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NR-1 e o diálogo obrigatório: como a nova Norma reposiciona trabalhadores no centro da gestão de riscos psicossociais

Com a publicação da Portaria MTE nº 1.419/2024, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passou por uma transformação significativa, especialmente no que diz respeito à inclusão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Anteriormente, a NR-1 previa apenas a consulta aos trabalhadores sobre os riscos ocupacionais. Com a nova redação, especialmente no item 1.5.3.3, a norma exige que as organizações adotem mecanismos para: Proporcionar noções básicas sobre o gerenciamento de riscos ocupacionais aos trabalhadores; Consultar os trabalhadores quanto à percepção de riscos ocupacionais, podendo utilizar manifestações da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), quando houver; Comunicar aos trabalhadores os riscos consolidados no inventário de riscos e as medidas de prevenção previstas no plano de ação. Essa abordagem está alinhada com o item 5.4 da ISO 45001, que trata do envolvimento dos trabalhadores na segurança ocupacional. Riscos Psicossociais: uma responsabilidade compartilhada A inclusão dos riscos psicossociais no GRO exige que as empresas adotem medidas preventivas para proteger a saúde mental dos trabalhadores. Isso inclui a identificação e mitigação de fatores como sobrecarga de trabalho, pressão excessiva, assédio moral, conflitos interpessoais, ausência de suporte e falta de autonomia no trabalho. Para que a gestão desses riscos seja eficaz, é fundamental que os trabalhadores participem ativamente de todas as fases do processo, desde a identificação até a implementação das medidas de prevenção. Essa participação não apenas enriquece o diagnóstico organizacional, mas também fortalece a cultura de prevenção e bem-estar no ambiente de trabalho. Implementando o diálogo na prática Para atender às exigências da nova NR-1, as empresas devem: Estabelecer canais de comunicação eficazes: Criar espaços seguros para que os trabalhadores possam relatar situações de risco psicossocial, como assédio ou ambientes tóxicos. Formar comitês multidisciplinares: Incluir representantes do RH, jurídico, saúde ocupacional, lideranças e, quando possível, dos próprios trabalhadores, para que as decisões sejam tomadas de forma colaborativa. Revisar políticas internas: Atualizar códigos de ética e políticas de conduta para incluir explicitamente o tema da saúde mental. Promover treinamentos regulares: Capacitar líderes e equipes sobre assédio moral e sexual, gestão de conflitos, comunicação não violenta e respeito à diversidade. Analisar dados históricos: Levantar informações sobre afastamentos por transtornos mentais para identificar padrões e orientar ações preventivas. Um compromisso com o futuro do trabalho A nova NR-1 representa um avanço significativo na forma como as empresas abordam a segurança e a saúde no trabalho, especialmente no que tange à inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Ao exigir a participação ativa dos trabalhadores em todas as fases do processo, a norma promove um ambiente de trabalho mais humano, colaborativo e resiliente. As empresas que abraçarem essa mudança não apenas estarão em conformidade com a legislação, mas também estarão investindo no bem-estar de seus colaboradores e na sustentabilidade de seus negócios. Referências: Portaria MTE nº 1.419/2024 – Nova Redação da NR-1 Nova NR 1: Principais Mudanças com a Portaria 1419/2024 O que mudou na NR-1 para 2025? Veja como adaptar sua empresa Link Original

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O segredo das empresas éticas que vencem: compliance como estratégia de crescimento

Vivemos tempos de intensa transformação econômica e social. No Brasil, escândalos de corrupção envolvendo figuras públicas e grandes empresas ganharam manchetes, abalaram a confiança nas instituições e impactaram diretamente o ambiente de negócios. Para o empresário brasileiro, essa instabilidade tem custo alto: afeta investimentos, prejudica a reputação e corrói a previsibilidade tão essencial ao crescimento. No meio desse cenário desafiador, um conceito ganhou força e passou a ser visto não apenas como medida preventiva, mas como diferencial estratégico: Compliance. Mais do que cumprir leis, Compliance é sobre credibilidade. É sobre construir um ambiente ético, confiável e competitivo — dentro e fora da empresa. Por que o Compliance se tornou indispensável A corrupção não começa nos grandes escândalos. Ela se infiltra nas brechas do cotidiano, nos pequenos “favores”, nos atalhos que se normalizaram. Essa mentalidade, além de comprometer a ética, mina o crescimento saudável dos negócios. Mas há um movimento em curso. Empresas estão despertando para a necessidade de estruturar regras claras, fortalecer controles internos e adotar uma postura firme diante de práticas irregulares. É uma nova cultura corporativa, mais consciente, mais madura — e cada vez mais exigida por investidores e parceiros comerciais. Compliance: do conceito à prática O conceito de Compliance surgiu nos Estados Unidos, impulsionado por uma crise que abalou a confiança nas relações entre empresas e o poder público. Na década de 1970, o escândalo Watergate revelou um esquema massivo de corrupção envolvendo autoridades e grandes corporações. As investigações mostraram que centenas de empresas americanas realizavam pagamentos ilegais a agentes públicos estrangeiros para obter vantagens comerciais. A resposta foi rápida e decisiva. Em 1977, nasceu a Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) — a primeira grande lei anticorrupção com aplicação além das fronteiras nacionais. A norma passou a proibir práticas de suborno em qualquer parte do mundo, colocando em evidência a responsabilidade legal das empresas em suas relações comerciais internacionais. Esse movimento inspirou uma série de transformações legislativas em todo o mundo. Advogados empresariais passaram a atuar de forma mais estratégica, orientando organizações sobre a necessidade de se adequar às novas exigências legais e éticas. A partir dali, a cultura da integridade começou a se consolidar como parte fundamental da gestão corporativa. O Brasil entra em cena No Brasil, o avanço do Compliance ganhou força especialmente após a Lei 12.846/2013, conhecida como Lei Anticorrupção. Ela representou um divisor de águas, porque passou a responsabilizar pessoas jurídicas por atos ilícitos contra a Administração Pública, mesmo que sem comprovação de dolo ou culpa — ou seja, é uma lei de responsabilidade objetiva. Essa legislação não surgiu isoladamente. Ela foi inspirada por tratados internacionais assinados pelo Brasil, como: A Convenção da OCDE sobre suborno em transações internacionais; A Convenção da OEA contra a corrupção; A Convenção da ONU, que estabeleceu padrões globais para combate à corrupção. Além de permitir sanções pesadas (multas, proibição de contratar com o governo, etc.), a lei trouxe um ponto essencial: a existência de um programa de integridade pode reduzir as penalidades aplicadas à empresa. Ou seja, quem previne de verdade, responde menos. Compliance não é só defesa: é posicionamento de marca Nos últimos anos — especialmente após os desdobramentos da Operação Lava Jato — o olhar dos investidores estrangeiros sobre o Brasil tornou-se mais cauteloso. Mesmo empresas que jamais se envolveram em escândalos passaram a ser cobradas por algo que hoje é inegociável: transparência, controle e políticas internas bem definidas. Em fusões, aquisições ou joint ventures, é cada vez mais comum a realização de auditorias de integridade (due diligence), com o objetivo de verificar se a empresa brasileira cumpre padrões internacionais de conformidade. E quando isso não acontece, os negócios simplesmente não avançam. Nesse contexto, o papel do advogado empresarial ganhou ainda mais relevância. Ele não apenas orienta sobre os riscos legais envolvidos, mas também conduz estratégias que posicionam a empresa de forma sólida e confiável perante o mercado. O Compliance, assim, deixou de ser apenas um escudo contra ilegalidades. Tornou-se um ativo reputacional valioso, um verdadeiro passaporte para oportunidades internacionais — e um selo visível de maturidade corporativa. Os três pilares do Compliance: prevenir, detectar e corrigir Um programa de Compliance bem estruturado não é feito de promessas ou discursos vazios. Ele se sustenta sobre três fundamentos simples — mas poderosos: Prevenir Aqui está o coração do Compliance. O foco é evitar que condutas indevidas aconteçam. Isso se faz com políticas bem definidas, treinamentos claros, códigos de conduta acessíveis, e uma comunicação transparente sobre o que é — e o que não é — aceitável dentro da empresa. Prevenir é agir antes do problema. Detectar Mesmo com todos os cuidados, falhas podem surgir. Por isso, é fundamental ter mecanismos que permitam identificar rapidamente qualquer irregularidade: canais de denúncia, auditorias internas, análise de dados e acompanhamento de processos são algumas das ferramentas que cumprem esse papel. Corrigir Quando uma falha é detectada, não adianta empurrar com a barriga. É preciso agir com firmeza e responsabilidade: investigar, responsabilizar, ajustar os procedimentos e, principalmente, aprender com o erro para que ele não se repita. Corrigir é proteger o presente e o futuro da empresa. Ferramentas práticas que transformam Compliance em ação Você não precisa reinventar a roda para ter um programa eficiente. Algumas ferramentas, quando bem aplicadas, criam uma estrutura sólida e funcional. Aqui estão as mais importantes: Código de Ética e Conduta O documento que traduz os valores da empresa em comportamentos esperados. Deve ser direto, acessível e atualizado periodicamente. Um bom código de conduta serve como norte para todos — do estagiário ao CEO. Canal de Denúncia Seguro e Anônimo É a porta de entrada para a verdade. Funcionários e parceiros devem se sentir seguros para relatar condutas suspeitas. E mais: precisam saber que serão ouvidos com seriedade, respeito e proteção. Treinamentos Frequentes Compliance não é aprendido por osmose. É preciso ensinar — e repetir. Treinamentos devem ser constantes, com linguagem simples e exemplos reais. Incluir a liderança nesses processos é essencial para dar legitimidade ao programa. Auditorias e Monitoramento Contínuo Verificar, cruzar informações, acompanhar

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Com o aumento de doenças que afetam a saúde mental, prezar por bem-estar no ambiente de trabalho é essencial

Em um cenário corporativo marcado pelo aumento de casos de burnout, ansiedade e depressão, a saúde mental no ambiente de trabalho tem se tornado uma prioridade para empresas que buscam produtividade e bem-estar.   Dados obtidos com exclusividade pelo g1 em março de 2025 mostram que, no último ano, os transtornos mentais chegaram a uma situação incapacitante como nunca visto. Na comparação com o ano anterior – 2023, as 472.328 licenças médicas concedidas representam um aumento de 68%.   De acordo com estudos recentes, como o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), transtornos mentais relacionados ao trabalho custam às empresas bilhões de dólares anualmente em afastamento e baixa produtividade.   No Brasil, a situação não é diferente: o burnout entre profissionais atingiu níveis alarmantes, especialmente após a pandemia.   “A saúde mental no trabalho não é apenas uma questão de bem-estar, mas uma estratégia de negócios. Líderes que investem em inteligência emocional criam equipes mais engajadas e resilientes”, afirma Leandro Cunha.   O psicólogo tem ajudado empresas a implementarem práticas que promovem equilíbrio emocional e previnem o esgotamento profissional. Ensinando líderes a identificarem sinais de estresse em suas equipes, gerenciarem conflitos com empatia e criarem culturas organizacionais que valorizem o bem-estar.   “A inteligência emocional permite que líderes e colaboradores transformem desafios em oportunidades, reduzindo a pressão e aumentando a colaboração”, explica.   Fonte: Bayit Comunicação Link Original

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Crédito de carbono poderá ser usado para pagar impostos rurais

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1436/2024, que permite o uso de créditos de carbono para pagamento de impostos relativos à agropecuária. De autoria do deputado Lucio Mosquini (MDB-RO), o projeto teve parecer favorável do relator Tião Medeiros (PP-PR), que propôs uma alteração no texto para incluir a produção de crédito de carbono entre as atividades rurais previstas na Lei nº 8.023/90, que trata do Imposto de Renda do produtor rural. Receita com crédito de carbono passa a integrar base tributável Com a mudança, a venda de créditos de carbono registrados passa a compor a receita da atividade rural, o que permite a dedução das despesas e investimentos realizados para sua geração. “Isso estimulará mais produtores a investirem na geração de créditos de carbono, promovendo sustentabilidade ambiental e ampliando a base econômica da agropecuária nacional”, afirmou o relator Tião Medeiros. Como funciona o crédito de carbono no campo O crédito de carbono é gerado a partir de práticas sustentáveis que evitam emissões de gases de efeito estufa, como preservação de florestas, manejo adequado de solo e reaproveitamento de resíduos. Cada tonelada de CO₂ não emitida equivale a um crédito, que pode ser comercializado. Com a aprovação do projeto, esses créditos passarão a ser considerados receita rural com tratamento fiscal específico, ampliando o incentivo ao uso de soluções sustentáveis na produção agropecuária. Impactos para contadores e produtores rurais A proposta permite que os créditos de carbono sejam usados para quitação de tributos federais, o que pode representar alívio fiscal significativo para produtores. Contadores devem ficar atentos às alterações na base de cálculo da receita rural, uma vez que as despesas associadas à geração de créditos poderão ser deduzidas. O novo enquadramento exige apuração precisa dos custos operacionais envolvidos na sustentabilidade da propriedade. Tramitação do projeto A proposta ainda será analisada pelas comissões de: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação; Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Por tramitar em caráter conclusivo, o projeto pode ser aprovado nas comissões e seguir diretamente ao Senado, salvo se houver recurso para votação no Plenário da Câmara. Ao permitir o uso de crédito de carbono como moeda fiscal para pagamento de tributos, o projeto representa um passo importante na integração entre sustentabilidade ambiental e gestão tributária. A medida pode transformar a forma como produtores rurais gerenciam suas obrigações fiscais e impulsionar a adoção de práticas sustentáveis no campo. Link Original

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SP concentra 40% dos contribuintes de alta renda na mira do novo IR

Um levantamento do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) revela que São Paulo abriga cerca de 40% dos contribuintes que poderão ser atingidos pela proposta de tributação adicional do Imposto de Renda (IR) sobre a alta renda. Somadas, as regiões Sul e Sudeste concentram 80% do total de declarantes enquadrados nessa categoria. A proposta foi apresentada pelo Ministério da Fazenda como uma forma de equilibrar a desoneração do IR para a faixa de renda mais baixa. A medida prevê isenção para rendimentos de até R$ 5 mil mensais e redução parcial para ganhos de até R$ 7 mil. Para compensar essa renúncia fiscal, o governo propõe a criação de uma alíquota mínima de IR para contribuintes com rendimentos superiores a R$ 50 mil por mês. Alta renda: perfil e concentração geográfica Segundo o Sindifisco, há dois critérios para enquadramento na nova tributação: rendimento mensal superior a R$ 50 mil e pagamento efetivo de IR abaixo do esperado para essa faixa. Estima-se que 144 mil pessoas estejam no radar da Receita, embora o sindicato aponte um número maior, de 238 mil contribuintes. A maior parte desses declarantes está concentrada em São Paulo, seguido pelos demais estados das regiões Sul e Sudeste. O estudo mostra ainda que o Centro-Oeste concentra cerca de 9% desses contribuintes, o Nordeste, 9,2%, e o Norte, apenas 2,5%, com destaque para o Pará. Essa distribuição geográfica está diretamente ligada à concentração de renda isenta — como lucros, dividendos e aplicações financeiras — típica de regiões com maior atividade empresarial e estrutura de holdings. Impacto fiscal e redistribuição de receitas Além do aspecto arrecadatório, a reforma do IR poderá ter efeitos federativos. Como os recursos provenientes do IR alimentam os fundos de participação de Estados e municípios, a cobrança adicional sobre a alta renda, concentrada em regiões ricas, poderá beneficiar os entes menos desenvolvidos. São Paulo, por exemplo, que atualmente recebe apenas 1% do Fundo de Participação dos Estados (FPE), deverá ver parte de sua arrecadação redirecionada a outras regiões. O Ministério da Fazenda calcula que sete em cada dez contribuintes de alta renda que serão atingidos pela proposta recebem rendimentos isentos de empresas enquadradas no Simples Nacional ou no Lucro Presumido, sendo, em sua maioria, profissionais liberais e empresários. A proposta prevê uma alíquota de até 10% sobre os dividendos recebidos acima de R$ 50 mil mensais, retida na fonte. No entanto, essa regra ainda deve enfrentar resistência no Congresso, onde há discussão sobre a adoção de uma tributação mais progressiva. Link Original

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Analista contábil é destaque entre profissões de 2025

O cargo de analista contábil segue como uma das profissões mais promissoras em 2025, de acordo com o Guia Salarial da Robert Half. Com um mercado em transformação e exigências crescentes por digitalização, as empresas estão buscando profissionais atualizados e com forte base técnica e tecnológica. Salário do analista contábil em 2025 Os valores salariais variam conforme o porte da empresa e a localização geográfica. Segundo a Robert Half, o piso pode variar de R$ 5.120 a R$ 7.860, com médias registradas também em portais como o Glassdoor, apontando valores em torno de R$ 4.500 a R$ 6.000 mensais. Habilidades exigidas do novo analista contábil Conhecimento em inteligência artificial aplicada à contabilidade; Domínio de análise de dados e ferramentas de BI; Inglês em nível avançado ou fluente; Experiência com sistemas ERP e tecnologia imersiva; Capacidade de interpretar legislações fiscais e tributárias. Funções do analista contábil Entre as responsabilidades do profissional, destacam-se: Garantir a precisão das demonstrações financeiras; Apurar e registrar fatos contábeis e fiscais; Elaborar relatórios para a alta administração; Interpretar leis tributárias e fiscais; Contribuir com estratégias de economia e eficiência. Outras profissões promissoras na área em 2025 O levantamento da Robert Half também aponta crescimento na demanda por: Analista de Finanças Estruturadas; Controller; Profissionais de tesouraria e planejamento financeiro; Especialistas em contabilidade e fiscal; Relações com investidores. Para todas essas funções, o registro ativo no CRC continua sendo uma exigência fundamental. Como se destacar no mercado contábil Para consolidar uma carreira contábil sólida, o profissional deve manter-se atualizado e buscar diferenciais competitivos. Isso inclui: Participar de cursos e certificações; Adotar uma mentalidade analítica e estratégica; Entender a importância do próprio trabalho dentro da empresa; Investir em habilidades comportamentais (soft skills). A valorização do analista contábil em 2025 reflete a necessidade de empresas cada vez mais preparadas para lidar com dados, conformidade e planejamento estratégico. Para os profissionais da área, este é o momento ideal para reforçar suas competências e buscar reconhecimento em um mercado que exige, cada vez mais, agilidade e visão de futuro. Link Original

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IR 2025: prazo para entrar no 1º lote da restituição encerra hoje (9)

A Receita Federal encerra nesta sexta-feira (9) o prazo para que contribuintes sejam incluídos no primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2025, ano-base 2024. O pagamento está agendado para o dia 30 de maio e será feito por meio de depósito bancário ou via Pix, conforme a opção informada na entrega da declaração. A lista com os nomes dos contribuintes contemplados será disponibilizada para consulta no dia 23 de maio, pelo site da Receita. A prioridade no reembolso segue critérios legais e técnicos, com preferência a grupos específicos, conforme determina a legislação vigente. De acordo com dados atualizados da Receita Federal, até as 8h da quinta-feira (8), mais de 20,9 milhões de declarações do Imposto de Renda 2025 já haviam sido transmitidas. A expectativa do Fisco é receber cerca de 43 milhões de declarações até o fim do prazo regular, que se encerra às 23h59 do dia 31 de maio. Ordem de prioridade do 1º lote da restituição A inclusão no primeiro lote de restituição do Imposto de Renda segue uma ordem de prioridade estabelecida por lei. Contribuintes que pertencem aos seguintes grupos têm preferência na liberação dos valores: Idosos com 80 anos ou mais; Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência e portadores de doenças graves; Contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério; Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram por restituição via Pix; Contribuintes que usaram a pré-preenchida ou escolheram o Pix (não necessariamente ambos). Dentro de cada grupo prioritário, a ordem de entrega da declaração é considerada: quem transmite antes tem mais chances de ser contemplado nos primeiros lotes. Calendário de restituição do Imposto de Renda 2025 A Receita Federal pagará a restituição do Imposto de Renda em cinco lotes mensais, sempre no último dia útil de cada mês. Confira o cronograma oficial: Lote Data de pagamento 1º 30 de maio 2º 28 de junho 3º 31 de julho 4º 30 de agosto 5º 30 de setembro A restituição ocorre quando o valor do imposto pago ao longo do ano, geralmente por meio de retenção na fonte, é maior que o tributo efetivamente devido. O excedente é devolvido ao contribuinte. Declaração deve ser enviada até 31 de maio O prazo final para envio da declaração do Imposto de Renda 2025 é 31 de maio. Contribuintes que não transmitirem o documento até essa data estarão sujeitos a multa por atraso, que varia entre R$ 165,74 e 20% do imposto devido. É fundamental verificar se há obrigatoriedade de declarar. A Receita estabelece 12 condições que obrigam o contribuinte a entregar a declaração, entre elas: Recebimento de rendimentos tributáveis acima do limite de isenção; Posse de bens com valor superior a R$ 800 mil; Operações na Bolsa de Valores; Recebimento de rendimentos isentos ou não tributáveis em montante relevante. Como preparar a declaração do Imposto de Renda com segurança Para garantir o correto preenchimento e reduzir o risco de inconsistências, o contribuinte deve reunir todos os documentos antes de iniciar o processo. Isso inclui: Informes de rendimentos de empregadores e instituições financeiras; Comprovantes de despesas com saúde, educação e previdência privada; Recibos de pagamento de pensão alimentícia; Informações sobre doações e movimentações em bolsas de valores; Dados bancários atualizados para recebimento via Pix, caso essa seja a opção. Declaração pré-preenchida é aliada, mas exige atenção O uso da declaração pré-preenchida pode acelerar o preenchimento e minimizar erros, especialmente para contribuintes com situação fiscal mais simples. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de revisão minuciosa das informações. Segundo ele, erros comuns incluem dados bancários desatualizados, valores incorretos de imóveis e inconsistências em despesas médicas ou com plano de saúde. O contribuinte que não cumprir o prazo de entrega poderá não apenas pagar multa, mas também ter a restituição adiada para os últimos lotes, mesmo que tenha direito a valores a restituir. Mesmo quem não se enquadra nas condições de obrigatoriedade pode entregar a declaração, especialmente se teve retenção de imposto na fonte. Em muitos casos, esses contribuintes têm direito à restituição. Link Original

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Reforma Tributária: novos códigos de tributação para NF-e são divulgados

O Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) divulgou, na terça-feira (6), a nova Tabela de Códigos de Classificação Tributária do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). A publicação marca mais uma etapa concreta na implementação da Reforma Tributária e impacta diretamente a emissão de documentos fiscais eletrônicos a partir de janeiro de 2026. Além da tabela, também foram apresentados novos Códigos de Situação Tributária (CST), que passam a vigorar junto aos dois tributos criados pela Emenda Constitucional nº 132/2023. O objetivo é permitir que empresas se adaptem com antecedência às novas exigências fiscais, promovendo maior organização e segurança no cumprimento das obrigações tributárias. O que é a Tabela de Classificação Tributária? A Tabela de Códigos de Classificação Tributária (cClassTrib) foi desenvolvida para padronizar a forma como produtos e serviços serão tributados no novo regime fiscal. Os códigos deverão ser inseridos nos documentos fiscais eletrônicos (como NF-e e NFC-e) e serão fundamentais para a correta apuração do IBS e da CBS. A classificação indicará se determinado item ou serviço estará sujeito à tributação integral, redução de alíquotas, imunidade, isenção ou benefícios fiscais específicos. Isso exigirá que empresas revisem, classifiquem e atualizem todos os seus itens de venda e serviços cadastrados para adequar-se ao novo sistema. Novos códigos de CST: veja o que muda A atualização publicada refere-se ao anexo III da Nota Técnica nº 2025.002, cuja divulgação estava pendente. A principal novidade é a introdução de novos códigos de situação tributária que detalham como os tributos IBS e CBS serão aplicados em diferentes operações. 010 – Alíquotas uniformes para o setor financeiro 011 – Redução de 60% com alíquotas uniformes Alíquotas reduzidas – 30%, 50%, 70% 210 – Redução com redutor de base de cálculo 220 e 221 – Alíquotas fixas e proporcionais 820 – Regime específico declarado O código “900 – Outros” foi removido da tabela, medida que reforça a intenção de evitar classificações genéricas e aumentar a precisão nas declarações tributárias. Classificações servirão de base para apuração do IBS e da CBS Os códigos publicados servirão como instrumento de apuração dos novos tributos criados pela Reforma Tributária. A correta indicação dos CSTs será obrigatória na emissão de documentos fiscais eletrônicos a partir de 2026. Isso significa que contribuintes, principalmente os emissores de NF-e e NFC-e, precisarão atualizar seus sistemas e parametrizações. A definição dos CSTs representa uma etapa operacional crucial para garantir a compatibilidade entre a escrituração fiscal digital e a apuração de tributos. Empresas devem iniciar adequações ainda em 2025 A recomendação de especialistas da área fiscal é que as empresas não deixem a adaptação para os últimos meses de 2025. O ideal é revisar os cadastros de produtos e serviços com base nas novas classificações ainda neste primeiro semestre. Segundo analistas tributários, falhas no enquadramento podem gerar erros de cálculo de tributos, autuações e impedimentos na geração de créditos, afetando a competitividade e a regularidade fiscal da empresa. Impactos práticos para a rotina contábil e fiscal A atualização da tabela afeta diretamente os departamentos fiscal, contábil e de TI. Profissionais dessas áreas deverão compreender a aplicação correta dos códigos, revisar bases de dados e atualizar os sistemas de emissão de NF-e e NFC-e. Contadores e consultores tributários terão papel estratégico no apoio à transição para o novo modelo, orientando clientes e evitando inconsistências fiscais. Consulta da tabela e material de apoio A tabela completa dos códigos de classificação tributária, incluindo os novos CSTs inseridos, está disponível no nfe.fazenda.gov.br” target=”_blank” rel=”noopener”>Portal Nacional da NF-e. O IOB Online também disponibilizou uma versão comentada com destaque para os códigos recém-inseridos, facilitando a visualização. Histórico da Reforma e próximos passos O IBS e a CBS foram instituídos como parte da primeira fase da Reforma Tributária aprovada pelo Congresso Nacional. A mudança substitui cinco tributos (PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI) por dois impostos sobre consumo. O novo sistema entra em fase de testes em 2026, com vigência plena prevista para 2027. Durante esse período, empresas conviverão com os dois modelos em regime de transição. A publicação da nova tabela de classificação tributária representa um passo técnico importante na implementação da Reforma Tributária. Contadores, analistas fiscais e empresários devem se atentar às exigências previstas, iniciando ajustes nos cadastros e sistemas de emissão de notas fiscais. Para garantir conformidade, é recomendável manter acompanhamento das notas técnicas do Portal Nacional da NF-e, participar de treinamentos e consultar profissionais especializados. Leia também: Reforma Tributária: o que muda para empresas em 2026 Link Original

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Como lidar com conflitos geracionais no ambiente corporativo

Com a crescente diversidade etária nas empresas, é cada vez mais comum encontrar no mesmo time profissionais das gerações Baby Boomers, X, Y e Z. Essa convivência, embora enriquecedora, também traz desafios relacionados a expectativas, estilos de trabalho e formas de comunicação. Saber lidar com conflitos geracionais no ambiente corporativo é fundamental para manter a harmonia, fortalecer a cultura organizacional e impulsionar a produtividade. Entenda as diferenças entre gerações e evite estereótipos O primeiro passo para minimizar conflitos é compreender as características e valores que cada geração costuma apresentar: Baby Boomers: valorizam estabilidade, hierarquia e dedicação. Geração X: buscam equilíbrio entre vida pessoal e profissional e são adaptáveis. Geração Y (Millennials): priorizam propósito, inovação e feedback constante. Geração Z: são digitais nativos, imediatistas e orientados à diversidade. Evitar rótulos como “jovens descompromissados” ou “mais velhos resistentes à mudança” é essencial. Generalizações minam o ambiente de trabalho. Em vez disso, promova o reconhecimento das qualidades de cada grupo e incentive o aprendizado mútuo. Adote uma comunicação clara, mista e inclusiva Boa parte dos atritos entre gerações nasce da falta de entendimento na comunicação. Enquanto profissionais mais jovens preferem mensagens instantâneas e e-mails objetivos, os mais experientes valorizam telefonemas e reuniões presenciais. Para equilibrar essas preferências: Utilize uma comunicação mista: digital e presencial. Estimule o uso de canais claros e padronizados. Incentive feedbacks respeitosos e construtivos. Evite linguagem que reforce preconceitos. Promova integração e troca de experiências A convivência entre gerações pode ser fortalecida com iniciativas simples e eficazes, como: Projetos intergeracionais com metas compartilhadas; Workshops colaborativos entre áreas e faixas etárias; Mentoria reversa, onde jovens ensinam tecnologia e veteranos compartilham visão estratégica; Momentos informais, como cafés ou happy hours, que aproximam os colaboradores. Distribua as tarefas com base nas competências geracionais Cada geração oferece habilidades únicas que, quando bem aproveitadas, contribuem para o desempenho coletivo: Profissionais mais experientes tendem a ser estratégicos e resilientes. Jovens dominam ferramentas tecnológicas e novas formas de trabalho. Distribua tarefas com equilíbrio, considerando o perfil de cada profissional. Isso aumenta o engajamento e evita conflitos desnecessários. Gerencie os conflitos com proatividade e empatia Quando os desentendimentos surgirem: Aja com rapidez e neutralidade. Escute todas as partes envolvidas. Promova sessões de mediação com foco em soluções. Estabeleça um código de conduta claro e consensual. Investir em treinamentos de inteligência emocional também é uma estratégia eficaz para prevenir e lidar com tensões. Valorize a diversidade geracional como um ativo estratégico Empresas que reconhecem o valor da diversidade geracional constroem equipes mais criativas, engajadas e inovadoras. Diferentes perspectivas enriquecem decisões e fortalecem a cultura organizacional. Além disso, a convivência harmônica entre gerações melhora a retenção de talentos e a imagem da empresa no mercado. Gerenciar conflitos geracionais no ambiente corporativo não é apenas uma questão de resolver atritos — é uma oportunidade de construir uma cultura de colaboração, respeito e aprendizagem contínua. Com lideranças preparadas, políticas inclusivas e comunicação eficiente, é possível transformar as diferenças de idade em uma das maiores forças de uma equipe de alto desempenho. Link Original

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