dados pessoais; Não cobra taxas nem solicita intermediários; Toda comunicação é feita pelos canais oficiais: app Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e Correios. O processo de devolução tem como objetivo reparar prejuízos, garantir segurança e proteger aposentados e pensionistas contra fraudes futuras. Link Original

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