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Caso Ultrafarma: auditor fiscal era o ‘cérebro’ do esquema de ressarcimento irregular de créditos tributários

Nesta terça-feira (12) o setor corporativo foi surpreendido com a notícia que o dono e fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, foi preso temporariamente durante a Operação Ícaro do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que desarticulou um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e grandes empresas varejistas. De acordo com o que foi divulgado pela investigação até agora, o esquema envolveu mais de R$ 1 bilhão em propinas para facilitar o ressarcimento irregular de créditos tributários. Além de Sidney, outras cinco pessoas foram presas, incluindo auditores fiscais e executivos. O esquema da empresa tinha como “cérebro” o auditor fiscal estadual Artur Gomes da Silva Neto, que teria atuado facilitando e fraudando o processo de ressarcimento de créditos tributários — especificamente o ICMS — para grandes empresas como Ultrafarma e Fast Shop. O ressarcimento de crédito tributário é um direito do contribuinte que pagou a mais, mas o procedimento para recebê-lo é burocrático e complexo. Segundo o MP, Artur coletava a documentação necessária, acelerava a aprovação dos pedidos para esse ressarcimento, e garantia que eles não fossem revisados internamente. Em alguns casos, os valores liberados eram maiores que os devidos, e o prazo para pagamento, reduzido. Em troca, ele teria recebido propinas milionárias, que ultrapassam R$ 1 bilhão desde 2021, pagas por meio de empresas intermediárias, incluindo uma empresa fantasma registrada em nome da mãe do auditor. O MP teve acesso a trocas de e-mails entre Arthur e o empresário Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e também entre o auditor fiscal e Mário Otávio Gomes, da Fast Shop. Segundo os promotores, as conversas mostram negociações e trocas de informações para facilitar o esquema de corrupção. Ao detalhar a ação em uma entrevista à imprensa, os promotores do caso disseram que o prejuízo aos cofres públicos ainda não foi calculado. Como a investigação começou A investigação se iniciou após o Ministério Público notar uma evolução patrimonial “absolutamente incompatível” da empresa Smart Tax, registrada em nome da mãe do auditor Artur, Kimio Mizukami da Silva, uma professora aposentada de 73 anos. De acordo com o MP, a Smart Tax é uma empresa fantasma, sem atividade operacional ou clientes, com sede em Ribeirão Pires (Grande São Paulo), que passou a receber pagamentos da Fast Shop a partir do segundo semestre de 2021. Essa movimentação financeira suspeita levou à análise detalhada de documentos, interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, quebras de sigilo e outras diligências que confirmaram o esquema de propinas para favorecimento fiscal. Os investigados poderão responder por diversos crimes Os envolvidos, se a investigação for confirmada, podem responder por: Corrupção ativa e passiva, por pagamento e recebimento de propinas; Organização criminosa, pela articulação e funcionamento do esquema; Lavagem de dinheiro, pela forma como os valores eram ocultados e movimentados. O MP aponta que o auditor Artur prestava uma espécie de “assessoria tributária criminosa”, indicando quais documentos as empresas deveriam apresentar para acelerar o processo de ressarcimento, e que ele próprio aprovava os pedidos com o certificado digital das empresas. Além disso, a Justiça já determinou o afastamento imediato dos auditores Artur e Marcelo das funções públicas, por suspeita de uso do cargo para prática criminosa. O que dizem os envolvidos? Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, informou que celebrou há alguns meses um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público, no qual reconheceu irregularidades tributárias, e foi homologado pela Justiça. Os valores devidos foram parcelados e estão sendo pagos. Sobre a prisão, seu advogado afirmou que ainda está analisando os motivos que levaram à decisão judicial. A Fast Shop afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação, mas que está colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos. Com informações g1 e CNN Link Original

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Saúde mental ganha espaço na negociação coletiva trabalhista já em agosto

A partir de agosto, as negociações coletivas trabalhistas passam a dar maior visibilidade a cláusulas específicas voltadas à saúde mental dos trabalhadores. O movimento foi consolidado com a divulgação, em 11 de agosto, do 10º Boletim de Boas Práticas em Negociações Coletivas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), elaborado em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O documento reúne 18 exemplos de cláusulas firmadas em convenções e acordos coletivos registrados no Sistema Mediador em 2023, com medidas que vão desde a oferta de atendimento psicológico até ações preventivas contra o assédio e a violência no ambiente de trabalho. Tendência: saúde mental no centro das negociações Tradicionalmente, os acordos coletivos focavam na prevenção de acidentes e na preservação da saúde física. No entanto, a intensificação das jornadas e do ritmo de trabalho, somada ao aumento de casos de adoecimento psíquico, levou sindicatos e entidades de classe a incluírem o bem-estar emocional como prioridade nas mesas de negociação. Entre as boas práticas listadas, estão: Assistência psicológica gratuita ou subsidiada; Campanhas de conscientização sobre saúde mental; Estudos para identificar causas de adoecimento psíquico; Auxílio financeiro para atividades físicas e terapias alternativas; Políticas de prevenção à violência e ao assédio moral ou sexual. Impacto e visão institucional Para a coordenadora de Relações do Trabalho do MTE, Rafaele Rodrigues, a incorporação de cláusulas voltadas à saúde mental representa um avanço significativo na valorização da vida e no alinhamento com as novas dinâmicas do mundo do trabalho. “Ao ampliar o debate para temas como saúde mental, as entidades sindicais demonstram sensibilidade às novas demandas e reafirmam seu compromisso com o bem-estar dos trabalhadores”, afirmou. Acesso ao boletim A série “Boas Práticas em Negociações Coletivas” é publicada periodicamente pelo MTE e pelo Dieese, apresentando cláusulas inovadoras registradas no Sistema Mediador. O 10º boletim, com foco em saúde mental, já está disponível no portal do MTE para download gratuito. Link Original

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Falta de qualificação afeta contratação e retenção de talentos no Brasil

A contratação e retenção de talentos tornou-se um dos maiores desafios para empresas brasileiras em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e globalizado. É o que revela levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), que identificou altos índices de dificuldade para manter equipes qualificadas em diferentes setores. Setores mais afetados De acordo com a pesquisa, 57% das empresas dos setores de comércio, serviços, indústria e construção relataram dificuldade em contratar e reter funcionários. Entre os segmentos, a construção civil lidera o ranking, com 82,4% das empresas enfrentando o problema, seguida pelo varejo ampliado (77,3%), indústria (76,8%) e serviços (76,5%). A principal barreira apontada é a falta de mão de obra qualificada, citada por 64% dos empreendedores entrevistados. Outros 9,4% afirmaram que os salários exigidos pelo mercado estão acima da capacidade de pagamento. Impactos operacionais A escassez de profissionais qualificados já provoca consequências diretas nas operações: 17,5% das empresas registraram atrasos na entrega de serviços e produtos; 21,5% relataram aumento da carga horária para atender à demanda. O estudo também mostra que, em 2024, 30% de todos os pedidos de demissão foram feitos por jovens de 18 a 24 anos, alta de 15% em relação a 2023. Esse movimento reforça a volatilidade da mão de obra mais jovem no mercado. Estratégias adotadas pelas empresas Questionadas sobre como enfrentam o problema, as empresas destacaram quatro principais medidas: Capacitação interna – adotada por 44% das empresas; Ampliação de benefícios – 32%; Aumento de salários – 14%; Terceirização do recrutamento – 10,5%. Essas ações buscam não apenas atrair profissionais, mas também reduzir a rotatividade e melhorar o engajamento das equipes. Benefícios como diferencial competitivo Dados da Pesquisa de Benefícios Robert Half 2024 mostram que 98% dos profissionais consideram o pacote de benefícios na avaliação de novas oportunidades. Entre eles, 80% desejam benefícios flexíveis e 77% gostariam de ver alterações nos benefícios atuais para acompanhar as mudanças do mercado. Segundo especialistas, planos de carreira transparentes, programas de reconhecimento e recompensas e flexibilização de jornadas também ganham destaque na decisão dos profissionais. Risco para empresas que não se adaptarem Com o mercado em constante transformação, empresas que não atualizarem suas políticas de gestão de pessoas e pacotes de benefícios correm o risco de perder seus melhores talentos. A perda de profissionais qualificados impacta diretamente a capacidade de inovação e crescimento das organizações. Investir em qualificação interna, oferecer benefícios flexíveis e criar um ambiente de trabalho atrativo são estratégias essenciais para aumentar a retenção de talentos no cenário atual. Link Original

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Isenções fiscais para aposentados e pensionistas do INSS; confira um guia completo

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm direito a isenções fiscais e de taxas municipais em diversas situações, conforme legislação vigente. Entre os benefícios estão isenção da taxa de incêndio, do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), da Taxa de Coleta de Lixo (TCL) e até do Imposto de Renda (IR), dependendo da idade ou condição de saúde. Para garantir esses direitos, é necessário realizar requerimentos junto aos órgãos competentes, com apresentação da documentação adequada. Esta reportagem detalha os principais benefícios, os critérios para concessão e o passo a passo para solicitar as isenções. No estado do Rio de Janeiro, aposentados e pensionistas que sejam proprietários ou locatários de um único imóvel residencial de até 120 metros quadrados, com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 7.590 em 2025), têm direito à isenção da taxa de incêndio. Esse benefício é previsto na Lei Estadual nº 3.686/2001. Para obter a isenção, o interessado deve fazer o requerimento pelo site do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (Funesbom). Após o preenchimento do formulário online, é necessário comparecer a um posto do Corpo de Bombeiros com os documentos exigidos. Documentos obrigatórios incluem carteira de identidade, CPF, comprovante de renda emitido pela fonte pagadora (extratos bancários não são aceitos), comprovante do imóvel como IPTU, certidão ou escritura registrada, comprovante de posse (como conta de água, luz ou gás), e, no caso de locatários ou comodatários, contrato de locação ou comodato com firma reconhecida em cartório. Também é preciso apresentar procuração se for o caso, além do termo de responsabilidade declarando que o imóvel atende aos critérios para isenção. Isenção do IPTU e da Taxa de Coleta de Lixo (TCL) para maiores de 60 anos Aposentados e pensionistas a partir de 60 anos têm direito à isenção do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e da Taxa de Coleta de Lixo (TCL) em alguns municípios, como o Rio de Janeiro. Para obter o benefício na capital fluminense, o requerente deve protocolar o pedido de Reconhecimento de Imunidade, Isenção e Não Incidência. O formulário está disponível no site da Prefeitura e pode ser entregue pessoalmente de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, na Rua Afonso Cavalcanti, 455 – prédio anexo, térreo. Além do local principal, há postos de atendimento na Barra da Tijuca (Barra Shopping), Campo Grande (West Shopping) e Cachambi (Norte Shopping), facilitando o acesso dos beneficiários. Isenção extra no Imposto de Renda para quem tem 65 anos ou mais Aposentados e pensionistas com 65 anos ou mais contam com isenção adicional no Imposto de Renda. Além da faixa de isenção regular (que varia de R$ 2.259,20 até abril de 2025 e R$ 2.428,80 a partir de maio), esses beneficiários têm direito a um abatimento extra de R$ 1.903,98 sobre seus rendimentos. Esse benefício é concedido automaticamente pela Receita Federal. A legislação brasileira (Lei nº 7.713/1988) prevê isenção do Imposto de Renda para aposentados e pensionistas que possuem doenças graves, independentemente da idade. O benefício se aplica inclusive a casos diagnosticados após a aposentadoria. As doenças contempladas incluem moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget, contaminação por radiação e síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids). O requerimento da isenção pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135, com apresentação da documentação médica atualizada, que inclua laudos, relatórios, atestados e a Classificação Internacional de Doenças (CID). Restituição retroativa do Imposto de Renda para portadores de doenças graves Além da isenção atual, aposentados e pensionistas portadores de doenças graves podem solicitar a restituição retroativa do Imposto de Renda pago indevidamente nos últimos cinco anos. O prazo para restituição é de até cinco anos a partir do recolhimento do imposto. Caso o diagnóstico tenha sido feito há mais de cinco anos, o pedido abrange apenas os últimos 60 meses antes da solicitação. O processo pode ser iniciado em uma unidade da Receita Federal ou pelo portal e-Cac (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte). Documentação necessária para solicitar isenção e restituição do IR Para requerer a isenção ou a devolução do Imposto de Renda, o aposentado ou pensionista deve reunir os seguintes documentos: Laudo médico com diagnóstico, data e CID da doença Documento de identidade (RG) e CPF Comprovante de concessão da aposentadoria ou pensão Comprovantes de rendimentos com descontos de IR Declarações de Imposto de Renda dos últimos cinco anos ou desde o diagnóstico Comprovante de residência Pedido formal de isenção e restituição junto à Receita Federal O requerente pode optar por abrir um processo administrativo ou retificar as declarações do IR nos anos anteriores por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD). As isenções fiscais disponíveis para aposentados e pensionistas do INSS contribuem para a redução da carga tributária e o aumento da qualidade de vida desse grupo. No entanto, é fundamental que os beneficiários estejam atentos aos critérios legais e cumpram os procedimentos de solicitação com os documentos corretos para garantir seus direitos. Além disso, os profissionais da área contábil têm papel essencial no suporte a esses contribuintes, orientando-os sobre as condições de isenção e ajudando na organização e entrega da documentação. Com informações Extra Link Original

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Tarifaço expõe fragilidade de pequenas e médias empresas no Brasil

A entrada em vigor da alíquota de 60% sobre compras internacionais de até US$ 50, medida apelidada de “tarifaço”, deve impactar diretamente os consumidores, mas o maior risco recai sobre pequenas e médias empresas (PMEs), segundo Marcus Marques, fundador e CEO do Grupo Acelerador. Para o especialista, o problema não está apenas na carga tributária, mas na falta de eficiência operacional que limita a capacidade de reação diante de cenários adversos. Efeito do tarifaço sobre PMEs De acordo com Marques, empresas com margens apertadas e processos pouco estruturados tendem a sentir mais a pressão. “O tarifaço vai pressionar ainda mais a margem de lucro, forçando ajustes imediatos em preços e operações. Mas cortar custos sem critério, demitir funcionários ou eliminar ferramentas importantes pode ser mais destrutivo do que o próprio imposto”, afirma. Ele destaca que a reação precipitada ao aumento de tributos pode comprometer a saúde do negócio no médio e longo prazo. “Empresários preparados não reagem apenas com cortes. Eles capacitam seus times, organizam processos e revisam modelos de negócio para ganhar eficiência.” Gestão interna como fator decisivo Para o especialista, a maior fragilidade de muitas empresas não está no ambiente externo, mas na própria estrutura interna. “São processos mal estruturados, baixa produtividade, desperdício e falta de visão estratégica. O tarifaço só expôs o que já estava frágil”, analisa. Dados do Sebrae mostram que mais de 60% das pequenas empresas operam com margens líquidas inferiores a 10%. Em um cenário de aumento de custos e queda no consumo, cada ponto percentual perdido pode comprometer a sustentabilidade do negócio. Medidas para enfrentar o cenário Marques orienta que, diante do novo contexto tributário, o empresário deve: Revisar indicadores de desempenho; Auditar processos internos; Delegar tarefas com inteligência; Investir na capacitação de equipes; Buscar eficiência sem comprometer recursos essenciais. “O que protege a lucratividade não é o valor do imposto, mas a capacidade da empresa de se adaptar com inteligência”, conclui. Pequenas e médias empresas devem aproveitar o momento para revisar seus modelos de gestão, identificar desperdícios e investir em eficiência operacional como estratégia de sobrevivência no cenário pós-tarifaço. Com informações Lara Visibilidade Estratégica Link Original

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Golpes focados em empresas do Simples Nacional aumentam; veja principais fraudes e como evitá-las

Nos últimos meses, aumentaram os casos de fraudes envolvendo empresas optantes pelo Simples Nacional e criminosos têm utilizado desde falsificação de guias até uso indevido de dados de empresas para aplicar golpes que podem gerar prejuízos financeiros e problemas com o Fisco. Segundo especialistas, a maior vulnerabilidade está na falta de conferência periódica das obrigações e na desinformação sobre procedimentos oficiais, o que abre espaço para ações fraudulentas. Ainda assim, muitas vezes os empresários acabam caindo em golpes já que apesar de possuir informações corretas, os boletos e guias enviados são muito similares, dificultando o reconhecimento do golpe. Principais tipos de golpes Boleto falso para pagamento do DAS Criminosos enviam boletos com aparência legítima, mas que direcionam o pagamento para contas de terceiros. Como prevenir: sempre emitir a guia diretamente no portal oficial do Simples Nacional ou via sistema contábil confiável. Clonagem ou uso indevido de CNPJ Empresas descobrem que seu CNPJ foi utilizado para emitir notas fiscais fraudulentas. Como prevenir: acompanhar regularmente o emissor de NF-e e monitorar movimentações no portal da Receita Federal. Phishing e captura de senhas Golpistas enviam e-mails ou mensagens falsas solicitando atualização de dados. Como prevenir: nunca informar senhas ou códigos fora dos canais oficiais e habilitar autenticação em duas etapas no e-CAC. Simulação de débitos Comunicação falsa sobre supostas dívidas para induzir o empresário a pagar valores inexistentes. Como prevenir: confirmar pendências apenas no sistema oficial da Receita ou com o contador. Consequências para a empresa Cair em um golpe pode resultar em: Prejuízo financeiro imediato Problemas fiscais por falta de pagamento do tributo correto Perda de credibilidade junto a clientes e fornecedores Exclusão do Simples Nacional em casos graves O papel do contador Escritórios contábeis desempenham papel central na prevenção e identificação de fraudes. Entre as práticas recomendadas estão: Conferência mensal das guias e comprovantes pagos; Monitoramento de obrigações no portal do Simples Nacional; Treinamento de clientes para reconhecer comunicações legítimas; Uso de softwares com integração segura aos sistemas oficiais. Como agir se for vítima Ao identificar qualquer irregularidade: Registrar um boletim de ocorrência; Notificar imediatamente a Receita Federal; Acionar o contador para corrigir obrigações e minimizar prejuízos; Monitorar movimentações fiscais nos meses seguintes. A prevenção é o caminho mais seguro para evitar fraudes no Simples Nacional. Atuação conjunta entre empresário e contador, aliada à conferência constante de dados e pagamentos, reduz significativamente o risco de cair em golpes que podem comprometer a saúde financeira do negócio. Link Original

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Empreenderores ganham novo recurso para quitar dívidas

A Receita Federal implementou uma nova funcionalidade no sistema de parcelamento ordinário que permite aos contribuintes do Simples Nacional e Microempreendedores Individuais (MEIs) escolher, no momento da solicitação, a quantidade de parcelas para regularizar seus débitos. Com essa mudança, os contribuintes ganham mais autonomia para definir o plano de pagamento que melhor se adequa à sua situação financeira, respeitando o limite máximo de 60 parcelas. Os valores mínimos por parcela continuam sendo R$ 300,00 para empresas do Simples Nacional e R$ 50,00 para MEIs. Segundo Mafrys Gomes, especialista em tributação e contabilidade, “essa atualização no sistema traz um grande benefício para os pequenos empresários, que agora podem planejar seus pagamentos com maior flexibilidade, adequando as parcelas à realidade financeira de seus negócios.” Ela acrescenta que “essa autonomia ajuda a melhorar o fluxo de caixa e facilita o cumprimento das obrigações fiscais, o que é fundamental para a sustentabilidade dos pequenos empreendimentos.” A nova funcionalidade já está disponível no Portal do Simples Nacional e no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) da Receita Federal, ampliando a praticidade e a digitalização dos serviços oferecidos. Fonte: GRUPO MCR Link Original

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Planejamento tributário: como reduzir custos e aumentar a competitividade

No Brasil, 95% das empresas pagaram mais impostos do que deveriam, segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Este dado revela uma realidade preocupante, mas também uma oportunidade: com boas estratégias, é possível reduzir a carga tributária e tornar o negócio mais competitivo no mercado. Planejar tributos não significa burlar o sistema. Muito pelo contrário: o planejamento tributário é uma ferramenta legítima e necessária para garantir eficiência fiscal e financeira. Trata-se de analisar, de forma estratégica, qual o regime tributário mais adequado para a empresa, além de adotar práticas que reduzam custos e maximizem resultados dentro da legalidade. Muitas vezes negligenciado, o planejamento tributário é tão importante quanto o controle de custos ou a gestão de vendas. Ele permite que a empresa compreenda melhor o seu perfil, aproveite incentivos fiscais, evite o pagamento indevido de tributos e mantenha-se competitiva, especialmente em setores com alta carga tributária. Um dos principais caminhos para isso é a escolha do regime tributário mais apropriado, seja o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, com base na realidade do negócio. Cada regime tem as suas particularidades e a escolha equivocada pode comprometer a margem de lucro e o crescimento da empresa. Além disso, é essencial ocasionalmente revisitar essa escolha, principalmente diante de mudanças no faturamento, na atividade econômica exercida e no cenário legislativo, como a atual Reforma Tributária em andamento. Para empresas de serviços optantes pelo Simples Nacional, o Fator R pode ser uma opção interessante.. Essa regra determina se a empresa será tributada pela tabela do Anexo III (com alíquotas menores) ou do Anexo V (com alíquotas mais elevadas), com base na razão entre a folha de pagamento e a receita bruta. Se o percentual de folha de pagamento (incluindo encargos) for igual ou superior a 28% da receita bruta dos últimos 12 meses, a empresa se enquadra no Anexo III, o que pode representar uma economia significativa de impostos. Portanto, o uso estratégico do Fator R, como o aumento da formalização da folha ou o ajuste na estrutura da empresa, pode ser uma forma eficaz de reduzir a carga tributária sem comprometer a conformidade legal. Não há como desvincular o planejamento tributário de uma boa gestão financeira. Ambos caminham juntos e se complementam. Ao conhecer a sua carga tributária de forma previsível e realista, o empresário pode projetar o fluxo de caixa, precificar corretamente seus produtos e serviços, investir com mais segurança e evitar surpresas com o Fisco. Nesse contexto, ferramentas de análise financeira, simulações de regimes e acompanhamento contábil se tornam indispensáveis. E o contador deixa de ser apenas um emissor de guias para se tornar um verdadeiro consultor estratégico, fundamental para a saúde do negócio. Em um ambiente empresarial cada vez mais desafiador, reduzir custos e aumentar a competitividade exige inteligência, informação e planejamento. A carga tributária, embora inevitável, pode ser otimizada com o nosso auxílio, como profissionais de contabilidade, para a tomada de decisões bem fundamentadas. O planejamento tributário, quando feito de forma contínua e estratégica, permite que as empresas não apenas sobrevivam, mas prosperem, mesmo em cenários de incerteza como o atual, com as mudanças trazidas pela Reforma Tributária. Assim, mais do que nunca, o empreendedor precisa contar com o apoio de um contador comprometido com o crescimento do negócio, uma vez que entender de impostos é entender de estratégia. Link Original

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Sonegação fiscal e concorrência desleal: reflexões sobre o caso Ultrafarma

A recente prisão de Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, em São Paulo, representa mais um capítulo lamentável da crônica nacional de sonegação fiscal. Trata-se de conduta que, além de violar o ordenamento jurídico, corrompe o próprio equilíbrio concorrencial do mercado. Ao optar pela via ilícita, em detrimento de uma gestão tributária eficiente, busca-se o ganho rápido de mercado mediante a supressão indevida de encargos que todos os demais operadores econômicos são obrigados a suportar. A percepção imediata que se impõe é a de que o Estado foi lesado. E, de fato, foi. Valores vultosos, estimados em mais de um bilhão de reais, deixam de ingressar nos cofres públicos, comprometendo a realização de políticas públicas e investimentos que poderiam beneficiar diretamente a coletividade. Entretanto, não se pode ignorar que a própria máquina estatal ostenta corresponsabilidade, seja por ineficiência fiscalizatória, seja por fragilidade na repressão a condutas que corroem a base tributária. É lícito supor que inúmeras outras empresas estejam, neste momento, valendo-se das mesmas práticas ilícitas. A repercussão econômica é igualmente grave. Quando um agente de mercado se vale de meios fraudulentos para reduzir artificialmente seus custos, obtém vantagem competitiva ilícita, afetando diretamente os concorrentes que atuam de forma regular. As consequências são múltiplas: perda de participação de mercado, redução de postos de trabalho e, não raramente, comprometimento da própria sobrevivência empresarial. A via adequada para a recomposição desses danos passa tanto pela responsabilização do agente infrator quanto pela imputação ao Estado do dever de indenizar, quando configurada a omissão no cumprimento de seu papel fiscalizador. Afinal, ao exigir o cumprimento das obrigações tributárias, o Estado também assume o dever correlato de assegurar um ambiente concorrencial equilibrado, condição indispensável à livre iniciativa e ao desenvolvimento econômico. A lição que se extrai é inequívoca: a gestão tributária eficiente não é apenas requisito de conformidade legal, mas pilar essencial para a solidez, a longevidade e a respeitabilidade de qualquer empreendimento. Por Beto Villani Link Original

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