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Vitax e a nova era da tributação: como a tecnologia e a expertise da Exactus estão redefinindo a gestão fiscal

A Reforma Tributária, aprovada pela Lei Complementar n° 214/2025, representa uma das maiores transformações já vistas no sistema de arrecadação brasileiro. Com a substituição de tributos sobre o consumo por um modelo baseado no IVA dual (IBS e CBS), o ambiente fiscal exige agora muito mais precisão, transparência e inteligência na gestão das obrigações. Neste cenário, um elemento técnico se transforma em ativo estratégico: o NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul). Ele passa a ser o principal identificador dos produtos para definição de alíquotas, aplicação de isenções, incidência do imposto seletivo e acesso a benefícios fiscais. Uma classificação incorreta poderá gerar perdas tributárias relevantes, prejudicar o aproveitamento de créditos e expor empresas a autuações e litígios. A resposta inteligente da Exactus Com 54 anos de história e reconhecida por sua excelência em soluções contábeis e fiscais, a Exactus apresenta ao mercado um lançamento que marca um novo patamar de controle e segurança tributária: Vitax. Vitax não é apenas uma plataforma. É a concretização da expertise contábil da Exactus combinada com inteligência artificial de ponta, criada especificamente para apoiar empresas na travessia para o novo modelo tributário. Trata-se de uma solução desenvolvida para antecipar riscos, detectar inconsistências fiscais e otimizar a carga tributária com precisão e agilidade. O poder da lA aplicado ao NCM Vitax utiliza algoritmos de lA treinados com jurisprudências, regras fiscais, padrões históricos de mercado e notas técnicas da Receita Federal para: Identificar automaticamente inconsistências na classificação dos NCMs; Detectar diferenças entre tributos pagos e os efetivamente devidos; Organizar PGDAS e XMLs de forma automática, sem intervenção manual; Gerar relatórios gerenciais inteligentes, filtrados por CNPJ, produto efaturamento. Oferecer visão estratégica para quem decide e clareza operacional para quem executa. Exemplo real, impacto imediato: Considere uma empresa de alimentos que classifica um suco natural sob o NCM 2202.10.00 (bebidas adoçadas) quando o correto seria 2009.89.00 (sucos sem fermentação). A alíquota errada pode gerar pagamento indevido de imposto seletivo, impedindo o repasse de créditos e tornando o produto menos competitivo. Com a Vitax, esse erro seria identificado antes de gerar prejuízos. Cadastro do produtos no software da empresa: Utilizando a plataforma Vitax, a empresa irá fazer uma higienização no cadastro dos seus produtos, evitando pagar imposto a maior ou a menor, e gerando um diagnóstico apontando possíveis créditos a recuperar ou possíveis débitos a recolhe. Um novo marco para o mercado contábil O lançamento da Vitax é mais do que uma inovação tecnológica: é um divisor de águas para contadores, empresas, advogados tributaristas e consultores fiscais. Em um momento em que a conformidade deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade vital, a Exactus entrega ao mercado uma solução validada por meio século de experiência e desenvolvida para o futuro da tributação no Brasil. Experimente a Vitax gratuitamente por 7 dias e descubra como transformar riscos fiscais em vantagens competitivas com tecnologia, segurança e autoridade. Conheça Vitax clicando Aqui Link Original

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Reforma tributária exige reavaliação contratual para preservar equilíbrio econômico

A função econômica do contrato vai além de uma formalidade jurídica: ela é o instrumento que garante previsibilidade, organização de riscos e eficiência na alocação de recursos entre os agentes econômicos. Em tempos de mudanças fiscais significativas — como a promovida pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025 — esse papel contratual ganha ainda mais relevância, sobretudo para empresas que firmaram contratos de médio e longo prazo com base em premissas fiscais consolidadas. A transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo, com a substituição do ICMS, ISS, PIS e Cofins pelos tributos IBS e CBS, traz impactos relevantes à estrutura econômica dos contratos, mesmo com a promessa constitucional de neutralidade tributária. Convivência de dois sistemas fiscais até 2033 gera insegurança contratual Embora a neutralidade tributária esteja prevista no art. 156-A da Constituição Federal e reforçada no art. 2º da LC nº 214/2025, a convivência simultânea entre os regimes atual e novo, prevista para o período de 2026 a 2033, dificulta a mensuração precisa dos encargos fiscais aplicáveis. Esse ambiente de transição afeta diretamente contratos firmados com base no sistema anterior, cuja distribuição de riscos, precificação e margens de rentabilidade foram estruturados a partir de regras hoje em processo de substituição. A mudança de variáveis como base de cálculo, regimes de crédito e distribuição da carga tributária pode romper com a coerência econômica originalmente pactuada. Impacto nos contratos firmados antes e depois da reforma Para contratos celebrados antes da LC 214/2025, a reforma pode ser considerada um evento superveniente de alta relevância, com potencial para comprometer o equilíbrio econômico-financeiro. Ainda que a reforma não altere os elementos formais do contrato, ela pode desfigurar sua função econômica, exigindo reavaliações à luz dos princípios da boa-fé objetiva e da equivalência substancial. Já os contratos firmados sob a vigência do novo sistema partem, em tese, de uma base fiscal mais estável. No entanto, a realidade é mais complexa. Elementos essenciais da CBS e do IBS, como alíquotas de referência, critérios de creditamento e regras de transição federativa, ainda estão em construção, o que impede projeções precisas de impacto tributário e pode gerar incertezas mesmo nos contratos mais recentes. Cláusulas contratuais devem prever adaptação fiscal e reequilíbrio Nesse cenário de instabilidade normativa e transição gradual, os contratos empresariais — especialmente aqueles de longo prazo — devem incorporar cláusulas de adaptação fiscal, prevendo ajustes automáticos ou renegociações caso haja mudanças relevantes na carga tributária. Mecanismos como: Cláusulas de hardship (ônus excessivo); Dispositivos de renegociação por alteração legislativa; Critérios objetivos de reequilíbrio, como variações percentuais de tributos ou mudanças na sistemática de créditos, são ferramentas jurídicas úteis para preservar a função econômica do contrato e evitar judicializações ou disputas arbitrais. Oportunismo contratual e papel do Judiciário O princípio da função econômica do contrato também deve servir como barreira ao oportunismo, entendido aqui como a utilização estratégica de lacunas ou ambiguidades contratuais para obter vantagens indevidas diante da mudança de cenário fiscal. Contudo, a aplicação dessa lógica exige sensibilidade técnica por parte do Poder Judiciário e das câmaras arbitrais, o que nem sempre ocorre. A falta de familiaridade com os efeitos econômicos da reforma tributária pode comprometer decisões judiciais sobre revisões contratuais, reforçando a importância de cláusulas bem estruturadas e parâmetros objetivos previamente definidos. Direito contratual e tributário devem dialogar A tensão entre vinculação contratual e necessidade de adaptação não é nova, mas ganha contornos complexos no contexto da reforma tributária. O Direito Contratual deve dialogar com a lógica econômica dos tributos, reconhecendo que a carga tributária é uma variável estrutural nos contratos empresariais — e não um fator neutro ou acessório. Para isso, é necessário abandonar uma visão exclusivamente formal dos contratos e adotar uma abordagem baseada em Direito & Economia, onde o foco é preservar a racionalidade e viabilidade das relações contratuais diante de ambientes regulatórios dinâmicos. Recomendações para novos contratos na fase de transição Diante da complexidade da reforma e da insegurança normativa que marca sua transição, empresários, contadores e assessores jurídicos devem revisar sua estratégia contratual. Entre as recomendações estão: Incluir cláusulas que prevejam renegociação em caso de alteração tributária relevante; Estabelecer mecanismos automáticos de reequilíbrio atrelados a mudanças na legislação; Utilizar indicadores objetivos, como percentual de aumento da carga fiscal ou alteração na base de cálculo; Documentar premissas fiscais adotadas na formação do contrato para facilitar comprovações futuras. A função econômica do contrato deve ser preservada mesmo em ambientes de instabilidade regulatória, como o que se desenha com a implementação da CBS e do IBS. A reforma tributária não anula os contratos vigentes, mas impõe necessidade de revisão, adaptação e cautela na celebração de novos negócios. A racionalidade contratual, ancorada em boa-fé, previsibilidade e equilíbrio, será essencial para manter a saúde das relações empresariais ao longo da transição tributária. Contadores, advogados e empresários devem trabalhar de forma conjunta para garantir que os contratos em vigor e os novos instrumentos firmados estejam preparados para lidar com as incertezas da reforma. Cláusulas bem redigidas podem evitar litígios e preservar o equilíbrio entre as partes. Com informações do Jota Link Original

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Escala 24×48: o que diz a CLT e como aplicar corretamente

A escala 24×48 é um modelo de jornada adotado por categorias profissionais específicas, em que o trabalhador exerce suas atividades por 24 horas consecutivas e, em seguida, usufrui de 48 horas de descanso. Embora amplamente utilizada em setores como segurança e saúde, a aplicação desse regime requer ajustes legais e cuidados com o controle de jornada, para evitar autuações e riscos trabalhistas. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não trata diretamente desse modelo, mas há respaldo jurídico para sua adoção, desde que observadas certas condições, principalmente a existência de acordo ou convenção coletiva que autorize a jornada diferenciada. O que é a escala 24×48? Na prática, o modelo 24×48 estabelece que a cada 24 horas de trabalho, o colaborador terá 48 horas de descanso. Trata-se de uma escala que permite ao empregador manter a operação ininterrupta de atividades essenciais, como serviços de emergência, segurança ou atendimento hospitalar. Contudo, o regime impõe exigências físicas e mentais significativas, o que o torna inviável para grande parte das ocupações regulares. A CLT permite a escala 24×48? A CLT não proíbe expressamente a adoção da escala 24×48, mas também não a regulamenta diretamente. Por isso, sua aplicação depende de respaldo em convenções ou acordos coletivos de trabalho, conforme permite o art. 7º, inciso XIII, da Constituição Federal: “Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.” Assim, a jornada que ultrapasse os limites previstos — como ocorre no modelo 24×48 — só é válida se houver instrumento coletivo prevendo essa exceção. Limites legais de jornada e horas extras De acordo com o art. 59 da CLT, o limite máximo legal de jornada é de 8 horas diárias e 44 horas semanais, com possibilidade de até 2 horas extras por dia: “A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.” No caso da escala 24×48, o trabalhador atua 24 horas seguidas, o que extrapola o limite legal e caracteriza, em parte, o período como hora extra. Em média, quem adota esse regime trabalha 48 horas semanais, ou seja, 4 horas além do limite legal, que devem ser computadas e pagas como horas extraordinárias. Conforme o §1º do mesmo artigo, essas horas extras devem ser remuneradas com acréscimo mínimo de 50% sobre a hora normal. Quais profissionais atuam na escala 24×48? A escala 24×48 é comum em profissões que exigem cobertura ininterrupta de serviço, geralmente relacionadas à segurança, atendimento emergencial ou operação de infraestrutura crítica. Entre os profissionais que atuam sob esse regime estão: Bombeiros civis e militares; Policiais militares e civis; Profissionais de saúde (plantonistas, socorristas); Vigilantes e seguranças patrimoniais; Cobradores de pedágio; Trabalhadores de serviços essenciais. Essas atividades, por demandarem disponibilidade contínua, justificam o modelo, desde que acompanhado de pausas regulares durante a jornada e períodos adequados de descanso entre os turnos. Escala 24×48 é legal, mas pode gerar controvérsias Apesar de autorizada por instrumentos coletivos, a escala 24×48 ainda é alvo de controvérsias judiciais, especialmente quando não há controle eficaz da jornada ou quando a empresa deixa de compensar corretamente as horas excedentes. O advogado Maciel Júnior, em entrevista ao jornal Extra, destacou que a jornada 24×48 implica “um desgaste maior à saúde e à vida social do empregado”. Essa percepção reforça a necessidade de monitoramento constante da escala e respeito às pausas obrigatórias, como o intervalo intrajornada previsto no art. 71 da CLT. Controle da jornada é obrigatório para empresas com mais de 20 funcionários Segundo o art. 74 da CLT, estabelecimentos com mais de 20 trabalhadores devem manter registro de ponto dos horários de entrada e saída dos colaboradores: “Será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico […] permitida a pré-assinalação do período de repouso.” Na prática, a escala 24×48 dificulta o controle convencional, sobretudo quando a empresa ainda utiliza métodos manuais ou sistemas pouco flexíveis. Por isso, recomenda-se o uso de soluções digitais de ponto eletrônico, que permitem monitoramento remoto e integrado da jornada, inclusive com alertas de extrapolação. Recomendações para adotar a escala 24×48 com segurança Se sua empresa atua em setores que demandam o uso da escala 24×48, é fundamental adotar práticas preventivas e documentar todas as etapas, para garantir segurança jurídica: Verifique se há acordo ou convenção coletiva vigente que autorize o uso da escala; Calcule e pague corretamente as horas extras excedentes às 44 horas semanais; Implemente controle eletrônico de ponto eficiente, com histórico de marcações e relatórios gerenciais; Mantenha documentação comprobatória da jornada, como recibos, escalas assinadas e contratos de trabalho; Respeite os intervalos legais para descanso e refeição, mesmo durante plantões de 24 horas. A escala 24×48 é uma alternativa legítima de jornada de trabalho, utilizada em segmentos essenciais da economia. No entanto, seu uso exige atenção redobrada à legislação trabalhista, especialmente quanto aos limites de jornada, pagamento de horas extras e acordos coletivos. O não cumprimento dessas regras pode gerar ações judiciais, multas e condenações por jornada abusiva. Empresas que adotam a escala 24×48 devem reforçar a governança trabalhista, revisar seus acordos coletivos e investir em tecnologias para controle de ponto e gestão de jornada. Já os profissionais de RH e contabilidade devem estar atentos aos reflexos desse modelo sobre folha de pagamento, adicional noturno, banco de horas e encargos. Link Original

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6 erros de marketing que podem comprometer o crescimento do seu escritório contábil

A rotina de um escritório contábil envolve muito mais do que obrigações fiscais e cumprimento de prazos. Em um mercado cada vez mais competitivo, a forma como a marca se posiciona pode ser decisiva para atrair — ou repelir — novos clientes. E é justamente aí que muitos contadores cometem erros de marketing que impactam diretamente os resultados financeiros do negócio. Confira os seis principais equívocos de marketing que afetam empresas e erros mais comuns cometidos por escritórios de contabilidade — e como corrigi-los na prática. 1. Não ter público-alvo definido e querer atender todo mundo Um erro clássico: tentar atender “todo mundo”. Muitos escritórios se apresentam como “especialistas em todas as áreas” — de MEIs a grandes indústrias — e acabam não falando com ninguém de fato. O problema é que cada nicho tem dores, regras e vocabulário próprios. Ao não segmentar, o escritório perde oportunidades de gerar conexão com o cliente ideal. Exemplo prático: um escritório focado em prestadores de serviço autônomos deve usar uma linguagem direta e oferecer conteúdos voltados a questões como IRPF, emissão de nota fiscal e Simples Nacional, ao invés de falar de planejamento tributário internacional. 2. Comunicar serviços, e não soluções Divulgar que seu escritório faz “folha de pagamento, obrigações acessórias e abertura de empresas” é o básico — e o cliente já espera isso. O diferencial está em comunicar como esses serviços resolvem problemas reais. Exemplo prático: Em vez de dizer “fazemos a contabilidade do seu negócio”, prefira: “Com relatórios contábeis estratégicos, ajudamos você a tomar decisões com base em dados reais e reduzir riscos com o Fisco”. 3. Usar mensagens genéricas Campanhas com frases como “conte com quem entende” ou “soluções completas para sua empresa” já não despertam atenção. A falta de personalização é um erro grave em um setor em que confiança e credibilidade são pilares de decisão. Exemplo prático: um escritório que atende e-commerces pode dizer: “Sabemos como é difícil conciliar vendas com as obrigações fiscais. Nossa equipe cuida da tributação por produto, para que você foque nas vendas.” 4. Ignorar testes e métricas Muitos escritórios investem em anúncios ou redes sociais, mas não monitoram resultados. Sem isso, continuam gastando tempo (e dinheiro) em conteúdos que não geram engajamento nem conversão. Exemplo prático: se você divulga posts sobre “tributos em atraso” e eles têm baixo desempenho, que tal testar uma abordagem prática como “3 erros fiscais que podem travar seu CNPJ”? A/B test e ferramentas como Google Analytics podem orientar essas decisões. 5. Não investir em conteúdo visual e criativo Planilhas, textos longos e design amador ainda são comuns nos canais de contadores. No entanto, o marketing moderno exige conteúdo atrativo e escaneável, que capte a atenção em poucos segundos. Exemplo prático: em vez de publicar um parágrafo sobre a obrigatoriedade do eSocial, transforme a informação em um carrossel com ícones, linguagem simples e CTA (“Fale com a gente e regularize sua empresa”). 6. Não delegar as funções do marketing para alguém que pode ajudar Um dos erros mais prejudiciais — e frequentes — é tentar acumular a função de contador com a de especialista em marketing. Essa centralização pode gerar ações improvisadas, desorganização e falta de constância na comunicação. O contador ou dono do escritório pode ser a pessoa que mais sabe sobre o público ou sobre a realidade contábil, mas contar com um especialista para planejar ações, mexer em sites e ferramentas pode ser mais assertivo do que tentar sozinho. Exemplo prático: enquanto você está focado no fechamento da folha ou respondendo notificações da Receita, sua estratégia de conteúdo, tráfego pago ou redes sociais fica parada. Ter alguém (interno ou terceirizado) dedicado a pensar, executar e analisar o marketing garante que sua marca continue ativa mesmo nos períodos de alta demanda contábil. O marketing contábil deixou de ser um diferencial — é uma necessidade. A imagem que seu escritório transmite pode ser o elo entre o cliente em dúvida e a confiança necessária para fechar o contrato. Evitar esses erros é o primeiro passo para posicionar sua marca como autoridade e transformar presença digital em receita recorrente. Link Original

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Não aguenta mais a rotina exaustiva de reuniões? Veja como IAs podem te ajudar nessa sobrecarga

O número de reuniões virtuais aumentou drasticamente desde 2020, principalmente devido a pandemia da Covid-19 que influenciou no distanciamento social, sobrecarregando profissionais e afetando a produtividade global. Um relatório da Microsoft mostra que o tempo gasto em encontros no Teams cresceu 252% desde fevereiro daquele ano. Agora, empresas avaliam a inteligência artificial como uma aliada na gestão do tempo e na redução do excesso de reuniões improdutivas. Excesso de reuniões compromete produtividade e engajamento A prática de agendar reuniões com frequência tem se tornado um desafio para empresas e colaboradores. Um estudo da Atlassian revelou que profissionais participam, em média, de 62 reuniões por mês, o que representa 31 horas de produtividade perdida. Além da perda de tempo, a sobrecarga de reuniões tem impactos como fadiga decisória, queda no engajamento dos funcionários, menor criatividade e até prejuízos financeiros. Segundo a Bain & Company, uma reunião semanal com gerentes de nível médio pode custar mais de US$ 15 milhões por ano para grandes empresas. A rotina intensa de encontros ainda compromete o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, já que muitos trabalhadores precisam realizar tarefas com foco fora do expediente. O que é sobrecarga de reuniões e por que ela cresceu A sobrecarga acontece quando há tempo excessivo dedicado a reuniões que interrompem a execução de tarefas que exigem concentração. A tendência se intensificou com o avanço do modelo híbrido de trabalho, que levou as organizações a priorizarem reuniões virtuais como forma de manter a comunicação. O resultado é uma cultura de reuniões consecutivas que prejudica o desempenho individual e coletivo. Uma análise publicada na Journal of Business Research aponta que 90% dos profissionais consideram as reuniões custosas e pouco eficientes. IA ganha espaço como solução para reuniões improdutivas Para enfrentar esse problema, empresas estão adotando ferramentas de inteligência artificial que otimizam a gestão de reuniões. A IA atua em várias frentes, desde o agendamento até o resumo automatizado das conversas. Soluções como o Microsoft Copilot, Google Meet e Zoom já oferecem transcrição em tempo real e geração de resumos com pontos-chave, decisões e tarefas atribuídas. Esses recursos facilitam a participação ativa dos colaboradores e reduzem a dependência de reuniões longas. Além disso, ferramentas de IA permitem a participação assíncrona, o que significa que profissionais podem acompanhar os resultados de encontros sem precisar estar presentes, apenas por meio dos resumos estruturados. Automação melhora o aproveitamento das reuniões Entre os principais benefícios da inteligência artificial nas reuniões estão: Participação assíncrona: resumos substituem a necessidade de assistir a reuniões completas. Acompanhamento mais eficiente: listas de tarefas geradas automaticamente com prazos e responsáveis. Análises baseadas em dados: identificação de padrões de reuniões e ajustes estratégicos. Eliminação de recapitulações: os participantes chegam mais preparados, com contexto prévio. Esses avanços ajudam a transformar reuniões em momentos de decisão e alinhamento real, não apenas troca de informações repetitivas. Desafios do uso da IA em ambientes corporativos Apesar das vantagens, a adoção da IA nas reuniões ainda enfrenta obstáculos importantes. A preocupação com a privacidade é uma das principais barreiras. Muitos profissionais têm receio quanto à gravação e análise de conversas, e à forma como esses dados são armazenados. Outro desafio é a integração das ferramentas ao ambiente de trabalho. Soluções mal implementadas podem gerar mais complexidade e resistência dos funcionários. A dependência excessiva da IA também pode levar à perda de nuances nas comunicações e à realização de reuniões desnecessárias. Organizações precisam encontrar um equilíbrio entre automação e interação humana. É essencial adotar políticas claras sobre uso de dados, acesso às informações e limites do uso da tecnologia. Empresas devem equilibrar tecnologia e bom senso Relatórios da Microsoft mostram que, após dez semanas de uso do Copilot, muitos usuários passaram menos tempo em reuniões. Isso reforça o papel da IA como ferramenta para racionalizar o uso do tempo e permitir mais foco nas tarefas relevantes. Contudo, a eficácia da tecnologia depende de sua aplicação consciente. A IA deve ser usada para apoiar, não substituir, a tomada de decisão e o bom senso humano. Quando bem aplicada, pode ajudar empresas a construírem uma cultura de reuniões mais estratégica e produtiva. Como profissionais podem se adaptar a essa mudança Para acompanhar esse movimento, especialistas recomendam que os profissionais desenvolvam habilidades de letramento digital e aprendam a utilizar as novas ferramentas com autonomia. É importante também estabelecer limites para reuniões excessivas, priorizando aquelas com pauta definida e objetivos claros. Organizações que estimulam esse tipo de comportamento tendem a ter equipes mais produtivas e satisfeitas. Além disso, gestores podem propor projetos-piloto com ferramentas de IA e acompanhar os resultados antes de uma implementação em larga escala. Essa abordagem permite ajustes conforme a realidade da empresa. IA como aliada estratégica contra reuniões em excesso A inteligência artificial tem potencial para reduzir significativamente a sobrecarga de reuniões, desde que usada com critério. A combinação entre tecnologia, cultura organizacional e clareza de propósito pode levar a um novo modelo de colaboração, com menos tempo desperdiçado e mais foco no que realmente importa. Para as empresas contábeis e demais organizações que enfrentam o desafio da produtividade, a adoção de soluções baseadas em IA representa uma oportunidade de inovação com impacto direto nos resultados. Com informações adaptadas da Forbes Link Original

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Inadimplência em alta: planejamento contábil pode salvar PMEs do colapso financeiro

Com o aumento da inadimplência tanto de consumidores quanto de empresas, o impacto já é sentido diretamente por quem atua no varejo, nos serviços e no setor informal. Micro e pequenas empresas, que geralmente operam com margens apertadas e pouca reserva de capital, estão entre as mais vulneráveis. Nesse contexto, o planejamento contábil e financeiro deixa de ser uma ferramenta opcional e passa a ser essencial para a sobrevivência. “A inadimplência não dá aviso prévio. Quando ela bate à porta, muitos empreendedores já estão com o caixa comprometido. Por isso, o segredo está na antecipação — e a contabilidade é quem oferece essa visão preventiva”, explica a consultora especialista em assuntos regulatórios da Contabilizei, Juliana Ribas. A atuação contábil começa antes mesmo da crise se instalar. Um controle adequado de custos, aliado à precificação correta dos produtos ou serviços e à criação de reservas financeiras, forma a base para resistir a períodos de desequilíbrio. Nesse sentido, o Fator R, uma ferramenta tributária que permite que as empresas do Simples Nacional paguem menos impostos, pode auxiliar os negócios para que evitem estagnação ou fechamento. “Empresas que vivem no modo reativo correm mais risco. Quando o empreendedor tem clareza sobre seus custos fixos, margens e projeções de fluxo de caixa, ele consegue tomar decisões rápidas: cortar excessos, renegociar prazos ou até mudar estratégias comerciais com segurança.” Mas quando a inadimplência já é uma realidade, a contabilidade também tem papel ativo na reação. A reorganização fiscal, o estudo da estrutura de dívidas e a revisão dos prazos de pagamento e recebimento podem ser ajustados para reequilibrar as finanças. Com isso, é possível evitar um efeito dominó que afeta folha de pagamento, fornecedores e operações diárias. “Muitos empreendedores não sabem que é possível, por exemplo, rever o regime tributário para aliviar o caixa no curto prazo, ou renegociar dívidas de forma planejada, evitando multas e juros. São alternativas técnicas que só vêm à tona com a leitura estratégica dos dados contábeis.” Além disso, relatórios financeiros bem construídos ajudam o empresário a lidar com instituições financeiras e fornecedores com mais credibilidade — mostrando planejamento, responsabilidade e intenção de reverter a situação com base em dados concretos. “A contabilidade bem feita vira uma bússola em momentos de turbulência. Ela mostra o que pode ser cortado, onde há espaço para negociar e quais decisões são possíveis sem comprometer o futuro do negócio”, pontua. Fonte: Redação Homework para Terra Link Original

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É possível se aposentar e continuar trabalhando? Entenda as regras e se o benefício do INSS será mantido

Muitos brasileiros alcançam os requisitos para aposentadoria mas querem ou precisam continuar trabalhando e por isso é essencial entender como fica o direito à aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nesse caso. É possível continuar trabalhando depois de se aposentar desde que a aposentadoria seja por idade ou tempo de contribuição. Nesse caso, o cidadão pode manter seu vínculo empregatício atual ou até mesmo iniciar um novo, sem qualquer impedimento legal. O benefício do INSS e a atividade profissional podem coexistir sem problemas. No entanto, essa regra não vale para quem se aposenta por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez). Isso porque, ao ser considerado inapto para o trabalho, o segurado perde o direito ao benefício se retornar à atividade remunerada. Quais direitos o aposentado trabalhador mantém? Quem se aposenta e continua na ativa com carteira assinada na iniciativa privada tem direito aos mesmos benefícios trabalhistas que os demais funcionários, como: Férias e 13º salário Vale-transporte e vale-refeição Assistência médica Depósitos mensais de 8% do FGTS sobre o salário Inclusive, o FGTS pode ser sacado integralmente no momento da aposentadoria, abrangendo contas ativas e inativas. Após isso, os novos depósitos também ficam disponíveis para saque mensal — ou podem ser deixados acumulando, conforme preferência do trabalhador. Caso o aposentado seja demitido sem justa causa, ele ainda recebe o saldo do FGTS depositado e multa rescisória de 40% sobre o total creditado após a aposentadoria. E quanto ao PIS? O abono salarial do PIS continua válido para o aposentado que trabalha, desde que se encaixe nas regras do programa: Ter recebido até dois salários mínimos no ano-base Estar inscrito no PIS há pelo menos cinco anos Ter os dados informados corretamente no eSocial/Rais pelo empregador Quais são as desvantagens? Apesar das vantagens, continuar trabalhando após se aposentar também traz algumas perdas de direitos. A principal delas é que o aposentado ainda contribui mensalmente ao INSS, mesmo que essas novas contribuições não aumentem mais o valor do benefício. Além disso, não há mais direito ao auxílio-doença, caso o aposentado precise se afastar por problemas de saúde. Ele também não pode receber seguro-desemprego, já que o benefício da aposentadoria é considerado uma fonte de renda contínua. Outros auxílios previdenciários como auxílio-acidente e auxílio-reclusão também não são pagos para quem já está aposentado. O empregador pode saber se o funcionário é aposentado? O INSS não comunica automaticamente a empresa sobre a concessão do benefício. No entanto, a legislação permite que o empregador consulte, por conta própria, se um funcionário já é aposentado — mediante acesso ao portal do INSS, com as devidas autorizações e cadastro na Receita Federal. A consulta mostra a data de concessão e o status do pagamento do benefício. Assim, é possível se aposentar e continuar trabalhando, mas é fundamental conhecer os direitos mantidos, os benefícios perdidos e as obrigações que permanecem. Planejamento e informação são essenciais para tomar a melhor decisão. Link Original

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Fez entrevista de emprego e ficou sem resposta? Canadá terá lei para evitar isso! No Brasil isso daria certo?

Empresas de Ontário, no Canadá, serão obrigadas a responder aos candidatos que participarem de entrevistas de emprego a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida faz parte de uma legislação aprovada para aumentar a transparência no processo seletivo e combater a prática conhecida como “ghosting corporativo” — quando candidatos não recebem retorno após entrevistas. Segundo a nova regra, todas as empresas com 25 ou mais funcionários deverão comunicar aos entrevistados o status da candidatura em até 45 dias após a entrevista. Além disso, será obrigatório informar se a vaga está sendo efetivamente preenchida e se ferramentas de inteligência artificial (IA) foram utilizadas no processo de triagem. Transparência no processo seletivo será obrigatória A medida foi anunciada pelo Ministro do Trabalho de Ontário, David Piccini, que afirmou tratar-se de uma “cortesia comum” com os candidatos. A iniciativa responde a um crescente descontentamento dos profissionais com a falta de comunicação durante processos seletivos. Dados da plataforma de contratação Greenhouse mostram que quase dois terços dos candidatos nos Estados Unidos relatam não ter recebido resposta após entrevistas. Ainda segundo o relatório, 27% dos entrevistados nunca obtiveram retorno mesmo após a etapa final. Multas de até R$ 400 mil para empresas que não cumprirem Empresas que descumprirem a nova norma poderão ser multadas em até 100 mil dólares canadenses, o equivalente a cerca de R$ 400 mil. Apesar do valor, especialistas apontam que as primeiras infrações devem resultar apenas em advertências ou penalidades mais brandas. O advogado trabalhista Daryn Jeffries, de Toronto, explicou que a legislação busca criar um equilíbrio entre a responsabilização das empresas e a viabilidade de aplicação da norma, considerando que nem todos os casos de ghosting decorrem de má-fé. Vagas fantasmas e uso de IA também serão regulados A legislação também prevê maior transparência quanto à existência real das vagas. As empresas terão que retirar os anúncios em até duas semanas após o preenchimento da posição. Além disso, deverão declarar quando o processo seletivo envolve vagas que ainda não estão abertas ou que foram divulgadas apenas para manter um banco de talentos. O uso de inteligência artificial também precisará ser declarado. Caso os sistemas automatizados sejam utilizados para triagem de currículos ou análise de perfis, os candidatos deverão ser informados claramente. Medida pode impactar custos operacionais Embora a legislação tenha sido bem recebida por parte da população, representantes empresariais demonstraram preocupação com o aumento de custos regulatórios. A obrigação de responder a todos os candidatos e atualizar o status das vagas em prazo determinado pode elevar o tempo e os recursos destinados ao recrutamento, especialmente em setores com alta rotatividade. Nos Estados Unidos, propostas semelhantes enfrentam resistência. Em Nova Jersey, um projeto de lei prevê multa de até US$ 5.000 (cerca de R$ 27 mil) para empresas que não informarem o cronograma de contratação aos candidatos. A legislação também exige a remoção de vagas preenchidas em até 14 dias e a identificação de vagas fictícias. A Associação de Negócios e Indústria de Nova Jersey se opõe à proposta, argumentando que o ciclo de contratação varia conforme a função e que a obrigação de previsão fixa seria inviável em determinados segmentos. Outras iniciativas legislativas em andamento Propostas semelhantes também foram apresentadas em Kentucky e Califórnia. Enquanto o projeto de Kentucky está parado, o da Califórnia segue em análise por uma comissão estadual. Ambas as iniciativas visam combater as chamadas “vagas fantasmas” e tornar o processo seletivo mais transparente. A consultora de recursos humanos Anessa Fike aponta que o ghosting muitas vezes está relacionado a equipes de recrutamento sobrecarregadas. Segundo ela, com a redução dos times de RH nos últimos anos, muitas empresas não têm estrutura para dar retorno a todos os candidatos. Ghosting afeta milhares de candidatos em todo o mundo O ghosting no recrutamento tem causado frustração generalizada, principalmente entre os candidatos mais jovens. O impacto vai além do aspecto emocional e compromete a eficiência do mercado de trabalho. Eric Thompson, 53 anos, fundou um grupo de defesa pela regulamentação federal da contratação após vivenciar o problema de perto. Demitido de uma startup de cibersegurança, ele se candidatou a mais de 3.000 vagas em nove meses. Apenas cinco entrevistas ocorreram e menos de 200 retornos foram registrados. “Se me candidato a 40 vagas por semana e metade são fantasmas, perdi 20 horas semanais com processos inexistentes”, afirmou. Vagas fantasmas representam 20% das ofertas Estudos recentes indicam que aproximadamente 20% das vagas publicadas são fantasmas. No Canadá, cerca de 14% dos anúncios no segundo trimestre de 2025 estavam nessa categoria. No caso da Greenhouse, empresa de tecnologia para contratação, a análise de dezembro de 2024 confirmou a tendência global. Empresas mantêm esses anúncios para formar bancos de currículos ou se prepararem para demandas futuras, o que acaba confundindo candidatos e comprometendo a transparência do processo seletivo. Expectativas para aplicação da lei A partir da implementação da nova legislação em Ontário, espera-se que empresas adotem rotinas mais claras e eficazes de comunicação com candidatos. A obrigação de informar prazos, uso de IA e validação das vagas pode tornar o mercado mais transparente e eficiente. Contudo, especialistas alertam para a necessidade de fiscalização adequada e suporte às empresas, especialmente as de menor porte, para que a lei seja cumprida sem onerar excessivamente os processos de recrutamento. No Brasil isso daria certo?  A nova legislação de Ontário reacende um debate relevante também no Brasil: o dever das empresas de darem retorno aos candidatos após entrevistas. Por aqui, ainda não há exigência legal nesse sentido, e a prática do “ghosting corporativo” — quando o processo seletivo é encerrado sem qualquer comunicação ao candidato — é comum. Para especialistas em gestão de pessoas, essa falta de retorno prejudica tanto a experiência do candidato quanto a imagem da empresa no mercado. Implementar uma política de feedback, mesmo que mínima, pode ser uma estratégia positiva para o employer branding. Empresas que se preocupam com a jornada do candidato tendem a atrair profissionais mais engajados e preparados, além de fortalecer a confiança no processo seletivo. Apesar

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Fatos contábeis: o que são, como se classificam e qual o impacto no patrimônio das empresas

Na rotina das organizações, diversos eventos podem alterar a estrutura patrimonial da empresa — seja qualitativa ou quantitativamente. Esses eventos são denominados fatos contábeis, também chamados de fatos administrativos, e seu correto registro é essencial para a apuração fiel da situação econômico-financeira das entidades. A compreensão desses fatos e sua correta classificação são fundamentais para contadores, auditores e demais profissionais da área, uma vez que interferem diretamente na elaboração das demonstrações contábeis e na análise da saúde financeira das organizações. O que são fatos contábeis? Os fatos contábeis são todas as ocorrências que provocam alterações no patrimônio da entidade e que podem ser mensuradas em valor monetário. Essas alterações podem se refletir apenas na composição dos elementos patrimoniais (aspecto qualitativo) ou também na variação do Patrimônio Líquido (aspecto quantitativo). Vale destacar que nem todo acontecimento empresarial é considerado um fato contábil. Para que o registro contábil ocorra, o evento precisa ter impacto patrimonial mensurável. Fatos que ainda não alteram o patrimônio de forma direta são considerados atos administrativos, como a assinatura de um contrato ou a designação de tarefas. Classificações dos fatos contábeis De acordo com seus efeitos no patrimônio, os fatos contábeis se classificam em três categorias: 1. Fatos contábeis permutativos (ou qualitativos/compensativos) São os eventos que não alteram o valor do Patrimônio Líquido, mas modificam a composição dos ativos e/ou passivos. A movimentação se dá entre contas patrimoniais, mantendo-se o valor global do patrimônio inalterado. Exemplo clássico: compra de uma máquina à vista. O caixa (ativo) é reduzido e o imobilizado (ativo) é acrescido — uma troca entre elementos do ativo, sem impacto no PL. Variações possíveis: Ativo por ativo (A x A) Passivo por passivo (P x P) Ativo por passivo (A x P) Passivo por ativo (P x A) 2. Fatos contábeis modificativos (ou quantitativos) Esses fatos alteram o valor do Patrimônio Líquido, podendo aumentá-lo (fatos modificativos aumentativos) ou reduzi-lo (fatos modificativos diminutivos). Modificativos aumentativos: envolvem o reconhecimento de receitas, que aumentam o patrimônio líquido. Exemplo: recebimento de receita de vendas. Lançamento típico: Ativo a Receita (A x PL/R) Modificativos diminutivos: correspondem ao reconhecimento de despesas, que reduzem o patrimônio líquido. Exemplo: pagamento de salários. Lançamento típico: Despesa a Ativo (PL/D x A) 3. Fatos contábeis mistos (ou compostos) São os fatos que reúnem, simultaneamente, elementos permutativos e modificativos, alterando tanto a composição patrimonial quanto o valor do PL. Mistos aumentativos: envolvem permuta de ativos/passivos acompanhada de geração de receita (aumento do PL). Exemplo: venda de mercadorias com lucro. Lançamento: Ativo a Receita e Estoque (A x PL/R x A) Mistos diminutivos: envolvem permuta de ativos/passivos acompanhada de despesa (redução do PL). Exemplo: venda com prejuízo ou pagamento de duplicata com juros. Lançamento: Despesa a Ativo e Passivo (PL/D x A x P) Fatos contábeis x atos administrativos É essencial diferenciar fatos contábeis de atos administrativos. Enquanto os primeiros alteram efetivamente o patrimônio da empresa, os atos administrativos não provocam impacto financeiro imediato. Exemplo de ato administrativo: contratação de um novo colaborador. Exemplo de fato contábil: pagamento de salário ao colaborador contratado, que reduz o ativo (caixa ou bancos) e aumenta a despesa, impactando o PL. Ato administrativo, se registrado na contabilidade, é feito por meio de contas de compensação, consideradas extrapatrimoniais. Impacto dos fatos contábeis na contabilidade A correta identificação e classificação dos fatos contábeis garante que as demonstrações financeiras representem a realidade econômica da empresa. Além disso, possibilita: A análise da situação patrimonial; A avaliação de desempenho econômico; O atendimento às normas contábeis brasileiras e internacionais. Contabilizar equivocadamente um fato — como lançar uma permuta como fato modificativo ou vice-versa — pode distorcer os resultados e comprometer decisões gerenciais e estratégicas. Fatos contábeis são os pilares da movimentação patrimonial nas empresas. Saber diferenciá-los entre permutativos, modificativos e mistos, bem como compreender seu impacto no patrimônio líquido, é essencial para qualquer profissional da contabilidade. Essa base conceitual também auxilia na prevenção de erros contábeis, na clareza das demonstrações financeiras e no cumprimento das obrigações legais e normativas. Link Original

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Orçamento público não deveria ser burocracia, mas estratégia

A aprovação do orçamento brasileiro para 2025 expôs, mais uma vez, os entraves do processo orçamentário no País. Embora tecnicamente eficiente na estrutura formal — com prazos, ritos e debates previstos em lei —, na prática, esse processo tem se transformado em um verdadeiro teatro político. O resultado é previsível: dúvidas nos investimentos, insegurança entre gestores públicos e pouco comprometimento com o ajuste fiscal. O orçamento começou a ser elaborado pelo Executivo sob a promessa de responsabilidade e com uma meta fiscal ambiciosa, o déficit zero. O novo arcabouço, que substituiu o antigo teto de gastos, buscava oferecer regras mais flexíveis, mas com eficácia garantida. No entanto, o que se viu foi uma articulação política lenta, sucessivas revisões nos números e um esforço tímido para lidar com o verdadeiro problema estrutural — o crescimento descontrolado das despesas obrigatórias. A morosidade teve consequências diretas. O orçamento só foi aprovado em março, três meses após o início do ano. Nesse intervalo, ministérios operaram com recursos provisórios, projetos foram paralisados por falta de verbas definidas e gestores estaduais e municipais ficaram no escuro, sem saber quanto (ou quando) poderiam contar com os repasses federais. Essa lentidão cria um limbo institucional, em que todos aguardam que alguém tome a iniciativa.  Paralelamente, o discurso de austeridade está cada vez mais dissociado da prática. As despesas com pessoal aumentaram, os custos previdenciários seguem trajetória ascendente e os programas sociais mantêm orçamentos elevados — frequentemente desvinculados de avaliações de impacto ou eficácia. Muitos deles, inclusive, já se distanciaram de seus objetivos originais, sem qualquer revisão crítica.  Falta vontade política para rever privilégios que drenam os cofres públicos sem gerar retorno social ou econômico. A inércia revela que a máquina pública continua operando no modo automático, presa a velhas práticas, sem disposição real para mudanças estruturais. Enquanto isso, reina a indefinição. Empresas adiam investimentos, prefeituras recuam nas programações e sociedade civil tenta decifrar o enigma fiscal brasileiro. A inércia no processo orçamentário não é só um problema técnico, mas sintoma de um modelo político que prioriza interesses imediatos em detrimento da eficiência pública e do planejamento de longo prazo. O orçamento deste ano não é um documento qualquer, pois deveria apontar os rumos do País em um ano marcado por expectativas de retomada econômica, pressão por investimentos em infraestrutura e demandas sociais crescentes. Transformá-lo em uma peça tardia, confusa e repleta de remendos compromete não apenas a execução das políticas públicas, como também a credibilidade das instituições envolvidas na sua elaboração. É hora de romper esse ciclo. O maior erro do Brasil é tratar o orçamento como uma mera obrigação burocrática — quando, na verdade, deveria ser encarado como uma ferramenta estratégica, capaz de definir os caminhos do desenvolvimento e do crescimento sustentável. Isso só será possível quando governo e Congresso deixarem de atuar como coadjuvantes e assumirem, com coragem e responsabilidade, o protagonismo na gestão fiscal nacional. Link Original

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