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O RH no centro da Reforma Tributária: entenda como o setor é atingido diretamente

A discussão sobre reforma tributária no Brasil vem se intensificando nos últimos meses, especialmente com a chegada das regulamentações que darão forma definitiva à transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo que será iniciado já em 2026. Apesar do debate ter se concentrado em áreas como contabilidade, tecnologia e operações, o ponto de partida das discussões deveria ser a área de Recursos Humanos.  Para Fernanda Malta, especialista na área de impostos, a conscientização sobre tributos não pode mais ser exclusiva das áreas técnicas. “A própria referência da Reforma Tributária, é a Reforma sobre o Consumo, ou seja, a mudança que estamos vivendo vai impactar diretamente cada um de nós na pessoa física, seja na forma como consumimos, como trabalhamos e/ou como nos relacionamos com o nosso próprio dinheiro”, explica ela. Segundo a profissional, a Reforma não é apenas um conjunto de leis, mas sim um verdadeiro divisor de águas na maneira como a sociedade lida com a arrecadação e a distribuição de seus recursos.  A executiva ainda reforça que o papel do RH é essencial neste processo. “Quando dizemos que ela começa pelo RH, estamos falando que para que ela seja efetiva, é necessário estabelecer a conexão entre essa grande mudança que está se concretizando com a realidade de cada um. É preciso preparar as pessoas para compreender esse novo contexto, inclusive com ações educativas que tornem o tributo mais palpável, mais próximo da realidade de cada um.  No Brasil, estamos acostumados a ver as discussões tributárias somente no âmbito empresarial e dentro da área financeira. “Contudo, estamos diante da Reforma Tributária de todos nós. A Reforma tem que viralizar”, diz Fernanda.  Thaís Borges, diretora comercial e de marketing da Systax, uma das maiores empresas de tecnologia fiscal e tributária do Brasil, concorda, e acrescenta que o RH tem papel central na construção de uma consciência coletiva. “Ao promover diálogos, treinamentos e programas que expliquem como as mudanças afetam o salário, o poder de compra e até a negociação de benefícios, é possível mostrar de forma prática como cada colaborador será afetado”, esclarece.  Ainda de acordo com a diretora, a Reforma também é uma oportunidade para ir além nas discussões corporativas. “Precisamos olhar para essa mudança fiscal e entender como trazer o tema tributário para o centro das discussões corporativas, não apenas entre contadores e advogados, mas entre todos os colaboradores”, reforça Thais.  Formação de cultura tributária começa dentro de casa A Reforma mudará as alíquotas, a forma de cálculo dos tributos e a percepção dos contribuintes em relação ao pagamento dos impostos no final da cadeia produtiva. Sendo assim, as especialistas defendem que com mais transparência, também será necessário compreender melhor o sistema.  “Estamos diante de uma mudança que vai desde o contracheque até a gôndola do supermercado. O colaborador precisa entender que os benefícios que ele recebe têm uma carga tributária embutida, e que o novo modelo pode impactar diretamente no seu custo de vida. Essa compreensão traz mais engajamento e responsabilidade”, explica Fernanda.  Já para Thais, as empresas que adotarem desde cedo uma cultura tributária focada em informação, transparência e educação poderão se destacar no mercado. Para isso, é importante envolver o setor de Recursos Humanos desde o início, não apenas como apoio, mas com participação ativa.  “A Reforma Tributária é um tema que diz respeito a todos, não apenas a especialistas. E se queremos que as mudanças tenham aderência e fluidez, precisamos garantir que cada pessoa compreenda seu papel nesse processo. Afinal, os tributos fazem parte do nosso dia a dia e refletem nossas escolhas e atitudes”, finaliza a diretora.  Fonte: Thais Borges, diretora comercial e de marketing da Systax e Fernanda Malta, especialista no setor tributário Link Original

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Contabilidade gerencial fortalece papel estratégico e amplia oportunidades para contadores

A contabilidade gerencial tem ganhado destaque no mercado como ferramenta essencial para apoiar decisões estratégicas das empresas. Diante de um cenário competitivo e em constante mudança, a capacitação nessa área se tornou um diferencial para os profissionais contábeis que buscam agregar valor à carreira e oferecer soluções além das obrigações fiscais. O curso de contabilidade gerencial oferecido pela IOB Educação é uma das opções disponíveis no mercado para preparar profissionais que desejam atuar de forma mais consultiva. A formação capacita o contador a analisar resultados, interpretar dados financeiros e apresentar estratégias que apoiem o crescimento das organizações. Com a evolução das exigências do mercado e a necessidade de decisões rápidas e embasadas, a contabilidade gerencial surge como resposta à demanda por profissionais que auxiliem empresas a enfrentarem riscos e melhorarem seus resultados. Contabilidade gerencial: foco em estratégia e resultados A contabilidade gerencial é uma vertente da contabilidade voltada para a análise interna das empresas. O objetivo é fornecer informações úteis para a gestão, apoiando decisões estratégicas e operacionais. Diferente da contabilidade fiscal, que tem como foco o atendimento das obrigações tributárias, a contabilidade gerencial busca entender a realidade financeira e operacional do negócio, oferecendo dados que auxiliam na redução de custos, na melhoria da rentabilidade e no planejamento de longo prazo. Segundo especialistas da área, os contadores que atuam com contabilidade gerencial contribuem diretamente para o crescimento das empresas ao oferecerem relatórios que apoiam as tomadas de decisão com base em indicadores claros e atualizados. Capacitação desenvolve habilidades práticas e estratégicas A capacitação em contabilidade gerencial proporciona ao profissional o domínio de ferramentas financeiras essenciais para análise de resultados, gestão de custos e elaboração de relatórios gerenciais. Entre as habilidades desenvolvidas durante a formação estão: Análise financeira e de rentabilidade: o profissional aprende a interpretar indicadores financeiros para identificar oportunidades de melhoria nos resultados; Gestão de custos e controladoria: a capacitação permite compreender a estrutura de custos e sugerir ajustes que otimizem a operação da empresa; Apoio à tomada de decisão: o contador gerencial é preparado para apresentar informações relevantes que embasam decisões estratégicas dos gestores; Comunicação eficiente: o curso também desenvolve habilidades para que o profissional consiga apresentar dados técnicos de forma clara, auxiliando os empresários na compreensão dos resultados; Planejamento para micro e pequenas empresas: a contabilidade gerencial pode ser aplicada a negócios de diferentes portes, incluindo empresas menores, que muitas vezes carecem de suporte especializado para estruturar planos de crescimento. Demanda por contadores consultivos cresce no mercado De acordo com levantamento da Robert Half, divulgado em 2024, empresas de todos os segmentos estão buscando profissionais contábeis com perfil estratégico e consultivo. A pesquisa apontou que 62% dos empregadores valorizam contadores que oferecem soluções práticas para reduzir custos e otimizar resultados, além de executarem as rotinas fiscais. O fortalecimento da contabilidade gerencial está diretamente ligado a essa transformação do mercado. Contadores que atuam apenas com apuração tributária tendem a ter seu trabalho cada vez mais automatizado, enquanto os profissionais consultivos ganham espaço e oportunidades diferenciadas. Para atender a essa demanda, cursos como o da IOB Educação foram criados com foco em capacitação prática, permitindo que os participantes apliquem os conhecimentos diretamente na realidade das empresas clientes. Vantagens para empresas e profissionais Empresas que contam com profissionais capacitados em contabilidade gerencial podem aprimorar sua gestão financeira, antecipar riscos e tomar decisões baseadas em dados concretos. Essa atuação contribui para aumentar a competitividade e melhorar a rentabilidade dos negócios. Já para os contadores, a formação na área representa uma possibilidade real de crescimento profissional, com acesso a cargos de maior responsabilidade e a uma remuneração mais atrativa. Além disso, a contabilidade gerencial possibilita que o profissional seja reconhecido como parceiro estratégico dos empresários, ampliando a relação de confiança e fortalecendo vínculos de longo prazo com os clientes. Como se capacitar em contabilidade gerencial O curso de contabilidade gerencial da IOB Educação tem como objetivo preparar o profissional para: Interpretar informações financeiras com foco estratégico; Realizar diagnósticos contábeis e propor melhorias operacionais; Apoiar empresários na elaboração de planos de ação para crescimento; Desenvolver relatórios claros e objetivos que contribuam para a gestão. A formação é direcionada a contadores, analistas contábeis e profissionais que desejam atuar como consultores financeiros, incluindo aqueles que atendem micro, pequenas e médias empresas. Para aproveitar ao máximo a capacitação, é importante que o profissional tenha conhecimentos prévios em contabilidade geral e demonstre interesse em atuar na área de gestão e planejamento. Contabilidade gerencial amplia o campo de atuação O domínio da contabilidade gerencial amplia significativamente o campo de atuação do contador. Além das tradicionais atividades fiscais e societárias, o profissional passa a atuar diretamente na construção de estratégias empresariais, ajudando os clientes a superar desafios financeiros e a melhorar resultados. Contadores que se posicionam como consultores estratégicos conseguem se destacar em um mercado cada vez mais competitivo, oferecendo soluções que vão além da conformidade tributária e agregando valor real ao negócio dos clientes. Essa transição de perfil — de contador operacional para contador estratégico — é vista como um passo natural para quem busca crescimento na carreira e quer atuar como peça-chave no desenvolvimento das empresas. Com informações adaptadas da IOB Notícias Link Original

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Novas regras para trabalho em feriados podem ser adiadas novamente

O governo federal deve adiar mais uma vez a entrada em vigor das regras que restringem o funcionamento do comércio em feriados. A informação foi confirmada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em entrevista à TV Globo, na última semana. As normas, publicadas em novembro de 2023, exigem que empresas do comércio e de serviços só possam abrir aos feriados mediante acordo coletivo com os sindicatos ou autorização prevista em lei municipal. No entanto, a medida segue suspensa devido à falta de consenso entre empregadores e trabalhadores. Desde a publicação da portaria, o governo vem prorrogando a implementação das regras. Segundo o ministro, o adiamento ocorrerá sempre que não houver solução negociada. “Enquanto não tiver solução, nós vamos prorrogar”, afirmou Marinho. Entenda as regras para funcionamento do comércio em feriados A portaria de 2023 determinou o retorno da exigência de negociação sindical para que empresas possam funcionar em feriados. Antes disso, desde 2021, os estabelecimentos estavam liberados para abrir nessas datas apenas com a comunicação formal ao Ministério do Trabalho e a definição da escala de folga para os trabalhadores, sem necessidade de acordo sindical. A mudança promovida pelo atual governo visa restabelecer a obrigatoriedade de negociação coletiva, mas a medida encontrou resistência por parte do setor empresarial. As entidades que representam o comércio alegam que a regra pode dificultar a operação em feriados e impactar as vendas. A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), por outro lado, defende a medida e se posicionou contra um novo adiamento. Em nota oficial, a entidade alertou para o risco de retrocesso nas garantias trabalhistas caso a norma continue sendo postergada. Impasse entre trabalhadores e empresários adia definição O ministro do Trabalho destacou que as discussões com representantes sindicais e entidades patronais ainda estão em andamento. Marinho garantiu que, enquanto não houver consenso, as empresas poderão continuar funcionando normalmente nos feriados sem risco de penalizações. “Eu disse aos empregadores: não se preocupem com isso. Enquanto estivermos conversando e não houver um acordo, [a exigência] será prorrogada para dar segurança a todas as empresas do setor do comércio no Brasil inteiro”, explicou o ministro. Marinho também sinalizou que uma solução definitiva pode exigir a aprovação de um projeto de lei pelo Congresso Nacional. “A solução definitiva pode ser que passe pelo Congresso”, afirmou. Setor empresarial pressiona por adiamento da portaria Representantes do comércio e de serviços mantêm a expectativa de que o governo oficialize um novo adiamento da entrada em vigor das regras. Nesta semana, parlamentares da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços e dirigentes da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) se reuniram com o ministro para tratar do tema. Após o encontro, a ABAD informou que aguarda a formalização da prorrogação e que o setor permanece mobilizado para garantir um ambiente de negócios estável no país. “O setor aguarda agora a formalização da decisão pelo Ministério do Trabalho e segue mobilizado para garantir um ambiente de negócios estável e favorável ao comércio e aos serviços no país”, destacou a entidade em nota. Trabalhadores criticam adiamento das regras Enquanto os empresários pedem a postergação da exigência de negociação sindical para abertura nos feriados, os representantes dos trabalhadores criticam a possibilidade de novo adiamento. A CNTC considera que o governo deve manter a regra como forma de garantir condições dignas de trabalho e evitar abusos. Segundo a entidade, um eventual recuo nas normas sinalizaria fragilidade frente à pressão empresarial e poderia abrir espaço para a precarização das relações trabalhistas. “Qualquer recuo seria um desrespeito a esse pacto e um retrocesso inaceitável nas relações trabalhistas”, afirmou a CNTC. Histórico das mudanças nas regras para feriados A obrigatoriedade de acordo sindical para o funcionamento em feriados foi flexibilizada em 2021, durante o governo anterior, com a publicação da Portaria 671. Desde então, as empresas podiam abrir nesses dias apenas comunicando o Ministério do Trabalho e organizando a escala de folgas, sem necessidade de negociação coletiva. Em 2023, o governo atual editou a Portaria 3.665, retomando a exigência de negociação sindical. O objetivo, segundo o Ministério do Trabalho, era fortalecer a representação dos trabalhadores e garantir compensações adequadas pelo trabalho em datas especiais. No entanto, a medida provocou forte reação do setor empresarial, que passou a negociar diretamente com o governo federal para adiar a aplicação das novas regras. O que pode mudar com a decisão final Se a portaria entrar em vigor, as empresas que desejarem funcionar em feriados precisarão firmar acordos com os sindicatos representativos da categoria profissional. Caso contrário, o funcionamento poderá ser considerado irregular e sujeitar a empresa a multas e autuações. A regra impacta diretamente o setor de comércio e serviços, principalmente supermercados, shoppings e lojas de rua, que costumam operar normalmente em feriados para atender ao aumento da demanda. Caso o governo opte por tornar a exigência definitiva, é possível que o Congresso Nacional seja envolvido no processo para regulamentar a questão de forma mais ampla e estável. Próximos passos O Ministério do Trabalho ainda não divulgou a data oficial para a publicação do novo adiamento da portaria. O ministro Luiz Marinho informou que as negociações continuarão abertas até que se chegue a um entendimento que atenda tanto às empresas quanto aos trabalhadores. Enquanto isso, permanece válida a regra anterior, que permite o funcionamento do comércio em feriados sem necessidade de negociação sindical, desde que os direitos trabalhistas sejam respeitados. A decisão final sobre o tema pode afetar a rotina de estabelecimentos em todo o país e terá impacto direto nas relações trabalhistas do setor. Com informações adaptadas do g1 Economia Link Original

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Governo propõe acabar com isenção do LCA e LCI para arcar com decreto do IOF

O governo federal anunciou que propôs ao Congresso o fim da isenção do imposto de renda sobre títulos de investimento como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) como alternativa para o decreto do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O ministro Fernando Haddad afirmou que os títulos de investimento, que antes eram isentos de Imposto de Renda, terão nova alíquota e passarão a cobrar 5% de IR. As debêntures incentivadas também serão incluídas na nova regra. A tributação, no entanto, valerá apenas para novas aplicações. Os títulos que já foram emitidos, continuam isentos. Outras medidas alternativas incluídas na mudança do LCI e LCA são a ampliação da taxação sobre as bets, das casas de apostas esportivas e mudanças na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras. A proposta estabelece que a alíquota reduzida de 9%, que beneficiava fintechs, será extinta e a partir de agora – se o texto for aprovado – elas serão tributadas em 15%. Já no caso das bets, a previsão é que haja um aumento da taxação de 12% para 18% sobre o GGR (Gross Gaming Revenue), que é a receita bruta obtida pelas casas de apostas. Se aprovado, o decreto deve rever a redução do IOF sobre crédito para empresas, o corte de 80% na alíquota aplicada a operações de risco sacado (um os pontos mais polêmicos do decreto) e a redução do IOF sobre seguros de vida com prêmio por sobrevivência (como o VGBL).  O governo deve realizar, nesta segunda-feira (9), uma coletiva técnica para detalhar e explicar as medidas. As medidas serão incluídas conjuntamente em uma Medida Provisória. Link Original

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Golpe do eSocial: empresas recebem e-mails falsos com ameaças de suspensão de benefícios

Empregadores de diferentes segmentos têm relatado o recebimento de e-mails fraudulentos que utilizam o nome do eSocial para aplicar golpes. As mensagens informam, falsamente, sobre supostas pendências de atualização cadastral e ameaçam a suspensão de benefícios trabalhistas, caso não haja regularização imediata. A prática, já confirmada como criminosa, busca induzir empresários, gestores de recursos humanos e profissionais da área contábil ao erro, explorando o receio da perda de direitos e a urgência de uma suposta regularização. O alerta foi reiterado por órgãos oficiais ligados ao sistema do eSocial, incluindo a Receita Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego e o INSS. Como o golpe é aplicado Os criminosos enviam e-mails com aparência institucional, frequentemente utilizando logotipos, linguagem formal e endereços de remetentes que simulam ser de órgãos do governo. No corpo do e-mail, o empregador é informado sobre uma “pendência de atualização cadastral urgente” no sistema do eSocial. Além disso, o texto inclui ameaças de consequências severas caso o destinatário não realize a suposta regularização, como a suspensão de benefícios dos trabalhadores e multas administrativas. Como forma de resolver o suposto problema, o e-mail apresenta links suspeitos e, em alguns casos, arquivos anexados. Essa prática caracteriza-se como phishing — técnica de engenharia social voltada à obtenção de dados sensíveis, como credenciais de acesso, informações bancárias e dados cadastrais das empresas e seus colaboradores. Consequências para empresas e trabalhadores Caso o empregador clique nos links ou baixe anexos maliciosos, há risco de instalação de softwares espiões (malwares), roubo de dados financeiros, vazamento de informações sigilosas e comprometimento da segurança da empresa. Para os trabalhadores, o impacto indireto pode ocorrer caso seus dados pessoais, como CPF, PIS/PASEP, salários e vínculos empregatícios, sejam acessados por criminosos, permitindo possíveis fraudes em benefícios previdenciários ou empréstimos consignados. Órgãos oficiais reforçam canais seguros de comunicação Diante da circulação das mensagens falsas, a Receita Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego e o INSS reforçaram que não realizam este tipo de comunicação por e-mail. As notificações e orientações oficiais referentes ao eSocial são sempre disponibilizadas por meio de canais institucionais, como: eCAC (Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal); DET (Domicílio Eletrônico Trabalhista, do Ministério do Trabalho e Emprego); Meu INSS (plataforma oficial de serviços previdenciários). A utilização exclusiva desses meios assegura a autenticidade das comunicações e protege o contribuinte contra fraudes. Orientações para evitar golpes envolvendo o eSocial Especialistas em segurança da informação e autoridades públicas orientam que empregadores e contadores adotem medidas preventivas para não serem vítimas de fraudes envolvendo o eSocial: Desconfie de mensagens alarmistas, com tom de urgência ou ameaças de suspensão de benefícios; Nunca clique em links ou abra anexos de e-mails que solicitem atualizações cadastrais ou pagamentos inesperados; Verifique o remetente com atenção. Endereços suspeitos ou pequenos erros de digitação indicam tentativa de fraude; Utilize apenas os canais oficiais mencionados anteriormente para consultar pendências ou notificações; Atualize sistemas de segurança (antivírus, firewalls e sistemas operacionais) nas máquinas corporativas. O que fazer caso já tenha sido vítima Caso o empregador perceba que caiu em um golpe, algumas ações imediatas são recomendadas: Interrompa qualquer acesso ou pagamento iniciado por meio do e-mail fraudulento. Notifique a equipe de TI da empresa para avaliação dos sistemas e contenção de danos. Registre um boletim de ocorrência na delegacia local ou na delegacia de crimes cibernéticos. Comunique os órgãos oficiais, como a Receita Federal e o Ministério do Trabalho, especialmente se houve fornecimento de dados cadastrais. Altere senhas e credenciais de acesso a sistemas internos e governamentais. Crescimento de golpes digitais no ambiente corporativo De acordo com dados do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), o número de incidentes de segurança envolvendo tentativas de phishing cresceu 26% em 2024. Golpes que utilizam o nome de plataformas do governo, como o eSocial, têm sido cada vez mais comuns, justamente por explorarem a credibilidade dos sistemas oficiais. A digitalização das obrigações fiscais e trabalhistas, ainda que traga benefícios operacionais, amplia também o campo de atuação de criminosos cibernéticos. Empresas contábeis, escritórios de folha de pagamento e empregadores de todos os portes tornam-se alvos frequentes. Histórico de golpes envolvendo o eSocial Não é a primeira vez que o eSocial é utilizado como isca por criminosos. Desde a implementação obrigatória do sistema, em 2018, diversos alertas foram emitidos pelos órgãos responsáveis. Entre as principais práticas já registradas estão: Envio de boletos falsos cobrando supostas taxas de adesão; Mensagens de “urgência na retificação de eventos”; Solicitações de pagamento para regularização de CPF de empregados. As autoridades reiteram que o eSocial não exige pagamentos diretos nem envia boletos por e-mail. As guias de recolhimento, como o DAE (Documento de Arrecadação do eSocial), devem ser geradas dentro do próprio sistema. Importância da conscientização para o público contábil Profissionais de contabilidade desempenham papel fundamental na orientação de seus clientes e empregadores quanto aos riscos cibernéticos. Além da atualização constante sobre as obrigações legais, é necessário ampliar o conhecimento em boas práticas de segurança da informação. A disseminação de campanhas educativas e o treinamento das equipes de RH e financeiro contribuem para reduzir as chances de incidentes. Como destaca o especialista em segurança cibernética Paulo Silveira: “Os criminosos exploram o desconhecimento e a ansiedade gerada pela complexidade das obrigações fiscais e trabalhistas. Por isso, a informação clara é a principal arma preventiva.” Atenção redobrada com períodos de entrega de obrigações Os períodos de entrega de declarações e cumprimento de obrigações trabalhistas costumam ser momentos em que os golpes aumentam. Durante o envio da DCTFWeb, fechamento da folha de pagamento e períodos de atualização cadastral no eSocial, o volume de tentativas de fraude costuma crescer, segundo dados do próprio Serpro. Por isso, manter-se informado e adotar procedimentos de conferência rigorosos nas rotinas contábeis são práticas indispensáveis. O uso indevido do nome do eSocial por criminosos digitais reforça a importância de atenção máxima no recebimento de comunicações eletrônicas. Empregadores, contadores e gestores devem adotar práticas preventivas, utilizar apenas os canais oficiais e disseminar a cultura de segurança digital em suas

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Profissional do futuro: a habilidade de aprender supera o saber tudo

Profissionais que cultivam a capacidade de aprender continuamente e conectar diferentes áreas de conhecimento devem se destacar cada vez mais no mercado de trabalho, segundo tendência apresentada no SXSW 2025, em Austin, nos Estados Unidos. A reflexão foi tema da palestra “Breadth is the New Depth” (“Amplitudes são a nova profundidade”), conduzida por Mike Bechtel, futurista-chefe da Deloitte Consulting LLP. O painel, realizado em março, defendeu que a capacidade de adaptação e aprendizado será mais valorizada que o acúmulo de conhecimento em uma única área. “No passado, a especialização profunda era o caminho mais seguro para o sucesso. Hoje, o diferencial é saber aprender com rapidez e aplicação criativa”, afirmou Bechtel, que também é professor de inovação corporativa na Universidade de Notre Dame. A transformação da relação com o conhecimento O ponto de partida da apresentação foi uma mudança na forma como a sociedade lida com a informação. Com ferramentas como Google, inteligência artificial e assistentes virtuais, a memorizacão de dados deixou de ser um diferencial. “Se saber fosse suficiente, o campeão de Trivial Pursuit seria CEO da Apple”, ironizou Bechtel. Para ele, o novo valor profissional não está em quem detém mais informação, mas em quem sabe navegar pelas incertezas e criar soluções conectando saberes distintos. Inovação nasce na interseção de conhecimentos Bechtel apresentou exemplos históricos para demonstrar que muitas das inovações mais relevantes surgiram da combinação de conhecimentos de áreas diferentes. Johannes Gutenberg, ao inventar a prensa de tipos móveis, usou princípios da fabricação de moedas e da prensa de uvas. Já Hedy Lamarr, atriz de Hollywood, contribuiu para o desenvolvimento da tecnologia que deu origem ao Wi-Fi ao aplicar conceitos de frequência de sinais usados em torpedos. Até na medicina, Bechtel trouxe um exemplo: um cirurgião vascular que aprendeu técnicas de sutura com a avó, bordando tecidos, e usou esse conhecimento em procedimentos inovadores. “Criatividade não é saber mais. É saber conectar”, afirmou. Do profissional “I” ao profissional “X” Durante a palestra, o futurista apresentou um modelo de evolução do perfil profissional, do tipo “I” ao tipo “X”: O profissional “I” tem conhecimento profundo em uma única área. O modelo “T” combina profundidade com certa amplitude em outras disciplinas. O profissional “X” é aquele que consegue integrar várias perspectivas, fazendo conexões inusitadas entre campos diversos. Segundo Bechtel, “o futuro pertence a quem consegue conectar pontos que mais ninguém vê”. Essa habilidade será crucial diante de um mercado de trabalho em constante transformação. Profissionais mudarão de carreira mais de 10 vezes Um dos dados apresentados no painel mostra que, em média, profissionais da nova geração passarão por 12 empregos diferentes antes dos 50 anos. Esse cenário exige versatilidade e abertura às mudanças. “As mudanças vão acontecer com você de qualquer forma. A questão é se você estará preparado para aproveitá-las”, alertou o palestrante. A recomendação é que os profissionais adotem a mentalidade de “especialistas seriais”: pessoas que exploram diversas áreas ao longo da vida, acumulando conhecimentos e experiências que se complementam. Oito estratégias para se tornar um profissional do futuro Ao final da palestra, Bechtel compartilhou oito princípios para quem deseja se adaptar à nova realidade: Seja um “learn-it-all”: priorize o aprendizado constante em vez de se posicionar como quem já sabe tudo. Treine o cérebro: dedique cinco horas por semana a um aprendizado desafiador, mas sem exaustão. Engenhe a serendipidade: estimule encontros e experiências inesperadas para gerar conexões criativas. Valorize a autenticidade: reconheça e aproveite suas características individuais. Para estudantes: busque conhecimento para além das obrigações escolares. Para líderes: estimule ambientes com diversidade de perspectivas e conhecimentos. Misture tipos de conhecimento: combine saberes cognitivos, culturais e práticos. Automatize para inovar: use a tecnologia para liberar tempo e focar na criatividade. Impactos para a contabilidade e formação profissional A tendência apresentada por Bechtel tem impactos diretos para o setor contábil. Com a crescente automação de tarefas operacionais, profissionais da área precisam desenvolver competências que vão além da técnica. Contadores que investem em formação interdisciplinar, pensamento estratégico, comunicação e interpretação de dados tendem a se destacar. A capacidade de conectar dados contábeis a decisões de negócio será cada vez mais valorizada. Outro ponto importante é a educação continuada. Programas de formação que promovem a integração entre áreas como tecnologia, gestão e comportamento organizacional são fundamentais para preparar os contadores do futuro. Reforça-se, assim, uma tendência que já vem se consolidando: o sucesso profissional não está mais vinculado apenas ao acúmulo de conhecimento, mas à capacidade de aprender, desaprender e reaprender. Para os profissionais da contabilidade, isso significa ir além das exigências técnicas e abraçar uma postura de curiosidade permanente, abertura às mudanças e vontade de construir pontes entre saberes. Com informações adaptadas do B9 Link Original

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Por que o novo perfil de marketing virou o mais disputado do mercado

O mercado de trabalho para profissionais de marketing passou por uma transformação significativa nos últimos anos e, em 2025, as empresas buscam cada vez mais um novo perfil profissional, que alia criatividade, capacidade analítica e domínio tecnológico. A tendência foi apontada pelo Salary Guide 2025 da Robert Half, referência global em recrutamento e análise de tendências de carreira. Com mercados cada vez mais competitivos e consumidores hiperconectados, as empresas exigem estratégias de marketing orientadas por dados concretos e métricas de performance, exigindo uma combinação de competências técnicas e comportamentais dos profissionais da área. Especialistas em performance e integração com vendas são os mais procurados De acordo com o levantamento da Robert Half, há uma forte demanda por profissionais de marketing que dominem o ciclo completo de geração de receita, conectando diretamente as ações de marketing aos resultados de vendas. Nesse cenário, cargos relacionados a performance e integração comercial estão entre os mais valorizados: Marketing Manager (Gerente de Marketing); Account Executive (Executivo de Contas); Digital Marketing Analyst (Analista de Marketing Digital); CRM Specialist (Especialista em CRM); Inside Sales Representative (Executivo de Vendas Internas); Paid Media Specialist (Especialista em Mídia Paga); Performance Marketing Manager (Gestor de Performance). Setores como bens de consumo, varejo, tecnologia, alimentos e e-commerce têm liderado a busca por esses profissionais, que precisam ser capazes de gerar resultados tangíveis e mensuráveis a partir de suas estratégias digitais. Domínio de ferramentas digitais é diferencial competitivo Mais do que dominar conceitos teóricos de marketing, os profissionais valorizados em 2025 são aqueles capazes de operar e extrair inteligência de plataformas digitais. Entre as ferramentas técnicas mais solicitadas pelas empresas estão: Salesforce: gestão de relacionamento com clientes (CRM) e automação de vendas; Google Analytics: análise de métricas digitais, tráfego e comportamento online; HubSpot: automação de marketing, nutrição de leads e CRM integrado; Plataformas de mídia paga: Google Ads, Meta Ads, LinkedIn Ads e TikTok Ads; Ferramentas de automação: ActiveCampaign, RD Station e plataformas de email marketing avançado. O domínio dessas tecnologias não apenas otimiza a execução das campanhas, mas também permite aos profissionais interpretarem dados, identificarem oportunidades de mercado e desenvolverem estratégias baseadas em inteligência de performance. Soft skills são decisivas para liderar e influenciar resultados Apesar do avanço tecnológico, as habilidades comportamentais seguem sendo altamente valorizadas no novo perfil de marketing buscado pelas empresas. Segundo a Robert Half, profissionais que desejam assumir posições de liderança ou atuação estratégica precisam desenvolver competências como: Comunicação assertiva e adaptativa; Pensamento crítico e solução de problemas complexos; Inteligência emocional e capacidade de trabalhar sob pressão; Gestão de equipes multidisciplinares e colaborativas; Visão estratégica de negócios e foco em resultados mensuráveis. A combinação de domínio técnico com habilidades interpessoais é considerada essencial para atuação em ambientes corporativos dinâmicos e altamente orientados por metas comerciais. Transformação do marketing acompanha mudanças no comportamento do consumidor O novo perfil profissional reflete, também, uma transformação mais ampla no comportamento do consumidor. Com a digitalização acelerada de processos de compra e relacionamento, as marcas precisam atuar de forma personalizada, em múltiplos canais e com respostas rápidas às mudanças de mercado. Essa nova realidade exige que o profissional de marketing consiga: Interpretar dados de múltiplas fontes de forma integrada; Desenhar jornadas de cliente personalizadas; Aplicar inteligência artificial e automação em processos de aquisição e retenção de clientes; Gerenciar métricas de retorno sobre investimento (ROI) em tempo real. Impactos para o setor contábil, financeiro e de gestão As transformações observadas na área de marketing também impactam outras áreas estratégicas das empresas, inclusive os setores contábil e financeiro. A mensuração precisa de resultados de marketing e a integração com vendas exigem controles contábeis cada vez mais alinhados com indicadores de performance (KPIs), facilitando o planejamento orçamentário, a análise de custos de aquisição de clientes (CAC) e o cálculo de retorno sobre o investimento em campanhas. Profissionais de finanças, controladoria e contabilidade que atuam assessorando empresas devem acompanhar essas mudanças, uma vez que a análise conjunta de dados financeiros e de marketing tende a se tornar uma prática cada vez mais relevante para a tomada de decisões corporativas. Formação contínua será chave para se manter competitivo O cenário projetado para 2025 indica que profissionais de marketing precisarão investir constantemente em atualização técnica e comportamental. Cursos de especialização em data analytics, inteligência de negócios (BI), automação, mídias digitais e vendas complexas serão cada vez mais valorizados, ao lado do desenvolvimento de competências de liderança e comunicação. Empresas que investirem em capacitação de suas equipes, integração de setores e uso estratégico dos dados tendem a obter vantagem competitiva significativa em um mercado cada vez mais dinâmico e digital. Link Original

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Saiba quais as três áreas que não devem ser ocupadas pela IA, segundo Bill Gates

O avanço da inteligência artificial (IA) tem transformado profundamente o mercado de trabalho, impactando setores variados como medicina, finanças, educação, agricultura e indústria. Entretanto, segundo Bill Gates, cofundador da Microsoft, existem áreas que deverão permanecer sob controle humano nas próximas décadas, mesmo diante do crescimento exponencial da tecnologia. Em entrevista concedida ao apresentador Jimmy Fallon no programa “The Tonight Show Starring”, em março de 2024, Gates destacou as profissões que, na sua visão, continuarão sendo essenciais e insubstituíveis pela inteligência artificial. Segundo o empresário, apesar de a IA ser capaz de automatizar tarefas repetitivas, analisar grandes volumes de dados e até mesmo apoiar processos decisórios, há limitações intransponíveis em determinadas áreas de atuação humana. Biologia: ciência que exige pensamento crítico e criatividade Para Bill Gates, a biologia seguirá altamente dependente de habilidades humanas, devido à complexidade inerente ao desenvolvimento científico e às descobertas médicas. Embora a IA possa processar dados genéticos, clínicos e laboratoriais em alta velocidade, a formulação de hipóteses, a interpretação crítica dos resultados e a realização de experimentos inovadores ainda são competências essencialmente humanas. “A descoberta científica requer a mente humana e a intuição. A IA pode sugerir teorias, mas são os cientistas que conduzem os testes, questionam os métodos e avaliam os riscos”, afirmou Gates. O magnata enfatizou que a IA não possui criatividade nem senso contextual para compreender todas as variáveis envolvidas em pesquisas biológicas e médicas. Além disso, a biologia lida frequentemente com contextos imprevisíveis, nos quais a interpretação de dados requer sensibilidade, julgamento ético e adaptação constante — capacidades que os algoritmos atuais não conseguem replicar plenamente. Programação: desenvolvedores serão indispensáveis para criar a própria IA A área de desenvolvimento de software, segundo Gates, continuará sendo central para o avanço da própria inteligência artificial. Embora algumas ferramentas de IA já sejam capazes de gerar trechos de código, auxiliar em testes e sugerir otimizações, ainda não possuem autonomia completa para criar, supervisionar ou escalar sistemas complexos com segurança e visão estratégica. “Ela pode apoiar o desenvolvimento de software e a criação de sistemas complexos ou inovadores, mas ainda exigirá conhecimento humano e adaptabilidade”, pontuou o empresário. Sistemas de IA operam com base em padrões de dados históricos, mas carecem da compreensão profunda da experiência do usuário, das necessidades de negócios e da visão de produto — aspectos essenciais no desenvolvimento de soluções robustas e eficientes. Adicionalmente, o próprio funcionamento seguro da IA exige que especialistas em programação monitorem constantemente sua atuação, realizem auditorias de código e promovam atualizações corretivas, prevenindo falhas graves que poderiam comprometer sistemas inteiros. Energia: área estratégica com forte necessidade de controle humano Outro setor que, de acordo com Bill Gates, permanecerá essencialmente humano nas próximas décadas é o setor de energia. A gestão de fontes energéticas — como usinas nucleares, hidrelétricas e redes elétricas inteligentes — envolve decisões críticas, muitas vezes relacionadas à segurança pública e à estabilidade de infraestruturas nacionais. Embora a IA possa auxiliar no monitoramento de consumo, previsão de demanda e análise de eficiência energética, a responsabilidade final sobre as decisões operacionais ainda exige julgamento humano, segundo Gates. “Existem riscos na forma como gerencia o fluxo e a demanda, e falta pensamento crítico em relação às necessidades da população”, destacou o empresário. Ele aponta ainda que a transição energética, especialmente diante das mudanças climáticas e da integração de fontes renováveis, exigirá profissionais altamente capacitados para formular políticas, gerenciar riscos e implementar soluções seguras, algo que os algoritmos ainda não conseguem realizar integralmente. Outras atividades que a IA dificilmente substituirá Durante a entrevista, Gates também fez um comentário bem-humorado sobre áreas de atividade humana que permanecerão inalteradas: “Assim como o beisebol, não vamos querer assistir computadores jogando beisebol. Haverá coisas que guardaremos para nós mesmos.” Esse exemplo reforça que, mesmo com o avanço da automação, há um componente cultural, social e humano que deve manter certas atividades como exclusivas das pessoas. Transformação ampla do mercado de trabalho Apesar das ressalvas em relação a essas três áreas, Bill Gates reconheceu que, nos próximos dez anos, a inteligência artificial poderá substituir ou transformar profundamente diversas funções em setores como: Educação; Medicina; Agricultura; Serviços administrativos e operacionais; Atendimento ao cliente. Na visão do empresário, a IA tem o potencial de aumentar a qualidade de vida global, desde que seu uso seja conduzido com responsabilidade, critérios éticos e políticas públicas que promovam a requalificação da força de trabalho. Impactos para profissionais e empresas Para o setor contábil, jurídico e de negócios, as declarações de Gates servem como alerta estratégico. Profissionais que atuam nessas áreas devem observar o movimento de transformação digital e, ao mesmo tempo, fortalecer habilidades humanas que permanecerão relevantes, como: Capacidade analítica; Interpretação de dados complexos; Tomada de decisão em cenários de risco; Atuação ética e responsável na governança corporativa; Visão interdisciplinar e adaptabilidade. Empresas e escritórios de contabilidade também devem se preparar para a adoção da IA em tarefas operacionais, mas manterão a necessidade de profissionais qualificados para interpretar resultados, avaliar riscos tributários e prestar consultoria estratégica. Link Original

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Governo nega volta da CPMF Digital e reforça que Pix não tem e não terá taxa

O Governo Federal voltou a negar neste quinta-feira (5) a criação de um tributo ou taxa para uso do Pix e também desmentiu as informações que circulam nas redes sociais afirmando o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O Pix é e continuará sendo gratuito, segundo a pasta responsável pelo sistema, e não está sendo desenvolvido impostos para o meio de pagamento e nem estão retomando métodos antigos de cobrança para o Pix. “Assim como ocorrido no começo deste ano, produtores de desinformação estão repercutindo a mentira de que a solução tecnológica de pagamentos e transferências usada por milhões de brasileiros e brasileiras. Não há imposto, taxa ou qualquer cobrança do Governo Federal sobre transações via Pix. E nem há projeto ou perspectiva do Pix ser tributado”, afirmou o Governo em Nota. Uma das informações erradas que circularam é sobre o retorno da CPMF Digital, instituída em 1997 e extinta em 2007.A desinformação surge na esteira do recente Golpe do IOF, por meio do qual criminosos aplicam golpes a partir de cobranças falsa e indevidas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tributo que não incide sobre o Pix. O Pix é livre de impostos federais. O Governo Federal não vai tributar o Pix, uma solução que traz agilidade e oportunidades para os brasileiros e seus negócios. Quaisquer menções a impostos federais sobre o Pix são absolutamente falsas. Link Original

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