Novidades

Dia das Mães não altera funcionamento de comércio e órgãos públicos

O Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, não é considerado feriado nem ponto facultativo no Brasil, conforme estabelece a legislação nacional. Apesar do forte apelo afetivo e comercial da data, ela não altera a rotina de funcionamento do comércio, escolas ou órgãos públicos. A data, oficializada por decreto do presidente Getúlio Vargas em 1932, não está prevista na Lei nº 10.607/2002, que regulamenta os feriados nacionais. Por ocorrer em um domingo — dia já considerado não útil para a maioria das atividades —, não há necessidade de decretar ponto facultativo. Como a data recai sobre um domingo, as atividades que normalmente funcionam nesse dia continuam operando regularmente. Estabelecimentos comerciais, especialmente os do setor varejista, costumam abrir com maior movimento, devido à demanda gerada pelas comemorações. Órgãos públicos, escolas e repartições que já não atendem aos domingos não têm alterações na rotina. Ou seja, não há implicação legal para expedientes ou concessão de folgas. Origem da data e oficialização no Brasil A celebração do Dia das Mães teve início nos Estados Unidos, em 1907, idealizada pela ativista Anna Maria Jarvis, em homenagem à sua mãe. O reconhecimento oficial nos EUA ocorreu em 1914, quando o presidente Woodrow Wilson instituiu a data nacionalmente. No Brasil, a comemoração foi institucionalizada por meio do Decreto nº 21.366, de 5 de maio de 1932, por iniciativa de Getúlio Vargas, com o intuito de valorizar o papel da mãe na estrutura familiar. Desde então, a data é tradicionalmente celebrada no segundo domingo de maio. Importância econômica para o varejo Apesar de não ser feriado, o Dia das Mães é a segunda data mais relevante para o varejo nacional, ficando atrás apenas do Natal. O período é marcado por aumento expressivo nas vendas de produtos como roupas, perfumes, eletrônicos e flores. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 2023, o Dia das Mães movimentou cerca de R$ 13,2 bilhões no comércio, crescimento de 4,4% em relação ao ano anterior. A expectativa é de que em 2025 o desempenho seja ainda mais positivo, impulsionado pelo aumento do consumo das famílias e pela retomada econômica. Por que o Dia das Mães não é ponto facultativo A legislação brasileira define ponto facultativo como uma medida administrativa utilizada por órgãos governamentais para suspender o expediente em datas específicas, geralmente dias úteis. Como o Dia das Mães ocorre em um domingo, não há necessidade legal ou administrativa para decretar ponto facultativo. Além disso, a ausência da data na lista de feriados nacionais indica que não se trata de uma ocasião reconhecida como passível de suspensão de atividades obrigatórias. Impacto para o setor contábil e empresarial Para profissionais da contabilidade, gestores de recursos humanos e empresários, é importante compreender que o Dia das Mães não gera obrigações trabalhistas adicionais nem altera prazos fiscais ou contábeis. As empresas seguem com seus calendários normalmente, inclusive quanto a entregas de obrigações acessórias e tributação. O conhecimento correto sobre a natureza da data evita erros na concessão de folgas, no planejamento de escalas de trabalho e na organização dos fluxos operacionais. Link Original

Novidades

Extinção do Perse impõe novos desafios tributários às empresas

O Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado para mitigar os efeitos da pandemia sobre atividades econômicas ligadas ao turismo, cultura, lazer e eventos, foi oficialmente encerrado. A medida entra em vigor após a Receita Federal confirmar que o limite de R$ 15 bilhões em renúncia fiscal foi atingido em março de 2025, conforme previsto na Lei nº 14.148/2021. Com isso, a partir de abril, os setores beneficiados pelo programa deixam de contar com os incentivos fiscais, o que representa um novo cenário tributário para agências de viagens, bares, restaurantes, operadores turísticos, parques temáticos e outras atividades listadas no programa. Fim do Perse exige replanejamento tributário imediato Especialistas alertam que a extinção do Perse pode gerar impactos significativos na estrutura financeira das empresas que dependiam do benefício para manter a regularidade fiscal. Sem os incentivos, haverá aumento da carga tributária, tornando indispensável o planejamento tributário como ferramenta de adaptação. Empresas que perderam o benefício precisarão revisar urgentemente seus regimes de tributação e realizar um controle rigoroso de tributos como ICMS, IPI, ISS, PIS, Cofins e IRPJ. Além disso, a regularidade das obrigações acessórias, como DCTF, DIRF e DAS, será fundamental para evitar sanções fiscais. Contadores são aliados estratégicos na adaptação pós-Perse O apoio contábil será crucial nesse momento de transição. Contadores especializados em segmentos afetados pelo Perse podem ajudar as empresas a escolher o regime tributário mais vantajoso e a estruturar um planejamento financeiro compatível com a nova realidade. Profissionais da contabilidade conhecem as particularidades dos setores beneficiados e podem orientar de forma eficiente sobre a carga tributária ideal para manter a empresa competitiva e em conformidade fiscal. Medidas contábeis essenciais para enfrentar o novo cenário Empresas que atuam nos setores antes beneficiados pelo Perse devem adotar medidas estratégicas para garantir a saúde financeira e evitar prejuízos com o fim dos incentivos. Entre as ações recomendadas, destacam-se: Revisão do regime tributário: avaliar se o lucro real, presumido ou arbitrado continua sendo a melhor opção, considerando o faturamento e os custos do negócio. Apuração correta dos impostos: garantir que todos os tributos estejam sendo recolhidos de forma adequada, conforme a legislação vigente. Controle de fluxo de caixa: acompanhar receitas e despesas com maior rigor. Entrega das obrigações acessórias: manter em dia as declarações fiscais obrigatórias para evitar autuações e multas. Setores impactados com o fim do Perse O Perse atendia exclusivamente empresas ativas no CNPJ até 18 de março de 2022, enquadradas em atividades específicas e cadastradas no Cadastur até 30 de maio de 2023. CNAEs beneficiados: Agências de Viagens (CNAE 7911-2/00) Operadores Turísticos (CNAE 7912-1/00) Restaurantes e Similares (CNAE 5611-2/01) Bares e Estabelecimentos de Bebidas (CNAEs 5611-2/04, 5611-2/05) Parques Temáticos e de Diversão (CNAE 9321-2/00) Organizações Culturais e Artísticas (CNAE 9493-6/00) O benefício não se aplicava às empresas optantes pelo Simples Nacional. Empresas buscam alternativas na Justiça Diante do encerramento do Perse, diversas empresas ingressaram com ações judiciais para tentar garantir a continuidade dos benefícios fiscais. Enquanto não há decisão definitiva, o cenário exige adaptação imediata e cautela com o cumprimento das obrigações tributárias. Extinção do Perse exige ação rápida e estratégica O encerramento do Perse representa um divisor de águas para milhares de empresas dos setores de eventos, turismo e alimentação. Com o aumento da carga tributária, o planejamento tributário se torna indispensável para manter a competitividade e a saúde financeira dos negócios. Contar com apoio contábil especializado será essencial para a transição segura, com foco na conformidade fiscal e no crescimento sustentável. Link Original

Novidades

Demonstração do Resultado do Exercício: entenda sua função

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é um relatório contábil essencial para avaliar se uma empresa teve lucro ou prejuízo em determinado período — seja mensal, trimestral, semestral ou anual. Mais do que uma obrigação legal, a DRE é uma ferramenta valiosa para a gestão financeira, utilizada para identificar oportunidades, analisar despesas e justificar decisões operacionais. Além de oferecer uma visão precisa da saúde financeira da empresa, a DRE também é usada pela Receita Federal para cruzar dados e identificar inconsistências na apuração de impostos. Para que serve a Demonstração do Resultado do Exercício? A DRE serve para apresentar o desempenho financeiro da empresa de forma consolidada, mostrando: Receita total bruta e líquida Deduções, impostos e descontos Custos diretos de produtos ou serviços Despesas administrativas, comerciais e operacionais Lucro líquido ou prejuízo do período Quando analisada com atenção, a DRE auxilia na: Visualização da lucratividade da empresa Identificação de gargalos e ineficiências Tomada de decisões com base em indicadores reais Definição de metas mais realistas Apresentação de resultados a investidores e instituições financeiras Como elaborar a DRE corretamente? Para fazer uma DRE de forma correta, é fundamental ter o suporte das equipes fiscal, contábil e financeira. Os dados devem ser organizados com precisão e obedecer ao formato estabelecido pela Lei nº 6.404/76. A estrutura básica da DRE segue esta lógica: Receitas – Despesas = Resultado do Exercício Quem é obrigado a apresentar a DRE? A elaboração da DRE é obrigatória para empresas de todos os portes, nos seguintes regimes tributários: Lucro Real Lucro Presumido Simples Nacional Embora o MEI não seja formalmente obrigado a entregar a DRE, recomenda-se que mantenha uma versão simplificada para controle interno. Estrutura obrigatória da DRE Conforme as normas brasileiras de contabilidade, a DRE deve seguir a seguinte estrutura padronizada: Receita bruta de vendas e serviços Deduções e impostos Receita líquida Custo dos produtos ou serviços Resultado bruto Despesas operacionais Resultado operacional Outras receitas e despesas Resultado antes do IRPJ e CSLL Tributos sobre o lucro Resultado líquido do exercício Participações Lucro por ação (se aplicável) DRE terá nova estrutura a partir de 2027 Com a aprovação da IFRS 18, a partir de janeiro de 2027 a DRE será reorganizada em três blocos principais: Atividades operacionais Atividades de investimento Atividades de financiamento Análises vertical e horizontal da DRE Análise vertical: avalia o peso percentual de cada item em relação à receita líquida, identificando margens e gargalos. Análise horizontal: compara os dados da DRE entre diferentes períodos, facilitando a análise da performance e tendências de crescimento ou retração. Diferença entre DRE e Balanço Patrimonial DRE: mostra o desempenho ao longo do tempo, com foco em receitas, custos e despesas. Balanço Patrimonial: mostra a situação patrimonial em um momento específico, com foco em ativos, passivos e patrimônio líquido. A Demonstração do Resultado do Exercício é muito mais do que uma obrigação fiscal. Trata-se de uma ferramenta estratégica de gestão, essencial para decisões bem fundamentadas e visão clara da saúde financeira da empresa. Com a chegada da IFRS 18 em 2027, é recomendável que as empresas comecem desde já a se preparar para essa nova realidade. Link Original

Novidades

Trânsito seguro é compromisso de todos: CRCSP apoia o Maio Amarelo 2025

O Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP) declarou apoio à campanha Maio Amarelo 2025, movimento internacional de conscientização sobre segurança no trânsito. A ação ocorre durante todo o mês de maio, em diversas cidades do país, com foco na redução dos índices de acidentes, feridos e mortes nas vias urbanas e rodovias. A iniciativa deste ano tem como lema “Desacelere. Seu bem maior é a vida” e propõe um debate sobre o impacto da velocidade e da pressa no comportamento de motoristas, pedestres e ciclistas. Criado em 2014, o movimento reúne órgãos públicos, empresas privadas e entidades da sociedade civil em uma causa comum: tornar o trânsito mais seguro para todos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,19 milhão de pessoas morrem todos os anos em decorrência de acidentes de trânsito. Lesões provocadas nessas ocorrências representam a principal causa de morte entre crianças e jovens com idades entre 5 e 29 anos. Ainda conforme a OMS, mais de 50% das vítimas fatais são pedestres, ciclistas e motociclistas. Esses grupos são classificados como “usuários vulneráveis das vias”. As estatísticas revelam, ainda, que 92% das mortes no trânsito ocorrem em países de baixa e média renda, que, embora tenham cerca de 60% da frota mundial de veículos, concentram a maior parte dos casos fatais. Diante desse cenário alarmante, a Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu, em 2020, a meta global de reduzir pela metade o número de mortes e ferimentos no trânsito até 2030. A resolução é parte da Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito e busca incentivar políticas públicas, infraestrutura e campanhas de conscientização com foco em salvar vidas. A edição de 2025 do Maio Amarelo propõe uma reflexão sobre os comportamentos de risco nas vias, como o excesso de velocidade, o uso de celular ao volante e a condução sob efeito de álcool. A proposta é estimular atitudes responsáveis por parte de todos os envolvidos no trânsito. CRCSP reforça compromisso com a responsabilidade social Ao aderir ao Maio Amarelo, o CRCSP reforça sua atuação em temas que vão além da contabilidade, mas que afetam diretamente a sociedade. A entidade ressalta que a educação para o trânsito é uma forma de cidadania e responsabilidade coletiva. “O CRCSP acredita que o profissional da contabilidade também tem um papel relevante na construção de uma sociedade mais consciente e segura. Campanhas como o Maio Amarelo fortalecem valores de respeito à vida e ao próximo”, destaca a instituição em nota. O apoio do Conselho inclui a divulgação da campanha em seus canais oficiais, ações educativas junto à classe contábil e incentivo ao engajamento nas atividades promovidas por órgãos parceiros ao longo do mês. Além do apoio institucional, os profissionais da contabilidade podem exercer influência positiva ao promover a conscientização no ambiente de trabalho e entre seus clientes. Empresas podem, por exemplo, desenvolver ações internas para orientar colaboradores sobre direção segura e adotar práticas que valorizem a saúde e o bem-estar no trânsito. A participação em campanhas educativas, a disseminação de informações corretas e a adoção de medidas de segurança no deslocamento até os escritórios e empresas são formas diretas de colaboração. Maio Amarelo movimenta municípios e empresas A mobilização do Maio Amarelo envolve prefeituras, órgãos de trânsito, escolas, empresas e entidades de classe em todo o Brasil. As ações incluem palestras, campanhas em redes sociais, blitze educativas, simulações de acidentes e distribuição de materiais informativos. A cor amarela foi escolhida por representar atenção e sinalização no trânsito, remetendo também à ideia de alerta para a preservação da vida. Desde sua criação, o movimento busca estabelecer um ambiente de diálogo e envolvimento social na promoção de um trânsito mais humano e seguro. O Maio Amarelo 2025 representa uma oportunidade para que empresas, governos e cidadãos se unam em prol da segurança no trânsito. O apoio do CRCSP fortalece o alcance da campanha e estimula o engajamento da classe contábil em ações que vão além da profissão, contribuindo para uma sociedade mais justa, segura e consciente. Link Original

Novidades

Reforma tributária muda regras de crédito e exige revisão da estratégia fiscal das empresas

A proximidade da implementação da reforma tributária sobre o consumo acendeu um sinal de alerta para empresas de todos os setores. Com a transição do modelo atual para um sistema baseado no IVA dual — que prevê a substituição de tributos como PIS, Cofins e IPI por CBS e IBS — o regime de não-cumulatividade também será reestruturado, o que tende a impactar diretamente a precificação, a recuperação de créditos e a gestão fiscal das companhias. Um levantamento feito pelo tributarista Eduardo Natal, mestre em Direito Tributário pela PUC/SP, presidente do Comitê de Transação Tributária da Associação Brasileira da Advocacia Tributária (ABAT) e sócio do escritório Natal & Manssur, mostra que o novo modelo ampliará as possibilidades de creditamento, eliminando critérios subjetivos como a essencialidade e relevância dos insumos. “A sistemática do IBS e da CBS parte de uma lógica mais simples: tudo o que for adquirido pela empresa para fins da atividade será passível de crédito, sem tantas restrições ou disputas interpretativas como vemos hoje com o PIS e a Cofins”, afirma. Diante desse novo cenário, explica Natal, é essencial que as empresas comecem a se movimentar desde já no sentido de avaliar estrategicamente sua atual capacidade de recuperação de créditos fiscais. O modelo da CBS e do IBS tende a ser mais vantajoso nesse aspecto, com maior segurança jurídica e efetividade no aproveitamento dos créditos acumulados. “Entretanto, essa transição não pode ser analisada de forma isolada: é preciso ponderar também o fim escalonado de incentivos fiscais que, até então, desempenhavam papel relevante nas cadeias produtivas e comerciais, especialmente em setores altamente dependentes de benefícios regionais ou setoriais”, detalha o advogado. Embora a não-cumulatividade ampla do novo sistema ofereça maior transparência e previsibilidade, os incentivos vigentes ainda hoje são elementos críticos nas estratégias de precificação e competitividade empresarial. A extinção progressiva desses benefícios — em especial os relacionados ao ICMS, que devem ser eliminados até 2032 — exige uma reavaliação profunda das margens operacionais e da formação de preços a partir do início da vigência plena do novo regime. “Nesse contexto, a análise estratégica das empresas deve equilibrar os ganhos potenciais com créditos mais amplos e líquidos no futuro modelo com os impactos econômicos da perda de incentivos em suas cadeias de negócio. Esse exercício de planejamento será decisivo para assegurar uma transição segura e eficiente, alinhada às novas regras da tributação do consumo no Brasil”, conclui Natal. Fonte: Eduardo Natal, sócio do escritório Natal & Manssur Advogados, mestre em Direito Tributário pela PUC/SP e presidente do Comitê de Transação Tributária da Associação Brasileira da Advocacia Tributária (ABAT). Link Original

Novidades

Millenials lideram ranking de afastamentos por saúde mental no trabalho em 2024, revela pesquisa

A geração dos Millennials liderou os afastamentos por saúde mental no trabalho em 2024. É o que revelam os dados do levantamento realizado pela B2P, consultoria especializada no acompanhamento e gestão de funcionários afastados por razões médicas, da It’sSeg Acrisure. De acordo com o estudo, 43% dos afastados são da geração nascida entre 1981 e 1994. Na segunda posição da lista aparece a geração Z (nascidos após 1995), representando 33% dos afastamentos, enquanto a geração X (nascidos de 1966 a 1980) somou 16% dos afastamentos. Já os baby boomers (nascidos antes de 1965) ficaram com 3% dos afastamentos. A pesquisa da consultoria inclui um recorte de 426 mil colaboradores em 14 empresas brasileiras de diversos setores, considerando os afastamentos do ano passado. O serviço de gestão de afastados passou a integrar a lista de soluções da It’sSeg no final de 2020, quando a companhia adquiriu a B2P. Em 2023, a gestão de afastados gerou uma redução de custos de R$ 118,8 milhões para as empresas atendidas. No total, foram contabilizados 8.095 casos de afastamentos. “Esses números só reforçam como a saúde mental tem impactado cada vez mais a qualidade de vida dos trabalhadores. Mostra que há um grande descompasso entre vida pessoal e profissional, trazendo riscos significativos não só ao próprio colaborador, como também à produtividade das companhias. As empresas precisam elaborar estratégias efetivas para lidar com esse tema e não deixarem o assunto para depois”, explica Marlene Capel, diretora da B2P. A executiva diz que o departamento de Recursos Humanos desempenha um papel fundamental na mediação entre as gerações, podendo criar políticas que valorizem as diferenças e promovam um ambiente de trabalho harmônico. “É possível criar programas de desenvolvimento profissional adaptados a cada geração, bem como flexibilizar o modelo de trabalho para atender diferentes necessidades. Vale também estabelecer uma cultura organizacional inclusiva e diversa, usar a tecnologia para facilitar a comunicação entre gerações e realizar treinamentos sobre respeito intergeracional e mediação de conflitos”, exemplifica Marlene. Veja abaixo os códigos internacionais de doenças (CID) de afastamento por saúde mental no trabalho por geração: Geração CID principal 1 CID principal 2 CID principal 3 CID principal 4 CID principal 5 Outros CIDs BABY BOOMERS F41.0 F33.0 F10.2 F32.2 F41.1 F Total 15 Casos 20,00% 20,00% 6,67% 6,67% 6,67% 40,00% GERAÇÃO X F41.1 F41.0 F41.2 F32.0 F32.2 F Total 472 Casos 15,68% 15,25% 13,14% 7,84% 7,42% 40,68% MILLENNIALS F41.1 F41.0 F41.2 F32.2 F32.0 F Total 1685 Casos 18,81% 15,19% 13,06% 7,48% 7,24% 38,22% GERAÇÃO Z F41.1 F41.0 F41.2 F32.2 F32.0 F Total 822 Casos 17,52% 13,75% 13,75% 11,68% 8,27% 35,04% F41.1 – Ansiedade generalizada F41.0 – Transtorno de pânico [ansiedade paroxística episódica] F41.2 – Transtorno misto ansioso e depressivo F32.2 – Episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos F32.0 – Episódio depressivo leve F33.0 – Transtorno depressivo recorrente, episódio atual leve F10.2 – Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool Segundo a diretora da B2P, a liderança estratégica tem um papel essencial na gestão de gerações e na prevenção de afastamentos por doenças mentais. Ela cita algumas ações, como: Análise de indicadores de saúde mental: monitoramento do bem-estar dos colaboradores por meio de pesquisas de clima e avaliação psicológica periódica. Programas de apoio psicológico: implementação de assistência psicológica e treinamentos sobre gestão emocional. Adaptação do ambiente de trabalho: criação de espaços de descompressão e incentivo ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Feedback contínuo: promoção de uma cultura de feedback transparente e construtivo para reduzir o estresse e a ansiedade. Uso de tecnologia e IA: ferramentas de análise preditiva para identificar padrões de afastamento e criar planos de ação preventivos. O portfólio de serviços da empresa do grupo It’sSeg inclui a gestão de informações dos afastados, o acompanhamento dos funcionários nestas condições (burocracia, perícia, tratamento e preparação para o retorno) e a oferta da gestão dos dados de programas de qualidade de vida. Um dos focos de atuação da B2P é mitigar os custos com o fator previdenciário das companhias. O tributo incide sobre a folha de pagamentos das organizações de acordo com a frequência de afastamento e a severidade dos casos. Fonte: Conteúdo Comunicação Link Original

Novidades

Telefonia autônoma: será possível um atendimento automatizado e humanizado?

A transformação digital tem avançado de forma impressionante, principalmente quando se trata de telefonia e atendimento ao cliente. Hoje, tecnologias como Inteligência Artificial, aprendizado de máquina e bots de voz são capazes de realizar um número significativo de tarefas que antes eram exclusivas de seres humanos. A pergunta que paira no ar é: será possível alcançar um equilíbrio entre a automação e a humanização no atendimento ao cliente, ou o futuro será totalmente dominado por sistemas autônomos? As soluções automatizadas já são capazes de entender comandos complexos por meio de linguagem natural e até de detectar emoções. Isso é um reflexo da IA que aprende e melhora continuamente e que pode ser visto, por exemplo, nos voice bots que já são utilizados em vários setores. Inclusive, de acordo com o Gartner, 85% dos líderes de atendimento ao cliente planejam adotar ou já testam soluções de Inteligência Artificial generativa, o que revela um grande movimento em direção à automação que promete não só otimizar os processos como também reduzir os custos operacionais das empresas. A grande vantagem da automação é clara: ela pode realizar interações economizando recursos. Enquanto o custo de um atendimento humano é de aproximadamente US$6,70, uma interação automatizada pode custar apenas US$0,10, segundo a Forrester Research. Essa disparidade torna os sistemas automatizados extremamente atraentes para as empresas que buscam cortar custos e melhorar a eficiência. Porém, é importante destacar que, apesar da sofisticação das tecnologias, a automação não é capaz de resolver todas as situações. Como qualquer sistema, a IA tem suas limitações e não pode substituir completamente a empatia, o julgamento crítico e a capacidade de adaptação que um ser humano pode oferecer. Em casos mais complexos, que envolvem sentimentos, situações únicas ou problemas que exigem mais do que respostas pré-programadas, o atendimento automatizado pode falhar. No entanto, isso não significa que a automação deva ser descartada. Pelo contrário, ela deve ser vista como uma ferramenta que, quando utilizada corretamente, pode melhorar a eficiência e a satisfação do cliente. O ideal, ao meu ver, é um modelo híbrido, onde a automação lida com as tarefas mais simples e repetitivas, enquanto o atendimento humano entra em cena quando necessário. Gigantes do varejo já adotam com grande sucesso e utilizam bots para responder a perguntas frequentes e fornecer suporte inicial, mas sempre oferecem a opção de transferência para um agente humano quando necessário. O equilíbrio é uma estratégia que não só melhora a experiência do cliente, mas também aumenta a fidelização, pois o cliente sente que está sendo tratado de maneira única e personalizada. O futuro da telefonia e do atendimento ao cliente está em uma jornada de transformação onde a automação desempenha um papel cada vez mais relevante. A telefonia autônoma combinada aos recursos de Omnichannel já podem lidar com uma grande parte das interações, tornando os processos mais rápidos e eficientes. No entanto, a verdadeira chave para o sucesso está em encontrar um equilíbrio, onde a automação seja aliada ao toque humano. O atendimento ao cliente não pode ser reduzido a uma simples troca de informações, mas deve ser visto como uma experiência completa, onde o cliente se sinta ouvido, compreendido e valorizado. E, por mais que a IA avance, ainda haverá momentos em que o atendimento humano será essencial para garantir a satisfação e a fidelização do cliente. A combinação dessas duas forças é, sem dúvida, o futuro mais próximo, mais eficaz e mais sustentável para as empresas e os consumidores. Por Emerson Carrijo, CEO da C&M Executive, Vocom e Appego Coffee, empresas do ramo de telefonia em nuvem e do mercado cafeeiro. Link Original

Novidades

RPA na cadeia de suprimentos: eficiência real, não tendência passageira

Vamos direto ao ponto: se sua empresa ainda não usa RPA na cadeia de suprimentos, você está ficando para trás. Enquanto algumas companhias já automatizam seus processos logísticos, outras ainda insistem em fazer tudo manualmente, lidando com planilhas, sistemas desatualizados e retrabalho. Não é uma crítica, mas sim um alerta. Porque, no ritmo atual do mercado, quem não automatiza perde tempo, dinheiro e competitividade.  A boa notícia é que ainda dá tempo de iniciar. E dá para começar pequeno. A RPA (Automação de Processos Robóticos) não é um bicho de sete cabeças. E não é necessário automatizar toda a cadeia de uma vez.  A Coca-Cola, por exemplo, conseguiu reduzir o tempo de processamento de pedidos de cinco dias para uma hora. A HP cortou o tempo de gestão de estoque de 10 dias para apenas duas horas. Já a DHL automatizou a checagem de documentos fiscais e reduziu o tempo de remessa internacional em 40%.  E se não der certo? Se você continuar no manual, o que já está errado vai continuar: entregas atrasadas, estoque desatualizado, informações duplicadas, retrabalho… Enquanto isso, seus concorrentes ganham agilidade, precisão e margem para crescer. O que precisa ficar claro é que a RPA, hoje, é uma ferramenta acessível, escalável e adaptável à realidade de qualquer empresa.  Um estudo da Supply Chain Analytics mostra que a RPA aplicada à cadeia de suprimentos reduz riscos, aumenta a precisão dos dados e libera os profissionais para tarefas mais estratégicas. Em vez de perder tempo conferindo planilhas ou alimentando sistemas, sua equipe focará em planejamento, atendimento ao cliente e melhoria contínua.  Além disso, a RPA se integra a sistemas já existentes: ERPs, plataformas de transporte e sistemas de estoque. E com o avanço de tecnologias como IA e machine learning, o potencial de automatização só cresce. A automação já não é só “fazer mais rápido”. Agora ela prevê demandas, antecipa problemas e apoia decisões com base em dados reais.  Inclusive, de acordo com o Institute for Robotic Process Automation, empresas economizam entre 25% e 50% nas tarefas que a RPA executa. E o mercado cresce rápido: de US$ 6,16 bilhões em 2024, deve saltar para quase US$ 30 bilhões até 2032, segundo o Business Research Insights. Isso não acontece por acaso: é resultado direto dos ganhos de eficiência e redução de falhas.  Então, o que fazer agora? Mapeie os gargalos manuais: comece por áreas como gestão de pedidos, controle de estoque ou rastreamento de entregas, por exemplo. Identifique onde o retrabalho é frequente ou erros impactam o cliente, e comece por aí.Encontre um parceiro que fale a sua língua: o parceiro certo vai ajudar a identificar os melhores processos para automatizar, implementar de forma segura e, mais importante, integrar com seus sistemas atuais. Implemente, teste e ajuste: a primeira versão pode não ser perfeita, e tudo bem. O importante é colocar pra rodar, acompanhar os resultados e fazer ajustes rápidos. Esse processo de melhoria contínua é parte da jornada de automação. Mensure os ganhos: compare antes e depois: tempo de execução, erros, custos e impacto na equipe. Use esses dados para mostrar internamente os resultados e justificar a expansão para outras áreas. Expanda com base no que funcionou: comece por onde o impacto for maior e a automação mais fácil. E, aos poucos, integre a RPA a outras tecnologias, como Inteligência Artificial e análise preditiva. Capacite a equipe: a RPA não substitui pessoas, transforma o trabalho delas. Invista em treinamento, mostre os ganhos e envolva o time desde o início para garantir o sucesso. A tecnologia está disponível e os benefícios são claros. Ficar parado agora é abrir espaço para que outros avancem. A RPA não é uma tendência, mas sim uma mudança estrutural. E quanto mais cedo você começar, antes colherá os benefícios.  Por Paulo Pedroso Link Original

Novidades

No setor público, custo sem caixa é um tiro pela culatra

Após realizar o Exame de Qualificação Técnica, promovido pelo Conselho Federal de Contabilidade, e participar de um curso de capacitação ministrado por um renomado professor de contabilidade e finanças públicas, fui impactado por uma frase dita em aula sobre custos no setor público. A afirmação do professor me instigou e serviu como ponto de partida para escrever as reflexões que apresento nas linhas que seguem. Nos últimos anos, diversos entes da administração pública têm buscado adotar práticas modernas de gestão inspiradas na iniciativa privada. Uma dessas práticas é a contabilidade de custos, ferramenta estratégica para avaliar a eficiência do gasto público e subsidiar decisões gerenciais. Contudo, essa tentativa de modernização – que para a iniciativa privada é habitual – esbarra em uma fragilidade básica e recorrente: a dificuldade do setor público em implantar o controle efetivo do caixa e equivalentes de caixa, conforme evidenciado nos balanços patrimoniais. Fazendo um paralelo com a iniciativa privada, seria o mesmo que um pequeno comerciante, que não sabe quanto tem no caixa ao fim do dia, contratar uma consultoria de custos para apurar o custo médio de cada item vendido. Parece absurdo o exemplo? Pois é exatamente isso que acontece em muitos órgãos públicos. Fala-se em implementar sistemas de apuração de custos, enquanto o balanço patrimonial revela inconsistências graves nos saldos de caixa e equivalentes de caixa. As duas contas do nosso exemplo,: são contas básicas que deveriam ser absolutamente controladas e auditáveis, mas, pelo contrário, muitas vezes são maquiadas com o objetivo de mascarar informações, visando apresentar melhores indicadores, que na verdade não condizem com a realidade. Na iniciativa privada, a lógica é inflexível. Se o caixa não fecha, há demissão, reestruturação, e até falência. No setor público, no entanto, esse rigor é substituído por burocracias, apadrinhamentos, relatórios inconsistentes e, muitas vezes, pela ausência de responsabilização do gestor e do profissional da contabilidade. A contabilidade de custos é um instrumento de apoio à gestão, não um fim em si mesma, ou seja, sua utilidade reside em melhorar a gestão, e não apenas em registrar dados. Conforme estabelece a NBC TSP 34, a informação de custos no setor público deve ser baseada em dados confiáveis e deve considerar a finalidade da prestação de serviços à sociedade, observando os princípios da fidedignidade e da relevância. A norma que substitui a antiga NBC T 16.11,: veio reforçar que a informação de custo deve refletir a realidade orçamentária, financeira e patrimonial da entidade pública. A Norma, em seu item 28, trata da implementação de um sistema de apuração de custos por centro de responsabilidade. No entanto, essa implementação,: sem dados financeiros confiáveis, torna-se a análise de custos inconsistente e sem importância. No setor público, essa incoerência é ainda mais grave, pois envolve recursos do povo. Assim, tentar implementar sistemas de custos em ambientes onde os registros de caixa são frágeis, os processos de conciliação bancária são falhos e os controles internos são deficientes equivale a tentar erguer as paredes da casa que possui alicerce podre. Nesse sentido, a Lei de Responsabilidade Fiscal reforça essa necessidade ao exigir, em seu artigo 50, que a contabilidade evidencie de forma adequada os atos e fatos da gestão fiscal, o resultado dos fluxos financeiros, incluindo a manutenção de sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária, financeira e patrimonial. No entanto, a prática ainda está distante desse ideal. Diversos relatórios de controle interno e auditorias de tribunais de contas indicam inconsistências nos registros de caixa, ausência de conciliações regulares e informações patrimoniais incompletas. São informações básicas ou complexas que em muitos casos,: seja, por dolo ou imperícia, são ocultadas dos demonstrativos contábeis. Essa realidade impõe uma reflexão necessária para contadores públicos e gestores: é viável falar em apuração de custos confiável quando nem o saldo de caixa é controlado adequadamente? A resposta exige priorização do essencial.: Pois, antes de investir em metodologias mais sofisticadas, desembolsar milhares de reais em sistemas informatizados,: é preciso consolidar os fundamentos da contabilidade pública. Dentre eles, o controle rigoroso e tempestivo do caixa e equivalentes de caixa, conciliações bancárias documentadas, registro patrimonial fidedigno e auditável,: e estrutura mínima de controle interno contábil;. estrutura inexistente na maioria dos órgãos públicos. Somente a partir desse sólido alicerce é que o investimento em sistemas de custos se tornará efetivo, útil e coerente com os princípios da boa gestão pública. Queremos medir a eficiência de um serviço público? Ótimo. Mas antes, é necessário saber quanto realmente se gastou e se os valores estão devidamente registrados e transparentes, pois o gestor deve abrir os olhos, dado que a sociedade está cada vez mais vigilante. Sem sombra de dúvidas, a contabilidade de custos aplicada ao setor público é um passo relevante para a melhoria da prestação de serviços, mas deve vir depois da arrumação da casa.: Pois não é razoável ter casa de palha com vitrais Tiffany. Que possamos refletir! Portanto, ignorar esse fato é insistir em soluções sofisticadas sobre uma base frágil. É como ensina o renomado professor, “estão investindo no supérfluo e jogando o essencial para debaixo do tapete.” Onde o essencial é o caixa e equivalentes de caixa e o supérfluo:, a implantação de custos. Link Original

Rolar para cima
Abrir bate-papo
Olá
Podemos ajudá-lo?