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Sem medo do Leão: veja dicas para evitar a malha fina do IRPF

Com poucos dias restantes para o fim do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2025, cresce a apreensão entre os contribuintes. O temor de cair na malha fina — cenário que pode gerar atrasos na restituição, multas e até implicações legais — é uma realidade para milhões de brasileiros. Com as novas diretrizes anunciadas pela Receita Federal, chegou o momento de baixar o programa oficial e preencher corretamente todas as informações tributárias. Apesar das dúvidas e inseguranças que costumam marcar esse período, com organização e atenção aos detalhes é possível evitar problemas — e até reverter situações delicadas caso algo saia do previsto. A preparação adequada é a melhor estratégia para cumprir as exigências e ficar em dia com o Fisco. O presidente da Associação Brasileira de Provedores de Serviço de Apoio Administrativo (Abrapsa), Manoel Fernando do Valle, afirma que é importante desmistificar a malha fina. “Mesmo se ocorrer, a solução não é necessariamente difícil. A partir do recebimento da comunicação de que há pendências na declaração, é preciso acessar o eCAC para ver em quais pontos a Receita encontrou divergências de informações e, caso concorde com os apontamentos, é só fazer a retificação diretamente no site”. Segundo ele, o cenário só fica mais complicado se houver o recebimento de um Termo de Intimação, que terá passos específicos a serem cumpridos. Ainda assim, o ideal é não chegar a esse ponto. Se o contribuinte recebeu ao menos R$33.888,00 em 2024 ou se encaixa em outras características que exigem a declaração do IRPF, é essencial juntar todos os documentos e enviar os dados corretos para a Receita. A diretora de expansão da Abrapsa, Carmem Granja, lista alguns dos principais erros que levam as pessoas para a malha fina, e explica como evitá-los. Esquecer parte das informações Todas as fontes pagadoras e os seus respectivos CNPJs ou CPFs devem ser declarados, bem como todos os rendimentos tributáveis recebidos dessas fontes. Ou seja: salários, remunerações por prestação de serviços e outros tipos de remuneração por trabalho assalariado, assim como pensões e aposentadorias, aluguéis, ações judiciais, entre outros. “É muito comum que contribuintes informem apenas salários e esqueçam de tantas outras fontes”, informa Carmem. Não informar rendimentos de dependentes Nem sempre o CPF é o único dado solicitado dos dependentes. No caso de maiores de 18 anos, deve-se informar também todos os rendimentos tributáveis da pessoa. “Isso vale mesmo se os valores ficarem abaixo do limite do ano, ou seja, mesmo se o dependente tiver recebido menos que R$33.888,00 no ano passado”, explica a especialista.  Não recolher o carnê-leão O carnê-leão é obrigatório para quem recebe rendimentos de pessoas físicas que não tenham sido tributados na fonte; rendimentos ou quaisquer outros valores recebidos de fontes do exterior; pensão alimentícia; e rendimentos recebidos por residentes no Brasil que prestem serviços a embaixadas, repartições consulares, missões diplomáticas ou organismos internacionais. “Vários profissionais precisam realizar esse recolhimento mensal, mas não sabem”, comenta a diretora. Não declarar saldos bancários “Um dos preenchimentos que mais faltam nas declarações é o de saldos bancários. Sejam de contas correntes, investimentos ou outras aplicações financeiras, é importante que exista a informação”, diz Carmem. Essa é uma obrigação sempre que o valor em conta for superior a R$140,00 no último dia do ano-exercício, neste caso, em 31 de dezembro de 2024. O mesmo vale para as poupanças, tanto mantidas no Brasil quanto no exterior, em nome do declarante e dependentes. Uso indevido de CPF Se o CPF do contribuinte tiver sido utilizado por outra pessoa para aquisição de bens, é possível que o Leão identifique alguma divergência. “É por isso que não se pode permitir que terceiros utilizem seu nome e número de CPF. Você pode acabar sofrendo variações patrimoniais não refletidas na declaração, o que deverá levar à retenção na malha fina”, conclui a diretora. Fonte: Abrapsa Link Original

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Saiba como declarar seguros e consórcios no IR 2025

Entre as principais dúvidas na hora de preencher a declaração do Imposto de Renda 2025 estão os itens relacionados a seguros e consórcios. Muitos contribuintes ainda acreditam que podem deduzir valores pagos com apólices de seguros, mas a Receita Federal não permite esse tipo de dedução. Já as indenizações e consórcios, dependendo do caso, devem ser declarados. Veja como proceder corretamente para evitar erros e inconsistências na sua declaração. Seguros não são dedutíveis no IR Apesar da crença comum, valores pagos a seguradoras — sejam eles de seguro de vida, de carro ou de imóveis — não são dedutíveis do Imposto de Renda. O seguro é considerado um serviço financeiro e, por isso, não entra na lista de despesas que reduzem a base de cálculo do IR. Indenizações devem ser informadas Diferente do pagamento de prêmios de seguro, as indenizações recebidas em caso de sinistro devem ser declaradas. Quando há perda total de um veículo ou acidente coberto pela apólice, a indenização precisa constar na ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, mesmo que o valor não seja tributado. Indenização por morte: como declarar Quando o valor recebido tem origem em apólice de seguro de vida por morte do segurado, deve-se lançar a quantia na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, código 03. Após selecionar essa categoria, basta preencher os dados e confirmar a inclusão do valor. Benefício por sobrevivência ou resgate Se o contribuinte recebeu valores por cláusula de sobrevivência ou resgate de seguro, deve declarar como “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”, sob o código 12. É necessário incluir nome do beneficiário e detalhamento no campo de descrição. Declaração em casos de furto, roubo ou sinistro Quando há sinistro que afeta um bem segurado, o contribuinte deve dar baixa do item na ficha de Bens e Direitos e lançar a diferença entre o valor da indenização e o custo de aquisição na linha 99 da ficha de Rendimentos Isentos, se houver ganho de capital isento. Consórcio contemplado: como declarar Informar na ficha “Bens e Direitos” o código do bem recebido; Detalhar na descrição que o consórcio foi contemplado e o meio (lance ou sorteio); Declarar o valor pago no ano de 2024; Deixar em branco o campo “Situação em 31/12/2023” e preencher o de “Situação em 31/12/2024” com o valor total das parcelas pagas. Consórcio não contemplado: o que informar Usar o Grupo 99 – “Outros Bens e Direitos”, com o Código 05 – “Consórcio não contemplado”; Preencher a descrição com dados da administradora, tipo de bem, número de parcelas e valor pago; No campo “Situação em 31/12/2024”, somar o valor informado em 2023 (se houver) com as parcelas quitadas em 2024. No IR 2025, seguros não são dedutíveis, mas valores recebidos por sinistros ou resgates devem ser informados. Consórcios devem ser declarados com atenção ao status de contemplação. Declarar corretamente evita cair na malha fina e garante conformidade com as exigências da Receita Federal. Em caso de dúvida, procure um contador ou utilize serviços de apoio ao contribuinte. Link Original

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Declaração de Imposto de Renda 2025: guia para PJs que recebem do exterior

Até o dia 30 de maio, todos os contribuintes brasileiros que cumprirem os requisitos devem enviar sua Declaração de Imposto de Renda à Receita Federal. O processo, que já exige atenção redobrada, pode se tornar ainda mais complexo para quem presta serviços para empresas do exterior por meio de uma Pessoa Jurídica (PJ). Questões como a forma correta de declarar pró-labore, lucros ou mesmo a participação societária costumam gerar dúvidas — e o erro pode custar caro. De acordo com o CEO da TechFX, plataforma de câmbio especializada em profissionais que recebem do exterior, Eduardo Garay, o principal ponto de atenção está em compreender o que deve constar na declaração e como cada tipo de rendimento é tratado pela Receita. “Existem algumas diferenças importantes entre o que é pró-labore e o que é lucro distribuído. Saber tratá-los corretamente no programa da Receita é um dos passos fundamentais para evitar pendências”, afirma o executivo. Outro erro comum é ignorar rendimentos isentos por achá-los irrelevantes. “Muitos profissionais deixam de declarar os lucros por serem isentos. Mas, mesmo livres de tributação, esses valores precisam constar na declaração como rendimento isento”, explica Garay. Para ajudar nessa tarefa, o CEO da TechFX reuniu cinco passos práticos para quem quer fazer a declaração sem riscos ou retrabalho. Abaixo, o resumo do que precisa ser feito: 1 – Saiba o que declarar O primeiro passo é entender a diferença entre os valores que serão declarados. O pró-labore é o valor pago pelo trabalho do sócio e deve ser declarado como rendimento tributável. Já os lucros distribuídos são valores repassados após a apuração dos resultados da empresa e, embora sejam isentos de Imposto de Renda na pessoa física, precisam ser declarados como rendimentos isentos.   2 – Tenha os informes em mãos Antes de abrir o programa da Receita, organize seus documentos: será preciso o Informe de Rendimentos disponibilizado pela sua contabilidade. Nele, deve constar o total de pró-labore pago em 2024, detalhando INSS e IR retidos (se houver), e outro com o total de lucros distribuídos. 3 – Declare o pró-labore No programa IRPF, vá até “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”. Insira os dados da sua empresa — CNPJ, nome, valor total recebido, contribuição previdenciária e eventual IR retido. Mesmo que não haja retenção de IR, o valor deve ser informado corretamente para evitar inconsistências. 4 – Informe os lucros Na sequência, é a hora de declarar os rendimentos não tributáveis. Na aba “Rendimentos Isentos”, selecione a opção correta para lucros ou dividendos recebidos. Insira os dados da empresa e o valor total apurado. Esses valores, mesmo isentos, precisam ser declarados obrigatoriamente. 5 – Declare sua participação na empresa Na aba “Bens e Direitos”, selecione o código referente a quotas ou capital social e insira o CNPJ, nome da empresa e o valor investido. Caso já tenha feito isso em anos anteriores, repita os dados. Importante: não é necessário declarar o saldo da conta bancária da empresa no exterior, pois ela pertence à PJ e não à pessoa física. Dica extra Após preencher todas as informações, revise o resumo da declaração com bastante atenção. Verifique também se há imposto a pagar ou a restituir e envie apenas após conferir tudo. Fonte: TechFX Link Original

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Segurança cibernética para pequenas empresas: mitos e verdades

Em um mundo cada vez mais digital, a segurança cibernética se tornou uma prioridade incontestável, especialmente para as pequenas empresas, que, por muitas vezes, acreditam estar imunes a ataques devido ao seu tamanho. No entanto, essa noção é profundamente enganosa. Criminosos virtuais não se preocupam com o porte da empresa; eles buscam vulnerabilidades. As pequenas empresas são, na verdade, alvos irresistíveis, pois frequentemente dispõem de menos investimentos e processos de segurança menos robustos. A crença de que “se meus dados estão na nuvem, estão protegidos” é outra armadilha comum. A nuvem oferece boas práticas de segurança, mas sua eficácia depende de uma configuração e gerenciamento adequados. Um simples erro de configuração, como permissões excessivas em plataformas como AWS ou Azure, pode resultar na exposição de dados sensíveis, colocando em risco não apenas a credibilidade da empresa, mas prejuízos financeiros reais. Além disso, muitos ainda pensam que um simples antivírus é suficiente para proteger suas redes. Os ataques cibernéticos evoluíram e se tornaram mais sofisticados, utilizando técnicas como ataques sem arquivos e movimentos laterais na rede. A adoção de soluções avançadas como EDR (Endpoint Detection and Response), NDR (Network Detection and Response) e XDR (Extended Detection and Response) é crucial para garantir uma defesa mais consistente. Outro mito a ser derrubado é o de que “ataques cibernéticos vêm de fora”. Na realidade, as ameaças internas representam um grande risco. Seja por descuido ou má intenção, as fraquezas podem estar dentro da própria organização. Implementar estratégias de Zero Trust e monitoramento contínuo de gestão de acesso e de identidades pode ser uma forma eficaz de mitigar esses riscos. Engana-se quem acredita que phishing é fácil de ser identificado. Esses ataques estão cada vez mais eficientes, utilizando engenharia social, deepfakes e mensagens personalizadas que desafiam até mesmo os usuários mais cautelosos. A educação contínua e o aprimoramento das habilidades dos colaboradores para reconhecer essas táticas , é fundamental. Uma das percepções mais perigosas é a ideia de que, caso uma empresa seja atacada, a detecção ocorrerá rapidamente. Pesquisas mostram que muitas empresas podem levar meses para identificar um ataque, especialmente quando os invasores agem de maneira discreta. A implementação de monitoramento proativo e inteligência de ameaças se torna vital para reduzir esse tempo de descoberta e limitar os danos. Por fim, é preciso reconhecer que estar em conformidade com normas como LGPD, ISO 27001 e HIPAA é importante, mas não é sinônimo de estar seguro. O compliance estabelece um padrão mínimo, enquanto a verdadeira segurança exige um compromisso contínuo com o monitoramento, a resposta rápida a incidentes e a atualização constante das práticas de segurança. Investir em segurança cibernética não é uma ação que deve ser vista apenas como uma linha no orçamento. A segurança envolve processos, a formação de uma cultura de segurança dentro da organização e a adaptação constante às novas ameaças. Somente com uma abordagem holística e integrada uma empresa pode se proteger efetivamente das crescentes ameaças do mundo digital. Portanto, cabe a nós, como gestores e colaboradores, desmistificar essas crenças e construir uma defesa sólida em nossas organizações. Proteger-se contra as ameaças cibernéticas é um esforço conjunto que requer conhecimento, tecnologia e um comprometimento constante com a evolução da segurança. Por Cristiano Buss, CEO da Teletex Link Original

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Erros tributários que podem afetar seu negócio

Você já se perguntou por que tantas empresas acabam enfrentando problemas sérios com o Fisco, mesmo tendo um bom produto, um time competente e um mercado promissor? A resposta pode estar em pequenos grandes erros — falhas silenciosas que vão corroendo a saúde financeira da empresa por dentro. E o pior: muitos empresários nem percebem que estão cometendo essas falhas até ser tarde demais. Neste artigo, vou compartilhar com você os cinco erros mais comuns (e letais) que vejo todos os dias na minha prática como tributarista. Se você é empresário ou empreendedor, leia até o fim. Isso pode salvar o seu negócio. 1. Falta de Controle Fiscal É impressionante como ainda há empresas que tratam o controle fiscal como um “detalhe burocrático”. O problema é que esse “detalhe” pode custar caro: autuações, multas, exclusão de regimes especiais e até bloqueio de contas. Empresas que não acompanham de perto seus documentos fiscais, notas emitidas, recebidas e obrigações acessórias vivem sob o risco de serem surpreendidas por fiscalizações e débitos inesperados. Controle fiscal não é custo — é proteção. 2. Não Entender o Regime Tributário Mais Vantajoso Escolher o regime tributário com base no “achismo” ou na prática da maioria é como comprar um sapato pelo número da vizinha: pode até servir, mas vai doer. Cada empresa tem sua realidade. Faturamento, margem de lucro, folha de pagamento e atividade exercida são variáveis que influenciam diretamente no melhor regime tributário. Uma escolha errada pode fazer você pagar mais impostos do que deveria — todos os meses. 3. Não Contratar um Advogado Tributarista Previamente É comum ver empresários buscando ajuda jurídica apenas quando o problema já está instalado. Mas a atuação preventiva de um advogado tributarista pode evitar muitos desses problemas — e economizar muito dinheiro. Consultas estratégicas, planejamento tributário, análises de risco e defesas administrativas bem elaboradas são investimentos com alto retorno. E mais: evitam desgastes desnecessários com o Fisco. 4. Deixar para Regularizar Quando Já Está na Dívida Ativa Quando a empresa deixa os débitos crescerem até virarem dívida ativa, as opções diminuem, os juros aumentam, e a chance de negociação vantajosa praticamente desaparece. Além disso, a inscrição em dívida ativa pode levar ao protesto do CNPJ, bloqueio judicial de bens e até restrições no crédito bancário. A hora de agir é antes do problema virar uma bola de neve. 5. Acreditar que “Parcelar Depois” é Sempre a Solução “Ah, se der problema, eu parcelo depois.” Essa é uma das frases mais perigosas que um empresário pode repetir. Parcelamento não é solução mágica. Muitos deles vêm com entrada alta, juros pesados e exigências rígidas. Além disso, alguns parcelamentos impedem a empresa de aderir a programas futuros mais vantajosos. Resolver na origem é sempre mais eficiente — e mais barato. Conclusão: A Prevenção é o Melhor Caminho Empreender no Brasil exige coragem, mas também exige estratégia. E na área tributária, a melhor estratégia é a prevenção inteligente. Se você identificou um ou mais desses erros na sua empresa, talvez seja hora de repensar sua gestão fiscal e buscar orientação especializada. Um passo hoje pode evitar uma crise amanhã. Gostou do artigo? Compartilhe com outros empresários. Às vezes, um simples alerta pode salvar um negócio inteiro. Link Original

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Vale-transporte e fretamento de mão de obra agora são insumos para PIS/COFINS

A Instrução Normativa RFB nº 2.121/2022, ao acrescentar os incisos XX e XXI ao artigo 176, promoveu significativo avanço no regime não-cumulativo de PIS e COFINS. Pelo inciso XX, passa a integrar o rol de insumos a parcela de vale-transporte custeada pelo empregador, desde que vinculada à mão de obra efetivamente empregada em processo de produção de bens ou prestação de serviços. De forma complementar, o inciso XXI reconhece como insumo os dispêndios incorridos na contratação de pessoa jurídica para transporte dessa mesma mão de obra. Essa inovação normativa está em plena consonância com o entendimento consolidado pelo Tema 779 do STJ, que definiu os critérios de essencialidade e relevância como parâmetros objetivos para aferição de insumos no creditamento tributário de PIS/COFINS. A aplicação desse entendimento permite às empresas que demandem deslocamento de colaboradores otimizar de modo substancial seus créditos fiscais, reduzindo a carga efetiva dessas contribuições. Para viabilizar o aproveitamento integral do benefício, é imprescindível que a empresa implemente um mapeamento detalhado das despesas com transporte de pessoal em cada centro de custo – identificando, por exemplo, períodos específicos de utilização, quilometragem, rotas e perfis de colaboradores. Adicionalmente, sistemas de gestão (ERPs) devem ser parametrizados para lançar analiticamente tanto os custos de vale-transporte quanto os de fretamento, possibilitando relatórios gerenciais com segregação clara dessas despesas. Na esteira desses procedimentos, recomenda-se a formalização contratual com fornecedores de transporte de colaboradores, incluindo cláusulas que evidenciem a destinação exclusiva ao processo produtivo ou prestação de serviços. A manutenção de documentação fiscal robusta — como recibos de vale-transporte, bilhetes eletrônicos e notas fiscais de empresas de fretamento — é determinante para garantir rastreabilidade e atender a eventual auditoria ou fiscalização. Em síntese, a expressa inclusão do vale-transporte e dos serviços de transporte de mão de obra no conceito de insumo representa importante instrumento de otimização fiscal, possibilitando redução da carga tributária das contribuições. Link Original

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Gestão financeira digital: a nova realidade para empresas brasileiras

Com a manutenção da taxa Selic em torno de 14% ao ano, a volatilidade cambial que fechou 2024 com o dólar acima dos R$ 6,00 e margens operacionais cada vez mais pressionadas, o cenário econômico brasileiro tem elevado as exigências sobre as áreas financeiras das empresas. A combinação de juros altos e maior seletividade por parte dos investidores tem impulsionado uma mudança significativa na forma como a gestão financeira é conduzida. Empresas que já adotaram soluções digitais relatam ganhos significativos de agilidade e assertividade na gestão, o que se traduz em vantagem competitiva em um mercado cada vez mais dinâmico e exigente. O uso de tecnologia para transformar dados em decisões rápidas tende a se consolidar como padrão nos próximos anos. “Esse ambiente de pressão está acelerando uma transformação importante: a digitalização real da gestão financeira. Não falo aqui de simplesmente migrar relatórios de Excel para PDF. Estou falando de algo mais profundo, de plataformas que ajudam a antecipar riscos, reagir com velocidade e gerar inteligência de negócio a partir dos dados”, afirma Goldwasser Neto, CEO da Accountfy. Segundo o executivo, cresce a demanda por uma atuação mais estratégica dos líderes financeiros, com foco na antecipação de riscos, maior precisão na tomada de decisões e mais eficiência operacional. A tecnologia tem desempenhado papel fundamental nesse processo. Plataformas digitais especializadas vêm permitindo a centralização de dados, automação de fluxos e visualizações analíticas que auxiliam empresas a tomarem decisões com mais rapidez e impacto direto nos resultados. Apesar dos avanços, muitas companhias ainda operam com processos manuais e descentralizados. Um levantamento da Flash indica que 48% das companhias brasileiras ainda organizam dados operacionais de colaboradores por meio do Excel, sinalizando que a transformação digital no setor financeiro ainda encontra barreiras. “O papel do CFO mudou. Hoje, ele é peça-chave para garantir a resiliência e o crescimento do negócio. Isso exige não apenas domínio técnico, mas visão estratégica e ferramentas à altura da complexidade que enfrentamos. A capacidade de transformar dados em decisões em tempo real não será mais um luxo, será o novo padrão”, complementa Goldwasser. Diante desse cenário, a expectativa é que o setor financeiro deixe definitivamente o papel operacional e assuma um protagonismo estratégico dentro das organizações. A adoção de ferramentas inteligentes e a atualização de processos são caminhos cada vez mais urgentes para garantir a sustentabilidade e o crescimento dos negócios em um ambiente econômico volátil e altamente competitivo. Fonte: Braun Comunicação Integrada Link Original

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Empreender no Brasil: validação de ideias é crucial para o sucesso

Ter uma boa ideia é apenas o começo. Antes de investir tempo, dinheiro e energia em um novo negócio, validar a proposta junto ao mercado é o caminho mais seguro e inteligente, e é exatamente assim que agem os empreendedores de sucesso. O erro mais comum de quem está começando a empreender é acreditar que a intuição ou a paixão pela ideia são suficientes para garantir resultados. Na prática, testar a aceitação do público, estudar a concorrência e ouvir potenciais clientes fazem toda a diferença. Esse cuidado se torna ainda mais relevante diante do cenário atual: a taxa de empreendedorismo no Brasil alcançou 33,4% em 2024, a maior registrada nos últimos quatro anos. O dado é do Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2024), pesquisa conduzida pelo Sebrae em parceria com a Anegepe. O número mostra que mais brasileiros estão apostando em abrir o próprio negócio, o que reforça a importância de planejamento e validação para se destacar em um mercado competitivo. E os desafios não são poucos. Um levantamento da fintech Asaas indica que apenas 56% das empresas brasileiras sobrevivem por mais de dois anos. Entre os Microempreendedores Individuais (MEIs), a taxa de encerramento é ainda mais alta: 79% fecham as portas antes desse período.Diante desse panorama, fica mais evidente a necessidade de validar as ideias antes de investir. Para Sérvulo Mendonça, Chairman da Holding SM, “A ideia-chave é resolver a dor e o problema do cliente, e criar uma solução a partir disso”, explica o empresário. A validação de uma ideia pode ser feita de várias formas: desde conversas informais com o público-alvo até pesquisas mais estruturadas. O mais importante, segundo o empresário, é tomar decisões com base em dados e não apenas em expectativas. Além de evitar prejuízos, essa etapa permite aprimorar a proposta, ajustar o modelo de negócio e identificar oportunidades. Também é uma das atitudes que diferenciam os sonhadores dos realizadores. Fonte: Braun Comunicação Integrada Link Original

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Corretoras e bancos disparam notificações para clientes comprarem câmbio antes do aumento do IOF

Com o anúncio inesperado do governo sobre o novo decreto que aumenta as alíquotas Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), as corretoras e bancos digitais com contas globais enviaram diversas notificações para seus clientes alertando sobre o aumento do IOF e incentivando a compra da moeda estrangeira até meia noite – já que o decreto passou a valer nesta sexta-feira (23). As comunicações dos bancos anunciavam as últimas horas para aproveitar a compra da moeda com IOF em 1,1% – que posteriormente teria alíquota elevada para 3,5%, segundo o novo decreto. Algumas alíquotas anunciadas pelo governo, como para remessa para investimento no exterior e fundos brasileiros no exterior foram reajustadas para 3,5% originalmente, mas a pasta responsável recuou e manteve ambas alíquotas da forma que estavam. O reajuste das outras alíquotas, no entanto, como compra de moeda em espécie, foram mantidas e passaram a ser de 3,5% nesta sexta-feira (23). Clientes de bancos como Wise e Inter receberam notificações logo após o anúncio do governo/Foto: reprodução CNN A corretora de câmbio Avenue interrompeu o serviço de negociação de câmbio em horário estendido e enviou um e-mail aos clientes se dizendo surpresa com a medida de aumento do IOF. A corretora diz que esse movimento repentino é um “lembrete do que chamamos de risco-Brasil”, que afeta diretamente o patrimônio de quem investe exclusivamente no mercado local”. Há também relatos da suspensão do serviço de conversão de câmbio fora do horário de mercado para usuários do C6 Bank. Esse serviço costuma estar disponível em qualquer horário, mas foi suspenso nesta quinta. Não há confirmação de que a paralisação do serviço foi motivada pela mudançada alíquota do IOF. O IOF para operações internacionais vai subir para 3,5% em operações com cartões internacionais, remessas ao exterior, empréstimos externos de curto prazo e aplicações financeiras fora do país. A medida faz parte de um esforço do governo para aumentar a arrecadação e cumprir a meta de déficit zero em 2025. Ao todo, R$ 31,6 bilhões também foram congelados do orçamento deste ano. Com informações CNN Link Original

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