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Empresas que ignoram Contabilidade orientada por dados perdem até 22% da receita, aponta estudo

Empresas que ainda resistem à adoção de práticas contábeis baseadas em dados podem estar comprometendo a própria saúde financeira. É o que revela o relatório Data-Driven Accounting 2025, da Deloitte, que identificou perdas de até 22% na receita anual em companhias que operam sem ferramentas de análises preditivas e dashboards integrados à rotina contábil. O estudo ouviu 1.430 executivos financeiros de médias e grandes empresas da América Latina e revelou que apenas 38% utilizam tecnologias preditivas em seus processos contábeis. Entre as que não utilizam, 61% relatam retrabalho constante, decisões mal fundamentadas e baixa previsibilidade financeira como principais entraves à gestão eficiente. Segundo Jhonny Martins, vice-presidente do SERAC, hub de soluções corporativas que atua nas áreas contábil, jurídica, educacional e de tecnologia, o impacto é ainda mais grave entre as pequenas e médias empresas, que representam 99% dos CNPJs ativos no Brasil, de acordo com dados do Sebrae. “Empresas que operam no escuro, sem acesso a dados interpretáveis em tempo real, acabam tomando decisões por intuição. Isso compromete não só o faturamento, mas a longevidade do negócio”, afirma. Jhonny, que também é especialista em contabilidade consultiva, explica que a ausência de relatórios estruturados dificulta o planejamento tributário, o controle do fluxo de caixa e a precificação correta de produtos e serviços. “Com dashboards contábeis, é possível simular cenários, prever inadimplência e identificar gargalos operacionais. É uma virada estratégica que transforma a contabilidade de um centro de custo em alavanca de crescimento”, pontua. O levantamento da Deloitte também revelou que empresas com forte integração entre dados contábeis e indicadores estratégicos apresentaram desempenho até 31% superior em EBITDA nos últimos dois anos, em comparação com organizações que operam com registros manuais ou de forma reativa. Apesar do avanço tecnológico e da oferta crescente de soluções digitais, a transformação digital no setor contábil ainda encontra resistência, especialmente entre PMEs. Para Martins, o problema não está apenas na adoção de ferramentas, mas na cultura de gestão. “Não basta contratar um software. É preciso entender que a contabilidade não é uma obrigação fiscal, mas um sistema de inteligência empresarial. Mudar essa mentalidade é urgente”, alerta. A expectativa do setor é que, até 2027, cerca de 70% das empresas de médio porte adotem alguma forma de contabilidade preditiva, segundo o mesmo estudo. O movimento será impulsionado tanto pela necessidade de antecipação diante de cenários econômicos voláteis quanto por exigências regulatórias mais rígidas. “Deixar dinheiro na mesa em um ambiente de margens apertadas pode ser fatal. Quem ainda não começou essa jornada precisa se movimentar. A contabilidade orientada por dados não é mais uma vantagem competitiva. É uma condição de sobrevivência”, conclui o vice-presidente do Serac. Fonte: Economia S/A Link Original

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Conselho aprova distribuição do lucro do FGTS para trabalhadores

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta quarta-feira (24), a proposta do Ministério do Trabalho e Emprego para a distribuição de R$ 12,9 bilhões aos trabalhadores, referentes ao resultado do fundo. O lucro total do FGTS no exercício foi de R$ 13,6 bilhões, dos quais 95% serão repassados aos trabalhadores. Os valores devem ser creditados nas contas vinculadas ainda neste mês, uma vez que a Caixa Econômica Federal está autorizada a realizar os depósitos a partir da deliberação do Conselho Curador. O prazo legal para o repasse, no entanto, se estende até 31 de agosto. Entre 2016 e 2023, a média anual da distribuição de resultados foi de R$ 10,3 bilhões. No ano passado, quando o FGTS registrou o maior lucro da sua história, referente ao exercício de 2022, foram distribuídos R$ 15,2 bilhões aos trabalhadores. As contas vinculadas ao FGTS terão rentabilidade de 6,05% (TR + 3% ao ano + distribuição de resultados), percentual superior ao IPCA, índice que mede a inflação e cujo acumulado no ano foi de 4,83%. O reajuste será aplicado em 235 milhões de contas, beneficiando 134 milhões de trabalhadores que apresentam saldo positivo em 31 de dezembro de 2025. Com isso, o Conselho Curador cumpre a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece que a remuneração das contas do FGTS, composta por TR, juros de 3% ao ano e distribuição de resultados, deve garantir, no mínimo, a reposição da inflação oficial. Neste ano, o rendimento supera esse índice.  Na reunião, a Caixa Econômica Federal, agente operadora do FGTS, apresentou os dados referentes ao exercício de 2024. Segundo as informações, o Fundo registrou a maior arrecadação de sua história, impulsionada pelo aumento do número de trabalhadores com vínculo formal e pela elevação dos salários, conforme dados do Caged e do IBGE. A arrecadação total foi de R$ 175,4 bilhões em 2023 e alcançou R$ 192 bilhões em 2024, representando um crescimento de 9%. Já os saques aumentaram 15% em relação a 2023, impulsionados principalmente pelo saque-aniversário e por eventos extraordinários, como o saque-calamidade no Rio Grande do Sul. Em contrapartida, a arrecadação líquida (diferença entre arrecadação e saques) teve uma queda de 13%, impactada sobretudo pelo saque-aniversário. Em 2023, a arrecadação líquida foi de R$ 33,1 bilhões; em 2024, recuou para R$ 28,7 bilhões. O ativo total do FGTS em 2024 é de R$ 770,4 bilhões, dos quais R$ 552,2 bilhões estão alocados na carteira de crédito. Segundo o ministro, neste ano o FGTS liberou R$ 163,3 bilhões em saques para os trabalhadores e desembolsou mais de R$ 117,6 bilhões em aplicações nas áreas de habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana, injetando aproximadamente R$ 280,9 bilhões na economia. Também foi apresentado o Relatório de Gestão do FGTS referente ao exercício de 2024. No âmbito da arrecadação, o documento destaca que a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego realizou 24.527 ações fiscais, que resultaram na apuração de R$ 3,21 bilhões em contribuições de FGTS devidas e notificadas. Durante a execução dessas ações, foram efetivamente recolhidos mais de R$ 167,15 milhões, o que reforça a relevância da atuação da Inspeção do Trabalho. Além disso, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Caixa Econômica Federal recuperaram R$ 1,3 bilhão em valores devidos ao FGTS ao longo de 2024. Neste ano, o Ministério do Trabalho e Emprego também regulamentou o FGTS Digital, que já contabiliza 34 milhões de guias digitalizadas e pagas. Link Original

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Por que o PIX se tornou um modelo mundial de inovação e atrai críticas dos EUA?

Desde seu lançamento pelo Banco Central em 2020, o PIX tem promovido uma revolução nos meios de pagamento do país. Com mais de 170 milhões de usuários ativos — entre pessoas físicas e jurídicas —, o sistema já responde por mais de 70% das transferências financeiras nacionais. O segredo do PIX vai muito além da gratuidade para pessoas físicas e da operação em tempo integral. Ele impulsionou a inclusão financeira, digitalizou operações e trouxe mais eficiência ao ecossistema bancário.  Desenvolvido pelo Banco Central, o PIX é um sistema de pagamentos instantâneos que possibilita transferências e pagamentos em até 10 segundos, a qualquer hora ou dia da semana. As transações são concluídas de forma imediata e segura. Qualquer pessoa ou empresa que possua conta em uma instituição financeira ou de pagamento habilitada pode utilizar o sistema — inclusive MEIs e órgãos públicos. Por que os EUA estão investigando o Pix? Recentemente o Pix tornou-se alvo de uma investigação comercial dos Estados Unidos por suposta prática desleal. A iniciativa, conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), alega que o Pix, por ser gratuito para pessoas físicas e desenvolvido pelo governo, cria barreiras à competição e prejudica empresas americanas como Visa, Mastercard, Apple Pay e PayPal. Embora o nome “Pix” não seja citado diretamente, os indícios apontam claramente para o modelo brasileiro. O relatório da Seção 301 da Trade Act de 1974 indica que os EUA avaliam se o Brasil está adotando políticas que distorcem o mercado global de pagamentos digitais, inclusive no que diz respeito à proteção de dados e barreiras regulatórias.  O avanço do Pix, inclusive com planos de internacionalização, tem gerado desconforto nos EUA por representar uma ameaça ao modelo comercial de empresas privadas. A investigação pode resultar em medidas retaliatórias, e o governo americano abriu consultas públicas até agosto, com audiência marcada para setembro de 2025. Por que o Banco Central criou o PIX? Cortar custos operacionais no setor financeiro O PIX foi desenhado para substituir meios tradicionais, como TED, DOC e boletos, reduzindo os custos envolvidos nessas operações. Estima-se uma economia bilionária anual ao sistema financeiro nacional. Ampliar o acesso bancário Antes do lançamento do PIX, mais de 30 milhões de brasileiros não tinham acesso efetivo a serviços bancários. A facilidade de uso e a gratuidade do sistema abriram portas para milhões de novos usuários, contribuindo para a bancarização da população. Estimular a concorrência O sistema também ajudou a democratizar o setor financeiro ao permitir a entrada de fintechs e instituições de menor porte, reduzindo a concentração nos grandes bancos e estimulando soluções inovadoras. Adoção em massa: os números do PIX impressionam Crescimento contínuo De acordo com o Banco Central, até julho de 2025 o sistema já havia movimentado mais de R$ 25 trilhões desde seu início. A média mensal já ultrapassa 5 bilhões de operações. Fortemente adotado por pequenos negócios Pesquisa do Sebrae revela que 80% dos microempreendedores utilizam o PIX como principal método de recebimento, atraídos por sua simplicidade e ausência de tarifas elevadas. Diversidade de usuários Embora os jovens entre 18 e 35 anos liderem as transações, pessoas idosas também vêm adotando o sistema, incentivadas pela facilidade das chaves PIX — como CPF, e-mail ou número de celular — e pelo uso de QR Codes. Segurança: um dos pilares do PIX O Banco Central investiu fortemente em proteção para garantir a confiança dos usuários: Infraestrutura com múltiplas camadas A comunicação é criptografada, há autenticação em dois fatores e o sistema conta com mecanismos antifraude operando em tempo real. Limites e restrições por horário Para evitar crimes como o sequestro relâmpago, existem limites para operações noturnas, e as instituições financeiras podem configurar limites personalizados. Possibilidade de devolução Desde 2021, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) permite reverter transações em casos de fraude comprovada, oferecendo segurança adicional. Os impactos do PIX na economia brasileira Estímulo à liquidez no mercado O PIX facilitou o consumo imediato, encurtando o tempo entre o pagamento e o recebimento, principalmente para pequenos empreendedores. Menor uso de dinheiro físico A circulação de cédulas caiu significativamente — cerca de 35% desde 2020 — o que reduz os custos com transporte de valores e ajuda a formalizar transações informais. Impulso à digitalização Com o PIX, o uso de apps bancários cresceu, assim como os pagamentos por aproximação e o comércio digital, gerando um ciclo positivo de modernização. O mundo observa o PIX com atenção Reconhecimento internacional Organismos como OCDE e Banco Mundial destacam o PIX como exemplo de sucesso em seus relatórios. Países de diferentes continentes vêm estudando sua estrutura e impactos. Países que se inspiram no modelo brasileiro Colômbia: está implementando um sistema semelhante ao PIX. México e Peru: estão melhorando a interoperabilidade entre carteiras digitais. Índia e Singapura: incorporaram elementos do PIX em seus próprios sistemas. O que esperar do PIX no futuro? PIX Automático Previsto para estrear até o final de 2025, o recurso permitirá pagamentos recorrentes como contas, mensalidades e assinaturas, substituindo os tradicionais débitos automáticos. Integração com o Open Finance A conexão entre o PIX e o sistema Open Finance permitirá que consumidores tenham acesso facilitado a produtos financeiros personalizados, como empréstimos e seguros. PIX Internacional A criação de uma versão internacional do PIX está em estudo, com foco em facilitar remessas e operações transfronteiriças entre países da América Latina. Desafios ainda presentes Cibercrimes e fraudes Apesar da segurança robusta, golpes por engenharia social e fraudes com QR Code persistem. É essencial reforçar campanhas de educação financeira e digital. Inclusão digital em regiões afastadas Áreas com baixa cobertura de internet ainda enfrentam barreiras de acesso ao sistema. Avanços dependem de investimentos públicos em conectividade. Uso em serviços públicos Embora alguns órgãos já aceitem o PIX, muitos municípios ainda não adotaram o sistema em serviços como arrecadação de tributos — uma frente com grande potencial de crescimento. O PIX molda o futuro dos pagamentos no Brasil Mais do que uma inovação tecnológica, o PIX tornou-se um marco da transformação digital brasileira. Com adesão crescente, forte impacto econômico

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Simples Nacional: regime favorecido, mas não simplório

Muito se fala sobre o Simples Nacional como uma solução acessível para micro e pequenas empresas. De fato, trata-se de um regime tributário favorecido, com o mérito de consolidar tributos e reduzir burocracias. No entanto, a ideia de que se trata de um sistema fácil, intuitivo e sem riscos fiscais é uma ilusão perigosa. O Simples demanda atenção técnica apurada: ▪️ A definição correta dos anexos e alíquotas depende da atividade e da composição da receita; ▪️ O desenquadramento por vedação legal ou excesso de receita pode gerar débitos inesperados, com efeitos retroativos; ▪️ Há impactos relevantes na contratação de terceiros, na segregação de receitas, no uso do fator “r” e na estrutura societária da empresa. Ao longo de mais de três décadas de atuação em Direito Tributário, observei que erros estratégicos no enquadramento, ainda que involuntários, são recorrentes — e muitas vezes custosos. A complexidade está nos detalhes, e é justamente aí que se constrói um planejamento tributário eficaz, ainda que dentro do Simples.   Link Original

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Reforma Tributária e o setor de tecnologia: como a CBS de 8,8% vai impactar o suporte técnico e a venda de software

Com a aprovação da Lei Complementar nº 214/2025, o Brasil inicia a transição para um novo modelo de tributação sobre o consumo. A partir de 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substituirá o PIS e a Cofins. Essa mudança afeta diretamente o setor de tecnologia, especialmente empresas que atuam com suporte técnico, licenciamento de software e serviços de TI, atualmente muitas vezes tributadas de forma cumulativa, mesmo estando no Lucro Real. Neste artigo, analisamos o funcionamento atual, o que muda com a CBS, e como o novo modelo pode representar aumento ou redução da carga tributária — dependendo da estrutura de custos da empresa. Como funciona hoje: cumulatividade mesmo no Lucro Real Atualmente, muitas empresas do setor de tecnologia, mesmo sendo optantes do Lucro Real, são tributadas pelo regime cumulativo de PIS e Cofins. Isso significa uma alíquota conjunta de 3,65% (0,65% de PIS e 3% de Cofins) aplicada sobre a receita bruta, sem direito a créditos. Esse modelo atinge atividades como: Suporte técnico de informática; Instalação e manutenção de sistemas; Licenciamento de software (SaaS ou perpétuo não personalizado); Consultoria em TI sem natureza técnica especializada. Na prática, essas empresas recolhem os tributos sobre o valor total da receita, mesmo quando estão no regime de apuração do Lucro Real, o que gera uma distorção em relação a outros setores. O que muda com a CBS a partir de 2027 Com a entrada em vigor da CBS: Todas as empresas, independentemente do setor, passarão ao regime não-cumulativo; A alíquota de referência será de 8,8% sobre a receita bruta; Haverá amplo direito a crédito, incluindo despesas com: Energia elétrica; Aluguéis; Serviços tomados; Infraestrutura de TI (nuvem, software, hardware); Insumos operacionais e ativos. O novo modelo elimina a cumulatividade e busca padronizar o tratamento fiscal entre setores. No entanto, a vantagem econômica dependerá diretamente do volume de despesas passíveis de gerar crédito. Exemplo prático: empresa de tecnologia com estrutura leve Uma empresa prestadora de suporte técnico e venda de licenças de software opera com receita mensal de R$ 100.000,00 e tem despesas operacionais creditáveis de apenas R$ 10.000,00 por mês. Cenário atual (regime cumulativo): Alíquota: 3,65% Recolhimento mensal: R$ 3.650,00 Sem direito a crédito A partir de 2027 (CBS 8,8%, não cumulativa): Débito de CBS: R$ 8.800,00 Crédito (8,8% sobre R$ 10.000): R$ 880,00 CBS líquida a pagar: R$ 7.920,00 Comparativo: Modelo Receita Crédito Imposto a pagar Observação Regime cumulativo atual R$ 100 mil R$ 0 R$ 3.650,00 Alíquota menor, sem aproveitamento de crédito CBS não cumulativa (2027) R$ 100 mil R$ 880 R$ 7.920,00 Carga praticamente dobra com pouca despesa creditável Alerta: a CBS pode aumentar a carga para empresas com estrutura enxuta Empresas de tecnologia geralmente operam com estrutura leve, alta margem e poucos insumos creditáveis. Em muitos casos, utilizam software próprio, mão de obra interna e prestam serviços baseados em conhecimento, o que limita a geração de créditos. Essa realidade é comum entre: Startups de software e SaaS; Consultorias de TI; Empresas de suporte técnico com equipe interna e terceirização mínima. Nesses casos, a CBS pode representar um aumento real da carga tributária em relação ao regime cumulativo atual. Estratégias e pontos de atenção Apesar da possível elevação da carga, existem estratégias para mitigar os efeitos: Revisar e formalizar contratos com fornecedores para garantir crédito; Avaliar o modelo de negócio e identificar oportunidades de crédito; Recalcular precificação para absorver ou repassar parte da nova carga; Preparar sistemas e estrutura contábil para a nova lógica de escrituração da CBS. Apêndice técnico – Tratamento do setor de tecnologia na Lei Complementar nº 214/2025 Tema Artigo da LC 214/2025 Conteúdo Legal Aplicação ao setor de tecnologia Conclusão A Reforma Tributária, por meio da CBS, busca simplificar e tornar mais justa a tributação sobre o consumo. Para o setor de tecnologia, ela resolve uma distorção histórica ao eliminar a cumulatividade do PIS e Cofins. No entanto, empresas com estrutura enxuta, margem alta e poucos insumos creditáveis poderão enfrentar um aumento real da carga tributária, mesmo estando no Lucro Real. A antecipação e o planejamento fiscal são indispensáveis para esse setor até 2027. Link Original

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Na transição de CFO a CEO, líderes impulsionam crescimento com estratégia e tecnologia

A transição de CFOs para o cargo de CEO vem ganhando força no Brasil e no mundo, refletindo uma transformação nas exigências da liderança corporativa. Cada vez mais, empresas buscam profissionais com perfil analítico, domínio de dados, visão estratégica e capacidade de liderar transformações tecnológicas. Segundo a Global CEO Survey, da PwC, 45% dos CEOs brasileiros estão priorizando a transformação digital como principal foco estratégico. O estudo também destaca que o perfil mais desejado hoje para liderar empresas é o de executivos com forte preparo técnico, capacidade de gerir riscos e foco em inovação. Neste novo cenário, os CFOs têm se consolidado como sucessores naturais à cadeira de CEO. E dentro desse movimento, as mulheres se destacam. Atualmente, 38% dos cargos de liderança no Brasil são ocupados por mulheres, e no setor financeiro, elas já representam 34% dos postos de liderança em bancos e fintechs. A Holding SM é um exemplo dessa nova liderança. Especializada em BPO Financeiro, compliance, contabilidade e controladoria, a empresa promoveu a então CFO Thamires Abdala à posição de CEO, apostando em uma gestão orientada por dados, inovação e valorização de talentos internos. Desde então, ela lidera uma transformação consistente na empresa. Em 2024, sob sua liderança, a companhia alcançou um faturamento de R$ 15 milhões e foi reconhecida como a 2ª melhor empresa para se trabalhar no Rio de Janeiro e a 47ª no ranking nacional da GPTW, entre 1.440 empresas certificadas. “Desenvolver lideranças femininas é um investimento com retorno garantido. As mulheres trazem uma visão sensível, mas extremamente técnica e estratégica, sobretudo quando vêm da área financeira. A Holding acreditou nisso, e os resultados têm sido claros”, afirma Thamires Abdala, CEO da Holding SM. Empresas lideradas por mulheres crescem, em média, 21% mais do que aquelas com estruturas majoritariamente masculinas. Além dos números, há ganhos importantes em inovação, diversidade e alinhamento. Exemplos como Luiza Trajano da Magazine Luiza, Paula Bellizia da Google Cloud e Tânia Cosentino da Microsoft Brasil reforçam esse movimento. A transformação também está diretamente ligada à adoção de novas tecnologias, que se tornaram indispensáveis para líderes financeiros que desejam posicionar suas empresas à frente no mercado. Segundo o relatório do PD.org, 22% das empresas brasileiras já utilizam inteligência artificial em seus processos, e esse número só tende a crescer. A nova geração de CFOs representa mais do que uma tendência: ela aponta para uma reconfiguração da liderança empresarial, um modelo baseado em preparo técnico, inteligência analítica, diversidade e compromisso com a inovação. Fonte: Braun Comunicação Integrada Link Original

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Confisco de criptoativos no combate ao crime digital

A recente operação da Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público, expôs com clareza o novo cenário do combate ao crime digital no Brasil: dois suspeitos foram presos por fraudes envolvendo transferências via PIX e, além disto, cerca de R$ 55 milhões em criptoativos foram bloqueados judicialmente. A cifra impressiona, mas o que mais chama a atenção é a agilidade da repressão penal frente a um ativo cuja natureza parecia, até pouco tempo, indomável. Esse movimento só se tornou possível graças à Lei 14.478/2022 — o chamado Marco Legal dos Criptoativos, em vigor desde junho de 2023. A norma trouxe para o centro da legalidade um mercado até então marcado por informalidade, ausência de controle e um discurso libertário que, muitas vezes, servia de manto para práticas ilícitas. Desse modo, o texto legal não apenas definiu o que é ativo virtual, mas impôs regras duras às exchanges — as plataformas que intermedeiam a compra e venda de criptoativos. Ressalta-se que essas regras não são decorativas, pois as exchanges passaram a ser obrigadas a identificar seus clientes (KYC), monitorar fluxos de capitais com ferramentas contra lavagem de dinheiro (AML), comunicar operações suspeitas ao COAF e, sobretudo, colaborar com autoridades judiciais e policiais sempre que requisitadas. Não se trata, portanto, apenas de boa prática, mas de dever legal, cuja violação pode gerar responsabilização administrativa, civil e, em certos casos, penal. Esse novo ambiente jurídico permitiu que o Estado brasileiro avançasse sobre bens até então blindados por uma camada tecnológica difícil de penetrar, possibilitando a apreensão de cifras milionárias, custodiadas em exchanges, com base em decisões judiciais que reconhecem os ativos digitais como produtos de atividade criminosa, rompendo com o passado recente, em que o confisco digital era quase uma utopia. Mas o avanço do direito não elimina os desafios técnicos, pois a volatilidade dos criptoativos exige perícia na sua valoração, considerando a existência de carteiras “frias”, sem custódia de terceiros, custodiadas em exchanges sediadas no exterior, especialmente em jurisdições opacas, que resistem ou demoram a cumprir determinações da Justiça brasileira. São entraves reais, que exigem estratégias jurídicas cada vez mais sofisticadas. Diante disso, a cooperação internacional ganha protagonismo, vez que a utilização de tratados multilaterais, como as convenções de Viena, Palermo e Mérida, viabiliza medidas como o bloqueio extraterritorial de ativos, o compartilhamento de informações entre autoridades e a repatriação de valores. Logo, não se trata de uma formalidade diplomática, mas de uma engrenagem concreta, que tem produzido resultados mensuráveis. Espera-se, ainda, outro importante ponto de inflexão, com a regulamentação infralegal prometida pelo Banco Central, que promete definir as exigências específicas para a atuação de exchanges no país, inclusive quanto à supervisão direta de suas operações, o que deve ampliar a previsibilidade regulatória, facilitar bloqueios judiciais e, ao mesmo tempo, elevar o padrão de compliance no setor. Nesse contexto, cresce a demanda pelo fortalecimento de estruturas sólidas de compliance em exchanges, diante da responsabilização atribuída às plataformas pela legislação vigente, o que é ressaltado pela formalização do crime organizado que, cada vez mais, ganha aparência de legalidade através da introdução na economia formal, favorecendo práticas ilícitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Dessa forma, instrumentos de cooperação internacional ganham relevo como ferramenta de combate à criminalidade, praticada dentro e fora do ambiente digital, o que não pode ser afetado por disputas ideológicas entre as nações, sob pena de enfraquecer a investigação e o confisco de ativos ilícitos que ameaçam a integridade da economia interna de cada país. Link Original

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Ainda em dúvida sobre o Pix automático? Entenda como funciona e como usar

Desde o dia 16 de junho, o PIX Automático passou a operar oficialmente como uma nova etapa do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Desenvolvido pelo Banco Central, o recurso viabiliza débitos recorrentes — como mensalidades, assinaturas e contas — sem necessidade de boletos ou cartões. A proposta é oferecer aos usuários uma alternativa mais simples, transparente e controlável para pagamentos periódicos. Com uma única autorização via aplicativo bancário, o consumidor pode agendar pagamentos automáticos debitados diretamente da conta-corrente, sem precisar inserir número de cartão, CVV ou data de vencimento. A ferramenta chega em um momento em que o Pix já é o meio de pagamento mais utilizado no país por 73% dos brasileiros, segundo levantamento da MindMiners. Ainda assim, métodos tradicionais como cartão de débito (60%) e crédito (53%) seguem sendo os preferidos para transações recorrentes. “Esse protagonismo do Pix reflete uma mudança de comportamento importante, especialmente entre os mais jovens e microempreendedores. A simplicidade da ferramenta — que dispensa maquininhas e taxas — tem sido determinante para impulsionar pequenos negócios, ampliar o acesso ao sistema bancário e estimular a digitalização da economia”, destaca o diretor de Negócios da Lina Open X, Murilo Rabusky. A simplicidade que desafia o mercado tradicional A proposta do PIX Automático é direta: eliminar a complexidade dos pagamentos recorrentes. Diferentemente dos cartões, que exigem informações como número, CVV e data de validade, o novo sistema funciona com uma única autorização no aplicativo bancário. O processo é intuitivo: o consumidor recebe uma proposta de débito automático da empresa, autoriza uma única vez no app bancário e, a partir daí, os pagamentos acontecem automaticamente nas datas acordadas. O diferencial está no controle: o usuário pode cancelar, pausar ou alterar valores diretamente pelo celular, sem burocracia. “Essas inovações tornam o sistema mais eficiente, seguro e acessível — tanto para consumidores quanto para empresas — e consolidam o Brasil como um dos líderes globais em inovação bancária. Ao evoluir continuamente de acordo com o comportamento do consumidor, o Pix reafirma seu papel como motor da inclusão, da inovação e da competitividade no sistema financeiro nacional”, diz Murilo Rabusky. Vantagens competitivas em relação aos cartões Entre os principais atrativos da nova modalidade para empresas está a redução das taxas de inadimplência e fricções comuns nos pagamentos por cartão — como limites excedidos ou cartões vencidos. Segundo estimativas do setor, até 40% das tentativas de cobrança por cartão são recusadas por motivos diversos. Além disso, a simplicidade do fluxo pode favorecer a adesão a serviços de assinatura. A fricção no momento do pagamento ainda é um gargalo para retenção. Soluções como o Pix Automático ajudam a eliminar essas barreiras. Apesar das vantagens, a nova modalidade também enfrenta obstáculos de implementação. Bancos e fintechs precisam adaptar seus sistemas para operar com a infraestrutura de autorização e cancelamento do Pix Automático. Do lado das empresas, é necessário investir em integração tecnológica e comunicação clara com os consumidores. Uso em previdência, saúde e educação Mesmo em estágio inicial, o Pix Automático já começa a ser adotado em setores além do varejo digital. Na área de previdência, a Brasilprev, em parceria com a fintech Lina Open X, realiza a contratação de planos com pagamento via Pix Automático. Instituições de ensino também vêm explorando a alternativa para cobrança de mensalidades, assim como clínicas de saúde e operadoras de plano. A expectativa é que, com o tempo, a nova modalidade possa substituir tanto boletos quanto cartões em transações recorrentes. O modelo favorece negócios com alta taxa de recorrência, como academias, clubes de assinatura e cursos online. “Empresas que conseguirem integrar o PIX Automático de forma inteligente terão vantagem competitiva significativa. A tecnologia não apenas reduz custos, mas melhora a experiência do cliente e aumenta a fidelização”, conclui o diretor da Lina Open X. O que vem pela frente A estreia do Pix Automático faz parte de uma agenda mais ampla do Banco Central para ampliar o ecossistema de pagamentos instantâneos. Ainda para 2025, está previsto o lançamento do Pix Parcelado, que permitirá dividir valores em diversas parcelas diretamente na conta-corrente — com ou sem juros, dependendo da negociação com a instituição financeira. Com isso, o Brasil caminha para consolidar um sistema que oferece pagamentos à vista, recorrentes e parcelados — tudo dentro do mesmo ambiente e sem necessidade de cartão. É uma mudança com potencial de impacto significativo em diversos setores da economia. Fonte: Temma Link Original

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Por que a reforma tributária deve impulsionar as exportações de tecnologia no Brasil

A reforma tributária aprovada no Brasil representa uma oportunidade histórica para o país se posicionar como protagonista no comércio global de serviços, especialmente na área de tecnologia. A afirmação é do especialista em tributação internacional Lisandro Vieira, CEO da WTM e Diretor do Grupo Temático de Internacionalização da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), durante palestra realizada no Enaserv 2025, evento de comércio exterior no Brasil, organizado pela AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil). Aprovada em dezembro de 2023 e regulamentada em 2025, a reforma unifica cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) em dois novos impostos sobre valor agregado: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), gerido por estados e municípios. Esses tributos seguem o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), utilizado por mais de 170 países no mundo. A mudança visa simplificar o sistema tributário, eliminar a cumulatividade e adotar a tributação no destino, promovendo maior transparência e competitividade nas transações internacionais. “Mesmo com todos os esforços já feitos, hoje menos de 1% das empresas brasileiras exportam serviços. Isso é reflexo direto da complexidade tributária e da insegurança jurídica que travam o setor”, afirmou Lisandro. “A reforma pode corrigir distorções e aproximar o Brasil dos modelos internacionais baseados em IVA, como já ocorre em mais de 90% dos países do mundo.” O executivo destacou que, atualmente, a exportação de serviços enfrenta uma série de entraves, como a dificuldade em comprovar a natureza internacional da operação, a multiplicidade de tributos e a desconfiança por parte de órgãos públicos. “Os exportadores de serviços não são bem-vindos pelos municípios. Existe uma cobrança eterna de ISS, mesmo quando a legislação prevê isenção para exportações”, explicou. Segundo ele, a reforma tributária tem potencial para mudar essa lógica ao simplificar regras, eliminar a sobreposição de tributos e estimular a competitividade internacional das empresas brasileiras. “Nós estamos atrasados. Enquanto nossos vizinhos já operam com sistemas tributários mais enxutos e amigáveis à exportação, seguimos penalizando quem quer crescer para fora”, disse, destacando também a importância de preparação por parte de prefeituras e outros órgãos do poder público, que devem se atualizar para evitar entraves na adaptação. Lisandro também compartilhou a experiência da WTM, empresa especializada em soluções para comércio internacional de tecnologia, que atua diariamente com empresas enfrentando essas barreiras: “Não estamos falando de teoria. São obstáculos que vivemos na prática, resolvendo pagamentos e recebimentos internacionais de centenas de clientes”, pontuou. Com as novas regras tributárias que, gradativamente, entrarão em vigor nos próximos anos, Lisandro destaca que os impostos serão mais amigáveis para vender tecnologia para o exterior do que internamente no mercado brasileiro. Desta forma, desponta também a necessidade de iniciar um pensamento global para as empresas brasileiras que desejam começar a expandir seu mercado. O especialista defende a importância de fomentar a cultura exportadora desde a formação dos profissionais e nas estratégias empresariais: “Não é possível pensar em internacionalização com empresas que só falam português, que só faturam e poupam em reais. Precisamos formar pessoas e empresas globais”, concluiu. Fonte: WTM Link Original

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