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Congresso derruba IOF, mas taxação de LCI, LCA e bets continua

O Congresso Nacional derrubou os decretos do governo federal que aumentavam o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em diversas operações cambiais e financeiras. Apesar da decisão legislativa, permanecem em vigor outras medidas tributárias adotadas pelo Executivo com o objetivo de ampliar a arrecadação e equilibrar as contas públicas. Entre elas, estão a tributação sobre LCI, LCA, apostas esportivas e ativos digitais. Congresso anula aumento do IOF, mas mantém MP em vigor A decisão do Congresso, aprovada nesta semana por meio de decreto legislativo, revoga os decretos presidenciais publicados em maio e junho que elevavam o IOF em diversas operações. Entre os pontos revogados estão: Aumento do IOF de 3,38% para 3,5% em cartões de crédito e débito internacionais; Elevação da alíquota de 1,1% para 3,5% na compra de moeda estrangeira em espécie; Tributação de remessas internacionais sem finalidade de investimento, que passariam de 1,1% para 3,5%; Incidência de IOF sobre aportes superiores a R$ 50 mil em VGBL; Taxação de operações de risco sacado; IOF de 3,5% sobre empréstimos externos de curto prazo. Com a revogação, volta a valer a legislação anterior para essas operações. Medidas que continuam valendo: foco na arrecadação Embora os decretos tenham sido anulados, outras medidas tributárias instituídas por meio de medida provisória (MP) continuam em vigor e representam mudanças significativas para investidores, instituições financeiras e contribuintes. 1. Tributação de LCI, LCA e outros títulos antes isentos A partir de janeiro de 2026, o governo passará a cobrar 5% de Imposto de Renda sobre títulos de renda fixa antes isentos. A regra vale apenas para emissões realizadas a partir dessa data, preservando o benefício fiscal dos papéis adquiridos anteriormente. Serão impactados: Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis (CRI e CRA), Letras Imobiliárias Garantidas (LIG), Certificados de Depósito Agropecuário (CDA), Warrant Agropecuário (WA), Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), Cédulas de Produto Rural com liquidação financeira (CPR), títulos voltados à infraestrutura e desenvolvimento (LCD). 2. Imposto maior sobre apostas esportivas (bets) A alíquota do imposto sobre o rendimento das apostas esportivas foi elevada de 12% para 18%. A mudança, prevista na MP publicada em 11 de junho, entrará em vigor quatro meses após sua publicação, ou seja, em outubro de 2025. 3. CSLL mínima para fintechs As fintechs e instituições de pagamento que recolhiam 9% de CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) passam a pagar alíquota mínima de 15%, equiparando-se a outras instituições financeiras. A medida também entra em vigor em outubro. Tributação unificada sobre investimentos Outra alteração relevante promovida pela MP é a unificação das alíquotas de IR sobre rendimentos de aplicações financeiras. A partir de janeiro de 2026, o imposto será de 17,5% fixos, independentemente do tipo de investimento ou prazo. Hoje, a tributação segue a tabela regressiva, com alíquotas que variam de 22,5% a 15% conforme o prazo da aplicação. No caso das ações, há isenção para vendas de até R$ 20 mil por mês, e o IR é de 15% sobre lucros. Com a MP, todas essas regras serão substituídas pela nova alíquota única. Regras para Bolsa e ativos digitais também mudam A MP prevê a tributação de ganhos líquidos obtidos em Bolsa de Valores e mercados de balcão por pessoas físicas residentes no Brasil, pessoas jurídicas isentas e optantes pelo Simples Nacional. A alíquota será de 17,5%, com apuração trimestral. Haverá isenção apenas para vendas trimestrais de até R$ 60 mil — antes o limite era R$ 20 mil mensais. Além disso, ganhos com criptoativos e moedas digitais também serão tributados com a mesma alíquota, o que inclui tokens, stablecoins e demais ativos virtuais. Compensação de perdas e nova regra do auxílio-doença A MP também estabelece que perdas em aplicações financeiras poderão ser compensadas com lucros de outras operações declaradas na mesma ficha da Declaração Anual de IR. A compensação poderá ser feita em até cinco trimestres subsequentes a partir de 2026. Outras medidas incluem: Auxílio-doença limitado a 60 dias quando concedido sem perícia médica via sistema Atestmed; Seguro-defeso condicionado à homologação local do registro do pescador; Inclusão do programa Pé-de-Meia no piso de investimentos em educação; Compensação Previdenciária limitada à dotação orçamentária vigente. Próximos passos no Congresso Nacional Embora as medidas ainda estejam em vigor, todas dependem de aprovação no Congresso para se converterem em lei. A MP tem validade máxima de 120 dias a partir de sua publicação (11 de junho). Caso não seja votada dentro desse prazo, perderá eficácia. Segundo a advogada tributarista Luisa Macario, do Grupo Nimbus, a derrubada dos decretos sobre IOF não afeta diretamente a validade da MP. “Os efeitos da medida provisória permanecem vigentes, e a análise sobre sua manutenção ou rejeição deverá ocorrer no Congresso nos próximos dias”, afirma. Entenda a cronologia da crise do IOF Em 22 de maio, o governo publicou um decreto aumentando o IOF em diversas operações. Após forte repercussão negativa no mercado, o Executivo recuou parcialmente no mesmo dia, anunciando alterações e negociações com o Congresso. Posteriormente, em 11 de junho, novo decreto e uma medida provisória foram publicados com ajustes e medidas compensatórias, entre elas a unificação da alíquota do IR, a tributação de LCI/LCA e a elevação da CSLL para fintechs. Com a revogação dos decretos, o aumento do IOF em operações específicas foi cancelado. No entanto, as principais medidas de arrecadação seguem válidas por meio da MP publicada em junho, e impactam diretamente o planejamento fiscal de empresas e pessoas físicas. Contadores, tributaristas e consultores financeiros devem: Revisar estratégias de investimento para 2025 e 2026; Orientar clientes sobre mudanças na tributação de ativos isentos; Monitorar o andamento da MP no Congresso; Atualizar sistemas e relatórios de apuração trimestral; Analisar impacto sobre operações com criptomoedas e renda variável. Com informações adaptados do portal UOL Link Original

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Criptoativos no balanço de empresas: BC e CMN lançam consulta pública sobre contabilidade de ativos virtuais

A Consulta Pública nº 122/2025, lançada em 24 de junho de 2025 pelo Banco Central do Brasil (BCB) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), surge como resposta à necessidade crescente de padronizar o tratamento contábil de ativos virtuais e tokens de utilidade no Brasil. A proposta decorre de um fenômeno relevante: o avanço das operações com ativos digitais por instituições financeiras e autorizadas, incluindo carteiras próprias, prestação de serviços de venda e custódia de criptoativos. Essa movimentação gerou inconsistência nos registros contábeis e dificultou a análise comparativa entre balanços, impactando a confiabilidade das informações prestadas aos reguladores e ao mercado. Com isso, o BC busca alinhar as práticas brasileiras às normas internacionais e fortalecer três pilares fundamentais: Transparência na demonstração dos ativos digitais; Comparabilidade entre as instituições reguladas; Compreensão dos impactos financeiros desses ativos. Essas medidas ganham ainda mais relevância diante do crescimento da presença de criptoativos no balanço de empresas brasileiras, como observado com a adoção corporativa do Bitcoin como reserva de valor e a atuação crescente de bancos e fintechs nesse mercado.  Objetivos e fundamentos da proposta normativa A proposta submetida à consulta estabelece regras claras e técnicas sobre quatro aspectos essenciais: reconhecimento, mensuração, baixa e evidenciação contábil de ativos digitais. a) Reconhecimento inicial Aquisição onerosa: reconhecimento pelo valor pago; Prestação de serviços (ex.: staking ou mineração): reconhecimento pelo valor justo na data de cumprimento da obrigação; Recebimento gratuito (ex.: airdrops): valor justo na data do recebimento. b) Mensuração subsequente Criptoativos comuns (ex.: Bitcoin, Ether): mensuração mensal pelo valor justo, com ganhos ou perdas registrados diretamente no resultado do período; Tokens não fungíveis e de utilidade: mensuração pelo custo, líquido de provisões por perda no valor recuperável; Tokens emitidos por empresas do mesmo grupo: mensurados pelo menor valor entre custo e valor justo, líquido de despesas de venda. c) Baixa contábil A baixa será exigida quando: Ocorrer a venda do ativo; Houver transferência substancial dos riscos e benefícios; O ativo for descontinuado (exclusão do mercado ou perda de valor relevante). A minuta solicita opiniões sobre como tratar ativos descentralizados sem cotação em mercado ativo, o que demonstra abertura à adequação prática da norma. d) Evidenciação em notas explicativas As instituições deverão divulgar: Políticas contábeis e critérios adotados; Detalhamento por natureza, quantidade, valor justo e variações; Mercado principal de negociação; Passivos financeiros gerados por uso de ativos de terceiros; Informações segregadas por categoria relevante. Esses requisitos buscam oferecer clareza ao usuário das demonstrações financeiras, permitindo análises adequadas da exposição, desempenho e riscos relacionados aos ativos virtuais. Impactos para o mercado contábil A implementação das normas propostas terá impactos diretos nas rotinas contábeis e controles internos das instituições reguladas, exigindo revisão dos seguintes aspectos: a) Padrões contábeis unificados A normatização trará uma linguagem contábil padronizada para criptoativos, alinhando o Brasil às diretrizes internacionais (IFRS) e facilitando a análise de balanços por investidores, auditores e reguladores. b) Melhoria da transparência Com a exigência de evidenciação detalhada nas notas explicativas, haverá maior visibilidade sobre riscos, natureza e mensuração dos ativos digitais, contribuindo para maior confiabilidade das demonstrações financeiras. c) Exposição a riscos operacionais A necessidade de avaliação frequente por valor justo (mínimo mensal) e a segregação entre tipos de ativos demandará controles robustos, validação de fontes de preços e revisão de sistemas contábeis, o que eleva a complexidade operacional, especialmente para instituições com grande volume de criptoativos. Prazo e próximos passos A Consulta Pública 122/2025 está aberta até 24 de agosto de 2025, e todos os interessados — inclusive profissionais da contabilidade — podem contribuir com sugestões e observações através dos seguintes canais: Formulário no site do Banco Central Portal Participa + Brasil E-mail: [email protected] As novas normas, após consolidadas e aprovadas, entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, sendo aplicadas prospectivamente, ou seja, sem efeitos retroativos. As instituições deverão manter documentação comprobatória das mensurações por pelo menos 5 anos. Oportunidades para contadores e consultores A nova regulamentação representa um campo fértil para atuação estratégica de contadores consultores, que poderão: a) Revisar e adaptar controles contábeis Escritórios e departamentos financeiros deverão revisar políticas de reconhecimento, mensuração e evidenciação. Isso inclui: Implantar rotinas de apuração de valor justo; Revisar classificações contábeis conforme o tipo de ativo (fungível, utilitário, emitido, custodiado); Elaborar notas explicativas padronizadas. b) Oferecer capacitação e diagnóstico regulatório Contadores poderão criar produtos de treinamento e consultoria normativa, apoiando instituições no diagnóstico e na conformidade com as novas exigências do BC. c) Explorar um nicho em expansão Com o crescimento da adoção de criptoativos por empresas, bancos e fintechs, abre-se um nicho de mercado para especialistas em contabilidade digital, que dominem tanto o ambiente contábil quanto o ecossistema cripto. A Consulta Pública nº 122/2025 inaugura um novo capítulo na contabilidade brasileira, ao estabelecer critérios técnicos e transparentes para lidar com ativos digitais. Essa evolução exige preparação técnica, adaptação de processos e visão estratégica por parte dos contadores. Link Original

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INSS prorroga duração do auxílio-doença concedido sem perícia presencial

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério da Previdência Social ampliaram, nesta terça-feira (24), o prazo do auxílio por incapacidade temporária – conhecido como auxílio-doença – concedido por meio do sistema Atestmed, sem necessidade de perícia médica presencial. A partir de agora, o afastamento pode ser autorizado por até 60 dias, consecutivos ou não, com base apenas na análise documental. A mudança tem validade provisória de 120 dias e se aplica, inclusive, a pedidos feitos entre os dias 11 e 18 de junho, quando ainda vigorava a limitação de 30 dias imposta por medida provisória anterior. Ao final desse período, o governo federal avaliará se mantém ou altera novamente a regra. A decisão foi tomada após críticas à redução do prazo, que havia sido estabelecida junto ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), por meio da Medida Provisória nº 1.232, publicada em 10 de junho. Antes da MP, o prazo máximo de concessão automática do benefício era de até 180 dias. Sistema Atestmed permite concessão sem perícia médica Criado em 2020, durante a pandemia de Covid-19, o sistema Atestmed viabiliza a concessão do auxílio-doença de forma remota. Por meio da plataforma Meu INSS, o trabalhador pode enviar o atestado médico e demais documentos exigidos, sem necessidade de comparecer a uma agência do INSS. A iniciativa foi uma resposta emergencial à crise sanitária, com o objetivo de reduzir as filas e agilizar o atendimento aos segurados. Em maio de 2024, a fila de espera do INSS contabilizava quase 4 milhões de pedidos pendentes de análise, segundo dados do Ministério da Previdência. A ampliação do prazo da concessão automática é mais um esforço para mitigar o represamento de demandas e reduzir o tempo de espera dos segurados por uma resposta do órgão. Documentação obrigatória para solicitação do auxílio-doença Para ter direito ao auxílio-doença por meio do Atestmed, o segurado deve apresentar um atestado médico válido, contendo as seguintes informações: Nome completo do paciente; Classificação Internacional de Doenças (CID); Tempo de afastamento indicado pelo profissional de saúde; Assinatura, carimbo e registro no conselho profissional do médico. O documento deve estar legível, sem rasuras e dentro do prazo de validade. A análise do benefício será feita com base exclusivamente nessas informações. Caso falte algum dado essencial, o pedido poderá ser indeferido ou o segurado poderá ser convocado para a perícia médica presencial. Empregados com carteira assinada têm regra diferente nos primeiros 15 dias Trabalhadores celetistas (regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT) têm direito aos primeiros 15 dias de afastamento pagos pela empresa. A partir do 16º dia, se ainda estiverem incapazes de exercer suas atividades, podem solicitar o benefício junto ao INSS. Mesmo nesses casos, é possível utilizar o sistema Atestmed, desde que o período de afastamento total não ultrapasse os 60 dias e todas as exigências estejam cumpridas. Após esse prazo, a continuidade do benefício dependerá de nova análise e, obrigatoriamente, de perícia médica presencial. Perícia obrigatória para afastamentos superiores a 60 dias Caso o trabalhador permaneça incapaz para o trabalho após os 60 dias concedidos por meio do Atestmed, será necessário solicitar a prorrogação do benefício. A solicitação deve ser feita no site ou aplicativo Meu INSS com, no mínimo, 15 dias de antecedência ao fim do prazo. Nesta etapa, será obrigatória a realização de perícia médica presencial para avaliação da condição de saúde do segurado e definição sobre a continuidade do benefício. Entidade médica alerta para necessidade de ajustes no sistema A Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP) se manifestou sobre a alteração da regra, avaliando que a redução anterior para 30 dias foi uma tentativa de corrigir distorções no sistema de concessão automática. A entidade, no entanto, considera que ainda são necessários ajustes técnicos e operacionais. Segundo a ANMP, é essencial haver mais rigor na análise dos documentos apresentados via Atestmed para evitar fraudes e garantir que o auxílio seja concedido somente a quem realmente tem direito. A associação também defende o fortalecimento da perícia médica como ferramenta de controle da concessão dos benefícios por incapacidade. Regra provisória será reavaliada após 120 dias O INSS não informou se pretende tornar permanente a nova regra que amplia o prazo do auxílio sem perícia para 60 dias. A medida tem caráter provisório e será reavaliada após o período de 120 dias de vigência. Enquanto isso, os segurados que se enquadram nos critérios devem observar atentamente os prazos, a validade da documentação e as orientações do INSS para evitar indeferimentos ou atrasos na concessão do benefício. A recomendação aos profissionais contábeis é orientar seus clientes e funcionários sobre as condições atualizadas para o pedido do auxílio-doença e acompanhar as futuras normativas que poderão consolidar ou alterar a regra temporária. Como solicitar o benefício via Atestmed O procedimento pode ser feito digitalmente, pelos seguintes canais: Site: meu.inss.gov.br; Aplicativo: Meu INSS (disponível para Android e iOS); Central de Atendimento: telefone 135 (de segunda a sábado, das 7h às 22h). Após o envio da documentação, o sistema analisa automaticamente o pedido e, se estiver tudo correto, o benefício é concedido sem necessidade de perícia. Caso contrário, o segurado será comunicado para providenciar nova documentação ou comparecer à perícia médica presencial. Link Original

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Como solicitar aposentadoria especial do INSS pelo site ou aplicativo

Trabalhadores expostos a condições insalubres ou perigosas podem solicitar a aposentadoria especial do INSS diretamente pela internet. O benefício, voltado a profissionais que atuaram por 15, 20 ou 25 anos em atividades com riscos à saúde ou integridade física, como médicos, eletricistas e soldadores, exige documentos específicos e atenção ao processo. A solicitação é feita exclusivamente pelo site ou aplicativo Meu INSS. Apesar da praticidade, o sistema não possui uma opção direta para “aposentadoria especial” — o pedido deve ser feito por meio da modalidade “Aposentadoria por Tempo de Contribuição”, com o envio de documentação técnica comprobatória. Quem tem direito à aposentadoria especial do INSS A aposentadoria especial do INSS é voltada para segurados que, durante a vida laboral, atuaram expostos a agentes nocivos, como ruído excessivo, produtos químicos, calor, eletricidade ou agentes biológicos. A exigência de tempo de contribuição varia conforme o nível de exposição: 15 anos: para atividades de risco extremo, como mineração subterrânea; 20 anos: para exposição moderada; 25 anos: para atividades de risco mais comum, como área da saúde ou eletricidade. Até 28 de abril de 1995, o enquadramento era automático para determinadas categorias profissionais listadas em decretos. Após essa data, passou a ser exigida comprovação técnica por meio de documentos como o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e o Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT). Profissões com direito ao benefício As profissões que mais concentram pedidos de aposentadoria especial incluem: Saúde: médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório; Indústria e construção civil: soldadores, eletricistas, metalúrgicos, operadores de caldeiras; Segurança: vigilantes armados; Transporte: motoristas de ônibus e caminhão. De acordo com dados do INSS, mais de 320 mil solicitações foram registradas em 2024, sendo 60% delas relacionadas aos setores da saúde e construção civil. Passo a passo para solicitar pelo Meu INSS O Meu INSS é a plataforma oficial do Instituto Nacional do Seguro Social para pedidos e acompanhamento de benefícios. Veja o passo a passo para solicitar a aposentadoria especial do INSS: Acesse o site ou aplicativo do Meu INSS; Clique em “Entrar com gov.br” e faça login com CPF e senha; Selecione “Mais serviços” > “Aposentadorias”; Escolha a opção “Aposentadoria por Tempo de Contribuição”; Atualize seus dados pessoais e clique em “Avançar”; Anexe os documentos comprobatórios: PPP, LTCAT e demais comprovantes; Finalize a solicitação e acompanhe o andamento pelo próprio sistema. A análise é feita por técnicos e peritos do INSS e, em caso de pendências, o segurado será notificado para complementar o processo. Documentação exigida A aprovação da aposentadoria especial do INSS depende da apresentação de documentos técnicos que comprovem a exposição permanente a agentes nocivos. Os principais são: PPP: emitido pela empresa, descreve as atividades e riscos envolvidos; LTCAT: elaborado por engenheiro ou médico do trabalho, atesta a presença de agentes nocivos no ambiente; Carteira de Trabalho: confirma o vínculo empregatício; Comprovantes de adicionais de insalubridade ou periculosidade; Certificados de cursos técnicos ou treinamentos específicos. Para trabalhadores autônomos, o LTCAT pode ser contratado junto a profissionais habilitados, com atualização recomendada a cada três anos. Diferença nas regras antes e depois de 1995 A legislação previdenciária mudou significativamente com a publicação da Lei nº 9.032/1995. Até 28 de abril de 1995, o enquadramento por categoria profissional era suficiente. Após essa data, tornou-se obrigatória a apresentação de documentos técnicos. Exemplo prático: um eletricista que trabalhou de 1990 a 2000 poderá ter reconhecido o tempo anterior a 1995 apenas com a CTPS, mas precisará apresentar PPP e LTCAT para o período posterior. Segundo o INSS, cerca de 40% dos pedidos envolvem períodos mistos, o que exige organização cuidadosa da documentação para cada fase da atividade profissional. Alternativas em caso de ausência de documentos Quando o PPP ou o LTCAT não estão disponíveis, é possível usar outras formas de prova: Laudos de processos trabalhistas relacionados ao mesmo ambiente; Certificados de cursos técnicos e apostilas; Formulários antigos, como DIRBEN 8030 ou SB-40 (válidos se emitidos até 01/01/2004); Justificação Administrativa, com testemunhas que trabalharam no mesmo local e período. Em 2024, cerca de 15 mil pedidos usaram o recurso de testemunhas como prova complementar. Prazos e tempo de análise O prazo médio de resposta do INSS para pedidos de aposentadoria especial é de 5 a 6 meses, devido à análise técnica detalhada. Em 2024, 70% dos pedidos foram processados dentro do prazo legal de 180 dias. Caso o pedido seja indeferido, o segurado pode recorrer à via judicial. O processo na Justiça Federal pode levar de 18 a 36 meses, variando conforme a região. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registram prazos mais longos; estados do Norte e Nordeste têm decisões mais ágeis. Erros mais comuns e como evitá-los De acordo com dados do INSS, 25% dos pedidos foram indeferidos por falhas na documentação. Os erros mais comuns incluem: PPP incompleto ou assinado por pessoa não habilitada; LTCAT desatualizado; Ausência de informações sobre os agentes nocivos; Dados cadastrais desatualizados no Meu INSS. A recomendação é revisar cuidadosamente todos os documentos e, se possível, contar com apoio de um advogado previdenciário antes de enviar a solicitação. Vantagens do Meu INSS O Meu INSS é hoje a principal via de solicitação de benefícios. Em 2024, 95% dos pedidos foram feitos online, o que reduziu em até 30% o tempo médio de espera desde 2020. Além da aposentadoria especial, a plataforma permite solicitar: Aposentadoria por idade; Auxílio-doença; Pensão por morte; Revisão de benefícios; Atualização de dados cadastrais. A ferramenta é gratuita, funciona 24 horas por dia e permite acompanhar todas as etapas da solicitação sem sair de casa. A aposentadoria especial do INSS é um direito importante para trabalhadores expostos a riscos, mas a concessão exige atenção a regras específicas, especialmente no que diz respeito à comprovação técnica. Com o avanço da digitalização e o uso do Meu INSS, o processo tornou-se mais acessível, porém também mais rigoroso na análise documental. Preparar-se com antecedência, manter documentos atualizados e revisar cada detalhe são passos essenciais para garantir o benefício. Link Original

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Contabilidade conquista vaga no Conselho de Contribuintes do Estado do Rio de Janeiro

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, sancionou nesta segunda-feira (23) o Projeto de Lei nº 914/2023, que garante a inclusão de representantes da contabilidade no Conselho de Contribuintes do Estado. A medida representa uma conquista histórica para a classe contábil fluminense, resultado da intensa articulação do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRCRJ), com apoio estratégico da OABRJ. A proposta foi aprovada em segundo turno pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) no dia 12 de junho. A cerimônia de sanção contou com a participação do vice-presidente de Política Institucional do CRCRJ, Francisco Araújo, que representou o presidente Rafael Machado, além do presidente do Sescon/RJ e membro do Conselho Consultivo do CRCRJ, Samir Nehme, e do assessor da presidência do Conselho, Raphael Nascimento. Com a sanção, profissionais da contabilidade passam a ocupar oficialmente vagas no Conselho de Contribuintes, órgão colegiado vinculado à Secretaria de Estado de Fazenda, responsável por julgar questões do contencioso tributário estadual. O colegiado é composto por representantes do Estado e dos contribuintes. Além do CRCRJ e da OABRJ, integram a representação dos contribuintes entidades como Firjan, Fecomércio, Federação da Agricultura e representantes dos setores de transporte e comunicação. A inclusão da contabilidade fortalece a composição técnica e plural do Conselho, que decide sobre matérias que impactam diretamente a arrecadação e a gestão fiscal do Estado do Rio de Janeiro. Para o presidente do CRCRJ, Rafael Machado, a sanção do projeto é um marco para a categoria: “É a contabilidade do Rio de Janeiro que ganha, somos nós que ganhamos. Vitória histórica da contabilidade”. Os representantes dos contribuintes são indicados a partir de listas tríplices elaboradas pelas respectivas entidades e devem possuir notório conhecimento em legislação tributária, assegurando mais rigor técnico às decisões do órgão. A conquista simboliza não apenas o fortalecimento da contabilidade no cenário institucional fluminense, mas também um avanço na busca por mais equilíbrio, transparência e justiça tributária no Estado. Com informações CRCRJ Link Original

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IA no trabalho: empresas com estratégias de IA têm mais chances de crescimento, revela pesquisa

A Thomson Reuters (Nasdaq/TSX: TRI), empresa global de conteúdo e tecnologia, divulgou seu relatório Future of Professionals 2025, que revela uma divisão significativa entre as organizações* que adotaram uma estratégia de IA e aquelas que não adotaram. O relatório, baseado na contribuição de 2.275 profissionais globais das áreas jurídica, de riscos, compliance, tributos, contabilidade, auditoria e comércio internacional, mostra que organizações com estratégias de IA visíveis têm o dobro de chances de experimentar crescimento de receita como resultado direto ou indireto da adoção de IA, e 3.5 vezes mais chances de obter benefícios críticos da IA, em comparação com aquelas que não têm planos significativos de adoção. No entanto, apesar dos benefícios evidentes, apenas 22% afirmam que suas empresas possuem uma estratégia de IA visível e definida, o que significa que muitas organizações podem estar perdendo as vantagens de integrar a IA de forma estratégica. Sem um plano coerente que alinhe as iniciativas de IA com as prioridades organizacionais, essas empresas correm o risco de ficar para trás na obtenção de retornos significativos e crescimento competitivo. Globalmente, os entrevistados da pesquisa em diversos setores também preveem que os profissionais que utilizam IA economizarão 5 horas semanais no próximo ano, um aumento em relação às 4 horas previstas em 2024, desbloqueando um valor médio anual de US$ 19.000 por pessoa, segundo os resultados gerais do estudo. Somente nos EUA, essa eficiência impulsionada pela IA pode representar um impacto anual combinado de US$ 32 bilhões para os setores jurídico e contábil.  “Hoje, o trabalho profissional está sendo moldado pela IA, e aqueles que não se adaptarem correm o risco de ficar para trás”, disse Steve Hasker, Presidente e CEO da Thomson Reuters. “Nossa pesquisa mostra que organizações com estratégias de IA estão obtendo retornos significativos sobre o investimento, enquanto aquelas sem estratégia estão lutando para acompanhar” esclarece. Ele continua esclarecendo que “a oportunidade de um valor de US$ 32 bilhões nos EUA é um alerta para que as organizações priorizem a adoção e o investimento estratégico da IA. Ao desenvolver uma estratégia para impulsionar tanto a adoção da IA quanto a redistribuição dos ganhos de produtividade que esperamos desbloquear, as organizações alcançarão inovação sustentada, maior excelência operacional e crescimento de receita — ao mesmo tempo em que capacitam os profissionais não apenas a serem mais produtivos, mas a permanecerem relevantes.” O relatório destaca três temas principais: Preenchendo a lacuna entre a tecnologia de hoje e os negócios de amanhã; os diferentes níveis na adoção da IA; e o profissional moderno. Os principais achados incluem: Preenchendo a lacuna: 80% dos profissionais acreditam que a IA terá um impacto alto ou transformacional em sua profissão nos próximos 5 anos, mas apenas 38% esperam mudanças significativas em sua própria organização neste ano. Mais da metade (53%) dos profissionais disseram que suas organizações já estão vendo Retorno Sobre o Investimento (ROI) como resultado direto ou indireto da adoção de IA, sendo a melhoria da eficiência e da produtividade os benefícios mais comuns. Diferentes níveis na adoção da IA: 3 em cada 10 profissionais dizem que suas organizações estão avançando muito lentamente na adoção de IA, e 4 em cada 10 estão adotando IA sem uma estratégia. O relatório revela uma disparidade significativa na adoção de IA, com algumas organizações colhendo benefícios relevantes enquanto outras enfrentam dificuldades para implementar a tecnologia de forma eficaz. O profissional moderno: 55% dos profissionais passaram por mudanças significativas em seu trabalho no último ano, ou esperam passar no próximo, e 46% relatam lacunas de habilidades em suas equipes, principalmente em competências tecnológicas e de dados. 88% dos profissionais preferem ter assistentes de IA específicos para sua profissão, destacando a crescente importância da IA no trabalho profissional. Fonte: Thomson Reuters  Link Original

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Seguro patrimonial: a importância de proteger nossas conquistas

Quando falamos em educação financeira, logo pensamos em poupar, investir e evitar dívidas. Mas há um tema frequentemente esquecido ou subestimado: a proteção do patrimônio pessoal e familiar. Esse é um aspecto crucial, pois, após conquistar algo com muito esforço, um imprevisto pode colocar tudo a perder. Na educação financeira, temos duas medidas básicas de proteção: a prevenção e, quando ela não é suficiente, o seguro surge como a melhor alternativa para minimizar prejuízos que possam comprometer a estabilidade financeira. É nesse contexto que o seguro patrimonial se torna peça-chave para garantir a continuidade dos sonhos e a segurança financeira. Apesar disso, o brasileiro ainda demonstra resistência a esse tipo de proteção, especialmente quando comparado a outros países. É recomendado que o seguro seja tratado como parte essencial do orçamento, assim como a reserva de emergência. Reservar entre 1% e 3% da renda mensal para seguros pode evitar prejuízos muito maiores no futuro. O Brasil tem avançado no acesso a seguros, mas ainda engatinha quando o assunto é proteção patrimonial. Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o seguro residencial cresceu 25% entre 2017 e 2021, mas cobre apenas 17% das residências. Isso significa que mais de 80% das casas permanecem vulneráveis a incêndios, roubos e desastres naturais. Em 2023, o setor de seguros patrimoniais arrecadou R$ 46,9 bilhões, mas o país ainda apresenta uma das maiores “lacunas de proteção” do mundo: apenas 7% dos prejuízos econômicos são ressarcidos por seguros, segundo estudo internacional. O restante recai diretamente sobre famílias e empresas — muitas vezes, levando à perda total do patrimônio. Essa resistência ao seguro patrimonial tem raízes culturais e comportamentais. Pesquisas mostram que muitos brasileiros enxergam o seguro como um gasto desnecessário ou acreditam que “nunca vão precisar”. O medo da burocracia ou de não receber a indenização também contribui para essa percepção. No entanto, dados do setor indicam que a maioria dos sinistros é paga corretamente, e o custo médio do seguro residencial representa menos de 0,2% do valor do imóvel por ano. Outro ponto que pode ser percebido,: é que o investimento dos seguros geralmente é “pago” quando olhamos para os benefícios de assistências que podem ser acionados, como chaveiros, eletricistas e outros. Além disso, a psicologia financeira nos mostra que temos tendência a subestimar riscos e supervalorizar recompensas imediatas. Isso faz com que o seguro, um investimento em prevenção, seja deixado em segundo plano diante de outros desejos de consumo. Integrar o seguro patrimonial ao planejamento financeiro é sinal de consciência e inteligência. Ele atua como uma rede de proteção, em que a Seguradora assegura o risco de eventos que poderiam comprometer anos de esforço, conforme as coberturas contratadas. Seja para proteger a casa, o carro, a empresa ou objetos de valor, o seguro evita que imprevistos se tornem tragédias financeiras. Felizmente, a educação financeira vem ajudando a mudar esse cenário. A área de gestão de finanças pessoais do Banco Central, em parceria com o Sescoop, há décadas promove esclarecimentos sobre esse tema por meio das aulas oferecidas em cooperativas de crédito, como o Sistema Ailos, por exemplo. A escolha do seguro patrimonial deve começar por uma análise honesta dos riscos, vai muito além do produto: Qual o valor do patrimônio? Quais ameaças são mais prováveis na sua região? O que seria mais difícil de repor? Com essas respostas, compare as opções disponíveis, avalie a reputação das seguradoras e leia atentamente as condições das apólices. Inclua o seguro no planejamento anual da família ou da empresa. Revise as coberturas periodicamente e ajuste-as conforme mudanças no patrimônio ou no perfil de risco. O seguro patrimonial não é apenas um produto: é uma atitude de responsabilidade e cuidado com o que conquistamos. É garantir que nossos sonhos estejam protegidos, mesmo diante dos imprevistos. Afinal, quem planeja o futuro também protege o presente. Pot: Diogo Angioleti, especialista em finanças e comportamento do Sistema Ailos Fonte: Ailos Link Original

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Férias de julho: como viajar sem comprometer o orçamento?

Com a chegada das férias de julho, muitas pessoas aproveitam o período de descanso no meio do ano. No entanto, sem um bom planejamento financeiro, o que era para ser um momento de lazer pode trazer dívidas e estresse. Para ajudar a evitar problemas, Danielle Melissa Buzzi, Gerente de Produtos e Negócios da Únilos, cooperativa do Sistema Ailos, trouxe dicas práticas para curtir o período sem pesar no bolso. São elas: Planejamento é a chave para evitar dívidas Segundo a especialista, organizar os gastos com antecedência é essencial para manter o controle financeiro. “Planejar com antecedência evita o uso de crédito rotativo ou cheque especial, que têm juros altos e comprometem o orçamento mensal”, explica Danielle. Além disso, a organização permite distribuir os custos ao longo do tempo e lidar melhor com imprevistos. Erros comuns que comprometem o bolso Gastar além do previsto, não considerar o câmbio, em caso de viagens para o exterior, e abusar do cartão de crédito são, infelizmente, situações frequentes. Para evitá-las, a dica é simples: defina um limite de despesas, escolha cartões com benefícios como cashback ou pontos, e tenha uma reserva para emergências. Economizar sem abrir mão do lazer Pesquisar preços com antecedência, comparar opções e priorizar passeios com bom custo-benefício fazem diferença. “Estabeleça uma cota de gastos e valorize experiências locais, como passeios gratuitos e refeições fora dos pontos turísticos, por exemplo”, recomenda. Orçamento bem estruturado é meio caminho andado Listar todos os custos previstos – transporte, hospedagem, alimentação e lazer –,: ajuda a manter o controle. Aplicativos de finanças pessoais podem facilitar esse acompanhamento durante a viagem. Famílias com crianças: atenção redobrada Quem viaja com filhos deve considerar despesas extras, como brinquedos, alimentação diferenciada, passeios infantis e até emergências médicas. Ter uma reserva específica e contratar um seguro-viagem garantem mais tranquilidade. Quem viaja sozinho: segurança e controle Para quem embarca sozinho, o cuidado deve ser redobrado com segurança e gastos. “Evite levar grandes quantias em dinheiro e use cartões com proteção antifraude. Também é importante manter uma reserva de emergência acessível”, orienta Danielle. Planejamento garante tranquilidade “O descanso das férias deve ser completo, e isso inclui a tranquilidade de saber que sua vida financeira está sob controle. Com planejamento, é possível viajar, se divertir e ainda voltar com o orçamento em dia”, finaliza Danielle. Fonte: Ailos Link Original

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Governança e controle com ferramentas patrimoniais

No cenário atual, onde as empresas enfrentam demandas crescentes por transparência, conformidade regulatória e otimização de recursos, a gestão eficiente do ativo imobilizado se tornou uma necessidade estratégica e não apenas uma obrigação contábil. Bens físicos representam parte significativa do capital investido em muitas organizações, e sua administração inadequada pode gerar perdas financeiras, inconsistências contábeis e entraves à governança corporativa. O problema das planilhas e métodos paliativos Ainda é bastante comum encontrar empresas – inclusive de médio porte – que realizam o controle de seus ativos por meio de planilhas eletrônicas ou registros manuais. Embora úteis em contextos mais simples, esses instrumentos apresentam limitações severas quando se trata de: Controle físico dos ativos Atualização em tempo real Registro de movimentações internas Cálculo preciso de depreciação Conciliação com os saldos contábeis Armazenamento de documentação de suporte (notas fiscais, manuais, laudos) Além disso, o uso de planilhas está sujeito a falhas humanas, perda de arquivos, ausência de trilha de auditoria e dificuldade de compartilhamento entre departamentos. A evolução da governança patrimonial O avanço das normas contábeis e a crescente pressão por transparência e rastreabilidade dos ativos trouxeram à tona a necessidade de modernização dos processos de gestão patrimonial. Nesse sentido, o uso de ferramentas especializadas de controle patrimonial tem se mostrado um grande aliado na construção de práticas mais sólidas de governança. Um sistema de gestão patrimonial eficaz deve ir além do cadastro básico de ativos. Ele precisa oferecer uma estrutura funcional que contemple: Registro detalhado dos bens, com informações como localização, responsável, centro de custo, vida útil, valor de aquisição, fornecedor, entre outros. Cálculo automático da depreciação contábil, alinhado ao que determina o CPC 27 – Ativo Imobilizado. Possibilidade de realização de testes de recuperabilidade de ativos, conforme o CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável. Gestão documental integrada, permitindo anexar imagens e arquivos em PDF (notas fiscais, manuais técnicos, certificados). Controle multiusuário e multidepartamental, possibilitando que diferentes áreas da empresa colaborem no processo, respeitando níveis de permissão. Em ambientes mais avançados, integração com sistemas contábeis ou ERP via API. Confiabilidade e segurança em ambientes em nuvem Outro aspecto relevante é a migração desses sistemas para ambientes em nuvem, o que permite acesso remoto, segurança da informação e backups automáticos. Além disso, reduz-se a dependência de infraestrutura interna e facilita o acompanhamento dos dados por diferentes unidades ou filiais da empresa. A hospedagem em plataformas consolidadas, como a Amazon Web Services (AWS), por exemplo, proporciona alta disponibilidade e escalabilidade, adequando-se tanto a empresas com poucos ativos quanto àquelas que possuem milhares de itens distribuídos em várias localidades. Impactos positivos para a contabilidade e a controladoria Para os profissionais da área contábil, o uso de sistemas patrimoniais especializados representa um ganho significativo em precisão e confiabilidade dos saldos contábeis. Isso reduz retrabalho, melhora a conciliação com os saldos físicos e permite que o controle do ativo imobilizado seja realizado de forma proativa, e não apenas reativa, como costuma ocorrer em fechamentos mensais ou em períodos de auditoria. Além disso, uma gestão patrimonial eficaz impacta diretamente: Na elaboração de balanços patrimoniais mais consistentes No cumprimento das obrigações acessórias Na assertividade das análises de rentabilidade por centro de custo Na prevenção de perdas ou obsolescência de bens mal localizados ou esquecidos Experiência prática: a gestão como ferramenta de transformação Ao longo dos últimos anos, tive a oportunidade de acompanhar a implantação de sistemas de controle patrimonial em empresas dos mais diversos setores, incluindo indústrias, hospitais, empresas de serviços, entidades do terceiro setor e prefeituras. O padrão se repete: inicialmente, há uma certa resistência à mudança de método; em seguida, a clareza sobre os ativos e os resultados de uma gestão sistematizada transforma a percepção da equipe técnica e da diretoria. Empresas que adotaram soluções estruturadas para controle patrimonial relataram melhorias consideráveis em auditorias, facilidade na elaboração de demonstrações contábeis, redução de perdas e aumento na rastreabilidade dos ativos. Considerações finais A utilização de ferramentas de gestão patrimonial é parte integrante do processo de maturação das organizações. Ela fortalece a governança, melhora a transparência e contribui para a sustentabilidade financeira da empresa. O ativo imobilizado deve ser tratado como uma área estratégica, com processos contínuos de controle, avaliação e acompanhamento. O uso de tecnologia adequada para essa finalidade não é mais um luxo ou um diferencial competitivo – é uma necessidade de gestão moderna. Por: Walber Almeida Xavier de Sousa, especialista em Gestão Patrimonial e Avaliação de Ativos Imobilizados. Atua há mais de 10 anos com projetos de organização patrimonial em empresas públicas e privadas de todo o Brasil. É diretor da AXS Consultoria Empresarial, com foco em soluções para controle e valorização do ativo imobilizado. Link Original

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Planejamento financeiro para o segundo semestre: como revisar metas e ajustar o orçamento

Neste mês de junho, é hora de fazer um balanço das finanças pessoais. Avaliar suas conquistas, corrigir rumos e traçar novas metas para os próximos seis meses. Para ajudar nesse processo, Raquel Stumpf Bernardes, da área de Educação da Central Ailos, listou algumas dicas de como fazer um planejamento financeiro mais consciente e eficaz.  Por que revisar as finanças agora? A metade do ano é o momento ideal para analisar o desempenho financeiro até aqui. “É essencial avaliar se estamos no caminho certo para atingir nossas metas ou se precisamos fazer ajustes”, destaca Raquel. A especialista reforça que, caso os objetivos não tenham sido cumpridos, é importante não se frustrar: “Respire fundo, aprenda com os deslizes e, se necessário, redefina metas mais realistas e viáveis.” Como avaliar o que foi cumprido? A recomendação é comparar os resultados reais com as metas traçadas no início do ano, utilizando relatórios mensais como base. Além dos números, vale refletir sobre a satisfação pessoal com as decisões tomadas. Essa análise ajuda a entender os acertos e os pontos de melhoria. Metas viáveis: como traçá-las? As metas para o segundo semestre devem considerar a realidade atual. Use os dados do primeiro semestre para entender seu comportamento financeiro e defina objetivos possíveis. Se a meta parecer grande demais, divida em etapas menores e mais tangíveis. Ajustando o orçamento Revisar despesas fixas e variáveis é essencial. Raquel sugere avaliar onde é possível cortar custos e buscar oportunidades para aumentar a renda, como trabalhos extras ou investimentos. “Não esqueça da reserva de emergência e, sempre que possível, destine uma parte para investimentos que se encaixem no seu perfil”, comenta. Como manter o foco até dezembro? A chave é acompanhar o progresso mês a mês. “Revisões periódicas ajudam a manter o foco e fazer os ajustes necessários. Para muitas pessoas, quadros de visão ou aplicativos de metas funcionam bem. Também é importante deixar espaço no orçamento para pequenas recompensas, reconhecendo o esforço feito.” Ferramentas que facilitam o controle O planejamento financeiro exige rotina. “Pode ser no caderninho, em planilhas no computador ou em aplicativos para celular. O importante é encontrar a ferramenta que melhor se adapta ao seu dia a dia e criar o hábito de acompanhar suas finanças com frequência”, finaliza. Com organização, realismo e disciplina, é possível transformar o segundo semestre em um período de conquistas e equilíbrio financeiro. Fonte: Ailos Link Original

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