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INSS permite complementar contribuição abaixo do salário mínimo na aposentadoria

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promoveu mudanças importantes nas regras de acesso à aposentadoria e demais benefícios previdenciários. Uma das principais alterações, trazida pela Instrução Normativa PRES/INSS nº 188, publicada em 8 de julho de 2025, permite que trabalhadores com contribuições inferiores ao salário mínimo possam complementá-las no momento do pedido de aposentadoria. Até então, essa complementação precisava ser feita no mesmo mês da contribuição regular. A nova norma representa um avanço para segurados que, por trabalharem com jornadas reduzidas ou remuneração inferior ao piso nacional, acabavam recolhendo valores insuficientes, o que comprometia o tempo de contribuição reconhecido para a aposentadoria. Complementação pode ser feita no pedido de aposentadoria Com a nova possibilidade, o segurado pode regularizar esses períodos no momento da solicitação do benefício. No entanto, especialistas recomendam que a complementação seja feita no ato do pagamento, evitando encargos como juros e correção monetária, além de burocracias futuras. É importante lembrar que contribuições abaixo do salário mínimo não são consideradas para benefícios por incapacidade, como o auxílio-doença. Por isso, manter as contribuições dentro dos valores exigidos garante a cobertura previdenciária completa. Outras mudanças trazidas pela Instrução Normativa 188 Além da flexibilização na complementação, a normativa também introduziu outros avanços relevantes no sistema previdenciário: Tempo de serviço militar obrigatório: será contado como carência para fins de benefícios, desde que o período tenha ocorrido após 13 de novembro de 2019 (data da Reforma da Previdência) e esteja devidamente certificado por meio de Certidão de Tempo de Serviço Militar (CTSM). Reconhecimento do trabalho infantil: a nova regra valida o tempo de contribuição referente ao trabalho realizado ainda na infância, para pedidos feitos a partir de 19 de outubro de 2018, conforme decisão judicial em vigor. A medida amplia a cobertura previdenciária de quem ingressou precocemente no mercado de trabalho. Facilitação da aposentadoria híbrida: a modalidade que combina períodos de atividade urbana (com recolhimento) e rural (sem exigência de contribuição) foi reforçada, permitindo que mais trabalhadores possam somar os dois tempos e alcançar o direito à aposentadoria, desde que mantenham a qualidade de segurado. Salário-maternidade para autônomas com apenas uma contribuição: trabalhadoras autônomas passam a ter direito ao salário-maternidade com apenas uma contribuição ao INSS, eliminando a exigência anterior de dez meses de carência. A mudança vale para solicitações feitas a partir de 5 de abril de 2024, incluindo pedidos pendentes de análise. Link Original

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As consequências da guerra tarifária de Trump para a economia brasileira

Caso as tarifas de 50% (ou até mesmo 100%) propostas pelo governo republicano de Donald Trump sejam confirmadas em agosto, podemos projetar uma série de efeitos sobre a economia brasileira. Esses impactos, no entanto, tendem a ser ambíguos e merecem análise criteriosa. Em primeiro lugar, é importante lembrar que os Estados Unidos já não ocupam a posição de principal parceiro comercial do Brasil. No ano passado, as exportações brasileiras totalizaram aproximadamente R$ 339 bilhões, tendo a China como principal destino, com US$ 94,9 bilhões (28% do total). Já o país ocidental respondeu por US$ 40,3 bilhões (12%). Em outras palavras, embora tenham perdido protagonismo, os norte-americanos ainda exercem papel relevante no comércio exterior brasileiro. A repercussão negativa mais imediata seria a queda na produção interna, já que tarifas tão elevadas tornariam inviáveis diversas exportações. Vale destacar que setores como o do aço já lidam com barreiras semelhantes às propostas por Trump. Segundo um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), as perdas podem chegar a R$ 175 bilhões ao longo de dez anos, com a eliminação de mais de 1 milhão de empregos. Sem dúvida, um efeito que tende a se refletir diretamente no cotidiano da população brasileira. Por outro lado, a dificuldade de exportar determinados produtos — como commodities, alimentos e bebidas — pode gerar um excesso de oferta no mercado interno, pressionando os preços para baixo. Ainda assim, os exportadores deverão buscar alternativas, diversificando mercados. Atualmente, as commodities representam cerca de 66% das exportações nacionais, ainda que essa participação seja menor no comércio com os Estados Unidos.  Além disso, a imposição das tarifas pode aumentar a desaceleração da inflação. Com a dificuldade de escoar a produção para o exterior, em especial para os estadunidenses, muitos produtos deverão ser redirecionados ao mercado doméstico, ampliando a oferta e, consequentemente, reduzindo os preços. Apesar de o setor de Serviços ainda exercer pressão sobre o IPCA, já há sinais de perda de fôlego, mesmo em um segmento menos sensível ao comércio exterior.  Esse contexto pode, inclusive, antecipar o ciclo de queda da taxa básica de juros, atualmente previsto apenas para 2026. Um quadro de inflação mais controlada — incentivado pela oferta interna elevada e pela valorização cambial — reforça a possibilidade de flexibilização monetária ainda neste ano. Outro aspecto relevante, ainda que indiretamente ligado às tarifas, é a crescente desconfiança mundial quanto ao dólar.  A postura do governo dos Estados Unidos, ao criar atritos com aliados históricos, interferir na condução do Federal Reserve (FED) e expandir o já elevado déficit fiscal, contribui para o enfraquecimento da própria moeda nos mercados internacionais. No Brasil, um dólar mais fraco favorece a valorização do real, o que também contribui para conter a inflação e amplia o espaço para cortes na taxa de juros. Esse movimento, inclusive, tende a facilitar a atuação do Banco Central (BC). Em síntese, mesmo que as tarifas de Trump sejam, em sua essência, prejudiciais para a economia brasileira, não se pode descartar efeitos colaterais positivos — sobretudo se o cenário não escalar para medidas mais extremas. Por isso, é preciso monitorar com atenção os desdobramentos da política comercial norte-americana, que, como temos visto, pode mudar de rumo a qualquer momento. Link Original

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Regime cumulativo do PIS e COFINS atinge setor de segurança

A publicação da Lei nº 14.967/2024 alterou o inciso I do artigo 10 da Lei nº 10.833/2003, determinando que empresas que prestam serviços de monitoramento eletrônico de segurança, bem como rastreamento de numerário, bens ou valores, sejam enquadradas no regime de apuração cumulativa do PIS e da COFINS. A mudança foi confirmada por meio da Solução de Consulta DISIT/SRRF nº 4.026/2025, da Receita Federal, e tem impacto direto na forma de cálculo e no crédito tributário aplicável a esse segmento de serviços. O que muda com a nova lei para o setor de segurança e rastreamento Antes da nova norma, muitas prestadoras de serviços de monitoramento operavam sob o regime não cumulativo, especialmente quando estavam enquadradas no Lucro Real, o que permitia a apuração de créditos relativos a insumos e outros custos operacionais. Com a alteração promovida pela Lei nº 14.967/2024, essas empresas agora estão obrigadas a seguir o regime cumulativo de apuração, no qual não há direito ao crédito de PIS/COFINS sobre as aquisições, e as alíquotas aplicáveis são: PIS: 0,65% COFINS: 3% Serviços atingidos pela alteração legislativa A nova redação do inciso I do art. 10 da Lei nº 10.833/2003 alcança especificamente os seguintes serviços: Monitoramento de sistemas eletrônicos de segurança (como câmeras, sensores, alarmes, cerca elétrica e aplicativos de vigilância); Rastreamento de numerário, bens ou valores, incluindo soluções de segurança para transporte de cargas, veículos e pessoas; Link Original

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Nova lei permite que empregado público mude de cidade para acompanhar cônjuge transferido

Foi sancionada nesta quinta-feira (24) e publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 15.175/2025, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir a transferência de empregado público que deseje acompanhar cônjuge ou companheiro deslocado no interesse da Administração Pública. A nova legislação, que insere o artigo 469-A na CLT, assegura esse direito a trabalhadores vinculados à Administração Pública direta ou indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. O objetivo é garantir a unidade familiar e promover a equidade de tratamento entre servidores e empregados públicos. Nova regra garante transferência a pedido do empregado Segundo o texto legal, o empregado público poderá solicitar sua transferência sem que haja necessidade de interesse da Administração Pública empregadora, desde que o cônjuge ou companheiro tenha sido removido oficialmente. A lei também esclarece que não se aplica o artigo 470 da CLT, que trata da transferência a pedido do empregador. O pedido de transferência estará condicionado à existência de filial, representação ou unidade administrativa na localidade de destino. A transferência deve ocorrer dentro do mesmo quadro de pessoal, respeitando a equivalência de funções e cargos. Impacto da lei para trabalhadores e área de gestão pública A regulamentação do tema preenche uma lacuna existente na legislação trabalhista, equiparando os direitos dos empregados aos dos servidores estatutários, que já contavam com previsão legal de remoção por motivo de acompanhamento de cônjuge. A nova lei também contribui para reduzir pedidos judiciais com base em interpretações distintas sobre a aplicação do artigo 469 da CLT. Para gestores de recursos humanos da Administração Pública e profissionais da contabilidade que atuam com órgãos governamentais, a norma exige revisão de procedimentos internos e atualização de manuais de pessoal. O deferimento da transferência deve observar a existência de vaga compatível na unidade de destino. Vigência imediata e segurança jurídica A Lei 15.175/2025 entrou em vigor na data de sua publicação, 24 de julho de 2025. A sanção foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. A medida fortalece a segurança jurídica ao estabelecer critérios objetivos para a transferência. A previsão de movimentação horizontal evita mudanças de carreira ou função, o que permite continuidade funcional e facilita o planejamento da gestão de pessoas nos entes públicos. A “transferência de empregado público” é o eixo central da nova norma e deve ser observada com atenção pelos departamentos de pessoal, escritórios contábeis que prestam serviços a órgãos públicos e sindicatos da categoria. O reconhecimento desse direito também fortalece a estabilidade emocional do trabalhador e o respeito à estrutura familiar. Casos concretos poderão surgir em diversos contextos, como mudanças decorrentes de nomeações para cargos em comissão, remoções administrativas ou transferências compulsórias. Com informações adaptadas do Migalhas Link Original

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Pesquisa aponta inflação e juros como os maiores desafios para micro e pequenos empreendedores em 2025

A inflação elevada e a alta das taxas de juros são os principais entraves enfrentados por micro e pequenos empreendedores brasileiros em 2025. É o que aponta uma pesquisa nacional da SumUp, empresa de tecnologia financeira, realizada com 266 empreendedores de todas as regiões do país entre os dias 4 e 27 de junho deste ano. De acordo com o levantamento, 31,2% dos entrevistados indicaram a inflação como o maior obstáculo atual para a gestão do negócio, enquanto 30,1% citaram as altas taxas de juros como o fator mais desafiador. O cenário econômico instável impacta diretamente na capacidade de planejamento, precificação e investimento de negócios de pequeno porte. Crédito difícil e fluxo de caixa também preocupam empresários Além da inflação e dos juros, 16,2% dos empreendedores apontaram dificuldade de acesso a crédito como um dos principais desafios, seguido pelo controle do fluxo de caixa e a busca pela lucratividade, citado por 5,6% dos respondentes. A pesquisa mostra que a gestão financeira é um gargalo importante para a sustentabilidade desses negócios, que enfrentam margens apertadas e maior exposição a oscilações econômicas. A combinação de inflação, juros e acesso restrito ao crédito dificulta o crescimento e a formalização do setor. Alimentação, oficinas e ambulantes estão entre os mais afetados Os impactos econômicos variam de acordo com o setor de atuação: No setor de alimentação, 37,5% dos empreendedores destacaram a inflação como o principal problema; Nas oficinas mecânicas, a alta dos juros afeta metade das empresas entrevistadas (50%); A dificuldade em obter crédito foi relevante para 21,5% das oficinas, 20% dos negócios de alimentação e 20% dos artesãos. Entre os ambulantes, a inflação é o fator mais alarmante, com 62,5% relatando grande dificuldade em manter preços competitivos. Já 33,2% dos que trabalham em casa e 30,6% dos que operam em pontos físicos consideram os juros o maior entrave para manter o negócio saudável. Diferenças regionais revelam desafios específicos A pesquisa também analisou os obstáculos sob a ótica da localização geográfica: No Sul do Brasil, a inflação é o maior desafio, citado por 50% dos empreendedores; No Norte, a dificuldade em obter crédito lidera com 40% das menções; No Nordeste, a alta dos juros foi indicada por 35,1% dos entrevistados como o principal obstáculo. Essas variações revelam realidades econômicas distintas entre as regiões, exigindo estratégias diferenciadas de apoio e política pública voltadas ao pequeno empreendedor. Resiliência e otimismo mesmo diante das dificuldades Apesar do cenário adverso, a pesquisa da SumUp revelou que os pequenos empresários mantêm uma postura otimista e resiliente. Enquanto 74,8% afirmam que gerir um negócio está mais difícil hoje do que no passado, apenas 32% se dizem pessimistas em relação às vendas de 2025 em comparação com 2024. Ao contrário, a maioria demonstra confiança ou neutralidade quanto ao desempenho futuro, indicando disposição para adaptar suas estratégias e inovar na forma de atuação. Digitalização e meios de pagamento são as apostas para 2025 Para lidar com os desafios do ano, os empreendedores estão apostando em transformação digital e modernização dos meios de pagamento: 54,5% pretendem aumentar sua presença nas redes sociais; 85% planejam manter ou expandir suas vendas online; 75,2% pretendem manter ou ampliar o uso de inteligência artificial na gestão dos negócios. Essas estratégias demonstram que os pequenos negócios estão buscando eficiência e inovação como formas de enfrentar o ambiente econômico desafiador. Uso do cartão, Pix e cautela com crédito marcam tendência A pesquisa também mostra uma clara mudança no comportamento financeiro dos empreendedores: 84,2% pretendem manter ou aumentar o uso do cartão de crédito para compra de insumos; 78,6% querem manter ou ampliar as vendas parceladas, oferecendo condições melhores aos consumidores; 56,8% planejam aumentar o uso do Pix como forma de pagamento rápida e prática; Apenas 3% pensam em reduzir ou não usar o Pix. Em contrapartida, 50% dos entrevistados indicaram intenção de reduzir ou não buscar empréstimos em 2025, o que demonstra cautela com o endividamento frente às altas taxas de juros. Especialistas destacam criatividade e adaptação dos pequenos empresários Para Lilian Parola, economista e diretora de Mercado de Capitais da SumUp para a América Latina, os dados refletem o perfil resiliente do empreendedor brasileiro: “A pesquisa da SumUp oferece um panorama claro dos desafios e da notável capacidade de adaptação dos micro e pequenos empreendedores. Mesmo diante de um cenário econômico adverso, eles buscam soluções inovadoras para garantir a sustentabilidade e o crescimento de seus negócios.” Orientação prática para o setor contábil Os dados da SumUp mostram que micro e pequenos empresários enfrentam um tripé de desafios: inflação, juros altos e crédito difícil. Para os contadores, consultores e analistas de negócios, é essencial: Auxiliar na reestruturação do fluxo de caixa; Apoiar estratégias de redução de custos operacionais; Incentivar o uso de ferramentas digitais e financeiras com menor custo; Orientar sobre linhas de crédito mais vantajosas e seguras; Estimular o planejamento tributário e o uso eficiente dos meios de pagamento. Link Original

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Contadores se antecipam à malha fina do Simples Nacional com revisão de processos

A Receita Federal ampliou o uso de tecnologia para fiscalizar empresas enquadradas no Simples Nacional. O novo modelo de malha fina cruza automaticamente informações declaradas em diferentes plataformas, como pró-labore informado no eSocial, comissões, notas fiscais eletrônicas e recolhimentos de INSS. Segundo dados do Fisco, a quantidade de inconsistências identificadas aumentou significativamente em 2025, especialmente em micro e pequenas empresas atendidas por escritórios que não possuem uma rotina de auditoria interna estruturada. Escritórios adotam metodologias para prevenir autuações Diante desse cenário, cresce a adesão de contadores a metodologias que permitem antecipar e corrigir falhas antes que resultem em autuações. Uma das práticas adotadas é o Método DITA — Diagnóstico, Implementação, Treinamento e Acompanhamento — criado por Hygor Lima, especialista em gestão de processos e fundador da consultoria Potencialize Resultados. A proposta é criar rotinas padronizadas, com checklists operacionais, definição clara de responsáveis, uso de indicadores e revisão constante das obrigações acessórias. “A Receita cruza tudo. Se não houver coerência entre as informações enviadas, mesmo divergências não intencionais podem gerar multas”, explica Hygor. Redução de notificações e aumento da segurança tributária Levantamento interno da Potencialize aponta que escritórios que adotaram o Método DITA apresentaram redução de 41% nas notificações fiscais no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Os principais erros evitados foram falhas de preenchimento manual e ausência de conferência entre sistemas. “Boa parte das autuações poderia ser evitada com processos bem definidos. O contador que trabalha no improviso se torna o elo mais fraco da operação”, destaca Hygor. Fiscalização com inteligência artificial deve aumentar até o fim do ano A Receita Federal deve ampliar o uso de inteligência artificial para cruzar dados e identificar padrões de sonegação até o fim de 2025, segundo fontes internas. A expectativa é de que novos parâmetros de cruzamento entrem em operação ainda neste segundo semestre, o que deve elevar o grau de exigência sobre a qualidade das informações prestadas pelos escritórios contábeis. Gestão processual como diferencial competitivo Além de atender às exigências fiscais, a estruturação de processos tem se tornado um diferencial competitivo entre os escritórios. “A contabilidade precisa deixar de ser apenas reativa. O contador do futuro não é só o que domina a legislação tributária, mas o que entende de gestão e sabe proteger o cliente com processos eficientes”, conclui Hygor. Com informações Lara Visibilidade Estratégica Link Original

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Você sabe a diferença entre custo, despesa e investimento? Descubra aqui

Na gestão financeira, compreender as diferenças entre custos, despesas e investimentos é essencial para uma tomada de decisão estratégica mais eficaz e para garantir a saúde e o crescimento sustentável de qualquer empresa, independentemente do porte ou setor de atuação. Embora esses três conceitos estejam relacionados ao uso dos recursos financeiros da empresa, cada um possui características e finalidades distintas que impactam diretamente a administração dos recursos. O que são custos? Custos são os gastos diretamente relacionados à produção de bens ou à prestação de serviços, estando vinculados à atividade-fim da empresa, ou seja, àquilo que ela faz para gerar receita. Entre os exemplos mais comuns estão a matéria-prima utilizada na fabricação de um produto, os salários da equipe de produção, a energia elétrica consumida na fábrica e a manutenção das máquinas utilizadas na linha de produção. Esses custos podem ser classificados como fixos, quando não variam com o volume produzido, como o aluguel do galpão, ou variáveis, quando aumentam ou diminuem conforme a produção, como o consumo de matéria-prima. Entender esses custos é essencial para calcular o custo total de produção e, com isso, formar preços de venda mais precisos e competitivos no mercado. O que são despesas? Despesas são os gastos necessários para manter a estrutura administrativa, comercial e operacional da empresa em funcionamento, mas que não estão diretamente ligados à produção. Exemplos comuns incluem os salários do setor administrativo, o aluguel da sede, contas de telefone e internet do escritório, ações de marketing e publicidade, além de honorários contábeis e jurídicos. As despesas geralmente se dividem em administrativas, quando estão relacionadas à gestão interna da empresa, e comerciais, quando dizem respeito às atividades de venda de produtos ou serviços. Ter um bom controle sobre essas despesas é fundamental para preservar a rentabilidade do negócio e identificar oportunidades de economia que não comprometam a produtividade. O que são investimentos? Investimentos são aplicações de recursos cujo objetivo é promover o crescimento ou a melhoria da empresa no médio e longo prazo. Diferentemente dos custos e despesas, que representam saídas imediatas para manter a operação funcionando, os investimentos buscam gerar retorno futuro. Exemplos incluem a compra de máquinas e equipamentos, aquisição de imóveis, desenvolvimento de software próprio, treinamento e capacitação de funcionários, além da expansão de unidades ou filiais. Entender o que é investimento é fundamental porque decisões bem planejadas nessa área impulsionam a competitividade, aumentam a eficiência e fomentam a inovação. No entanto, é essencial avaliar os riscos e os possíveis retornos, já que esses aportes impactam diretamente o caixa e podem influenciar o nível de endividamento da empresa. Como diferenciar custos, despesas e investimentos, na prática? Uma dica simples para classificar corretamente é se perguntar: Está ligado diretamente à produção? É custo. Está relacionado à operação da empresa, mas não à produção? É despesa. Visa retorno futuro ou expansão do negócio? É investimento. Entender e classificar corretamente custos, despesas e investimentos vai além de uma exigência contábil: é uma prática essencial para uma gestão inteligente e estratégica, que garante o controle eficaz dos recursos e apoia decisões financeiras assertivas. Por Alessandra de Souza Ferreira, bacharel em Ciências Contábeis, Técnica em Segurança do Trabalho, Recursos Humanos e Qualidade. Link Original

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Especialistas explicam os cinco maiores “ralos financeiros” que afetam empresas de saúde

A gestão de um consultório ou clínica médica demanda alguns cuidados que, se não observados, podem resultar em perda de dinheiro. São os chamados “ralos financeiros”. Para “tapar” esses ralos e cessar o desperdício de recursos, é preciso, primeiro, conhecer onde estão tais vazamentos. E, imediatamente, buscar assessoria especializada, capaz de combinar os conhecimentos em contabilidade com as especificidades dos negócios em saúde. Mas, enfim, que “ralos” são esses? A especialista em planejamento tributário Júlia Lázaro, fundadora e CEO da Mitfokus, fintech voltada à gestão contábil de médicos, consultórios e clínicas, e o supervisor financeiro Nilson Gabriel Andrade Barbosa enumeram pelo menos cinco ralos financeiros a impactar os negócios em saúde. Os especialistas explicam a metáfora: “ralo financeiro é tudo aquilo que faz o dinheiro ‘escorrer’ da clínica, sem que os gestores percebam de imediato. Assim como um ralo mal vedado deixa a água escapar, esses problemas fazem os recursos financeiros sumirem aos poucos, ou até rapidamente, prejudicando o resultado final”. Na prática, continuam, “são gargalos na gestão, falhas de processos ou omissões que impactam diretamente o caixa, afetam a saúde financeira do negócio”. Assim, os cinco maiores ralos financeiros que afetam consultórios e clínicas são: Faturamento. Júlia Lázaro explica que estão nesse item a não renegociação com convênios, as glosas (não cobertura de algum item pela operadora de saúde) e a não cobrança, dos convênios, de materiais e medicamentos. Ou seja: deixa-se de obter receitas imprescindíveis para a sustentabilidade do negócio. Tesouraria. Aqui, está a falta de capital de giro e de controle do fluxo de caixa. Antecipar recebíveis de cartão e não fazer a conciliação da maquininha de cartões estão entre fatores a contribuírem para o escoamento de dinheiro. Impostos. Deixar de fazer um planejamento tributário especializado é desperdício de dinheiro na certa, adverte a especialista. “O médico deixa de aproveitar benefícios fiscais, que só uma contabilidade especializada consegue identificar com precisão, e paga mais tributos do que o que deveria”. Ou, pior, ter bitributação. Compras e estoque. Nesse ralo está o hábito de comprar em pequena quantidade parcelada, de não aplicar técnicas de negociação de compras e não controlar estoque. Gestão de pessoas. Rotatividade do quadro de colaboradores, não preparar para prestar bom atendimento e falta de comissionamento estruturado e de engajamento com na clínica podem afetar o desempenho do consultório e clínica e, consequente, sua receita e rentabilidade. Na avaliação da CEO da Mitfokus, esses ralos surgem e se expandem quando o profissional foca exclusivamente na prestação do serviço médico. Isso é fundamental, entretanto a gestão do negócio também deve merecer atenção, cuidado aprimorado. “Às vezes, até há um administrador, porém sem o conhecimento especializado necessário para clínicas”, assinala. Desse modo, a contabilidade especializada se mostra imprescindível. “Uma contabilidade que conhece a jornada do médico desde o início, quando recém formado, até a construção de uma grande clínica, consegue apoiar com planejamentos especializados e personalizados, de forma estruturada para cada tipo de negócio médico – seja realizando plantões, atuando como prestador especializado, tendo seu consultório ou em clínica”, afirma Júlia Lázaro. Pela consultoria financeira focada em saúde, demonstra-se ao profissional médico quais as melhores práticas de gestão, “identificando ralos financeiros, demonstrando o que o mercado (benchmark) está praticando e desenvolvendo estratégias necessárias”, sublinha a especialista. “Uma contabilidade generalista, ao desconhecer a jornada do médico e benefícios que podem ser aplicados, acaba criando um planejamento comum – não personalizado, fazendo o médico empresário pagar mais impostos. A título de ilustração, Gabriel, supervisor financeiro da empresa, cita caso recente atendido pela Mitfokus – uma clínica de endoscopia, formada por um proprietário só. Antes da consultoria especializada, as receitas da clínica vinham apenas das consultas médicas realizadas. Foi aí que identificamos um problema no planejamento tributário da clínica”, explica Nilson Gabriel Andrade Barbosa. “O cliente emitia todas as notas fiscais como se fossem apenas consultas, mas, na prática, ele também realizava exames e procedimentos. O imposto para consultas é mais alto, porque não há benefícios fiscais. Quando separam os serviços corretamente, os impostos caem. Fizemos essa separação e o cliente conseguiu reduzir drasticamente os impostos que vinha pagando a mais. Cessado o problema, a clínica obteve ainda uma redução de R$ 600 mil nas despesas – incluindo fim de pagamento de impostos indevidos, entre outros custos. “Com o ralo tapado, a clínica aumentou em R$ 2,4 milhões a receita anual, e passou a ter lucro, também ao ano, da ordem de R$ 1,8 milhão”, informa o especialista.   Fonte: Engenharia de Comunicação Link Original

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Entenda a emissão de cupom fiscal e as novas regras fiscais em 2025

A emissão de cupom fiscal eletrônico é uma obrigação presente na rotina de milhares de empresas brasileiras, especialmente no varejo. Com as novas atualizações nas legislações fiscais, é fundamental que os empresários estejam atentos para evitar multas, garantir a conformidade fiscal e manter a credibilidade do negócio. O que é o cupom fiscal? O cupom fiscal é o documento que comprova uma venda de produto ou serviço para o consumidor final. Ele substitui a antiga nota fiscal em papel, sendo emitido por meios eletrônicos. No Brasil, o documento fiscal eletrônico mais utilizado é o CF-e SAT (Cupom Fiscal Eletrônico via Sistema Autenticador e Transmissor), válido em estados como São Paulo, ou o NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica), adotado na maioria dos demais estados. Ambos têm a mesma função: registrar de forma legal a venda, facilitar o controle do Fisco e oferecer mais agilidade ao varejista. Novas regras fiscais: o que muda em 2025? Nos últimos anos, os estados vêm modernizando suas exigências fiscais para garantir mais transparência, combate à sonegação e digitalização dos processos. Em 2025, algumas mudanças passaram a valer e impactam diretamente a forma como os empreendedores devem lidar com a emissão de cupons fiscais. 1. Integração obrigatória com sistemas de gestão Muitos estados já exigem que o sistema emissor de cupons fiscais esteja integrado a um ERP (Sistema de Gestão Empresarial), o que evita erros de digitação e garante o envio automático de dados à Secretaria da Fazenda. A tendência para 2025 é que essa exigência se amplie, tornando essencial o uso de soluções completas que contemplem frente de caixa (PDV), estoque, financeiro e emissão de documentos fiscais. 2. Atualização da tabela NCM e CFOP A tabela de NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) e os códigos CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações) foram atualizados. Isso exige atenção dos empresários, já que erros nesses campos podem invalidar o cupom fiscal, gerando autuações. É essencial que o sistema utilizado esteja sempre sincronizado com essas tabelas atualizadas. 3. Validação em tempo real A SEFAZ (Secretaria da Fazenda) tem intensificado o processo de validação online dos cupons fiscais. Isso significa que o documento só é autorizado após análise automática dos dados transmitidos. Caso haja inconsistência, a autorização é negada, e a venda não pode ser concluída até a correção. 4. Penalidades para não conformidade O descumprimento das normas fiscais pode gerar multas que variam entre R$ 500 e R$ 5.000 por infração, além de bloqueios na inscrição estadual. Um simples erro na emissão do cupom fiscal, como a falta de dados do consumidor ou produto cadastrado com código NCM incorreto, pode gerar dor de cabeça e prejuízo. A importância de um bom sistema emissor de cupons fiscais Com tantas exigências e mudanças frequentes, utilizar um sistema de gestão com emissor de cupom fiscal integrado se tornou uma necessidade para quem quer crescer com segurança e tranquilidade. O sistema da ERPPro já vem pronto para atender às exigências fiscais de 2025, com atualizações automáticas e suporte completo. Um bom sistema ajuda a: Emitir cupons e notas fiscais de forma rápida e correta; Manter todas as regras fiscais atualizadas automaticamente; Evitar erros que resultem em penalidades; Integrar estoque, vendas e financeiro em uma única plataforma; Gerar relatórios para acompanhamento do negócio e envio à contabilidade. Além disso, sistemas mais modernos oferecem integração com TEF (Transferência Eletrônica de Fundos), leitores de código de barras, catálogo digital, e-commerce e até mesmo gestão por WhatsApp, otimizando todo o atendimento e impulsionando as vendas. Conclusão A emissão correta do cupom fiscal é mais do que uma obrigação legal: é parte essencial da gestão eficiente de qualquer negócio. Com as mudanças nas regras fiscais em 2025, contar com um sistema confiável e atualizado é o caminho mais seguro para garantir conformidade, agilidade e controle. Se a sua empresa ainda emite cupons manuais, ou se seu sistema não está adaptado às novas exigências, o momento de mudar é agora. Invista no que realmente faz diferença: tecnologia, praticidade e segurança fiscal para o seu negócio. Adriano FernandesColunista Sebrae Respostas. Link Original

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Vazamento de dados em base do CNJ atinge 11 milhões de chaves Pix

Mais de 11 milhões de chaves Pix tiveram seus dados cadastrais expostos em um incidente de segurança ocorrido no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), entre os dias 20 e 21 de julho de 2025. A falha foi confirmada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável pelo sistema, e pelo Banco Central do Brasil (BCB), que mantém os registros sobre o uso do Pix no país. De acordo com os órgãos, este é o maior vazamento de dados envolvendo o Pix desde a criação do sistema de pagamentos instantâneos em 2020. O CNJ e o BCB informaram que não houve comprometimento de informações sigilosas como saldos, senhas ou extratos bancários. Vazamento afetou mais de 11 milhões de chaves Pix O incidente comprometeu exatamente 11.003.398 registros vinculados a chaves Pix armazenadas no Sisbajud, sistema utilizado por magistrados para localizar e bloquear ativos financeiros em processos judiciais. Segundo o CNJ, o vazamento envolveu dados como: Nome completo do titular; Chave Pix utilizada (como CPF ou e-mail); Nome da instituição financeira; Número da agência e da conta bancária. Apesar da grande escala, o Banco Central e o CNJ reiteraram que não houve violação de dados sob sigilo bancário, conforme previsto pela Lei Complementar nº 105/2001. “O acesso indevido se limitou a dados cadastrais. Nenhuma informação de saldo, movimentação ou senha foi comprometida”, informou o CNJ em nota oficial. Como aconteceu a falha no Sisbajud O vazamento ocorreu durante uma operação de consulta de ativos no Sisbajud nos dias 20 e 21 de julho. A investigação inicial identificou que houve falha operacional no sistema, que permitiu acessos não autorizados às informações. O CNJ informou que está conduzindo uma apuração interna detalhada e que o caso já foi comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por fiscalizar e aplicar sanções em caso de descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O Banco Central também declarou que acompanha as medidas corretivas adotadas pelo CNJ e reforçou que o Pix continua seguro. “As medidas cabíveis já estão sendo tomadas para evitar novos episódios e mitigar os riscos”, destacou o BCB. Histórico de vazamentos no Pix Antes deste episódio, o maior vazamento registrado pelo Banco Central envolvia 414.526 chaves Pix em agosto de 2021, ligadas à instituição Ailos. Na ocasião, o incidente também foi atribuído a falhas de segurança em uma instituição participante, sem violação do sistema central do Pix. Com mais de 700 milhões de chaves Pix registradas até julho de 2025, segundo dados do Banco Central, o sistema é hoje o principal meio de transferência de dinheiro no Brasil, sendo usado diariamente por pessoas físicas, empresas e órgãos públicos. Orientações aos usuários afetados O CNJ informou que não fará contato direto com os usuários afetados pelo vazamento e que será disponibilizado um canal oficial de consulta no site do órgão (www.cnj.jus.br). A data de liberação desse canal ainda não foi divulgada. Especialistas em segurança digital recomendam que os usuários monitorem regularmente suas contas bancárias e evitem responder a mensagens suspeitas. O uso de chaves Pix expostas pode facilitar tentativas de golpes por engenharia social, como phishing e fraudes por aplicativos de mensagens. Responsabilidade legal e impactos da LGPD O caso reacende o debate sobre a responsabilidade dos órgãos públicos na proteção de dados pessoais. A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) estabelece que tanto instituições privadas quanto públicas devem adotar medidas de segurança e transparência no tratamento de dados. De acordo com a LGPD, a ANPD poderá aplicar advertências, multas ou exigir medidas de reparação caso seja constatada negligência na proteção das informações. A multa pode chegar a até 2% do faturamento da instituição, limitada a R$ 50 milhões por infração — embora esse limite seja aplicável apenas a empresas privadas. Impacto para o setor contábil Escritórios de contabilidade e profissionais da área devem estar atentos ao risco reputacional associado a falhas na proteção de dados. Empresas que utilizam o Pix em grande volume, especialmente para folha de pagamento, pagamentos a fornecedores e transferências internas, devem revisar suas políticas de segurança da informação. Além disso, é importante reforçar orientações aos clientes sobre cuidados com golpes que possam surgir com base em informações como número da conta e nome da instituição financeira. Consulta e medidas preventivas Até que o canal oficial seja disponibilizado, usuários podem: Verificar se houve movimentações incomuns nas contas; Redobrar a atenção a contatos por telefone, e-mail ou WhatsApp que citem informações bancárias; Reportar qualquer tentativa de golpe à instituição financeira e aos canais de denúncia do Banco Central. O Banco Central disponibiliza em seu site www.bcb.gov.br a lista completa de ocorrências de vazamento de dados relacionados ao Pix, com as respectivas datas e instituições envolvidas. Com informações adaptadas Reuters Link Original

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