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Atenção contadores: os principais erros na digitalização de documentos empresariais

De acordo com estudo recente da Joyfill, empresa americana especializada em digitalização e automação de formulários e documentos operacionais, 60% das empresas de serviços ainda dependem de acervos físicos em papel, o que evidencia falhas nos processos de digitalização e gerenciamento de documentos. O método, no entanto, se tornou uma etapa essencial para a modernização das companhias, necessitando de atenção com falhas que comprometem a eficiência, a segurança e a conformidade legal. Para Marcelo Araújo, diretor comercial da eBox Digital, empresa especializada em gestão e proteção de documentos físicos e digitais, entre os principais erros está a ausência de um plano estruturado de digitalização, onde muitas empresas iniciam o processo de forma improvisada, sem mapear adequadamente os tipos de documentos, critérios de priorização ou a destinação dos arquivos físicos após a digitalização. “Digitalizar não é apenas passar um documento no scanner. É um projeto que exige estratégia, padronização e visão de longo prazo”, explica Marcelo. Outro deslize comum é não utilizar formatos de arquivo adequados, o que dificulta a indexação e a recuperação posterior da informação. Extensões como JPEG ou PNG, por exemplo, são comuns para imagens, mas pouco eficientes para documentos corporativos, pois não permitem busca por texto, além de ocuparem mais espaço. O ideal, segundo Araújo, é priorizar formatos como PDF/A, que são recomendados para arquivamentos de longo prazo. “A falta de controle de acesso aos arquivos digitalizados também representa um risco significativo. Sem políticas claras de permissão e autenticação, os dados ficam vulneráveis a acessos indevidos ou perdas acidentais. É fundamental garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso a determinadas informações, principalmente quando se trata de dados sigilosos ou pessoais”, destaca o especialista. Além disso, muitas empresas negligenciam a validação jurídica da digitalização, ignorando normas como a Resolução 232 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Decreto nº 10.278/2020, que estabelecem os requisitos técnicos para que um documento digital tenha o mesmo valor legal do original físico. Sem seguir essas diretrizes, os arquivos podem ser contestados em auditorias ou processos judiciais. A ausência de backup e políticas de preservação digital é outro erro grave, aponta o diretor. Ao digitalizar documentos, é indispensável garantir cópias seguras, armazenadas em servidores confiáveis ou na nuvem, com monitoramento contínuo. A perda de arquivos digitais por falhas técnicas pode ser tão danosa quanto a perda de documentos físicos. “Erros como esses refletem a falta de uma cultura de gestão documental dentro das organizações. A digitalização deve ser parte de um processo maior, que envolva governança da informação, treinamento de equipes e atualização constante frente à legislação e à tecnologia”, reforça Marcelo Araújo. Para evitar esses problemas, o porta-voz recomenda a contratação de empresas com expertise em digitalização segura e certificada, que ofereçam soluções completas, desde a coleta dos documentos físicos até a classificação, indexação e guarda digital conforme as normas vigentes. “Com avanço da transformação digital, empresas que estruturam corretamente seu processo de digitalização ganham agilidade, reduzem custos operacionais e aumentam a confiabilidade de suas informações. Estamos falando não só de uma tendência, mas também de uma necessidade estratégica para quem deseja se manter competitivo e seguro no mercado atual. É um procedimento indispensável para todo e qualquer negócio”, finaliza o especialista. Digitalização na contabilidade A digitalização estratégica de documentos está diretamente ligada ao trabalho do contador mais até que de outras profissões, já que lida diariamente com informações sensíveis, obrigações legais e arquivos que exigem integridade e rastreabilidade. Em um cenário onde a conformidade regulatória e a segurança dos dados são fundamentais, o contador desempenha um papel-chave na organização e validação desses processos, garantindo que documentos fiscais, contábeis e trabalhistas sejam armazenados e acessados de forma segura e eficiente.  Além disso, a adoção de práticas adequadas de digitalização — como o uso de formatos compatíveis, backups e controle de acessos — é essencial para que o profissional contábil possa atuar com mais agilidade e precisão, transformando a gestão documental em uma aliada da governança, da tomada de decisão e da competitividade empresarial. Assim, a digitalização realmente faz parte do universo do contador e atualização se faz muito necessária. Com informações adaptadas eBox Digital Link Original

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Geração Alpha já está entrando no mercado de trabalho; o que esperar desses profissionais?

A geração Alpha, composta por jovens nascidos a partir de 2010, já pode ingressar formalmente no mercado de trabalho brasileiro. A legislação permite que adolescentes a partir de 14 anos sejam contratados como aprendizes, com carga horária de até seis horas por dia, desde que conciliem as atividades com os estudos. Com isso, desde 2024, surgem os primeiros registros dessa nova geração em ambientes corporativos. Empresas que já apostam na contratação de jovens aprendizes relatam experiências positivas. É o caso da empresária Katia Machado, da Nautiluz, que contratou dois profissionais da geração Alpha para atividades de apoio administrativo. “Aprendem rápido e demonstram muito interesse em crescer na empresa”, afirma. A entrada desses jovens representa não apenas a chegada de uma nova força de trabalho, mas também o início de um cenário inédito: cinco gerações convivendo simultaneamente no mercado profissional. As cinco gerações no ambiente corporativo em 2025 Segundo o sócio-diretor da FairJob, Fernando Brancaccio, o mercado de trabalho brasileiro passa a reunir em 2025 as seguintes gerações: Baby Boomers (1946–1964): leais, resistentes a mudanças e acostumados com estruturas hierárquicas; Geração X (1965–1978): adaptável, com comunicação informal e desconfiança da autoridade; Millennials (1979–1990): conectados, buscam propósito e desenvolvimento pessoal; Geração Z (1991–2010): nativos digitais, multitarefa, desejam autonomia e flexibilidade; Geração Alpha (a partir de 2010): hiperconectados, socialmente engajados e com alto domínio tecnológico. A chegada da geração Alpha no mercado de trabalho promete intensificar mudanças já iniciadas pela geração Z, principalmente em relação ao uso da tecnologia, à valorização da diversidade e à busca por ambientes mais colaborativos e inclusivos. Perfil da geração Alpha: tecnologia, propósito e agilidade Especialistas apontam que a geração Alpha será marcada por características únicas. Segundo o pesquisador Joaquim Santini, com passagens por Harvard, Unicamp e Insead, os jovens dessa geração combinam inteligência emocional, pensamento crítico e habilidades digitais com um forte senso de justiça social. Pesquisas da McCrindle Research e do World Economic Forum indicam que essa geração é moldada por uma educação digitalizada e por um ambiente altamente tecnológico. Entre os principais traços, destacam-se: Alta capacidade de aprendizagem autônoma; Adaptação a tecnologias emergentes, como inteligência artificial, realidade aumentada e big data; Maior sensibilidade a temas como diversidade, inclusão e sustentabilidade. Diferenças entre geração Z e geração Alpha Embora ambas sejam nativas digitais, existem diferenças importantes entre a geração Z e a Alpha. A primeira cresceu com o avanço da internet e dos smartphones. Já a segunda nasceu em um mundo totalmente conectado, onde tecnologias como IoT (Internet das Coisas), assistentes de voz e realidade aumentada são parte do cotidiano desde os primeiros anos de vida. Estudos do Pew Research Center e da Deloitte apontam que: A geração Z valoriza autonomia e flexibilidade, com 75% preferindo modelos de trabalho remoto; A geração Alpha, embora mais jovem, tende a buscar empregos com propósito, bem-estar emocional e impacto social. Segundo Santini, “os líderes do futuro precisarão entender que essa geração não será atraída apenas por salário, mas por ambientes éticos, tecnologicamente atualizados e emocionalmente seguros”. Profissões promissoras para a geração Alpha Com base em estudos da World Economic Forum, Stanford University e Harvard Business School, algumas áreas devem se destacar para os jovens da geração Alpha no futuro do trabalho: ▸ Tecnologia e Inovação Desenvolvimento de Software Inteligência Artificial e Machine Learning ▸ Sustentabilidade e Meio Ambiente Engenharia Ambiental Setores de energia renovável ▸ Saúde e Biotecnologia Pesquisa em biotecnologia e genética (CRISPR, terapias genéticas) Telemedicina ▸ Educação e Aprendizagem Contínua Produção de conteúdo educacional digital Consultoria em inovação pedagógica ▸ Marketing Digital e Mídias Sociais Gestão de influenciadores e plataformas digitais Criação de conteúdo multiplataforma ▸ Empreendedorismo e impacto social Startups de inovação social e tecnologia verde O domínio precoce da tecnologia e a exposição a temas ambientais e sociais tornam a geração Alpha especialmente apta a lidar com áreas interdisciplinares e profissões que exigem inovação, empatia e resolução de problemas complexos. Desafios para as empresas que contratam a geração Alpha Atrair e reter talentos da geração Alpha exigirá mudanças na cultura organizacional. Empresas terão de repensar a comunicação interna, os modelos de liderança e os pacotes de benefícios. Segundo Fernando Brancaccio, “as lideranças precisarão adotar uma comunicação transparente, atualizada com tecnologias a serviço do humano, e dar atenção genuína ao bem-estar emocional dos colaboradores”. Entre os pontos de atenção para gestores e contadores que lidam com políticas de RH, destacam-se: Estruturação de programas de aprendizagem e desenvolvimento contínuo; Incentivo à inclusão e valorização da diversidade geracional; Adoção de tecnologias colaborativas e ambientes de trabalho híbridos ou remotos; Apoio à saúde mental e à construção de propósito dentro da empresa. Comunicação e liderança no futuro do trabalho Para dialogar com a geração Alpha, as empresas precisarão se posicionar de maneira clara em temas como ética, sustentabilidade e equidade de gênero. Ambientes rígidos e hierarquizados tendem a ser rejeitados. A liderança será mais horizontal, com foco em: Mentoria e escuta ativa; Feedback contínuo; Apoio ao crescimento pessoal. Brancaccio destaca: “É uma geração que quer ser ouvida desde cedo e participar das decisões. A escuta ativa será tão importante quanto o pacote de benefícios”. A chegada da geração Alpha ao mercado de trabalho marca o início de uma nova era nas relações profissionais. Com competências digitais elevadas, engajamento social e uma nova forma de enxergar o trabalho, essa geração trará transformações profundas para empresas, gestores e profissionais de todas as idades. O desafio será promover a convivência produtiva entre diferentes gerações, equilibrando experiência com inovação, e tradição com propósito. Para isso, será essencial repensar práticas de recrutamento, cultura organizacional e modelos de liderança. Com informações adaptadas da Revista Exame Link Original

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IA transforma recrutamento e gera onda de candidaturas automáticas

O uso da inteligência artificial (IA) por candidatos a vagas de emprego tem alterado o cenário do recrutamento. O aumento expressivo de currículos enviados de forma automática está gerando dificuldades para as empresas identificarem candidatos qualificados e comprometidos. A prática já afeta diretamente o volume e a qualidade das candidaturas recebidas. Candidaturas explodem com apoio da IA A consultora de recursos humanos Katie Tanner, de Utah, enfrentou o impacto desse novo cenário ao publicar uma vaga remota em uma empresa de tecnologia. A oportunidade, que exigia apenas três anos de experiência, recebeu mais de 1.200 candidaturas em poucos dias no LinkedIn. “Você simplesmente fica inundado”, relatou Tanner. Dados da plataforma mostram que o número de candidaturas aumentou 45% no último ano. Hoje, são mais de 11 mil candidaturas enviadas por minuto. O avanço das ferramentas de IA generativa, como o ChatGPT, tem facilitado a criação de currículos personalizados com palavras-chave extraídas automaticamente das descrições das vagas. Além disso, alguns candidatos já utilizam agentes de IA pagos que buscam e se inscrevem em vagas automaticamente. Esse cenário cria desafios adicionais para os recrutadores, que relatam dificuldade em identificar candidatos realmente qualificados e notam que muitos currículos são excessivamente semelhantes. IA no recrutamento: seleção mais rápida, mas também vulnerável Para lidar com o alto volume de candidaturas, empresas estão automatizando etapas do processo seletivo. A Chipotle, por exemplo, implantou o chatbot Ava Cado, que reduziu o tempo de contratação em 75%, segundo o CEO Scott Boatwright. Plataformas como a HireVue oferecem entrevistas automatizadas por vídeo e testes de habilidades gamificados, que são avaliados por inteligência artificial. Esses jogos buscam medir competências como reconhecimento de padrões e inteligência emocional. Contudo, candidatos também estão usando IA para superar essas etapas, levando recrutadores a reforçarem a aplicação de testes mais robustos no início do processo.  “Chegamos a um ponto em que a triagem é feita por IA e a resposta do candidato também”, avaliou o especialista Hung Lee. Cresce preocupação com fraudes e identidades falsas Outro problema que preocupa o setor é o aumento de casos de candidatos que usam identidades falsas para se candidatar a vagas remotas. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou, em janeiro, um esquema envolvendo cidadãos norte-coreanos que atuavam remotamente em empresas americanas utilizando documentos fraudulentos. A analista da Gartner, Emi Chiba, alerta que os casos estão crescendo de forma consistente. Um relatório da consultoria publicado em abril estima que até 2028, aproximadamente 25% dos candidatos podem ser fictícios. Como solução, a Gartner recomenda o investimento em softwares avançados de verificação de identidade. Recrutadores repensam a divulgação de vagas Diante da avalanche de candidaturas, alguns profissionais de recrutamento passaram a questionar a eficácia de publicar vagas abertamente. O LinkedIn tem buscado adaptar suas ferramentas para melhorar a qualidade do processo seletivo. Entre as iniciativas, está um agente de IA que conduz conversas preliminares com candidatos e sugere os mais alinhados para a vaga. Desde janeiro, a plataforma também disponibiliza para usuários premium um recurso que avalia o grau de compatibilidade do perfil com a vaga. Segundo a empresa, esse recurso reduziu em 10% as candidaturas inadequadas. Legislação sobre IA em recrutamento preocupa empresas O uso crescente da IA em processos seletivos levanta debates sobre ética e discriminação. A Lei de IA da União Europeia classifica o recrutamento automatizado como uma atividade de alto risco, o que pode exigir regras mais rígidas. Nos Estados Unidos, não há legislação federal específica, mas leis antidiscriminação podem ser acionadas caso se comprove viés nos processos seletivos conduzidos por IA. Marcia Goodman, advogada especializada em direito trabalhista, alerta que, mesmo com boas intenções, o risco de discriminação persiste. “A maioria dos empregadores tenta não discriminar, mas é mais fácil falar do que fazer”, avaliou. Candidatos reagem à triagem automatizada A crescente automação também está frustrando candidatos que dedicam tempo a criar currículos e cartas de apresentação personalizados. Alexa Marciano, diretora da agência Syndicatebleu, afirmou que muitos profissionais já recorrem à IA por não conseguirem superar as barreiras automatizadas dos processos seletivos. Jeremy Schifeling, coach de carreira especializado em tecnologia, observa que os candidatos podem se sentir pressionados a automatizar suas candidaturas como única forma de competir. “Esse ciclo pode continuar por um tempo, até que todos percebam que a autenticidade será o maior diferencial”, disse. Mercado pode evoluir para um novo equilíbrio Apesar do cenário de competição entre IAs no recrutamento, especialistas apontam que o equilíbrio pode ser alcançado com a valorização da autenticidade e do engajamento real de ambas as partes. Até lá, candidatos e empresas ainda devem enfrentar desafios logísticos e éticos na adaptação ao novo formato de seleção. O uso de inteligência artificial no mercado de trabalho promete continuar em expansão e exige atenção tanto dos profissionais de recursos humanos quanto de candidatos que buscam se destacar em um cenário cada vez mais competitivo e tecnológico. Com informações adaptadas da Folha de S. Paulo Link Original

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eSocial adota novo padrão de certificado digital a partir de 30 de junho

Segundo comunicado da equipe técnica do eSocial, o novo certificado digital utilizará o algoritmo SHA-384 combinado com RSA, padrão reconhecido por oferecer maior robustez na autenticação e na integridade das informações transmitidas eletronicamente. Esse certificado será implementado nos ambientes de produção e produção restrita (testes) dos servidores de recepção e consulta de lotes. A alteração entra em vigor no dia 30 de junho de 2025, e, a partir dessa data, conexões realizadas por sistemas que não estejam adequadamente configurados poderão falhar. O que muda na prática para os empregadores Para manter a comunicação segura via SSL/TLS com o eSocial, os empregadores devem garantir que seus sistemas estejam preparados para aceitar conexões com o novo padrão criptográfico. Isso significa que servidores, sistemas contábeis, bibliotecas de comunicação e frameworks de integração com o eSocial precisam estar atualizados e compatíveis com o novo certificado digital. Caso contrário, as transmissões de eventos poderão ser bloqueadas, gerando falhas no envio de obrigações como a folha de pagamento, eventos periódicos e não periódicos. Falhas no handshake TLS podem comprometer envios O governo alerta que ambientes que utilizam versões antigas de bibliotecas de segurança, como OpenSSL, ou de linguagens de programação sem suporte ao padrão SHA-384 + RSA, podem enfrentar falhas de handshake TLS — o processo de estabelecimento de uma conexão segura entre cliente e servidor. Empresas que não atualizarem suas aplicações podem enfrentar interrupções no envio de dados ao eSocial, o que impacta diretamente no cumprimento de obrigações acessórias e na geração correta de guias como a DCTFWeb e o FGTS Digital. Atualização é responsabilidade dos empregadores e desenvolvedores A compatibilidade com o novo certificado digital deve ser verificada tanto pelas empresas quanto por seus fornecedores de software. O eSocial ressalta que não haverá prorrogação da exigência e que é responsabilidade dos empregadores manterem seus sistemas aptos para comunicação segura com os servidores do governo. De acordo com a orientação técnica do projeto, recomenda-se a realização de testes antecipados nos ambientes de produção restrita para validar a compatibilidade dos sistemas com o novo certificado. Como verificar a compatibilidade do sistema com o novo certificado Empresas e desenvolvedores devem verificar os seguintes pontos: Se o sistema operacional do servidor está atualizado; Se as bibliotecas SSL/TLS (como OpenSSL ou SChannel) suportam SHA-384; Se o software de gestão ou contábil foi atualizado pelo fornecedor; Se é possível realizar conexões com certificados que utilizam SHA-384 + RSA; Se o ambiente de homologação (produção restrita) do eSocial está operando normalmente após os testes. Impacto para contadores, empresas e desenvolvedores A alteração no certificado do eSocial representa uma mudança estratégica no modelo de segurança digital adotado pelo governo, impactando diretamente escritórios de contabilidade, departamentos de RH e empresas de software que atuam na intermediação de informações trabalhistas. A não adaptação pode comprometer o envio de eventos obrigatórios, como: Remuneração e pagamento de empregados (S-1200 e S-1210); Admissões, desligamentos e alterações contratuais; Eventos periódicos e não periódicos integrados à DCTFWeb e ao FGTS Digital; Informações previdenciárias e fiscais. Próximos passos e recomendações técnicas Recomenda-se que empresas e profissionais da área técnica: Contatem os fornecedores de sistemas para confirmar a atualização das bibliotecas; Realizem testes nos ambientes de pré-produção; Revisem documentações técnicas do eSocial e do SERPRO; Agendem suporte com times de TI para verificar configurações de segurança; Documentem a atualização para fins de auditoria e conformidade. Caso persistam dúvidas, a equipe técnica do eSocial disponibiliza documentações atualizadas em seu portal oficial e mantém comunicação contínua com desenvolvedores por meio de canais especializados. Segurança digital no eSocial: evolução contínua A exigência do novo certificado digital está alinhada às diretrizes de segurança da informação da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) e segue padrões internacionais recomendados para ambientes sensíveis, como os que envolvem dados trabalhistas e previdenciários. O algoritmo SHA-384 oferece um nível elevado de proteção contra ataques cibernéticos, como colisões de hash e interceptações de dados, tornando as transmissões entre empregadores e os servidores do eSocial mais confiáveis. A partir de 30 de junho, o eSocial exigirá compatibilidade com certificados digitais que utilizam o padrão SHA-384 + RSA, tornando imprescindível a atualização de sistemas e servidores utilizados por empregadores e escritórios de contabilidade. Empresas que não estiverem adequadamente preparadas poderão enfrentar falhas de comunicação com os servidores do governo, prejudicando o envio de eventos obrigatórios e a conformidade fiscal e trabalhista. Link Original

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Ato declaratório cancela multas por atraso na entrega da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física 2025

O Ato Declaratório Executivo CORAT Nº15 de 24/06/2025, divulgado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (26), define o cancelamento das multas por atraso na entrega da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física referente ao exercício de 2025, ano-calendário de 2024. O documento esclarece que algumas multas ocorreram em decorrência de falhas na identificação dos critérios de obrigatoriedade de entrega da declaração, válidos para o exercício de 2025, definindo então que esses casos terão as multas canceladas. Na hipótese de o contribuinte já ter efetuado o pagamento de multa que tenha sido cancelada por este Ato Declaratório Executivo, poderá pedir restituição do respectivo valor ou apresentar Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento e Reembolso e Declaração de Compensação – PER/DCOMP Web por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte – e-CAC. Na hipótese de o contribuinte ter efetuado a compensação do valor da multa cancelada por este Ato Declaratório Executivo, poderá cancelar a Declaração de Compensação apresentada ou retificá-la, a fim de excluir o débito referente à multa cancelada, observado o disposto nos arts. 109 a 118 da Instrução Normativa RFB nº 2.055, de 6 de dezembro de 2021. O ato define ainda que, no caso de a multa cancelada por este Ato Declaratório Executivo ter sido objeto de compensação de ofício, esta será cancelada também de ofício. O documento, disponível aqui, ainda traz os números das notificações das multa por atraso na entrega da declaração (MAED) canceladas.   Link Original

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Câmara aprova nova modalidade de consignado para CLT e amplia para trabalhadores de aplicativos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (26) a Medida Provisória (MP) que reformula a proposta do Crédito do Trabalhador, modalidade que permite acesso ao crédito facilitado com desconto em folha voltado para trabalhadores com carteira assinda. A MP determina a ampliação do crédito consignado para garantir que motoristas e entregadores de aplicativo também possam aderir ao programa – mas com regras específicas e diferenciadas dos trabalhadores CLT. A MP também prevê a retirada do Conselho Nacional de Previdência Social da atribuição de fixar o teto de juros do crédito consignado, que passa a ser estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O governo pretende criar um sistema centralizado para que os trabalhadores possam avaliar e comparar os empréstimos consignados oferecidos pelos diferentes bancos, sem que haja a necessidade atual do trabalhador consultar diferentes instituições financeiras por conta própria. A nova proposta agora será analisada pelo Senado. A medida qe, já em vigor, também precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até 9 de julho para não perder validade Consignado para trabalhadores de aplicativos A MP também inova ao estender o acesso ao crédito para motoristas e entregadores de aplicativos. Nesse caso, as parcelas serão debitadas diretamente na conta bancária vinculada às plataformas digitais, com limite de comprometimento de 30% dos valores recebidos pelos profissionais. Para operar nessa modalidade, será necessário convênio entre as plataformas e instituições financeiras. Diferente da versão para CLT, a contratação pelos trabalhadores de app depende de acordos específicos e ainda deverá ser regulamentada pelo governo federal. O objetivo, segundo o relator da MP, senador Rogério Carvalho (PT-SE), é ampliar o acesso ao crédito com segurança jurídica, estimulando investimentos desses profissionais, como a compra de veículos para trabalho. Mudanças propostas na MP Além da criação do consignado CLT e da ampliação para trabalhadores de aplicativos, o texto aprovado promove outras alterações importantes: O Conselho Monetário Nacional (CMN) passa a ser responsável por definir o teto de juros para aposentados e pensionistas — antes sob responsabilidade do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS); A portabilidade de crédito deverá oferecer taxas de juros mais baixas; Instituições financeiras e empregadores deverão adotar medidas de segurança, como verificação biométrica e comprovação de identidade, para a contratação do crédito; Empresas serão fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho quanto à correta retenção e repasse das parcelas dos empréstimos consignados. Em caso de irregularidades, poderão ser penalizadas. Consignado CLT Apelidada de “Crédito do Trabalhador”, a iniciativa permite que qualquer trabalhador formal possa contratar empréstimos com parcelas descontadas diretamente na folha de pagamento. O valor das parcelas não poderá ultrapassar 35% do salário mensal. Como garantias, o trabalhador poderá usar até 10% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou até 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa. Segundo o Ministério do Trabalho, mais de R$ 14 bilhões já foram contratados nessa modalidade entre março e junho, com grande adesão de trabalhadores que recebem até quatro salários mínimos Link Original

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Conheça os princípios de contabilidade e sua aplicação prática

Os princípios de contabilidade são o alicerce da ciência contábil e estabelecem as diretrizes obrigatórias para o registro, análise e divulgação das informações patrimoniais. Previstos na Resolução CFC nº 750/1993, com alterações pela Resolução CFC nº 1.282/2010, esses princípios garantem uniformidade e confiabilidade às demonstrações contábeis de qualquer entidade, seja ela pública, privada, com ou sem fins lucrativos. Na ausência desses princípios, cada organização poderia adotar critérios próprios, comprometendo a transparência, a comparabilidade e a função social da contabilidade. Por isso, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) determina que a observância dos princípios é obrigatória para o exercício da profissão contábil no Brasil. Características dos princípios contábeis Para serem válidos e eficazes, os princípios de contabilidade devem possuir três características simultâneas: Utilidade: geram informações relevantes aos usuários da contabilidade, como sócios, gestores, investidores e credores; Objetividade: os dados devem ser isentos de interferências pessoais ou interesses de quem os reporta; Praticabilidade: devem ser possíveis de aplicar, sem custos excessivos ou complexidade impeditiva. Essas características tornam os princípios aplicáveis no dia a dia das empresas e essenciais para uma boa governança contábil. Princípio da Entidade O Princípio da Entidade determina que o patrimônio da organização é distinto do patrimônio de seus sócios, acionistas ou administradores. Cada entidade é considerada uma unidade econômica autônoma, ainda que faça parte de um grupo empresarial. Esse princípio garante que os registros contábeis reflitam apenas os elementos ligados à entidade, evitando confusão entre finanças pessoais e empresariais. Assim, é possível preservar a clareza e a integridade das demonstrações contábeis. Princípio da Continuidade O Princípio da Continuidade parte da premissa de que a entidade continuará operando no futuro, sem intenção ou necessidade de interrupção. Por isso, a avaliação dos ativos e passivos considera essa condição de permanência. Caso existam evidências de descontinuidade — como falência iminente ou encerramento de atividades —, esse princípio deve ser suspenso, e a contabilidade precisa adotar critérios diferentes, como liquidação forçada dos ativos. Princípio da Oportunidade O Princípio da Oportunidade exige que os registros contábeis sejam feitos no momento certo, de forma completa e sem omissões, refletindo a realidade dos fatos. Ele visa à integridade e à tempestividade das informações contábeis. A ausência de registros no tempo correto pode comprometer a relevância e a confiabilidade das demonstrações. Por isso, é essencial ponderar entre a rapidez na divulgação das informações e a necessidade de garantir sua exatidão. Princípio do Registro pelo Valor Original O Princípio do Registro pelo Valor Original estabelece que os bens, direitos e obrigações devem ser registrados inicialmente pelo valor efetivamente pago, ou seja, pelo custo histórico da transação. Esse princípio também admite variações no valor contábil dos ativos e passivos ao longo do tempo, desde que com base em critérios como: Custo corrente: valor de reposição do ativo ou liquidação do passivo na data atual; Valor realizável: quanto seria recebido ou pago na venda ou quitação do item; Valor presente: valor descontado dos fluxos futuros de caixa esperados; Valor justo: valor de mercado em uma transação entre partes independentes; Atualização monetária: ajusta os valores pela perda do poder aquisitivo da moeda. Essas variações devem sempre preservar a essência econômica da transação, conforme orientação do CFC. Princípio da Competência O Princípio da Competência determina que receitas e despesas sejam reconhecidas no período em que ocorrem, independentemente de seu recebimento ou pagamento. Isso significa que uma receita deve ser registrada quando realizada, e uma despesa, quando incorrida — e não necessariamente quando há entrada ou saída de caixa. Esse princípio sustenta o regime de competência, essencial para a avaliação correta do desempenho econômico da entidade. Princípio da Prudência O Princípio da Prudência impõe cautela nas estimativas contábeis, especialmente em cenários de incerteza. De acordo com ele, deve-se: Registrar ativos pelo menor valor possível entre custo e valor realizável; Reconhecer passivos pelo maior valor possível, dentro das alternativas aceitáveis. Esse princípio visa evitar que o patrimônio líquido seja superavaliado ou que os riscos da entidade sejam subestimados, o que traria insegurança aos usuários das informações contábeis. Princípios revogados: Atualização Monetária O antigo Princípio da Atualização Monetária, que previa ajustes nos registros contábeis com base na inflação, foi revogado pela Resolução CFC nº 1.282/2010. Atualmente, a correção monetária pode ser adotada apenas quando exigida por norma específica ou quando houver ambiente econômico de hiperinflação, conforme padrão internacional. Aplicação obrigatória dos princípios Segundo o artigo 1º da Resolução CFC nº 750/93: “A observância dos Princípios de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade.” Além disso, o artigo 2º reforça que os princípios representam a essência doutrinária da contabilidade, alinhada ao entendimento técnico e científico predominante no Brasil. Relevância para o profissional contábil Dominar os princípios de contabilidade é fundamental para qualquer contador, pois eles servem de base para a aplicação das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs), que regem a prática profissional no país. A inobservância dos princípios pode comprometer a qualidade da informação contábil e, inclusive, gerar responsabilidade técnica para o profissional. Os princípios de contabilidade são indispensáveis para garantir a consistência, comparabilidade e transparência das informações financeiras. Eles orientam desde o lançamento contábil mais simples até a elaboração de demonstrações complexas, protegendo os interesses da entidade e da sociedade. Aplicá-los corretamente é um compromisso técnico e ético de todo profissional da contabilidade. Quer aprofundar seu conhecimento em normas contábeis? Acesse o Portal Contábeis para conferir conteúdos atualizados sobre NBCs, CPCs, normas internacionais e práticas obrigatórias para contadores. Link Original

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Reforma tributária: empresas terão fiscalização única no novo modelo

O secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, esclareceu que o novo sistema de tributação em construção no Brasil não permitirá fiscalizações simultâneas de diferentes órgãos sobre uma mesma empresa. A declaração foi feita durante evento realizado na segunda-feira (24), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no seminário “Desafios da reforma tributária: como se preparar para as novas regras”. Appy reforçou que, mesmo com a complexidade do modelo de Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) dual, o desenho da fiscalização será centralizado e pretende eliminar sobreposições de auditorias fiscais. Fiscalização será centralizada no novo sistema tributário Segundo Appy, a escolha do IVA dual – que cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) de competência estadual e municipal, e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) de competência federal – pode dar a impressão de um sistema mais complexo. No entanto, o secretário explicou que a fiscalização será organizada para que apenas um ente seja responsável por cada verificação tributária. “No IBS, para o mesmo fato e no mesmo período, apenas um ente fará a fiscalização. Não haverá fiscalizações paralelas de diferentes órgãos sobre a mesma empresa”, garantiu Appy. O secretário também afirmou que a proposta foi construída para harmonizar a interpretação da legislação entre os tributos, evitando decisões divergentes entre a CBS e o IBS. Harmonização e redução de conflitos tributários Para reforçar a uniformidade, Appy explicou que a estrutura do novo sistema inclui um comitê de harmonização com efeito vinculante. Esse comitê terá o papel de consolidar o entendimento das regras tributárias, tanto para o IBS quanto para a CBS, diminuindo o risco de interpretações diferentes entre os entes federativos. “Mesmo que haja alguma divergência, o que prevalecerá no Judiciário será sempre a interpretação mais favorável ao contribuinte”, destacou o secretário. O novo modelo busca reduzir o conflito fiscal entre estados, municípios e União, um dos principais gargalos do atual sistema. Exemplo prático de simplificação para empresas Appy utilizou um exemplo para ilustrar a redução de complexidade para as empresas que operam em vários estados brasileiros. Atualmente, uma empresa com atuação nacional pode ter que lidar com diferentes legislações estaduais e municipais. Com a reforma, no máximo haverá duas legislações distintas: uma referente ao IBS e outra à CBS. “Se antes uma empresa precisava atender a dez legislações diferentes, agora terá no máximo duas frentes de apuração”, explicou. O secretário também destacou que a nova estrutura será integrada com os documentos fiscais eletrônicos e com sistemas automatizados de apuração, o que vai facilitar a rotina tributária das empresas. Foco na automação e no uso do documento fiscal eletrônico Durante o evento, Appy ressaltou que a reforma foi desenhada para favorecer as empresas que utilizam documentos fiscais eletrônicos em todas as suas operações. “Se a empresa realizar todas as compras e vendas por meio de documento fiscal eletrônico, o sistema estará pronto para simplificar a apuração”, afirmou. O novo modelo tributário visa incentivar a automação dos processos e promover maior eficiência na gestão fiscal das empresas, reduzindo o tempo gasto com apurações manuais e minimizando o risco de erros. Reforma tributária e o impacto para o contribuinte A proposta da reforma tributária em discussão busca modernizar a cobrança de tributos sobre o consumo, substituindo tributos federais, estaduais e municipais por um sistema mais integrado. O modelo do IVA dual cria o IBS, que será gerenciado por um comitê representativo dos estados e municípios, e a CBS, de responsabilidade federal. A transição para o novo sistema será gradual, com previsão de implantação completa até o fim da próxima década. Segundo o Ministério da Fazenda, o novo sistema vai: Simplificar a apuração de tributos; Reduzir a burocracia; Melhorar o ambiente de negócios; Diminuir os litígios tributários. O que ainda precisa ser regulamentado Apesar dos avanços na definição das regras gerais, diversos pontos da reforma tributária ainda dependem de regulamentação. Entre eles, estão: O detalhamento do funcionamento do comitê gestor do IBS; A definição das regras de fiscalização integrada; A operacionalização do sistema de compensação de créditos tributários. Esses temas estão sendo discutidos em projetos de lei complementar que devem ser apresentados nos próximos meses. Próximos passos da reforma tributária  A implementação da reforma tributária será um processo gradual, dividido em etapas que devem ocorrer até 2033. O cronograma prevê: Início da cobrança da CBS em 2026; Implantação do IBS em fase de testes; Extinção de tributos atuais, como PIS, Cofins e ICMS, após o período de transição. O governo e o Congresso Nacional ainda debatem ajustes no texto da regulamentação para garantir que o novo sistema traga os benefícios prometidos sem prejudicar os entes federativos. Link Original

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Contabilidade é fonte de lucro e diferencial competitivo para empresas

Muito além de uma obrigação fiscal, a contabilidade é uma ferramenta estratégica que pode impulsionar os lucros das empresas e gerar vantagem competitiva. Quando utilizada corretamente, ela se torna um verdadeiro diferencial na gestão dos negócios, especialmente em um cenário de alta carga tributária e crescente complexidade regulatória. Da burocracia ao protagonismo na gestão Durante muito tempo, a contabilidade foi vista apenas como um instrumento de apuração de tributos e cumprimento das obrigações acessórias. No entanto, esse olhar limitado pode custar caro. Ignorar o potencial estratégico dos dados contábeis significa desperdiçar informações valiosas para a tomada de decisões. Segundo especialistas, o custo médio mensal para manter uma contabilidade completa em uma empresa de pequeno porte (com faturamento de até R$ 300 mil por mês) gira em torno de R$ 1 mil. Já nas empresas de médio porte (faturamento mensal de até R$ 1,5 milhão), esse valor pode ultrapassar os R$ 4 mil. Um investimento que não deve se limitar a atender ao Fisco, mas sim ser revertido em inteligência de gestão. Informação contábil como fator de competitividade A escrituração contábil regular oferece um panorama preciso da situação patrimonial, econômica e financeira do negócio. Isso permite ao gestor avaliar o desempenho da empresa, identificar gargalos, calcular com precisão custos e despesas, otimizar o fluxo de caixa e elaborar projeções mais realistas. Com base nessas informações, é possível aprimorar o planejamento orçamentário, ajustar estratégias operacionais e antecipar riscos. Em um mercado cada vez mais competitivo, quem toma decisões com base em dados concretos sai na frente. Contabilidade e planejamento tributário Outro ponto em que a contabilidade se mostra essencial é na gestão tributária. A elevada carga fiscal brasileira exige das empresas um planejamento eficiente para não comprometer sua margem de lucro. Nesse sentido, a contabilidade atua como suporte técnico e documental para identificar oportunidades legais de economia fiscal, orientar a escolha do regime tributário mais adequado e fornecer respaldo para eventuais fiscalizações. Contabilidade como centro de inteligência da empresa A gestão empresarial moderna exige uma base sólida de informações confiáveis e tempestivas. Nesse contexto, a contabilidade não deve ser encarada como um setor à parte, mas como o coração da inteligência empresarial. O contador, portanto, ganha papel estratégico ao oferecer análises e relatórios que sustentam decisões mais seguras e rentáveis. Em vez de ser vista como custo, a contabilidade deve ser tratada como investimento – e, mais do que isso, como fonte de lucro. É a partir dela que empresas podem se posicionar melhor no mercado, crescer de forma sustentável e garantir conformidade com as normas vigentes. Link Original

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Bússola contábil: como usar relatórios financeiros para decisões e não só para cumprir obrigações

Em muitas empresas, os relatórios financeiros são vistos apenas como documentos para cumprir obrigações fiscais, uma formalidade que deve ser entregue dentro do prazo, quase como um checklist. No entanto, essa visão limita o verdadeiro potencial desses relatórios, que podem ser transformados em uma bússola poderosa para orientar decisões estratégicas, identificar oportunidades e evitar riscos financeiros, alerta a especialista contábil da Contmatic Maria Adélia da Silva. Mudança de cultura: do contador executor ao consultor “A grande diferença está no propósito com que esses dados são usados: enquanto o cumprimento fiscal é um ponto final, a análise gerencial é o ponto de partida para o crescimento do negócio. Ao serem vistos como instrumentos de gestão, as informações deixam de ser apenas números frios para se transformarem em verdadeiros guias”, esclarece a especialista. Ela orienta que para isso, é preciso que haja uma mudança de cultura: “Muitos contadores permanecem focados na produção em massa de dados para atender exigências legais, atuando mais como “cumpridores de obrigações” do que como consultores estratégicos. Paralelamente, boa parte dos empresários, especialmente os de pequenos negócios, encontram dificuldades em interpretar esses relatórios e, por isso, acabam não utilizando essas informações para orientar suas decisões. Essa distância entre contabilidade e gestão cria uma barreira que limita o crescimento das empresas”. O papel dos principais demonstrativos na saúde financeira Segundo Maria Adélia, transformar as informações em bússolas confiáveis exige, antes de tudo, conhecer os documentos que funcionam como mapas detalhados da saúde da empresa. “Entre eles, está o Balanço Patrimonial, que é como o espelho que reflete a realidade patrimonial e financeira, mostrando o que a companhia possui e o que deve ser, fundamental para avaliar sua capacidade de investir e crescer. Já a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) revela se o negócio está gerando lucro ou prejuízo, permitindo analisar seu desempenho ao longo do tempo. Enquanto isso, a Demonstração do Fluxo de Caixa traduz o movimento do dinheiro, e é essencial para garantir que as operações sigam sem surpresas e que a empresa mantenha a liquidez necessária para investir e expandir suas operações”. Tecnologia contábil como aliada da gestão empresarial A tecnologia contábil desempenha um papel decisivo na missão de tornar esses relatórios mais acessíveis e úteis aos gestores, de acordo com a especialista. Sistemas modernos automatizam lançamentos, conciliam informações e integram dados de vendas, estoques e bancos, gerando informações não só precisas, mas também ricas em insights práticos. Essa automação libera o contador para atuar de maneira mais consultiva, fornecendo análises e projeções que ajudam o empresário a enxergar além dos números e tomar decisões mais embasadas.  Dados ou intuição? A importância do uso inteligente das informações “Um sinal claro de que uma empresa está subutilizando seus dados contábeis é quando  o empresário confia mais na sua intuição do que nos números para as suas decisões e consequentemente buscará  o contador em momentos de crise”, alerta Maria Adélia. O cenário geral brasileiro em 2024, marcado por déficits recordes nas estatais e desafios fiscais no setor público, reforça a necessidade de gestão financeira rigorosa e acompanhamento contábil contínuo nas empresas privadas, especialmente nas PMEs, para evitar riscos semelhantes de desequilíbrios financeiros e fiscais.  Reuniões periódicas e postura consultiva: caminhos para decisões eficazes A rotina de reuniões periódicas entre contador e gestores é estratégica para que os números ganhem vida e contribuam para a tomada de decisões inteligentes e planejadas. Para ser um agente de transformação, o profissional contábil precisa adotar uma postura consultiva, traduzindo dados técnicos em informações claras e úteis para os empresários. Isso inclui apresentar cenários, realizar análises comparativas e colaborar no planejamento tributário e financeiro.  Ela orienta que, no dia a dia, com auxílio dos contadores, os gestores deveriam dar atenção especial a métricas financeiras como margem de lucro bruta e líquida, EBITDA, ponto de equilíbrio, ciclo de caixa, endividamento, liquidez corrente, ROI, giro de estoque e prazo médio de recebimento. Esses indicadores são informações valiosas para identificar oportunidades e antecipar problemas. “O futuro da contabilidade é cada vez mais orientado por dados e tecnologia. O objetivo da profissão passa a ser a entrega de valor por meio de planejamento e análise de performance, impulsionando a sustentabilidade financeira e o crescimento das empresas. É hora de usar a contabilidade não só para prestar contas, mas para guiar o caminho”, finaliza a especialista. Fonte: Agência NR7  e Maria Adélia, especialista contábil na Contmatic Link Original

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