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Empresas enfrentam novos desafios no eSocial por exigências sobre sócios

Desde o início de 2025, empresários e escritórios contábeis têm enfrentado crescentes desafios com novas exigências do eSocial. Além de dados trabalhistas e previdenciários, tornou-se obrigatória a inclusão do imposto de renda e da remuneração dos sócios, elevando o nível de atenção e a complexidade nas declarações. Integração entre áreas como ponto crítico Segundo especialistas, o principal entrave está na falta de processos internos estruturados. Muitas empresas não dispõem de um RH organizado ou de assessoria contábil qualificada, o que aumenta o risco de erros nas informações enviadas ao eSocial. As imprecisões ou atrasos podem levar as empresas à malha fiscal, comprometendo sua relação com a Receita Federal e aumentando a vulnerabilidade a autuações tributárias e trabalhistas. O que mudou: do DIRF ao eSocial Antes, a declaração de lucros dos sócios era feita manualmente na Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF). Hoje, essa informação deve ser enviada mensalmente ou trimestralmente, de acordo com o regime tributário da empresa. Essa mudança exige maior integração entre os setores fiscal, contábil e de RH. Expectativas com a reforma tributária Há perspectiva de simplificação a partir de 2026. Com a reforma tributária, a revisão da Tabela 03 do eSocial deve unificar declarações, integrando folha de pagamento, contabilidade e informações fiscais em uma única plataforma. A medida pretende reduzir redundância e melhorar a eficiência nas declarações. No entanto, para beneficiar-se dessa evolução, o foco atual deve ser a preparação interna: reestruturação de processos e capacitação dos colaboradores são cruciais. Recomendações para enfrentar os desafios Para mitigar riscos e garantir conformidade com o eSocial, os responsáveis que lidam com o sistema podem investir em: Capacitação imediata: oferecer treinamentos, cursos e atualizações contínuas às equipes envolvidas. Revisão de processos internos: promover maior integração entre departamentos (fiscal, contábil e RH) e atualizar softwares de gestão. Monitoramento contínuo: acompanhar prazos e consistência das informações enviadas, evitando falhas que possam ocasionar penalidades. Preparação para a reforma: antecipar adaptações que permitam aproveitar a futura unificação dos dados no eSocial. As novas exigências do eSocial elevam a complexidade das obrigações legais das empresas. A inclusão de IR e remuneração dos sócios impõe uma pressão maior sobre os controles internos e sistemas de informação. Mas, com foco em qualificação, integração entre áreas e adoção de tecnologia, as organizações podem superar os desafios atuais e se preparar para um sistema futuro mais ágil e eficiente. Link Original

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TST consolida jurisprudência: novas teses em destaque

Entenda como o TST tem consolidado a jurisprudência em relações trabalhistas e quais os impactos para contadores, advogados e gestores. Leia mais em https://www.contabeis.com.br/noticias/72652/tst-consolida-jurisprudencia-novas-teses-em-destaque/ Link Original

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Receita Federal divulga painel interativo de declarações do ITR

A Receita Federal divulgou, em seu Portal de Dados Abertos, o novo Painel Gerencial de Declarações do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). A ferramenta reúne informações consolidadas sobre as declarações de 2025 e de anos anteriores, permitindo consultas interativas e detalhadas por Unidade Federativa e município. O objetivo da iniciativa é facilitar o acesso às informações fiscais e reforçar a política de transparência ativa do órgão. Dessa forma, a sociedade pode acompanhar de forma clara e acessível os dados relacionados ao ITR, sem necessidade de solicitação formal. Dados disponíveis no painel O painel apresenta um conjunto de dados agregados referentes às declarações do ITR entregues a partir de 2023, com foco nas informações de 2025. A interface permite a visualização em diferentes recortes geográficos, o que contribui para análises mais completas e comparativas entre estados e municípios. Base legal e transparência A publicação do painel está em consonância com os princípios da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), que obriga órgãos públicos a disponibilizar informações de interesse coletivo de maneira proativa. Com a nova ferramenta, a Receita Federal reforça seu compromisso com a prestação de contas e a eficiência na gestão pública, ao disponibilizar dados estratégicos para acompanhamento e controle social. Acesso à plataforma O Painel Gerencial de Declarações do ITR já está disponível e pode ser acessado diretamente no Portal de Dados Abertos da Receita Federal. Link Original

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Senado aprova regras mais rígidas contra devedor contumaz no Brasil

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (2), em dois turnos e por unanimidade, o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 125/2022, que institui o Código de Defesa do Contribuinte. A proposta estabelece novas regras para reforçar a proteção dos direitos dos contribuintes e endurecer as penalidades contra os chamados devedores contumazes — empresas que deixam de pagar tributos de forma reiterada e intencional. O texto agora segue para a Câmara dos Deputados. O que muda com o novo Código de Defesa do Contribuinte O projeto, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi elaborado com base em propostas de uma comissão de juristas formada em 2022. O objetivo é modernizar o processo administrativo e tributário brasileiro, criando um marco legal que equilibre direitos, deveres e garantias nas relações entre Fisco e contribuintes. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a votação representa “um grande passo para o futuro do Brasil”. Já o relator da proposta, senador Efraim Filho (União-PB), destacou que o texto busca coibir práticas fraudulentas, como as descobertas na operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que investigou esquemas de lavagem de dinheiro via fundos de investimento. Regras mais duras para devedores contumazes A principal mudança do texto aprovado trata da definição e penalização dos devedores contumazes. Pela nova regra, em âmbito federal, será considerado contumaz o contribuinte com dívida injustificada superior a R$ 15 milhões e correspondente a mais de 100% do patrimônio conhecido. Nos âmbitos estadual e municipal, será enquadrado como contumaz quem acumular dívidas de forma reiterada por ao menos quatro períodos consecutivos ou seis alternados em 12 meses, também sem justificativa. Entre as punições previstas estão: Exclusão de benefícios fiscais; Impedimento de participar de licitações e firmar contratos públicos; Proibição de propor recuperação judicial; Possibilidade de ser considerado inapto no cadastro de contribuintes. Além disso, os devedores contumazes terão seus processos administrativos julgados em rito simplificado, acelerando a análise e reduzindo os impactos sobre a concorrência leal. Exceções e direito de defesa O texto aprovado prevê situações em que o contribuinte não será considerado contumaz, como nos casos de: Calamidade pública reconhecida oficialmente; Resultados financeiros negativos comprovados nos dois últimos exercícios; Ausência de fraude em execuções fiscais. Os contribuintes também terão prazo de 30 dias para regularizar sua situação ou apresentar defesa, com efeito suspensivo do processo. Contudo, essa suspensão não se aplicará em casos de fraude, uso de laranjas ou indícios de sonegação. Medidas adicionais: ANP e fintechs na mira O substitutivo aprovado incluiu ainda regras específicas para setores estratégicos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) terá competência para exigir comprovação da origem dos recursos e definir valores mínimos de capital social para distribuidoras de combustíveis, como forma de combater o uso de empresas por organizações criminosas. Outra novidade é a exigência de que instituições de pagamento e fintechs cumpram as mesmas obrigações acessórias estabelecidas pelo Poder Executivo, ampliando a fiscalização sobre movimentações financeiras e prevenindo a lavagem de dinheiro. Benefícios para os bons pagadores Além de combater os inadimplentes habituais, o projeto cria incentivos para contribuintes que mantêm suas obrigações em dia. Os bons pagadores poderão ter: Acesso facilitado a canais de atendimento; Regras mais flexíveis para garantias; Prioridade na análise de processos administrativos; Bônus de adimplência fiscal, com desconto de até 3% no pagamento à vista da CSLL, limitado a R$ 1 milhão no terceiro ano do benefício. Esses incentivos fazem parte de programas de conformidade tributária que serão implementados pela Receita Federal, como o Confia, o Sintonia e o Programa OEA. Direitos e deveres dos contribuintes O Código de Defesa do Contribuinte também lista direitos básicos, como: Tratamento respeitoso e acesso a informações claras; Direito de defesa e recurso em processos administrativos; Sigilo de dados; Reparação em casos de cobranças excessivas. Entre os deveres, destacam-se: Cumprimento integral das obrigações tributárias; Apresentação correta de documentos e informações; Guarda de documentos fiscais pelo prazo legal. Do lado dos órgãos fiscais, o projeto impõe a obrigação de reduzir litígios, consolidar normas periodicamente e priorizar soluções cooperativas para conflitos tributários. Impacto esperado e próximos passos De acordo com estudo da Receita Federal citado pelo relator, cerca de 1.200 empresas concentram R$ 200 bilhões em dívidas consideradas irrecuperáveis. A expectativa é que as novas regras inibam esse tipo de prática, reforçando a concorrência leal e a arrecadação. O texto agora será analisado pela Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial. O novo Código de Defesa do Contribuinte traz regras mais rígidas contra devedores contumazes e cria incentivos para bons pagadores. O projeto, já aprovado pelo Senado, representa um marco na relação entre Fisco e contribuintes e pode redefinir o equilíbrio entre combate à sonegação e estímulo à conformidade fiscal. Link Original

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Restituição do IR 2025: descubra como corrigir pendências e receber

A Receita Federal antecipou o pagamento do último lote de restituição do Imposto de Renda 2025. O calendário oficial previa a liberação apenas em 30 de setembro, mas todos os contribuintes com direito à restituição e sem pendências receberam o crédito até 29 de agosto, diretamente na conta bancária ou chave Pix informada na declaração. No entanto, quem não teve o valor liberado pode estar com a declaração retida em malha fina ou apresentar algum erro cadastral. Para regularizar, é necessário consultar o extrato da declaração, identificar inconsistências e, se necessário, enviar uma declaração retificadora. Quem ainda não recebeu a restituição do Imposto de Renda Mesmo com a antecipação do pagamento, parte dos contribuintes ficou de fora do último lote. Entre os principais motivos para não receber a restituição do Imposto de Renda estão: Dados bancários incorretos, como número da agência ou conta incompatível com o CPF do titular; Chave Pix inválida ou não vinculada ao CPF; Divergências de informações, como rendimentos omitidos; Inconsistências em deduções de despesas médicas ou dependentes; Retenção em malha fina por suspeita de erro ou inconsistência fiscal. Nesses casos, o contribuinte precisa agir para corrigir as informações e garantir a inclusão em lotes residuais. Como consultar pendências no extrato do IR O primeiro passo para quem não recebeu a restituição do Imposto de Renda é acessar o extrato da declaração. A consulta pode ser feita pelo portal e-CAC ou pelo aplicativo da Receita Federal. Para acessar o sistema, é necessário ter conta nível prata ou ouro no Gov.br. No menu “Meu Imposto de Renda”, o contribuinte deve selecionar a declaração de 2025 e verificar a situação. O sistema indica eventuais pendências e os pontos que precisam de ajuste. Se houver inconsistências, será necessário enviar uma declaração retificadora, corrigindo os dados. Declaração retificadora: como funciona A declaração retificadora substitui a declaração original que apresentava erros. No entanto, ela mantém algumas regras: não é permitido alterar o modelo de tributação escolhido inicialmente. Assim, quem optou pelo desconto simplificado não pode migrar para a dedução legal e vice-versa. O processo varia de acordo com a forma de entrega da declaração original: Quem utilizou o PGD (Programa Gerador de Declaração) deve retificar pelo mesmo programa; Quem utilizou o sistema Meu Imposto de Renda (MIR), disponível no aplicativo e no portal e-CAC, pode retificar tanto pelo app quanto pelo PGD. Passo a passo para retificação no PGD No programa gerador da Receita, o contribuinte tem duas opções: Menu lateral: selecionar “Retificar”, conferir os dados e corrigir as fichas necessárias. Depois, clicar em “Entregar declaração”; Menu principal: acessar a aba “Transmitidas”, clicar na declaração a corrigir e atualizar as informações. Após a correção, é importante acessar a seção “Verificar pendências”. Alertas em vermelho indicam erros que impedem o envio. Alertas em amarelo mostram inconsistências que não bloqueiam, mas que merecem atenção. Passo a passo para retificação pelo aplicativo ou site Quem optou pelo Meu Imposto de Renda deve seguir este fluxo: Acessar “Declarações do IRPF” e selecionar “IRPF 2025”; Em “Serviços Disponíveis”, clicar em “Retificar declaração”; Abrir a declaração, corrigir ou excluir informações incorretas; Acessar “Verificações de pendências” antes de enviar. Se a situação estiver com sinal verde, a declaração pode ser transmitida. Caso haja ícone de exclamação, o sistema informará o que deve ser corrigido. Após os ajustes, basta salvar a cópia da declaração e o recibo de entrega. A recomendação é manter os documentos arquivados por cinco anos. Quando é possível retificar a declaração A declaração do Imposto de Renda pode ser retificada a qualquer momento, desde que não tenha iniciado processo de fiscalização pela Receita. O procedimento fiscal começa quando o contribuinte recebe uma intimação oficial. Isso significa que, mesmo que a declaração tenha caído na malha fina, ainda é possível retificar, desde que não haja intimação. Entre os principais pontos que podem ser corrigidos estão: Rendimentos omitidos; Inclusão de dependentes; Declaração de bens e direitos; Dados bancários incorretos para crédito da restituição do Imposto de Renda. Casos que exigem o uso do PGD A Receita Federal esclarece que nem todas as informações podem ser corrigidas pelo aplicativo ou pelo sistema online. Em casos de atividade rural ou de ganhos de capital importados de programas auxiliares, é obrigatório utilizar o PGD no computador. Isso ocorre porque esses campos têm regras específicas de cálculo, que demandam a estrutura do programa gerador para serem processadas corretamente. Acompanhamento após o envio da retificadora Depois de enviar a declaração retificadora, o contribuinte deve aguardar 24 horas para verificar se os dados foram aceitos pelo sistema. O acompanhamento deve ser feito pelo portal e-CAC ou aplicativo da Receita. Se novas pendências surgirem, será necessário realizar ajustes adicionais até que a declaração seja processada corretamente. Restituição do Imposto de Renda e lotes residuais Após a correção, os contribuintes que tinham pendências podem ser incluídos em lotes residuais de restituição do Imposto de Renda. Esses lotes são liberados mensalmente, de acordo com a regularização das declarações. A ordem de prioridade segue os critérios legais já estabelecidos, como idosos, pessoas com deficiência e professores, seguidos pelos demais contribuintes. Orientação para contadores e contribuintes Para profissionais da contabilidade, a orientação é reforçar junto aos clientes a importância de manter documentos organizados e conferir dados antes do envio. Isso evita retenção em malha fina e acelera o recebimento da restituição do Imposto de Renda. Já os contribuintes devem ficar atentos ao cadastro de informações bancárias e à consistência dos dados. O uso do extrato do IR é a forma mais segura de identificar erros e agir de forma preventiva. A antecipação do último lote de restituição do Imposto de Renda 2025 permitiu que milhões de contribuintes recebessem os valores antes do prazo. Quem não foi contemplado até 29 de agosto deve verificar a situação da declaração e, se necessário, retificar as informações. O processo é totalmente digital, disponível no portal e-CAC, no aplicativo da Receita ou pelo PGD. A regularização garante a inclusão em lotes residuais e evita problemas futuros com a Receita Federal. A restituição do

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Frigorífico no Paraná sob fiscalização: o que contadores devem saber

Na manhã desta segunda-feira (1º), uma força-tarefa interinstitucional iniciou a Operação Risco Oculto em um frigorífico localizado na região norte do Paraná. A ação reúne integrantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), Receita Federal (RFB), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Paraná (MP/PR) e Advocacia-Geral da União (AGU). O objetivo da operação é fiscalizar o meio ambiente de trabalho da empresa, com foco na saúde e segurança dos funcionários, além do cumprimento das obrigações previdenciárias. O frigorífico foi selecionado devido a um histórico de acidentes graves, incluindo casos fatais, elevado número de processos judiciais e afastamentos por doenças ocupacionais. Há também denúncias sobre exposição a riscos como frio intenso e ruído excessivo. Fiscalização integrada aumenta eficiência A operação evidencia a importância da coordenação entre órgãos de controle e fiscalização. A atuação conjunta permite maior eficiência na identificação de irregularidades, no cruzamento de dados e na aplicação de medidas corretivas. A integração contribui para reforçar a proteção dos direitos trabalhistas e o financiamento da seguridade social. Caso sejam constatadas infrações, a empresa poderá ser penalizada com multas tributárias, administrativas e trabalhistas. Além disso, responderá judicialmente por eventuais irregularidades identificadas durante a operação. Coletiva apresentará resultados parciais Os coordenadores dos órgãos envolvidos irão detalhar os primeiros resultados da fiscalização em coletiva de imprensa agendada para 2 de setembro, às 10h, na Delegacia da Receita Federal em Londrina, localizada na Rua Brasil, 865. A apresentação permitirá à sociedade acompanhar os desdobramentos da ação e as medidas adotadas para corrigir irregularidades. Frigoríficos têm histórico de exposição a riscos ocupacionais graves, incluindo acidentes e doenças relacionadas ao trabalho em ambientes com temperaturas muito baixas e altos níveis de ruído. A operação Risco Oculto reforça a necessidade de cumprimento das normas de saúde e segurança, bem como das obrigações previdenciárias, garantindo que trabalhadores tenham ambiente seguro e proteção adequada. Impacto para a área contábil e fiscal A fiscalização integrada também reforça a importância do cumprimento das obrigações tributárias e previdenciárias pelas empresas do setor. Irregularidades podem resultar em multas e processos judiciais, afetando planejamento contábil, fluxo de caixa e demonstrativos fiscais. Profissionais da contabilidade devem acompanhar de perto essas ações para orientar clientes sobre compliance trabalhista e fiscal. A operação permite identificar falhas que exigem ações imediatas de correção, além de incentivar práticas preventivas no ambiente de trabalho. A atuação conjunta dos órgãos de fiscalização fortalece a cultura de conformidade e incentiva empresas a manterem padrões seguros, evitando riscos financeiros e legais futuros. Link Original

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Gestão do ativo imobilizado com software o foco na governança

Migrar do Excel para um software patrimonial deixou de ser tendência e tornou-se requisito de governança. Em um cenário de auditorias mais rigorosas, exigências por transparência e operações distribuídas, o controle do ativo imobilizado precisa garantir rastreabilidade, consistência e visão de ciclo de vida. Planilhas ainda podem servir para análises pontuais, porém expõem as empresas a erros de digitação, fórmulas corrompidas, versões paralelas, ausência de trilhas de auditoria e dificuldade de consolidar informações entre filiais e centros de custo. O resultado costuma ser retrabalho, fechamentos imprevisíveis e fragilidade na prestação de contas. Soluções patrimoniais modernas foram desenhadas para mitigar esses riscos. Em vez de células isoladas, trabalham com cadastros normalizados, catálogos de contas e regras de depreciação parametrizáveis, além de registros formais de movimentações como aquisições, baixas, transferências e reclassificações. O modelo multiusuário, com perfis e permissões, assegura segregação de funções e evidencia quem fez o quê, quando e por quê. Em nuvem, a disponibilidade e a segurança se fortalecem com backups automatizados, redundância e autenticação robusta. Isso reduz o tempo gasto em ajustes manuais, eleva a confiabilidade dos relatórios e cria um repositório único de verdade para todo o ciclo de vida dos bens. Para atender às exigências técnicas, o software precisa alinhar-se a normas e boas práticas. No Brasil, destacam-se as diretrizes da ABNT e do IBAPE para avaliação, o CPC 27 para imobilizado e o CPC 01 para teste de recuperabilidade, em convergência com a IAS 36 e com frameworks de gestão de ativos como a ISO 55001. As demonstrações contábeis e as notas explicativas também precisam observar as Leis 6.404/76 e 11.638/07. Em setores regulados, referências adicionais — como a ONA, no contexto de saúde — podem compor requisitos de qualidade e evidências operacionais. A aderência consistente a essas bases normativas reduz ressalvas de auditoria, fortalece políticas internas e dá previsibilidade ao fechamento contábil. Um ciclo patrimonial maduro começa no planejamento. A etapa inicial define escopo, cronograma, materialidade, papéis e responsabilidades. Em seguida, a identificação física com placas em aço inox ou alumínio, portando RFID, QR Code ou código de barras, viabiliza inventários ágeis, confiáveis e repetíveis. O levantamento de campo, apoiado por aplicativo específico, registra características, localização, responsável e fotos digitalizadas, enriquecendo o cadastro e sustentando reconciliações. Essas evidências são a base para conciliar o inventário com o razão, identificando sobras físicas e contábeis, divergências de depreciação, duplicidades e itens sem identificação. O saneamento, conduzido em conjunto com as áreas gestoras, busca validar, regularizar ou baixar bens, sempre com documentação que sustente as decisões. O resultado é um cadastro fidedigno, com reflexos diretos na confiabilidade do balanço e na redução de riscos. Quando aplicável, realizam-se avaliações. A vida útil é estimada a partir de informações de fabricante, tabelas técnicas e condições de uso e manutenção, definindo também a vida remanescente. O valor justo de mercado pode ser obtido por pesquisas de similares ou pela abordagem do custo de reposição novo menos depreciação técnica. O teste de recuperabilidade (impairment) confronta o valor contábil líquido com o valor recuperável, entendido como o maior entre o valor justo menos despesas de venda e o valor em uso, este estimado por fluxos de caixa da unidade geradora. Com metodologia clara e registros auditáveis, o software patrimonial dá suporte à aplicação consistente desses conceitos, preservando rastros e memórias de cálculo. Do ponto de vista sistêmico, um bom software integra todas as etapas em um fluxo contínuo. Entre as funcionalidades típicas, destacam-se: cadastro detalhado (valores, datas, descrição, localização, responsável, estado de conservação, observações); armazenamento de evidências com fotos e documentos; cálculo de depreciação por múltiplos métodos; registro de reavaliações, depreciações acumuladas e impairment; controle de movimentações; e dashboards que convertem dados em indicadores úteis para a gestão e para a auditoria. A capacidade de operar com perfis distintos — contabilidade, engenharia, manutenção, compras e auditoria — amplia a colaboração e reduz gargalos. Além disso, a trilha de auditoria integrada permite verificar alterações, aprovações e justificativas, fator essencial para governança. A integração é outro ponto crítico. Interfaces com ERPs consolidados, como Oracle e TOTVS, bem como conectores para plataformas de analytics da IBM, viabilizam sincronizar lançamentos, centros de custo e contabilizações, reduzindo duplicidades e divergências entre sistemas. Soluções especializadas nacionais, como Sispro, oferecem módulos aderentes às práticas locais e integrações com fiscal e contábil. Entre as opções do mercado, Oracle, Sispro, IBM, TOTVS e AXS figuram entre os fornecedores que disponibilizam funcionalidades para o imobilizado, variando em profundidade, modelo de licença, cobertura setorial e recursos de integração. A escolha deve considerar requisitos normativos, volume de ativos, maturidade de processos e estratégia tecnológica. Os benefícios aparecem em diferentes horizontes. No curto prazo, a substituição do Excel reduz erros operacionais, acelera conciliações e melhora a qualidade dos relatórios gerenciais. No médio prazo, viabiliza decisões de investimento, manutenção e desinvestimento com base no ciclo de vida dos ativos e em evidências objetivas. No longo prazo, sustenta programas de gestão de ativos em conformidade com a ISO 55001, aproxima a companhia de práticas avançadas de confiabilidade e disponibilidade e contribui para ganhos de produtividade e de segurança operacional. A transparência reforça a relação com auditorias externas e órgãos de governança, enquanto a padronização diminui assimetrias de informação entre unidades. Alguns cuidados aumentam as chances de uma implantação bem-sucedida. Primeiro, mapear processos e políticas contábeis para parametrizar capitalização, depreciação, reavaliações e baixas. Segundo, planejar o inventário físico com identificação padrão e aplicativo adequado, assegurando cobertura, amostragem e qualidade de dados. Terceiro, definir papéis e perfis de acesso, com segregação de funções, trilhas de auditoria e revisões periódicas. Quarto, validar integrações com o ERP e testar cenários de fechamento contábil. Por fim, estabelecer indicadores de desempenho — como tempo de conciliação, índice de itens sem etiqueta, percentual de sobras resolvidas e taxa de atualização cadastral — para acompanhar a evolução do programa patrimonial. Para além do atendimento regulatório, um sistema patrimonial bem implementado entrega valor analítico. Com dados estruturados, é possível modelar cenários de substituição, estimar necessidades de manutenção, identificar obsolescências e priorizar desinvestimentos. Integrações com plataformas

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Mais da metade dos profissionais de tecnologia no Brasil estão insatisfeitos com o salário, revela pesquisa da Michael Page

Nem mesmo os profissionais de tecnologia, normalmente vistos como bem-remunerados, estão imunes ao descontentamento com seus rendimentos. É o que aponta o estudo global Talent Trends Tech 2025, da Michael Page, uma das maiores consultorias especializadas em recrutamento de executivos. De acordo com a pesquisa, 53% declararam estar infelizes com seus salários. O índice é superior à média global (36%) e da América Latina (47%). Parte do descontentamento desses profissionais pode ser explicado quando questionados sobre o último aumento. O maior percentual registrado, de 23% cada, é daqueles que nunca tiveram aumento, ou também dos contemplados com reajuste nos últimos 12 meses. Somaram 16% os que tiveram aumento nos últimos seis meses. Já 13% cada, foram agraciados com aumento há três meses ou há mais de dois anos. Os que tiveram acréscimo nos ganhos em até dois anos representaram 11%. “A insatisfação salarial não se limita ao aspecto financeiro, mas está diretamente relacionada à percepção de reconhecimento e valorização profissional. Em um mercado altamente competitivo, onde a retenção de talentos é um desafio crescente, é fundamental que as organizações adotem políticas de remuneração compatíveis com a realidade do setor”, analisa Juliana França, gerente executiva da Michael Page. Novos desafios profissionais em modo “ativado” A pesquisa também investigou o comportamento profissional em relação à mobilidade: 54% dos profissionais brasileiros de tecnologia afirmaram estar buscando ativamente uma nova oportunidade de trabalho, dado levemente inferior à média da América Latina (55%) e superior à média mundial (50%). Entre os principais motivos apontados pelos respondentes para estarem procurando ativamente uma nova oportunidade, apareceram: insatisfeitos com o salário atual (44%), buscam uma promoção (37%), insatisfeitos com as decisões tomadas pela liderança sênior (30%), desejam explorar oportunidades internacionais (27%), entediados com seus papéis e responsabilidades atuais (26%), entre outros. “Os profissionais de tecnologia estão cada vez mais conscientes do seu valor no mercado. A procura ativa por emprego, nesse contexto, é uma resposta estratégica à estagnação percebida nas companhias onde atuam. As empresas precisam revisar suas políticas de remuneração, investir em planos de carreira consistentes, além de cultivar uma cultura de valorização genuína. Ignorar esse movimento é correr o risco de perder talentos para concorrentes mais atentos às demandas do novo perfil profissional”, diz França. Promoção é movimento raro ou inexistente para maioria O relatório também traz um dado surpreendente: boa parte dos profissionais de tecnologia recorda ter sido promovido há mais de dois anos (35%) ou nunca ter sido promovido (30%). “A promoção de profissionais de tecnologia tem se tornado um ponto crítico nas estratégias de gestão de talentos. Essa demora ou a completa ausência de promoção pode ser atribuída a diversos fatores: estruturas organizacionais pouco flexíveis, ausência de critérios claros para evolução profissional, falta de planejamento estratégico de recursos humanos, ou mesmo uma cultura empresarial que negligencia o desenvolvimento interno. O impacto dessa estagnação é significativo: profissionais desmotivados tendem a reduzir seu engajamento, buscar oportunidades externas ou até migrar para mercados mais dinâmicos”, analisa Juliana França. “É fundamental que as empresas revisem seus modelos de gestão de carreira, estabelecendo trilhas de crescimento transparentes, metas objetivas e avaliações periódicas que permitam identificar e recompensar o mérito. A promoção não deve ser vista apenas como um reconhecimento pontual, mas como parte de uma estratégia contínua de valorização e retenção de talentos”, finaliza. Talent Trends Tech 2025 é um dos levantamentos mais abrangentes sobre o mercado de trabalho global de tecnologia, conduzido entre novembro e dezembro de 2024, em 36 países. Ele conta com a participação de cerca de 5 mil profissionais e líderes de tecnologia no mundo. O objetivo do estudo é oferecer uma perspectiva dupla dos desafios atuais e como transformá-los em ações concretas ao longo de 2025. Fonte: Conteúdo Comunicação Link Original

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Logística avança no Brasil, mas setor sofre com escassez de talentos e descompasso entre vagas e competências

A força de trabalho no setor de logística cresceu 12% no Brasil entre 2018 e 2023, passando de 2,63 milhões para 2,86 milhões de profissionais, segundo o relatório “A força de trabalho no setor de Logística no Brasil”, elaborado pela Gi Group Holding em parceria com a Lightcast, empresa de análise de dados sobre o mercado de trabalho. O crescimento foi impulsionado por investimentos no aumento da capacidade logística no pós-pandemia, mas ainda não resolve os principais gargalos do setor: falta de qualificação, baixa diversidade e envelhecimento da mão de obra. Na América Latina, o número de vagas divulgadas em logística saltou de 3.546, em 2019, para mais de 2,39 milhões em 2024 — um aumento de 67.000% em apenas cinco anos. No entanto, o estudo aponta que boa parte das contratações ainda se concentra em funções operacionais tradicionais, como operadores de armazém, empacotadores e motoristas, enquanto cresce a demanda por profissionais mais qualificados. “Temos um setor que cresceu rapidamente em volume de vagas, mas cuja base de talentos ainda está concentrada em funções operacionais. O desafio agora é fazer com que a qualificação da mão de obra acompanhe esse avanço. Caso contrário, haverá um gargalo estrutural que pode frear o potencial logístico do país”, afirma Alexandre Gonçalves Sousa, gerente da divisão de logística da Gi BPO, unidade especializada em outsourcing da Gi Group Holding. Apenas entre operadores e operadoras de armazém, o Brasil soma mais de 1,5 milhão de profissionais. Em contrapartida, funções especializadas seguem com baixa representatividade, apesar do crescimento expressivo da procura por essas posições. A demanda por engenheiros de segurança aumentou 275,6% em 12 meses. Já habilidades como automação robótica de processos (+175,8%), gestão de manutenção computadorizada (+65,3%) e regulamentação aduaneira (+113,4%) estão entre as mais procuradas pelas empresas. “A logística está cada vez mais tecnológica e conectada. A demanda por competências como automação de processos, inteligência artificial e gestão de manutenção computadorizada indica que o setor já entrou na era da indústria 4.0, mas a força de trabalho ainda precisa acompanhar essa transformação”, destaca o gerente. Também ganham espaço as chamadas soft skills. Entre os destaques estão motivação de equipe (+122,5%), tomada de decisão estratégica (+93,4%) e foco no cliente (+51,4%), o que indica a valorização crescente de perfis com capacidade de liderança, gestão e visão orientada a resultados. Força de trabalho envelhecida e masculina O levantamento mostra ainda que o setor de logística segue com desafios históricos. Um deles é a desigualdade de gênero. As mulheres representam apenas 11% da força de trabalho formal no Brasil, com participação muito reduzida em funções como gerência de supply chain, logística e operação de máquinas. “Mesmo com avanços pontuais, a presença feminina segue muito baixa em logística. Precisamos ir além das metas de contratação e olhar para a construção de ambientes inclusivos, com oportunidades reais de crescimento para mulheres em todos os níveis hierárquicos”, defende Alexandre. A idade também é um fator crítico. Profissionais entre 25 e 54 anos representam 74% da força de trabalho, enquanto jovens com menos de 25 anos somam apenas 11%. Já os trabalhadores com mais de 65 anos somam 111.966 pessoas — grupo que deve deixar o mercado nos próximos anos. “O dado de mais de 111 mil profissionais com mais de 65 anos ainda ativos na logística brasileira revela o quanto o setor depende de uma geração que está prestes a deixar o mercado. Atrair jovens e promover a sucessão será vital para garantir estabilidade no médio e longo prazo”, alerta. Planejamento e qualificação são essenciais para o futuro Para a Gi Group Holding, o setor logístico só conseguirá sustentar seu crescimento com investimentos em capacitação, diversidade e planejamento da força de trabalho. A companhia atua com soluções integradas de recrutamento, BPO, RPO, treinamentos, consultoria e empregabilidade duradoura em diversas áreas da economia, como indústria, bens de consumo, tecnologia, varejo e serviços. “As empresas que investirem desde já em estratégias de qualificação, formação contínua e gestão eficiente de talentos estarão mais preparadas para enfrentar a crescente complexidade das cadeias de suprimentos. A força de trabalho precisa evoluir junto com o setor”, conclui o gerente da Gi BPO. Fonte: Gi Group Link Original

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Além das fintechs: startups jurídicas atraem capital e redesenham o setor jurídico

Dentro do ecossistema de startups, as fintechs ocupam um papel de destaque, com uma tese de valor amplamente validada pelo mercado. Muitas outras “techs” também têm se tornado relevantes para investidores, mas uma área específica pode alcançar o mesmo potencial das soluções financeiras: as legaltechs. São soluções jurídicas baseadas em tecnologia, um catalisador de eficiência em um setor tradicionalmente lento e de baixa digitalização. De acordo com o Future Market Insights, as legaltechs já devem alcançar um valor global de US$ 35,4 bilhões em 2025, com CAGR estimado em 7,6% ao ano, o que resulta em US$ 72,5 bilhões movimentados em 2035. Já dados da Mordor Intelligence apontam que as principais tecnologias empregadas pelo setor incluem inteligência artificial, cloud computing e automação de fluxo de trabalho. “O impacto dessas startups é particularmente alto por atuar em um setor historicamente marcado por lentidão e burocracia”, comenta Jairo C. Lamatina, fundador da Defendy, que atua na área de acesso à justiça e inclusão social com uma plataforma que conecta cidadãos das classes C, D e E a advogados confiáveis. “As legaltechs são capazes de prevenir riscos regulatórios, automatizar análises contratuais, oferecer compliance inteligente e até prever desfechos de disputas por meio de inteligência artificial. Esse movimento gera ganhos diretos em produtividade, segurança jurídica e transparência”. Não é à toa que fundos de investimentos internacionais têm voltado os olhos para este mercado. De acordo com dados da Crunchbase, o setor de legaltechs recebeu, no ano passado, US$ 2,15 bilhões em aportes no mundo todo. Somente neste ano, o volume global já ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão, segundo o Business Insider — o que reforça o interesse crescente dos investidores no segmento. Algumas das startups que mais receberam atenção nos últimos meses explicam a escolha de tantos investidores. A Harvey, por exemplo, que já recebeu mais de US$ 500 milhões em aportes, oferece modelos de IA especializados nas demandas legais dos Estados Unidos, levando-a a ser utilizada por alguns dos maiores escritórios de advocacia no país. Outro exemplo é a Supio, que já conquistou US$ 91 milhões em investimentos. Ela aplica a IA na análise de fichas médicas, registros policiais, avaliações profissionais e outros documentos que podem ser úteis para advogados durante o desenvolvimento de um caso. No ano passado, a startup aumentou seu faturamento em quatro vezes. “É importante avaliar as diferentes funções que cada legaltech pode providenciar”, aponta Jairo. A Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) é um bom demonstrativo: há ao menos 15 categorias que as startups cadastradas podem ocupar, desde gestão de escritórios e departamentos jurídicos até resolução de conflitos ou monitoramento de dados públicos. “O potencial de cada solução pode atrair diferentes fundos e investidores justamente por atingir vários aspectos da advocacia e da sociedade. Quem ficar de olho nesses players pode ajudar a transformar muitos aspectos do mundo jurídico”, conclui Jairo. Fonte: Defendy Link Original

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