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Por que só fundos podem investir nas melhores startups?

Apesar da crescente popularização do venture capital, o acesso direto às startups mais promissoras segue restrito a fundos e grandes investidores. O mercado global de venture capital movimentou mais de US$ 350 bilhões em 2024, segundo dados da Crunchbase, com aportes concentrados em startups de tecnologia e IA. No Brasil, o número de empresas investidas por fundos caiu nos últimos dois anos, mas o volume médio de capital por rodada aumentou, um indicativo claro de concentração. Ainda assim, investidores de varejo seguem à margem desse universo. A regulação e os altos valores mínimos de entrada fazem com que as oportunidades mais promissoras continuem restritas a fundos de investimento ou a empreendedores bem conectados. Ao mesmo tempo, cresce o interesse de profissionais de tech, executivos e HNWIs por acesso direto a startups específicas. Para Hugo Pereira, cofundador da Hill.com – fintech americana que estrutura SPVs para democratizar investimentos pré-IPO – o bloqueio é estrutural: ‘Os cap tables são dominados por fundos de investimento e founders. Um mercado bilionário fechado para investidores qualificados.’ A crítica de Hugo parte de sua vivência no mercado de M&A e ECM, onde observou repetidamente os mesmos padrões, sócios de grandes fundos, empresas familiares e holdings dominando o capital das startups de alto crescimento. A única forma do investidor comum participar disso, segundo ele, “é criando uma empresa ou sendo um cotista num fundo que investe em outros 20 ativos que ele não tem interesse”. Nos Estados Unidos, a realidade é outra. Hugo explica o modelo dos SPVs (Special Purpose Vehicles), estruturas legais criadas para reunir investidores “accredited”, aqueles com renda anual superior a US$ 200 mil ou patrimônio líquido acima de US$ 1 milhão, interessados em investir diretamente em empresas como SpaceX, Stripe ou Anthropic. “O SPV detém as ações da startup, e os investidores compram cotas do SPV. Isso permite investir com tickets menores, sem depender de fundos tradicionais”, afirma. Esse modelo tem atraído não apenas investidores qualificados, mas também profissionais de tecnologia com equity em startups e family offices que não acessam os fundos de VC mais seletivos. O potencial de retorno compensa a menor liquidez, “A lógica é parecida com o mercado de ações, mas com um holding period maior, de 2 a 5 anos. O upside pode ser de 10x a 100x, enquanto o mercado público entrega 7% a 10% ao ano”, explica. Plataformas como Hiive, Forge Global e EquityZen já oferecem esse tipo de acesso, mas ainda funcionam via brokers, com pouca automatização. “Não existe hoje um mercado automatizado tipo ‘Nasdaq para empresas privadas’. Mas exemplos como SpaceX, Canva e Databricks mostram que existe demanda, e há espaço para muito mais.” Finaliza Hugo. Link Original

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Finanças orientadas a dados: novo modelo transforma papel do setor financeiro nas empresas

Em um mercado cada vez mais dinâmico e imprevisível, o setor financeiro deixou de ser apenas o responsável por consolidar números e garantir conformidade. Neste sentido, surge um novo modelo conhecido como Data-Driven Finance, que coloca os dados no centro das decisões estratégicas e transforma profundamente o papel das finanças dentro das organizações. Esse novo paradigma representa mais do que uma digitalização de processos, pois ele transforma profundamente a maneira como decisões são tomadas e como o setor financeiro se posiciona dentro da organização. De acordo com a consultoria Gartner, até 2026, 90% dos departamentos financeiros deverão adotar soluções com inteligência artificial, o que confirma o que já é percebido na prática. A inteligência analítica deixou de ser exclusiva de áreas técnicas e passou a ser um pilar estratégico do negócio. Ao adotar uma abordagem orientada por dados, empresas passam a operar sobre três fundamentos essenciais que são a centralização das informações financeiras em um único ambiente, automação de relatórios e visualizações, e aplicação de inteligência artificial para análises, simulações e recomendações. A combinação desses elementos acelera o tempo de resposta da organização e reduz os riscos das decisões. O uso de tecnologia nesse processo não apenas otimiza rotinas, mas também empodera os profissionais de finanças. A Plataforma da Accountfy, por exemplo, oferece um conjunto de ferramentas que permite transformar qualquer colaborador em um verdadeiro analista de dados, mesmo sem domínio técnico. Entre as funcionalidades estão análises automáticas, simulação de múltiplos cenários, geração de apresentações executivas com narrativas inteligentes, e alertas preditivos baseados em comportamentos históricos. Esse tipo de inteligência embarcada permite detectar desvios antes que eles se tornem crises, identificar oportunidades de melhoria com mais precisão e acompanhar indicadores de forma proativa. Em vez de consumir horas consolidando dados ou cruzando planilhas, a equipe pode dedicar seu tempo àquilo que realmente gera valor , como a análise crítica, o suporte à estratégia e a projeção de cenários futuros. Segundo o Hackett Group, empresas que adotam soluções orientadas a dados conseguem reduzir seus custos em até 20% e gastam 75% menos tempo com tarefas de consolidação. Mais do que ganhos operacionais, isso representa uma mudança de cultura. O setor financeiro passa de executor a protagonista na criação de vantagem competitiva. Essa transformação já está em curso e tende a se intensificar com a expansão de tecnologias como o Open Finance, a automação inteligente e a inteligência artificial generativa. As empresas que entenderem cedo esse movimento estarão em vantagem. Automatizar, antecipar cenários e usar a inteligência de forma acessível e distribuída dentro do time financeiro já não é mais um luxo, é uma condição necessária para crescer de forma sustentável. 5 sinais de que sua empresa ainda não opera com finanças orientadas a dadosMesmo com o avanço da transformação digital, muitos times financeiros ainda operam em um modelo tradicional, travado por planilhas, retrabalho e baixa visibilidade. Se sua equipe se reconhece em alguns desses sinais, é provável que ainda esteja distante do modelo data-driven e da vantagem competitiva que ele representa. Os dados ainda são consolidados manualmente, com uso intenso de planilhasDe acordo com a PwC, 64% dos CFOs ainda dependem de planilhas para consolidar e analisar dados financeiros. Esse processo é lento, sujeito a erros e impede respostas em tempo real. A equipe financeira gasta mais tempo preparando relatórios do que analisandoSegundo a McKinsey, equipes que operam com finanças orientadas por dados conseguem realocar até 40% do tempo do time financeiro para tarefas analíticas e de suporte à decisão, em vez de atividades operacionais. A empresa só acessa informações consolidadas dias (ou semanas) após o fechamentoA pesquisa CFO Indicator Survey da Workday mostra que 55% dos CFOs levam mais de cinco dias úteis para fechar os números e ter acesso a informações consolidadas. O orçamento é rígido e difícil de revisar com base em dados atualizadosModelos estáticos de orçamento não acompanham a velocidade do negócio. De acordo com a Deloitte, 72% das empresas líderes já utilizam ciclos contínuos de forecasting apoiados por dados e cenários simulados. A empresa não consegue simular cenários de forma ágil e confiávelSe para testar o impacto de uma nova campanha, de um aumento de custos ou de uma mudança cambial é preciso montar uma nova planilha do zero, sua empresa está exposta a decisões com baixa base analítica. O estudo Future of Finance da McKinsey destaca que empresas com simulações em tempo real têm 23% mais chance de acertar suas metas de EBITDA. Fonte: Braun Comunicação Integrada Link Original

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2025 e a Reforma Tributária: mapeamento, dados e estrutura para não perder eficiência fiscal no novo modelo

A Reforma Tributária não deve ser encarada como uma barreira, mas como uma oportunidade para elevar o patamar da gestão fiscal. Com estrutura, dados e estratégia, é possível transformar obrigação em vantagem competitiva. Agosto como ponto de virada O mês de agosto marca um divisor de águas na implantação da Reforma Tributária. Com a proximidade das definições finais sobre os regimes de transição, as empresas enfrentam uma urgência real: transformar a gestão tributária para além do simples aproveitamento de créditos. É o momento de repensar estrutura, dados e processos com um olhar estratégico. O impacto estrutural vai além dos cálculos A entrada em vigor da CBS e do IBS exigirá muito mais do que ajustes operacionais. A promessa de um sistema não cumulativo demanda integração de dados fiscais, contábeis e operacionais, além de rastreabilidade e controle em tempo real.A complexidade está nos detalhes: classificação incorreta de produtos e serviços, inconsistência de cadastros, ausência de integração entre áreas e sistemas — tudo isso pode comprometer a apuração correta dos tributos e impedir o aproveitamento legítimo de créditos. E, mais do que isso, pode aumentar o risco de autuações e perdas financeiras. Governança fiscal começa com dados confiáveis Nesse contexto, a eficiência fiscal está diretamente ligada à qualidade das informações. A construção de uma governança robusta passa por três pilares:- Mapeamento preciso das operações;- Estrutura tecnológica capaz de integrar e validar dados em tempo real;- Especialização para interpretar regras e antecipar cenários.A dependência de planilhas ou sistemas descentralizados deixa as empresas vulneráveis. Por isso, o uso de um ERP preparado para o novo modelo é essencial — não como solução isolada, mas como parte de uma jornada de transformação. O papel estratégico do BTO na preparação tributária É aqui que entra o BTO (Business Transformation Outsourcing), um modelo que une BPO especializado com tecnologia avançada e inteligência de negócio. Ao adotar o BTO, a empresa acelera a adaptação à nova legislação com mais segurança e previsibilidade. A B2Finance recomenda os seguintes passos práticos e imediatos para empresas que queiram sair na frente: Diagnóstico tributário e operacional; Revisão de processos e sistemas; Centralização e qualificação de dados; Apoio estratégico especializado. Conclusão: tempo de agir com estratégia O tempo é curto, mas ainda há espaço para decisões estratégicas. Empresas que priorizarem agora a organização de dados, a revisão de processos e a adoção de tecnologias adequadas estarão mais preparadas para operar e crescer com eficiência no novo modelo tributário. Link Original

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Falta de juristas especializados trava a propriedade intelectual brasileira

A escassez de mão de obra qualificada é um problema crônico para diversas atividades econômicas no Brasil. Quanto mais especialização um setor exige, mais grave a situação. Por exemplo, é o que ocorre, dentro do mercado de inovação tecnológica, com o segmento de propriedade intelectual, conhecido pela sigla PI. De acordo com o Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), a falta de profissionais nessa área é um dos fatores que dificultam tornar a propriedade intelectual produzida por instituições de ciência e tecnologia em produtos ou negócios. Pesquisa mais recente do Fortec traduz isso em números. Segundo o levantamento, menos de um quarto (23,8%) dos núcleos de transferência de inovação tecnológica (NITs) no país conseguiram, em um ano (2023), firmar novos contratos de licenciamento. Os NITs são escritórios responsáveis pela proteção de invenções criadas no ambiente acadêmico e por licenciá-las para exploração econômica. Um dos gargalos está no suporte jurídico. Nem todos os escritórios de PI têm departamento jurídico internalizado. Primeiro, pela escassez desses profissionais. Depois, e em boa medida consequência desse fator, pelos elevados custos. A saída para esses escritórios é contratar assessorias jurídicas focadas em propriedade intelectual, mercado que tem apostado em novos modelos de negócios para atrair clientes. Um desses modelos é o da contratação por assinatura. Os prestadores de serviço oferecem planos com pacote de créditos para serem utilizados pela empresa especializada em PI conforme a demanda. Isso proporciona a essas empresas maior previsibilidade de custos e de redução e controle desses custos propriamente ditos. É o que explica a advogada Karen Sinnema, especialista em PI e fundadora do Sinnema Barbosa, escritório jurídico especializado em propriedade intelectual, fundado há 12 anos em Londrina (PR) e com atuação nacional. Até o final deste ano, o escritório deve ultrapassar a marca de 5 mil serviços jurídicos executados. “A carência de mão de obra no mercado de trabalho para contratações; o aumento do turnover (rotatividade de colaboradores) e a escassez de qualificação profissional atingem o setor produtivo no Brasil, em suas mais variadas atividades. Com o segmento de propriedade intelectual, altamente especializado, não é diferente”, avalia a jurista. “Assim”, continua a advogada, “as empresas de PI enfrentam dores como dificuldade em compor equipes técnicas robustas, com alto grau de especialização; processos travados ou atrasados por falta de profissionais experientes; e dificuldade para manter previsibilidade de custos em um cenário de grande volatilidade de recursos humanos.” Diante desse cenário, escritórios que lidam com atuação de marcas, patentes e direitos autorais não dispõem de departamento jurídico próprio. Recorrem, então, a escritórios de advocacia especializados. A oferta de planos de assinaturas se constitui em um modelo que atende tanto às necessidades das empresas de PI como potencializa os negócios desses escritórios jurídicos. É o que explicam os outros dois sócios do escritório paranaense, Thiago Galito Barbosa e Renata Barbosa. A solução em planos de assinatura do Sinnema Barbosa é voltada principalmente a empresas de PI que atendem mais de 100 clientes e que têm elevada demanda jurídico-administrativa mensal. “São empresas de PI que precisam escalar suas entregas com segurança, previsibilidade e sem ampliar o time interno. Ainda, que querem ampliar o portfólio de serviços, porém sem a necessidade de implementar um departamento jurídico próprio”, afirmam. “A assinatura proporciona redução de até 40% dos custos operacionais, além de garantir escalabilidade com segurança jurídica.” Os planos de assinatura podem ser semestrais ou anuais. Incluem diagnóstico gratuito da operação contenciosa jurídico-administrativa da empresa de PI e soluções sob medida para cada demanda. Os serviços contratados abrangem especialistas em contencioso administrativo e judicial de PI; atuação completa junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), atendimento sob demanda, sem vínculos trabalhistas, além de mais de uma dezena de procedimentos no âmbito de contencioso administrativo (quando não há necessidade de se ingressar com ação na Justiça). Fonte: Engenharia de Comunicação Link Original

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Segurança cibernética: responsabilidade de toda organização

Há muito tempo a segurança da informação deixou de ser uma preocupação exclusiva da área de TI e passou a ocupar um espaço estratégico nas decisões de negócios — especialmente junto às organizações públicas e privadas que operam em setores críticos e/ou lidam com grandes volumes de dados. Nesse contexto, monitorar a rede, a infraestrutura e o ambiente tecnológico se tornou procedimento primário. Um dos instrumentos para essa finalidade é o Centro de Operações de Segurança (SOC), que visa a proteção contínua em tempo integral do ambiente de rede, o qual pode ter a estrutura internalizada, terceirizada e gerida remotamente, ou ainda ser implementada de forma híbrida. A partir do SOC, especialistas monitoram, analisam e conseguem responder às ameaças em tempo ágil, uma vez que a equipe gerencia o ambiente 24×7, identificando comportamentos suspeitos, respondendo a incidentes e gerando visibilidade sobre os riscos que podem comprometer as operações. Ainda, com o monitoramento contínuo, fica mais simples cumprir exigências de governança, atendendo a demandas de setores altamente regulados como financeiro, saúde, jurídico e varejo. Segundo a IDC, o mercado de serviços gerenciados de segurança na América Latina crescerá acima de 10% ao ano até 2027. No Brasil, esse movimento é impulsionado pela digitalização acelerada e pelo aumento do número de ataques cibernéticos. Não por acaso, cada vez mais organizações governamentais e privadas estão buscando alternativas para proteger suas operações e manter a continuidade de suas operações. Mas deve haver integração das plataformas de segurança, pois silos de proteção isolados não conseguem cumprir seu objetivo maior de mitigar os riscos. Nesse sentido, a integração do SOC com firewalls, soluções de EDRs (Endpoint Detection and Response), SIEM (Security Information and Event Management) e segurança em nuvem compõe um ambiente mais protegido e capaz de identificar ameaças e antecipar riscos. Ainda, de acordo com a literatura técnica, o elemento humano é reconhecido como o elo mais fraco na segurança cibernética. Apesar dos avanços tecnológicos em sistemas de defesa, a vulnerabilidade humana continua a ser explorada por agentes mal-intencionados. Erros como senhas fracas, a falta de verificação de anexos de e-mail, sites e o compartilhamento de informações sensíveis são frequentemente brechas para ataques – os quais podem resultar em perdas financeiras substanciais, danos à reputação e comprometimento de informações confidenciais. Além disso, os ataques que exploram o fator humano, como phishing e engenharia social, estão se tornando cada vez mais sofisticados e difíceis de detectar. Preservar o ambiente virtual é um desafio complexo que exige uma abordagem abrangente e integrada. É preciso controlar as infraestruturas digitais, os dados e as operações, protegendo-os contra ameaças externas e internas. Para alcançar esse objetivo, é essencial adotar políticas de segurança cibernética robustas, investir em tecnologias avançadas e promover a capacitação interna de forma contínua e a colaboração com demais players do mercado com os mesmos objetivos de proteção e demandas de segurança similares. Por Guilherme Marcial, diretor comercial e marketing da Teletex Link Original

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Parcelamento do Simples Nacional: o que muda na prática e como orientar seus clientes de forma estratégica

Negociar débitos tributários passou a exigir ainda mais atenção técnica e sensibilidade para leitura de cenário. Com a atualização das regras de parcelamento do Simples Nacional, publicada pela Receita Federal, o movimento de regularização ganhou novos contornos, mais autonomia na escolha de parcelas, regras simplificadas e possibilidade de ajustes mais alinhados à realidade financeira das empresas. Para quem atua com micro e pequenas empresas, isso significa uma janela importante para orientar decisões que impactam diretamente a saúde fiscal, a continuidade operacional e o acesso a oportunidades, como certidões e financiamentos. A seguir, um panorama do que mudou e como transformar essa medida em vantagem competitiva para os clientes atendidos, além de ser um novo serviço de planejamento que pode ser incorporado ao seu portfólio de produtos. O que mudou no parcelamento do Simples Nacional? A principal alteração está na possibilidade de escolha: o número de parcelas deixou de ser fixado automaticamente pela Receita e agora pode ser definido pelo contribuinte, dentro do limite de até 60 vezes. Os valores mínimos por parcela seguem definidos: R$ 300 por parcela para empresas do Simples Nacional R$ 50 por parcela para MEIs Essa flexibilidade oferece margem para trabalhar simulações mais aderentes ao fluxo de caixa das empresas, inclusive permitindo decisões mais conscientes entre pagamento à vista e parcelado, considerando o impacto financeiro total. Quem pode aderir? A regra é válida para: MEIs Microempresas (ME) Empresas de Pequeno Porte (EPP) Desde que enquadradas no Simples Nacional e com débitos vencidos até 30 de junho de 2025, inclusive os que já estão em cobrança judicial ou inscritos na Dívida Ativa da União. Vale lembrar que o parcelamento pode ser solicitado de forma totalmente digital, via Portal do Simples Nacional ou e-CAC. A regularização é efetivada com o pagamento da primeira parcela. Reflexões estratégicas: quando parcelar e quando não? O parcelamento não é uma solução única, deve ser analisado caso a caso. A seguir, alguns cenários típicos do dia a dia contábil, com observações que ajudam a sustentar uma recomendação mais fundamentada: Comparativo prático: custo efetivo do parcelamento Situação Valor da dívida Parcelas Parcela mensal Total aproximado pago Acréscimo (%) Pagamento à vista R$ 3.000 1 R$ 3.000 R$ 3.000 0% Parcelamento em 6x R$ 3.000 6 R$ 550 R$ 3.300 +10% Parcelamento em 12x R$ 3.000 12 R$ 325 R$ 3.900 +30% Em dívidas menores, como o exemplo acima, o acréscimo pode comprometer o custo-benefício. Nesses casos, vale a pena avaliar a capacidade de pagamento à vista ou o uso de valores recuperáveis via revisão fiscal para abater parte da dívida. Quadro-síntese para tomada de decisão Situação Parcelamento indicado? Motivo Dívida alta + fluxo apertado Sim Dilui o impacto no caixa, evita exclusão Dívida pequena + caixa folgado Não Custo dos juros pode ser maior que o benefício Precisa de CND para contrato Sim Parcelamento ativo permite emissão da certidão Possibilidade de desconto à vista Não Menor custo total pagando tudo junto Essa leitura é especialmente relevante no momento de validar as estratégias junto aos sócios, evitar parcelamentos desnecessários ou, por outro lado, garantir adesão imediata para preservar a regularidade da empresa. O impacto do parcelamento na CND e nas operações Manter o CNPJ regularizado com um parcelamento ativo e adimplente pode ser o diferencial para que o cliente participe de licitações, celebre contratos ou consiga crédito. O papel técnico aqui é antecipar cenários, e orientar o parcelamento não apenas como solução de dívida, mas como ponte para viabilizar negócios. Atenção às armadilhas do parcelamento automático Há situações em que o valor mínimo da parcela (R$ 300) inviabiliza o fôlego de caixa da empresa. Isso pode gerar inadimplência futura e, com ela, perda do parcelamento, incidência de novos encargos e bloqueio de certidões. Outra armadilha comum: negociar apenas para “limpar a situação” e ignorar o custo financeiro total envolvido. Simulações prévias ajudam a embasar tecnicamente a escolha mais adequada. Recuperação tributária como alívio de caixa Dívida parcelada não significa fim dos problemas, apenas o início de uma nova etapa que exige atenção ao fluxo financeiro. Um caminho complementar e estratégico é revisar os últimos cinco anos em busca de créditos tributários. Mesmo no Simples Nacional, é possível identificar valores recuperáveis em casos como: CNAEs enquadrados de forma incorreta: Alíquotas aplicadas erroneamente; Tributações indevidas de ICMS–ST e produtos monofásicos. Essa análise pode gerar não apenas restituições retroativas, mas também melhoria de margem no curto prazo, funcionando como contrapeso ao custo do parcelamento. Vale a provocação: diante de clientes endividados, qual é o papel real da contabilidade? Ser apenas o executor do parcelamento ou o agente que antecipa o impacto, projeta cenários e busca soluções estruturantes para o caixa? Regras mudam, mas a inteligência contábil segue sendo a peça-chave para transformar obrigações em estratégia. Link Original

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Governo libera quatro novas notas técnicas sobre reforma tributária do consumo

O governo publicou, nesta terça-feira (12), a Nota Técnica 2025.001 v1.08, que abrange mudanças no Projeto Nota Fiscal Fatura de Serviço de Comunicação Eletrônica (NFCom), no Projeto Conhecimento de Transporte Eletrônico, no Projeto Bilhete de Passagem Eletrônico e no Projeto Nota Fiscal de Energia Elétrica Eletrônica. A nota substitui e complementa, no âmbito dos documentos eletrônicos, a DFe – Nota Técnica 2024.001 – IBS/CBS v1.10.  A NT modifica o leiaute dos DFe, inserindo os grupos e campos opcionais relacionados à tributação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Sobre Serviço (IS), em atendimento à legislação vigente. As notas técnicas de cada projeto podem ser conferidas abaixo: CTe_Nota_Técnica_2025_001 – RTC_v1.08 BPe_Nota_Tecnica_2025_001_RTC_v1.08 NF3e_Nota_Tecnica_2025_001_RTC_v1.08 NFCom_Nota_Tecnica_2025_001_RTC_v1.08 Com informações Portal da Reforma Tributária Link Original

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Lançado Plano Brasil Soberano com R$ 30 bi de crédito para exportadores

O governo federal publicou a Medida Provisória (MP) 1.309/2025, que institui o Plano Brasil Soberano, conjunto de medidas voltadas a apoiar empresas brasileiras prejudicadas pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre exportações. A MP prevê linha de crédito de R$ 30 bilhões para exportadores, ajustes em seguro de crédito à exportação, prorrogação de suspensão de tributos e compras governamentais de gêneros alimentícios que não puderam ser exportados. O texto entra em vigor imediatamente e precisa ser votado pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder validade. Uma das principais iniciativas do Plano Brasil Soberano é a linha de financiamento de R$ 30 bilhões, oferecida pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE). O crédito será complementar às linhas já existentes, destinado a pessoas físicas e jurídicas exportadoras de bens e serviços, incluindo seus fornecedores. Os beneficiários deverão manter ou ampliar o número de empregos. Caso descumpram essa exigência, poderão perder os benefícios da taxa de juros do financiamento. O Conselho Monetário Nacional definirá condições, encargos, prazos e normas regulamentares. Finalidade do financiamento Entre as hipóteses de uso do crédito estão: Capital de giro para exportadores; Aquisição de bens de capital e investimentos para adaptação da atividade produtiva; Projetos que fortaleçam a cadeia produtiva e ampliem exportações; Investimentos em inovação tecnológica ou adaptação de produtos e serviços para novos mercados. O FGE poderá incluir seguro de crédito voltado a projetos de investimento produtivo no Brasil, com foco em produtos de média ou alta intensidade tecnológica ou ligados à economia verde. As linhas serão operadas pelo BNDES ou instituições financeiras habilitadas. Compra de gêneros alimentícios A MP permite que alimentos que não puderam ser exportados devido às tarifas sejam adquiridos diretamente pela administração pública federal, estadual, distrital ou municipal. A contratação será feita sem licitação, com apresentação simplificada de termo de referência e possibilidade de adoção do sistema de registro de preços. O preço será calculado pela média dos valores de mercado e os contratos poderão ter vigência de até 180 dias. A regulamentação sobre produtos elegíveis e critérios de habilitação ficará a cargo dos ministros da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. Garantias e prorrogação de tributos A MP também amplia a garantia prestada pelo Fundo de Garantia de Operações do Pronampe, permitindo que instituições que operam com recursos de terceiros sejam beneficiadas. Além disso, a medida autoriza a prorrogação, por até 84 meses, de pagamentos de parcelas vincendas e vencidas de operações já contratadas, mantendo a garantia do FGO. É possível ainda acrescentar até 12 meses de carência ou suspender parcelas de forma temporária. Os prazos de suspensão de tributos previstos no regime aduaneiro especial de drawback poderão ser estendidos por até um ano, desde que a exportação tenha sido afetada pelas tarifas dos Estados Unidos. A prorrogação depende de comprovação de condições específicas previstas na medida provisória. Impacto do tarifaço dos EUA O tarifaço afeta 35,9% das mercadorias brasileiras exportadas para os Estados Unidos, representando 4% do total das exportações do país. Apesar do aumento de tarifas, o governo mantém política de abertura de novos mercados e não aplica reciprocidade neste momento. O presidente destacou que as exportações para os EUA caíram de 25% para 12% do total e que o país busca negociações para aproximar relações comerciais. Ele também mencionou esforços no âmbito do BRICS para melhorar relações com os países afetados pelas tarifas. Tramitação e votação A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para manter sua validade. Caso não seja votada dentro do prazo, a medida perde efeito. Durante a cerimônia de assinatura, estiveram presentes os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reforçando a importância da rápida tramitação das medidas para que os exportadores prejudicados sejam beneficiados. Com informações da Agência Câmara de Notícias Link Original

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Ministro descarta votação em dezembro do projeto de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e quer agilidade na aprovação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou a possibilidade do projeto de lei que concede isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil ser votado apenas em dezembro, conforme havia afirmado o relator e deputado Arthur Lira (PP-AL) nesta terça-feira (12). O ministro disse durante audiência no Senado que “tem que aprovar. Hoje eu vi um papo de que vai para dezembro. Não pode”, reforçando que o governo quer aprovar a ampliação da isenção do IR o mais rápido possível. Já Lira justificou que “dependendo das variações e sugestões de proposta, esse texto pode ficar com mais ou menos urgências, com prazos para setembro (caso haja mudança de CSLL) ou dezembro”. A pasta propõe a aprovação ainda neste ano para início da vigência já em 2026. Confira como está o projeto até agora: Entenda as novas alíquotas de isenção Renda mensal (em R$) Desconto (%) Imposto sem desconto (R$) Imposto final a pagar (R$) 5.000,00 100 312,89 0 5.500,00 75 436,79 190,47 6.000,00 50 574,29 394,54 6.500,00 25 711,79 598,61 7.350,00 0 891,79 891,79   Renda anual (em R$) Cálculo da alíquota mínima Alíquota Final (em %) Imposto mínimo extra a pagar 750.000 (750.000 – 600.000) / 600.000 x 10% 2,5 18.750 900.000 (900.000 – 600.000) / 600.000 x 10% 5 45.000 1.050.000 (1.050.000 – 600.000) / 600.000 x 10% 7,5 78.750 1.200.000 (1.200.000 – 600.000) / 600.000 x 10% 10 120.000 Com informações Portal da Reforma Tributária Link Original

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