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Os aluguéis e a casa própria na Reforma Tributária

A reforma tributária introduz o imposto sobre bens e serviços (IBS) e a contribuição sobre bens e serviços (CBS), que passam a incidir sobre operações como compra, venda, locação e arrendamento de imóveis, que antes eram sujeitas apenas a contribuições como PIS e COFINS em algumas situações. Serão considerados contribuintes do IBS e da CBS as pessoas físicas que vendem mais de três imóveis no ano anterior (adquiridos há menos de cinco anos) ou mais de um imóvel construído por si mesmo nos últimos cinco anos. Empresas que vendem imóveis também serão contribuintes, mas com um desconto de 50% na alíquota padrão. A carga tributária efetiva sobre a venda de imóveis será de aproximadamente 15,9% sobre o lucro das operações de venda, tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas. Isso representa um aumento em relação ao regime anterior. Imóveis populares Para imóveis populares residenciais novos destinados à moradia, a reforma introduz um redutor social de R$ 100 mil na base de cálculo do IBS e da CBS. Para lotes residenciais, o redutor é de R$ 30 mil, visando tornar os imóveis mais acessíveis para famílias de menor renda. O tributo será devido no ato da alienação, mesmo que o pagamento ainda não tenha sido concluído ou esteja condicionado a fatores futuros, incluindo promessas de compra e venda com pagamento parcial. A reforma afeta os compradores de forma indireta, pois a tributação sobre o vendedor pode ser repassada ao preço final do imóvel, especialmente em transações de imóveis de alto padrão, onde o impacto tributário é maior. O que muda nos aluguéis A alíquota padrão sobre aluguéis será reduzida em 70%, resultando em uma tributação efetiva de até 7,95% sobre o valor dos aluguéis, além da tributação de imposto de renda, quando aplicável. As pessoas físicas com receita anual de mais de R$ 240 mil provenientes de mais de 3 imóveis alugados (equivalente a R$ 20 mil por mês) ou com renda anual de aluguéis ultrapassando R$ 288 mil, mesmo que detenham menos de 3 imóveis alugados. Foi proposta a dedução de R$ 600 na base de cálculo de cada imóvel locado. Ou seja, o tributo será devido somente sobre o valor que ultrapassar essa quantia em relação a cada imóvel. Os inquilinos serão afetados pela reforma tributária ao ver os valores dos aluguéis subirem, pois os proprietários poderão repassar a carga tributária aos locatários, especialmente em casos em que a tributação sobre aluguéis for significativa. A causa do aumento O sonho da casa própria também ficará mais caro após a entrada em vigor da reforma tributária. A venda de um imóvel, atualmente, paga PIS e COFINS, no que se refere aos impostos sobre consumo. Atualmente, um imóvel não paga ICMS, pois imóvel não é mercadoria. Atualmente, também não paga ISS, pois imóvel não é serviço. A partir da unificação do ICMS com PIS, COFINS e ISS, o imóvel ficará sujeito a todos estes impostos, tanto sobre mercadorias quanto sobre serviços, renomeados como IVA (IBS+CBS), este é o motivo do aumento. Link Original

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Golpes financeiros digitais: como se proteger?

Com aumento crescente de processos digitais, as rotinas financeiras migraram quase que completamente para o digital, quase que extinguindo a movimentação física de valores. Boletos, faturas de cartão, transferências bancárias, débito automático, aplicações e resgates realizados de forma programada, pagamentos via app, etc. Tudo isso passou a ser rotina na vida financeira das pessoas e das empresas. Com todos os dados de processos acontecendo no digital, os golpes financeiros se aperfeiçoaram para alcançar o patrimônio das vítimas nestes canais. Como os golpistas pensam e agem? Os golpes financeiros mais conhecidos são relacionados ao roubo de dados. Golpistas enviam links com propostas enganosas, como ofertas de emprego, empréstimos bancários atraentes, produtos em promoção, e outras promessas de vantagens que geralmente fogem da normalidade, se apresentando atrativas. Uma vez aberto o link, no celular ou no computador, uma página que simula o site de um banco ou empresa conhecida irá captar dados da pessoa ou empresa, e a partir desses dados coletados os golpistas executarão a fraude financeira, podendo extorquir as vítimas. Outras formas de agir dos golpistas envolvem oferecer produtos ou serviços falsos por valores atrativos, de forma a enganar o consumidor e obter a conclusão de um pagamento, porém os produtos nunca será entregue. Já mais recentemente temos os golpes envolvendo o envio de valores via PIX, com a solicitação de devolução sendo feita diretamente à vítima, porém fazerfazendo o pix para a conta indicada pelo golpista, a transferência original é estornada, deixando a vítima no prejuízo. Mas, como se proteger? Algumas dicas importantes são: 1 – Sempre desconfie de ofertas muito vantajosas, acima do normal: Vagas de emprego com salários acima do mercado, oferta de crédito com taxas de juros muito baixas e sem muita burocracia para liberação, produtos em oferta por valores muito abaixo do praticado no mercado, etc; 2 – Confira sempre se o link aberto é realmente da empresa ou instituição (Geralmente o golpista irá simular o site real modificando alguns caracteres, como “Magaziine Luiza” ou “Banc0 do Brasil”); 3 – Nunca forneça seus dados pessoais completos, muito menos dados de cartões de crédito se não tiver a certeza de estar em um ambiente seguro (site ou app de empresas com as quais mantém relacionamento financeiro); 4 – Utilize, sempre que possível, cartões virtuais em transações digitais, e administre os limites conforme a necessidade real de utilização, nunca mantendo os limites totais de crédito disponíveis. Por fim, não é uma opção para o empresário deixar de conhecer estes riscos, ou se omitir de tomar atitudes preventivas quanto ao perigo de cair em golpes financeiros. Desde o pequeno negócio, até as grandes empresas, todos devem tomar atitudes e investir na segurança digital das finanças, além de estar cientes de que todos estão sujeitos a cair em golpes financeiros, cada dia mais sofisticados. Link Original

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Pelo segundo ano consecutivo, remuneração mensal fixa média de executivos no Brasil fica estável

As incertezas políticas e econômicas causaram impacto nos rendimentos da alta liderança. É o que revela a Pesquisa de Remuneração para presidentes e diretores executivos da Page Executive, unidade de negócios do PageGroup especializada no recrutamento de executivos de alta liderança. De acordo com o levantamento, a remuneração mensal fixa média desse grupo no Brasil apresentou estabilidade salarial em todos os cargos, independente do porte da empresa. “Mesmo com a remuneração fixa estável, é evidente que as empresas estão sendo criteriosas ao decidir quem manter no centro de suas estratégias. Há uma movimentação intencional para reter líderes que, além de entregarem resultados, consigam engajar times e direcionar transformações em contextos complexos. Em um cenário de baixo crescimento e alta concorrência por perfis diferenciados, essas escolhas dizem muito sobre o tipo de futuro que cada organização pretende construir.”, comenta Humberto Wahrhaftig, diretor executivo na Page Executive O estudo foi realizado de outubro de 2024 a fevereiro de 2025 e contou com a participação de 2 mil executivos de alta liderança que atuam em empresas de diversos setores, de pequeno, médio e grande porte, na América Latina. A remuneração desses profissionais é classificada por faixas, de acordo com o porte de faturamento da empresa onde atuam: até R$ 250 milhões, de R$ 250 milhões a R$ 500 milhões, de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão e acima de R$ 1 bilhão. Para Paulo Dias, diretor executivo da Page Executive, a estabilidade da remuneração fixa, pelo segundo ano consecutivo, reflete os impactos diretos de um cenário político e econômico ainda incerto. “O ambiente atual impõe cautela nas revisões salariais. O que observamos foi a manutenção dos patamares para a maioria dos executivos, com ganhos acontecendo de forma pontual — mais ligados a contextos específicos de cada empresa do que a uma tendência generalizada de mercado”, explica. “As faixas salariais devem ser interpretadas não apenas pelos valores que apresentam, mas pelo que comunicam sobre o posicionamento da empresa. Ajustes em determinados níveis de remuneração indicam onde a companhia está investindo e quais funções estão ganhando protagonismo dentro do negócio”, afirma Humberto. Confira abaixo como ficou a remuneração para cada cargo analisado na alta liderança: CEO “Apesar de estarmos falando do principal cargo da organização, os ajustes salariais para CEOs foram pontuais. Em muitos casos, a manutenção da remuneração vem acompanhada de uma cobrança ainda maior por entrega de resultados, liderança em transformação digital e preparação de sucessores”, diz Wahrhaftig. Até R$ 250 milhões: Ano Faixa de remuneração 2023 R$ 40 mil a R$ 65 mil 2024 R$ 40 mil a R$ 65 mil   Estabilidade   “Líderes de Recursos Humanos têm um papel central em momentos como este, apoiando a alta liderança na condução de negociações com os demais executivos de forma cautelosa e alinhada à cultura organizacional. Ainda assim, observamos uma estabilidade na remuneração média desses profissionais”, comenta Paulo. CTO “Com a readequação do mercado de tecnologia, muitas organizações diminuíram o fluxo de grandes investimentos e aumentos nas remunerações, mantendo a estabilidade do salário dos CTOs”, explica Humberto. CCO “Sofrendo com ajustes econômicos, a área comercial não registrou muitas movimentações salariais em 2023. Foram observados apenas leves crescimentos em empresas com maior faturamento e capacidade de investimentos”, diz Wahrhaftig. COO “A remuneração média dos diretores de operações, no geral, manteve o índice dos últimos anos, salvo exceções onde esses executivos possam ter acumulado mais responsabilidades”, completa Dias. Fonte: Conteúdo Comunicação Link Original

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Médicos podem usar contratos de aluguel para reduzir carga tributária

A rotina de médicos no Brasil está prestes a ganhar uma dimensão ainda mais estratégica. Com a implementação da reforma tributária prevista para 2026, profissionais da saúde que possuem clínicas ou imóveis comerciais poderão reduzir a carga tributária de maneira significativa, utilizando contratos de aluguel para gerar créditos tributários. A nova legislação representa uma transformação no sistema atual, trazendo tanto desafios quanto oportunidades. Para quem se preparar adequadamente, será possível transformar despesas fixas em benefícios fiscais e otimizar a saúde financeira dos negócios. Reforma tributária e o novo IVA: o que muda para médicos A principal mudança será a substituição de diversos tributos pelo novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA). No modelo atual, médicos não conseguem aproveitar créditos fiscais sobre despesas como aluguel. Com o IVA, essa dinâmica se altera: determinados custos operacionais passarão a gerar créditos tributários compensáveis. De acordo com levantamento da KPMG, mais de 420 mil médicos estão inscritos no Conselho Federal de Medicina (CFM). Estima-se que, até 2025, esse segmento seja responsável por mais de 7,4 milhões de metros quadrados de novas construções comerciais. Como contratos de locação podem gerar créditos tributários O mecanismo é simples, mas estratégico. Suponha que um médico pague R$ 1.000 de aluguel por mês, com 8,43% de tributos embutidos no valor. Isso gera um crédito tributário mensal de R$ 84,30. Se o profissional tiver receita de R$ 10.000 em procedimentos médicos e pagar 12% de IVA (R$ 1.200), poderá abater R$ 84,30 do valor devido. Ao longo de um ano, essa dinâmica pode representar economias expressivas, principalmente em clínicas de médio e grande porte. Cuidados na estruturação dos contratos de locação Para que o benefício seja aproveitado plenamente, a formalização dos contratos de aluguel deve seguir padrões que atendam à nova legislação tributária. Um ponto crucial é decidir se o contrato estará em nome de pessoa física ou jurídica, pois essa escolha impacta diretamente na possibilidade e no volume de créditos tributários. Especialistas recomendam que clínicas avaliem: A titularidade do contrato; A correta discriminação dos valores de aluguel e encargos; A regularidade dos fornecedores de imóveis e serviços. Despesas operacionais: mais oportunidades de geração de crédito Além dos contratos de locação, despesas rotineiras de funcionamento das clínicas poderão gerar novos créditos tributários, como compras de medicamentos, contratação de serviços e aquisição de equipamentos médicos. A importância da antecipação e do planejamento tributário O sucesso nessa nova realidade tributária depende da preparação prévia. Médicos e empresários da saúde precisam revisar contratos, fornecedores e processos internos, ajustando-se às exigências do novo modelo. Reforma tributária: risco ou oportunidade? Apesar das incertezas, a reforma tributária pode representar uma oportunidade única para o setor médico. Se corretamente aproveitada, permitirá reduzir a carga tributária e elevar o nível de gestão e controle financeiro das clínicas. A hora de se preparar é agora A reforma tributária de 2026 será um divisor de águas. Médicos que entenderem as novas regras e se anteciparem às exigências poderão transformar custos em economia tributária e ganhos de eficiência. Quer se aprofundar mais? Acompanhe nossas matérias especiais sobre reforma tributária e saiba como proteger o futuro financeiro da sua clínica. Link Original

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Entrega da pré-preenchida do Imposto de Renda 2025 cresce e atinge quase metade do total

A utilização da declaração pré-preenchida do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) com login gov.br representou 46% das mais de 15 milhões de entregas feitas à Receita Federal entre 17 de março e 24 de abril de 2025. O número confirma o avanço da modalidade, que em 2024 foi utilizada por 41% dos declarantes. Gerida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a plataforma gov.br facilita a identificação segura dos cidadãos e a integração com os sistemas públicos, agilizando o preenchimento da declaração de IR. O Secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, destacou que o crescimento do uso da pré-preenchida demonstra a eficiência dos serviços digitais no país.  “O login gov.br integrado a outros sistemas garante a segurança dos dados e facilita a vida das pessoas”, afirmou Mascarenhas. Crescimento contínuo da pré-preenchida Nos últimos anos, o uso da declaração pré-preenchida via gov.br apresentou crescimento expressivo: em 2022, representava apenas 7% das entregas. Em 2024, já somava 41%, e, para 2025, a Receita Federal estima que mais de 26 milhões de declarações sejam enviadas nessa modalidade, o que representaria 57% do total. A pré-preenchida traz vantagens relevantes para o contribuinte, como a redução de erros no preenchimento e maior agilidade no envio da declaração. Além disso, optar por essa modalidade e solicitar a restituição via Pix são critérios secundários que podem melhorar a posição do contribuinte na fila de restituição. Segurança reforçada e atenção ao preenchimento Para utilizar a declaração pré-preenchida, é necessário ter uma conta nível Prata ou Ouro no gov.br, que garante maior segurança na autenticação. Para quem conta com apoio de terceiros na entrega do IR, é possível autorizar o acesso sem precisar compartilhar senha, utilizando o site ou aplicativo Meu Imposto de Renda da Receita Federal. O secretário do Governo Digital alerta sobre a importância de proteger o acesso. “A conta GOV.BR é pessoal e deve ser preservada. O ideal é sempre ativar a verificação em duas etapas para garantir a segurança.” Apesar da praticidade, os usuários da pré-preenchida ainda precisam revisar os dados fornecidos automaticamente e incluir informações complementares, como rendimentos recebidos, bens adquiridos e outros dados obrigatórios, munidos da documentação comprobatória necessária. Como fazer a declaração pré-preenchida? Todos os contribuintes podem usar a declaração pré-preenchida, independentemente da forma escolhida para fazer o preenchimento. Veja o passo a passo: Pelo computador Baixe o programa da declaração do IR 2025 no site da Receita Federal; Faça login com a sua conta gov.br; Na tela inicial, clique em “Nova”; Escolha a opção “Iniciar declaração a partir da pré-preenchida”. Pelo portal e-CAC (online) Acesse o portal e-CAC com sua conta gov.br; No menu, clique em “Declarações e Demonstrativos”; Depois, selecione “Meu Imposto de Renda”; Clique em “Preencher declaração online”; Na próxima tela, escolha “Iniciar Declaração” e depois selecione “Pré-Preenchida”. Pelo celular (app Receita Federal) Baixe ou abra o app “Receita Federal”; Faça login usando a conta gov.br; Escolha o ano da declaração (2025); Clique em “Iniciar Declaração”; Selecione a opção “Pré-Preenchida”. Com informações adaptadas do MGI Link Original

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