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Consulta pública sobre beneficiários finais é estendida até outubro

A Receita Federal prorrogou até 3 de outubro de 2025 a consulta pública destinada a receber comentários e sugestões da sociedade sobre a minuta de Instrução Normativa que altera a IN RFB nº 2.119, de 6 de dezembro de 2022. A norma trata da identificação de beneficiários finais de pessoas jurídicas brasileiras ou estrangeiras e de arranjos legais (trusts) no exterior com investimentos ou atividades no Brasil, e regulamenta a prestação de informações por meio do Formulário Digital de Beneficiários Finais (e-BEF). A proposta visa fortalecer a transparência no país e alinhar-se a padrões internacionais. A medida contempla avanços importantes indicados na revisão pelos pares (Peer Review) e reforça a posição do Brasil na avaliação do Monitoramento Aprimorado (Enhanced Monitoring) do Fórum Global, atualmente em andamento. Segundo a Receita Federal, a regulamentação busca assegurar que todas as pessoas jurídicas e arranjos legais com atuação no país informem corretamente os beneficiários finais, garantindo maior rastreabilidade e conformidade com normas internacionais de combate à lavagem de dinheiro e à evasão fiscal. Como participar Interessados em contribuir podem enviar comentários e sugestões até 3 de outubro de 2025, preferencialmente em formato PDF, para o e-mail [email protected]. A Receita orienta que as manifestações sigam critérios técnicos claros, detalhando eventuais ajustes na minuta da Instrução Normativa. A consulta pública oferece uma oportunidade para a sociedade influenciar diretamente normas que impactam empresas nacionais e estrangeiras, bem como arranjos legais que operam no Brasil. Impactos e contexto A identificação dos beneficiários finais é uma exigência crucial para garantir transparência e conformidade tributária. A atualização da IN RFB nº 2.119/2022 permitirá: Maior alinhamento às recomendações internacionais; Aprimoramento do monitoramento de operações e investimentos de pessoas jurídicas estrangeiras e trusts; Redução de riscos relacionados à lavagem de dinheiro, evasão fiscal e ocultação de patrimônio; Consolidação da posição do Brasil no Fórum Global, reforçando credibilidade e comprometimento com padrões internacionais. O uso do Formulário Digital de Beneficiários Finais (e-BEF) permitirá que as informações sejam coletadas de forma padronizada e segura, facilitando a análise pela Receita Federal e promovendo maior confiabilidade nos dados declarados. Prazos e procedimentos A consulta pública, que originalmente teria data de encerramento anterior, agora segue até 3 de outubro de 2025, garantindo tempo adicional para que empresas, profissionais do setor contábil e demais interessados enviem suas contribuições. A Receita Federal recomenda que as manifestações sejam detalhadas, apontando eventuais sugestões de melhorias ou ajustes na minuta da instrução normativa, sempre respeitando os critérios legais e técnicos previstos. Com informações da Receita Federal Link Original

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Custeio Baseado em Atividades (ABC): vantagens e desafios para a gestão de custos

O ambiente empresarial atual exige cada vez mais precisão na mensuração de custos e na avaliação da rentabilidade de produtos, serviços e clientes. Nesse cenário, o Custeio Baseado em Atividades (ABC – Activity-Based Costing) tem se consolidado como uma metodologia capaz de oferecer maior clareza sobre a utilização de recursos e a geração de valor dentro das organizações. Embora tenha surgido na década de 1980, o ABC permanece extremamente relevante, sobretudo em empresas com estruturas complexas, múltiplas linhas de produtos e forte presença em atividades indiretas, como marketing, logística e tecnologia. Mas, afinal, como funciona esse modelo de custeio, quais são suas vantagens e quais cuidados devem ser considerados? O que é o Custeio Baseado em Atividades? O ABC parte do princípio de que não são os produtos que consomem recursos, mas sim as atividades que os suportam. Dessa forma, o modelo propõe mapear os processos realizados dentro da empresa, identificar os direcionadores de custo (cost drivers) de cada atividade e, posteriormente, alocar os custos aos objetos de custo (produtos, serviços ou clientes) de forma mais justa e representativa. O processo pode ser resumido em quatro etapas principais: Identificação das atividades – mapeamento dos processos relevantes (produção, logística, vendas, marketing, TI etc.). Mensuração dos custos das atividades – atribuição dos recursos utilizados por cada atividade (salários, insumos, sistemas, infraestrutura). Determinação dos direcionadores de custo – escolha dos fatores que explicam o consumo de recursos (horas de máquina, número de pedidos processados, horas de atendimento, cliques em campanhas digitais etc.). Alocação aos objetos de custo – distribuição dos custos das atividades para produtos, serviços ou clientes de acordo com o consumo registrado. O resultado é um retrato mais fiel do custo real de cada objeto, permitindo análises de rentabilidade e eficiência com maior precisão. Vantagens do ABC O modelo apresenta uma série de benefícios que explicam sua adoção em empresas de diferentes setores: Maior precisão na alocação de custos Ao relacionar os custos indiretos às atividades efetivamente realizadas, o ABC evita distorções comuns em modelos tradicionais de custeio, que muitas vezes utilizam critérios arbitrários (como horas de mão de obra direta). Análise da rentabilidade de clientes e canais O ABC não se limita a produtos. Ele permite avaliar o custo de atender determinados clientes ou canais de venda, considerando atividades como suporte técnico, logística de entrega e pós-venda. Isso amplia a visão estratégica sobre onde o negócio é mais ou menos lucrativo. Identificação de atividades que não agregam valor Com o detalhamento das atividades, torna-se possível identificar gargalos, desperdícios e processos que consomem recursos sem gerar retorno proporcional. Essa visão facilita programas de redução de custos e melhoria contínua. Apoio à precificação e decisões estratégicas Ao conhecer o custo real de cada produto, serviço ou cliente, a empresa pode definir políticas de preço mais consistentes e alinhar decisões de mix de produtos, investimentos em marketing e negociações comerciais. Integração com indicadores de desempenho (KPIs) O ABC pode ser integrado a sistemas de gestão estratégica, como o Balanced Scorecard, permitindo que custos e desempenho sejam avaliados em conjunto. Desafios e Limitações Apesar das vantagens, o ABC não é isento de críticas e desafios práticos: Complexidade de implementação O mapeamento de atividades e a coleta de dados exigem tempo, equipe qualificada e sistemas adequados. Em empresas de grande porte, o processo pode se tornar caro e burocrático se não houver clareza nos objetivos. Necessidade de atualização constante Como as atividades e direcionadores mudam ao longo do tempo, o modelo demanda revisões periódicas. Caso contrário, perde a precisão e deixa de gerar informações confiáveis. Resistência cultural A mudança de foco — de centros de custo para atividades — pode encontrar resistência interna, sobretudo em áreas pouco habituadas a mensuração de processos. Custo-benefício nem sempre favorável Em empresas com operações simples e baixo peso de custos indiretos, o ganho em precisão pode não justificar o esforço de implantação. Conclusão O Custeio Baseado em Atividades (ABC) é uma metodologia robusta e poderosa para empresas que buscam maior precisão no controle de custos e apoio na tomada de decisões estratégicas. Sua principal força está em evidenciar a relação entre atividades e consumo de recursos, permitindo identificar onde estão os verdadeiros custos da organização. Entretanto, sua aplicação deve ser avaliada com critério. O ABC exige investimento em mapeamento, cultura de mensuração e manutenção constante. Assim, antes de adotá-lo, é fundamental que a empresa analise a complexidade de suas operações e defina claramente os objetivos que pretende alcançar. Em suma, o ABC não deve ser visto apenas como uma técnica contábil, mas como uma ferramenta estratégica de gestão capaz de revelar oportunidades de melhoria, otimizar a utilização de recursos e apoiar a criação de valor sustentável. Link Original

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O contador como parceiro estratégico no fortalecimento das empresas paulistas

Setembro é um mês marcante para o ambiente empresarial, especialmente porque no dia 22 se celebra o Dia do Contador. Esse profissional é peça-chave para o desenvolvimento e a longevidade das empresas brasileiras, em especial as pequenas e médias, que sustentam a economia paulista. Durante muito tempo, o contador foi visto apenas como o responsável por registrar operações financeiras e lidar com obrigações fiscais. Era o chamado “guarda-livros”, indispensável para manter a regularidade burocrática, mas distante das decisões estratégicas. Essa visão, contudo, já não reflete o papel atual desse profissional no mercado. Hoje, o contador atua como consultor, capaz de interpretar dados e transformá-los em informações que orientam o crescimento. Independentemente do porte, seja um MEI, uma pequena empresa ou uma grande corporação, o apoio contábil deixou de ser luxo e tornou-se necessidade. Muitos ainda enxergam a contabilidade como custo, mas na prática ela traz retorno em forma de segurança, planejamento e decisões mais assertivas. O contador não apenas garante conformidade legal, como também mostra caminhos alternativos, aponta riscos e ajuda o empreendedor a projetar resultados futuros. Esse papel consultivo ganha ainda mais relevância com a Reforma Tributária. O novo modelo de tributos exigirá adaptação de empresas de todos os portes, e o contador será peça-chave nesse processo. Cabe a ele interpretar mudanças, orientar sobre impactos e auxiliar no planejamento para que os empreendedores se ajustem de forma eficiente às novas regras. Segundo o SEBRAE, 25% das pequenas empresas no Brasil fecham antes de completar dois anos. Entre as principais causas estão a falta de planejamento financeiro, falhas no fluxo de caixa e descumprimento de obrigações fiscais, nos quais a contabilidade é essencial. Nos órgãos públicos, o contador também é fundamental desde a abertura do negócio, garantindo segurança jurídica, acesso a crédito e atração de investimentos. Já na era digital, ele é uma ponte entre tecnologia e empreendedor, orientando no uso de plataformas e no cumprimento das exigências regulatórias. Assim, o fortalecimento das empresas em São Paulo passa necessariamente pela atuação dos contadores, verdadeiros parceiros estratégicos no apoio diário a milhões de empreendedores. Fonte: Márcio Massao Shimomoto, presidente da King Contabilidade Link Original

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Realidade ou maquiagem: como anda a diversidade nas empresas?

Já existe uma pressão social e regulatória pela aceitação da diversidade nos sistemas corporativos. O que evidencia algo muito positivo: uma mudança benéfica nos parâmetros sociais, principalmente em relação a temas como inclusão de negros, mulheres, pessoas com deficiência, entre outros. Mudanças que envolvem inclusão e diversidade costumam levar tempo, mas o mais importante é que elas aconteçam como parte de um processo evolutivo com foco em conexões genuínas e uma mudança de consciência autêntica e sábia. A abolição da escravidão é um exemplo que retrata muito bem esse avanço das percepções sociais, da sabedoria colocada em prática, pois antes da promulgação da Lei Áurea em 1888, os negros estavam dentro de um cenário desumano, indigno e que era visto como normal naquela época da sociedade. Com o tempo, o que era normalizado passou a não ser, passou sim a ser repudiado, o que deu ensejo à libertação dos escravos, em sua maioria negros. A tomada de consciência demorou, mas chegou. Assim como está acontecendo com vários outros temas envolvendo as pessoas tidas como diferentes. Existe uma diferença entre diversidade e inclusão; a diversidade é a presença de pessoas, é algo quantitativo, você conta quantas pessoas negras, com e sem deficiência, mulheres que existem em determinado sistema. Já a inclusão refere-se à qualidade das relações, onde o cego não precisa esconder isso para ser aceito, onde a mulher não tem que se masculinizar para ser respeitada ou ser promovida, onde o gay não precisa omitir, esconder que tem um marido, por exemplo. O melhor resultado vem sempre da união entre teoria e prática. No caso de inclusão e diversidade, é o convívio que melhora e acelera esses processos, pois permite que as dificuldades de se relacionar com o diferente sejam vividas, desmistificadas e, principalmente, compreendidas.Segundo pesquisa realizada pelo Infojobs em junho de 2024, 59% dos profissionais acreditam que diversidade e inclusão nas empresas ficam apenas no discurso, enquanto 38% percebem uma mistura de marketing com conscientização genuína. Entre profissionais LGBTQIAP+, 93% consideram políticas de inclusão essenciais para melhorar o cenário, mas 87% afirmam que ainda existem preconceitos velados que limitam seu crescimento. Além disso, 53% já sofreram discriminação por identidade de gênero ou sexualidade dentro do ambiente corporativo. Os sistemas corporativos visam ao lucro, exigindo rapidez, cumprimento de metas e estratégias para superar a concorrência. Muitas vezes, o tema de pessoas já fica em segundo plano; imagine as pessoas tidas como diferentes? O fato é que todos são pessoas, merecem um espaço no mercado de trabalho, um emprego, um salário que se traduzem em dignidade. As empresas são palco de muitas vidas, têm grande poder econômico e impactam a sociedade como um todo. Por isso, têm grande responsabilidade social que traz junto também um olhar para a diversidade e a inclusão; não há como fugir disso. É fundamental investir não apenas no desenvolvimento horizontal, mas também no desenvolvimento vertical das pessoas — que, no fim, são as próprias empresas — para agir de forma efetiva diante de um tema tão relevante e promover transformações reais e benéficas. Lembrando que transformações reais não são vitrines, maquiagem; são mudanças viscerais, verdadeiras e, acima de tudo, concretas; e mais que tudo isso, é o certo a fazer. Por: Viviane Gago Link Original

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Reforma Tributária: o que muda no caixa das empresas e no trabalho dos contadores

O avanço da Reforma Tributária e os ajustes previstos nas leis fiscais têm movimentado o debate empresarial e contábil em todo o país. No interior paulista, especialmente em polos como São José do Rio Preto, empresários e contadores demonstram expectativa em relação às mudanças que prometem simplificar o sistema, mas também exigem adaptação intensa no curto e médio prazo. O que muda na prática A proposta prevê a substituição de uma série de tributos hoje aplicados sobre consumo por novos impostos de caráter mais simplificado. PIS e Cofins darão lugar à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), enquanto ICMS e ISS serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Também está prevista a criação de um Imposto Seletivo, destinado a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Entre os pilares do novo modelo está a não cumulatividade plena, permitindo que créditos sejam aproveitados de forma mais abrangente. Além disso, a cobrança passará a ocorrer no destino da mercadoria ou do serviço, e não mais na origem, o que muda a dinâmica de apuração e de logística fiscal. Impactos esperados para empresas No ambiente corporativo, a principal preocupação é o fluxo de caixa. Como o recolhimento poderá ser exigido em prazos diferentes dos recebimentos, cresce a necessidade de capital de giro. Além disso, empresas terão de rever seus modelos de precificação para ajustar margens de acordo com o novo sistema de créditos tributários. Outro ponto em discussão é a tecnologia. Softwares de gestão fiscal e ERPs precisarão ser atualizados para atender às exigências de cálculo, emissão de documentos e integração de créditos. Esse movimento representa custos adicionais, principalmente para pequenas e médias empresas. Escritórios contábeis na linha de frente Para os escritórios de contabilidade, o desafio é duplo. Além de se adaptarem às novas normas, precisam orientar clientes em meio a um cenário de transição que pode se estender até 2033. O contador deixa de ser apenas o responsável pela escrituração e passa a ser um consultor estratégico para o empresário. Na prática, os profissionais terão de atuar em três frentes: consultoria preventiva, simulando cenários e calculando impactos; ajustes operacionais, com atualização de processos internos e sistemas; capacitação contínua, evitando falhas que possam gerar autuações durante a convivência entre regimes antigos e novos. Desafios no interior Em cidades do interior, como Rio Preto, os impactos podem ser ainda mais sensíveis. Muitas empresas têm estruturas enxutas e pouca margem para investimentos em tecnologia ou consultoria. Ao mesmo tempo, aquelas que se anteciparem podem conquistar vantagem competitiva. Quem se preparar primeiro terá condições de ofertar preços mais adequados, com melhor aproveitamento de créditos. Já os que demorarem podem enfrentar custos elevados e até riscos de passivo tributário. Oportunidades no horizonte Apesar dos desafios, há também oportunidades. O sistema tende a ser mais transparente e, no longo prazo, menos oneroso em termos de burocracia. Para escritórios contábeis, abre-se espaço para novos serviços de alto valor agregado, como planejamento tributário, reestruturação de contratos e assessoria em compliance. A Reforma Tributária sinaliza um marco de transformação. Ainda que o período de transição seja desafiador, empresas e escritórios contábeis que enxergarem a mudança como oportunidade podem sair fortalecidos. Mais do que nunca, informação, planejamento e preparo serão diferenciais decisivos. Link Original

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Taxa Selic em 15%: impactos econômicos e estratégias de adaptação

A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano gera efeitos significativos em toda a economia brasileira. Esse cenário pressiona empresas, redefine estratégias de investidores e impõe novos desafios ao agronegócio, setor responsável por parcela expressiva do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Impactos para as Empresas Elevação do custo de capital: operações de crédito, capital de giro e financiamentos atrelados ao CDI tornam-se mais onerosos. Postergamento de projetos de expansão: abertura de novas unidades, processos de modernização e aquisições tendem a ser adiados em razão do custo elevado do financiamento. Pressão sobre o fluxo de caixa: companhias com maior nível de endividamento sofrem impacto direto no aumento das despesas financeiras. Necessidade de gestão estratégica: renegociação de passivos, revisão de contratos e reestruturação de capital tornam-se medidas prioritárias. Impactos para os Investidores Fortalecimento da renda fixa: títulos públicos e privados apresentam maior atratividade, ocasionando redução do fluxo de recursos para a bolsa de valores. Pressão sobre o mercado acionário: aumento da aversão ao risco e queda de liquidez impactam negativamente as cotações de ações. Mudança no perfil de investimento: investidores de perfil conservador são favorecidos, enquanto os de longo prazo identificam oportunidades em ativos descontados, ainda que com maior volatilidade. Impactos para o Agronegócio Encarecimento do crédito rural: linhas privadas e parte dos financiamentos do Plano Safra sofrem elevação de custos. Adaptação nos investimentos: projetos de modernização tecnológica, infraestrutura e expansão produtiva tendem a ser adiados. Benefício aos exportadores: oscilações cambiais podem favorecer produtores que comercializam em dólar, atenuando os efeitos do crédito mais caro. Estratégias diante do cenário de juros elevados Empresas: revisão da estrutura de capital, alongamento de prazos de dívida e gestão rigorosa do fluxo de caixa. Investidores: diversificação da carteira, equilibrando posições em renda fixa com oportunidades de longo prazo em ativos de maior risco. Produtores rurais: priorização do acesso a crédito subsidiado e aprimoramento da gestão financeira e operacional. Conclusão A Selic em 15% não produz efeitos homogêneos, mas impõe a necessidade de ajustes estratégicos imediatos. As empresas precisam reavaliar decisões de financiamento, os investidores devem buscar equilíbrio entre segurança e rentabilidade, e o agronegócio exige gestão ainda mais criteriosa para sustentar sua competitividade. Link Original

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O impacto da variação cambial sobre o agronegócio e a indústria brasileira

A volatilidade do câmbio continua sendo um dos principais fatores de influência sobre a economia brasileira. O comportamento do dólar, em especial, afeta diretamente a formação de preços, os custos de produção, a competitividade internacional e o planejamento tributário de empresas de diferentes segmentos. Entre os setores mais expostos a essas oscilações estão o agronegócio e a indústria, que representam pilares fundamentais do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. 1. Efeitos no Agronegócio O Brasil ocupa posição de destaque como exportador global de commodities agrícolas, como soja, milho, café e carnes. A variação cambial exerce influência direta sobre esse setor: Receita de exportação: a valorização do dólar tende a aumentar a receita dos produtores, já que a comercialização é realizada em moeda estrangeira e convertida para reais. Custo de insumos: insumos como fertilizantes, defensivos agrícolas e maquinário têm grande parcela de importação. Nesse contexto, a alta do dólar pressiona os custos de produção. Gestão de risco: produtores que não utilizam instrumentos de proteção cambial ficam mais expostos à volatilidade, comprometendo a previsibilidade financeira. 2. Efeitos na Indústria A indústria brasileira, especialmente aquela dependente de importações, também é significativamente impactada pelas oscilações do câmbio. Os principais efeitos incluem: Pressão nos custos de produção: a valorização do dólar encarece a aquisição de matérias-primas, componentes eletrônicos e combustíveis. Competitividade internacional: a desvalorização do real pode favorecer exportadores industriais, que passam a oferecer preços mais competitivos no mercado externo. Passivos em moeda estrangeira: empresas com dívidas em dólar enfrentam aumento no valor de seus compromissos, o que afeta diretamente o balanço patrimonial. 3. Commodities e a Balança Comercial As commodities brasileiras, cotadas em dólar no mercado internacional, desempenham papel relevante no equilíbrio da balança comercial. Entre os efeitos mais observados estão: Agrícolas (soja, milho, café): valorização cambial aumenta receitas em reais, mas pode pressionar margens com o encarecimento dos insumos importados. Minerais (minério de ferro e petróleo): oscilam de acordo com a demanda global, sendo afetados por movimentos cambiais e pela conjuntura internacional. Proteínas animais: favorecidas pela competitividade internacional em momentos de desvalorização do real, mas com impacto nos custos internos de ração e logística. 4. Estratégias de Mitigação Para lidar com a volatilidade cambial, empresas e produtores podem adotar medidas de proteção e gestão: Operações de hedge: utilização de contratos futuros e derivativos para proteger margens de lucro. Gestão de fluxo de caixa: monitoramento contínuo das receitas e despesas em moeda estrangeira. Planejamento tributário: estruturação adequada para reduzir o impacto das variações cambiais sobre a carga tributária e o resultado financeiro. Conclusão A variação do dólar exerce papel determinante no desempenho do agronegócio e da indústria nacional, afetando tanto a competitividade externa quanto a estrutura de custos internos. Em um ambiente global marcado por incertezas e alta volatilidade, a gestão financeira e contábil torna-se um instrumento estratégico para preservar resultados e garantir sustentabilidade no longo prazo. O fortalecimento de práticas como planejamento tributário, gestão de riscos e utilização de instrumentos financeiros de proteção cambial é fundamental para que empresas brasileiras possam enfrentar os desafios do cenário internacional e transformar a volatilidade em oportunidade de crescimento. Link Original

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Salões, escritórios e lojas: como a comunicação em nuvem pode transformar sua operação

No mundo dos negócios, a comunicação não é apenas um custo operacional — é uma vantagem competitiva. A boa notícia é que hoje já é possível contar com plataformas em nuvem tão completas e robustas quanto as das grandes marcas globais, mas por custos muito mais baixos e acessíveis. Entre gerenciar escovas, papéis, boletos e funcionários, o empreendedor precisa ainda pensar em como reduzir despesas e ganhar tempo. É nesse ponto que a telefonia em nuvem se torna estratégica: ao centralizar chamadas, mensagens, agendamentos e atendimento em uma única plataforma, o negócio se organiza melhor, diminui gastos e aumenta a produtividade — tudo com menos burocracia e mais simplicidade de uso. Outro diferencial é a flexibilidade. As plataformas atuais se moldam à realidade de cada operação: de um salão que recebe reservas pelo WhatsApp a um escritório de contabilidade que atende em horários variados ou uma loja que integra múltiplos canais de vendas. Tudo pode estar em uma única interface, adaptada ao dia a dia, sem exigir grandes investimentos. O resultado é eficiência real, economia e clientes mais satisfeitos. Inteligência artificial e automação acessíveis Recursos avançados, como chatbots, IA e automação, estão disponíveis de forma simples e com custos reduzidos. Isso permite confirmar agendamentos, responder dúvidas frequentes e encaminhar atendimentos automaticamente. Assim, mesmo pequenos negócios podem ter tecnologia de ponta sem comprometer o orçamento, liberando tempo para focar em crescimento e inovação. Dados que comprovam o impacto estratégico Segundo a IDC, a adoção de soluções de comunicação em nuvem (UCaaS) já é essencial para a competitividade das pequenas e médias empresas. O que antes parecia restrito a grandes corporações agora está ao alcance de qualquer empreendedor: custos baixos, agilidade operacional e eficiência da equipe em uma única plataforma. Tomada de decisão baseada em dados Além de reduzir custos, a comunicação em nuvem fornece métricas estratégicas como volume de atendimentos, chamadas perdidas e tempo médio de resposta. Essas informações permitem decisões rápidas e práticas. Um restaurante, por exemplo, pode ajustar sua equipe nos horários de maior movimento e evitar perdas de receita. Mais do que uma simples ferramenta de telefonia, a comunicação em nuvem se consolidou como uma solução completa, moldável e acessível. Tão robusta quanto as grandes globais, mas pensada para atender às necessidades reais dos pequenos e médios negócios, com menos burocracia e custos muito mais baixos. Por Emerson Carrijo Link Original

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Valuation e a perícia contábil: relevância, desafios e impactos no âmbito empresarial

O ambiente empresarial é marcado por transformações constantes e por relações cada vez mais complexas entre sócios, investidores, herdeiros e credores. Nesse contexto, os conflitos se tornam inevitáveis e, quando chegam ao Judiciário, exigem análises que ultrapassem a simples leitura de documentos contábeis, e é nesse cenário que a perícia contábil ganha relevância, funcionando como elo entre a realidade econômica da empresa e a necessidade de decisões justas e fundamentadas. Entre as ferramentas à disposição do perito, o valuation tem se consolidado como uma das mais importantes, pois possibilita a mensuração do valor econômico de empresas ou participações societárias a partir de dados financeiros, projeções e análises de mercado. Mais do que atribuir um número, o valuation oferece uma leitura aprofundada sobre a saúde e o potencial de continuidade de um negócio, sendo especialmente útil em casos de dissolução de sociedades, apuração de haveres e processos de recuperação judicial. Apesar de sua utilidade, a aplicação do valuation não está livre de limitações. A escolha de premissas como taxas de desconto, expectativas de crescimento e prazos de projeção envolve certo grau de subjetividade, o que pode gerar resultados distintos para uma mesma empresa. Soma-se a isso a falta de informações confiáveis em muitas organizações, sobretudo de caráter familiar ou fechado, o que obriga o perito a trabalhar com dados incompletos e aumenta as margens de incerteza. Outro desafio é que, em alguns casos, os modelos empregados tornam-se excessivamente técnicos e distantes da realidade prática. Quando os resultados não correspondem ao que as partes esperam ou percebem no cotidiano empresarial, o valuation corre o risco de ser visto com desconfiança, fragilizando sua função de trazer equilíbrio e objetividade ao processo, podendo essa desconexão comprometer a credibilidade da perícia e prolongar ainda mais os litígios. Ainda assim, a perícia contábil no âmbito empresarial permanece essencial para traduzir a complexidade dos números em informações claras e acessíveis. O papel do perito vai além da análise documental: exige interpretação crítica, capacidade de projetar cenários e de oferecer subsídios que permitam decisões mais seguras e fundamentadas, se tornando o valuation uma ferramenta estratégica, capaz de dar concretude a debates que envolvem interesses econômicos relevantes. A relevância social desse trabalho também merece destaque. Um valuation bem conduzido pode influenciar diretamente na preservação de empresas, na manutenção de empregos e no equilíbrio das relações de mercado, assim, sua importância ultrapassa o limite dos conflitos entre sócios ou credores, alcançando a própria função social da empresa e o desenvolvimento econômico do país. Além disso, o valuation pode atuar não apenas como meio de prova, mas também como instrumento de prevenção de litígios. Ao estabelecer critérios objetivos e verificáveis para a avaliação de empresas, promove maior transparência nas relações entre sócios, investidores e credores, fortalecendo a governança e reduzindo incertezas que poderiam futuramente resultar em disputas. Por fim, a crescente utilização do valuation em perícias exige profissionais cada vez mais preparados, precisando o domínio das técnicas financeiras estar aliado à clareza na comunicação, de modo que análises complexas sejam traduzidas em informações compreensíveis e úteis no processo decisório. Nesse equilíbrio entre objetividade técnica e limitações práticas reside a atualidade do tema, sobretudo diante do aumento das disputas societárias e da demanda por soluções mais transparentes e confiáveis no âmbito empresarial. Link Original

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Relatório de Transparência Salarial já está disponível para mais de 54 mil empresas que devem publicar resultados até dia 30

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) disponibilizou nesta terça-feira (23) o Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios para mais de 54 mil empresas com 100 ou mais empregados. A publicação é exigida pela Lei de Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023) e deve ser divulgada até 30 de setembro nos canais institucionais das empresas e registrada no portal Emprega Brasil, garantindo acesso amplo a trabalhadores e ao público em geral. As empresas devem acessar o Portal do Empregador – Emprega Brasil, selecionar a aba “Empregadores” e indicar o endereço eletrônico em que o relatório será disponibilizado. Segundo Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, “este ano, temos a novidade de solicitar que as empresas indiquem o endereço eletrônico em que o relatório estará publicado no site do Emprega Brasil. Isso facilita a verificação da publicação”. A divulgação do documento nos canais institucionais deve assegurar local de fácil acesso e ampla visibilidade, podendo ser feita em sites corporativos, redes sociais ou meios equivalentes. O MTE e o Ministério das Mulheres divulgarão dados gerais da 4ª edição do relatório, com base nas informações fornecidas pelas empresas e nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), referentes ao período de julho de 2024 a junho de 2025. A expectativa é de que a desigualdade salarial entre mulheres e homens permaneça elevada nesta edição. Paula Montagner destaca: “Existe uma cultura que naturaliza a diferença salarial, tanto que, em momentos de crise, as mulheres são as primeiras a serem demitidas”. Fiscalização e penalidades O MTE acompanha a publicação do 3º relatório, verificando se as empresas cumpriram a Lei de Igualdade Salarial. Nos últimos meses, foram inspecionadas 217 empresas, das quais 90 foram autuadas por não disponibilizar o relatório em local visível. Em setembro, a fiscalização será ampliada para 810 empresas. A multa administrativa por descumprimento pode chegar a 3% da folha de pagamento do empregador, limitada a 100 salários mínimos. Sobre a Lei de Igualdade Salarial Sancionada em 3 de julho de 2023, a Lei nº 14.611 estabelece igualdade salarial e critérios remuneratórios entre mulheres e homens no ambiente de trabalho, alterando o artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Empresas com mais de 100 empregados devem adotar medidas como: Garantir transparência salarial; Fiscalizar práticas discriminatórias; Disponibilizar canais de denúncia; Publicar relatórios de critérios remuneratórios de forma acessível e ampla. A norma busca promover equidade de gênero no trabalho, fortalecendo direitos e garantindo que empresas adotem práticas consistentes com a legislação vigente. O relatório é uma ferramenta de transparência e monitoramento, permitindo que trabalhadores e sociedade verifiquem o cumprimento da lei. A ação do MTE reforça a importância de práticas corporativas equitativas e a responsabilização das empresas que não cumprem a legislação de igualdade salarial. Com informações do MTE Link Original

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