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Baixa adesão à NFS-e Nacional gera sobrecarga em software houses e afeta automação fiscal

Embora o padrão nacional da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) já tenha sido adotado por 1.289 municípios brasileiros, incluindo 19 capitais responsáveis por cerca de 70% da arrecadação de ISS, a efetiva integração ao ambiente unificado da Receita Federal ainda enfrenta sérios entraves. Apenas 261 cidades emitem suas NFS-e diretamente pelo portal nacional — o que revela um cenário de fragmentação que ameaça a padronização e a automação fiscal no Brasil. Segundo dados atualizados da Receita Federal, 811 municípios ainda não estão ativos no ambiente nacional da NFS-e. Isso obriga as empresas desenvolvedoras de sistemas fiscais, conhecidas como software houses, a manterem integrações com dezenas de ambientes próprios, com regras, formatos e exigências distintas. A multiplicidade de padrões gera sobrecarga operacional, aumento de custos e maior risco de não conformidade tributária. NFS-e Nacional ainda não alcançou simplificação prometida O projeto da NFS-e Nacional foi lançado com o objetivo de padronizar a emissão de notas fiscais de serviço no país, reduzindo a burocracia e facilitando a fiscalização. A proposta prevê um modelo único de emissão, com integração direta à Receita Federal e disponibilização de uma API nacional para uso de empresas e prefeituras. Contudo, com a maioria dos municípios mantendo sistemas próprios, o país continua operando sob um modelo fragmentado, com exigências específicas que variam conforme o ente federativo. Essa situação compromete a automação e a escalabilidade de soluções fiscais, especialmente para empresas que prestam serviços em mais de um município. Software houses enfrentam desafios técnicos e aumento de custos A falta de um ambiente unificado e padronizado obriga as software houses a criarem e manterem múltiplas integrações paralelas, customizando sistemas conforme a legislação e os requisitos técnicos de cada município. De acordo com o CEO da TecnoSpeed, Jonathan Santos, o cenário atual inviabiliza o avanço da automação em larga escala: “A falta de padronização fiscal no país cria um efeito dominó: aumenta os custos, eleva os riscos e desacelera a digitalização dos serviços públicos. Enquanto o ambiente nacional não se consolida, as software houses seguem sobrecarregadas.” Segundo ele, o futuro da NFS-e Nacional depende da aceleração da adesão dos municípios ao sistema unificado e da adoção de ferramentas tecnológicas flexíveis, capazes de lidar com realidades fiscais tão diversas quanto as do Brasil. Fragmentação gera riscos de compliance e retrabalho A coexistência de múltiplos sistemas de NFS-e impõe desafios de compliance fiscal às empresas prestadoras de serviço, que precisam garantir a conformidade com legislações municipais distintas. Além disso, há o risco de: Erro de preenchimento de campos obrigatórios variados por município; Falhas na transmissão devido a instabilidades locais; Retrabalho na geração e envio de documentos fiscais; Dificuldade na unificação de relatórios contábeis e fiscais. Para empresas que operam em diferentes cidades ou estados, o retrabalho e os custos com suporte técnico aumentam significativamente. Baixa adesão também impacta escritórios contábeis e desenvolvedores Além das software houses, escritórios contábeis e desenvolvedores autônomos também enfrentam dificuldades técnicas para manter sistemas atualizados, especialmente quando lidam com clientes que operam em mais de um município. A ausência de um padrão dificulta: A integração com ERPs e sistemas contábeis; A centralização do controle fiscal; A conciliação de dados para apuração de tributos como ISS, PIS e COFINS. A situação também compromete o uso de inteligência artificial, RPA (automação de processos) e outras tecnologias que dependem de dados estruturados e consistentes para funcionar corretamente. Receita Federal e prefeituras precisam acelerar integração Para que o projeto da NFS-e Nacional alcance seu objetivo, especialistas defendem que a Receita Federal intensifique o apoio técnico e institucional aos municípios, oferecendo recursos para a migração dos sistemas locais ao ambiente unificado. É necessário também que prefeituras invistam em infraestrutura tecnológica, capacitação de servidores e simplificação da legislação local, de modo a viabilizar a adesão plena ao modelo nacional. A adesão completa ao padrão unificado traria os seguintes benefícios: Redução do custo de compliance para empresas e contadores; Maior controle da arrecadação do ISS pelos municípios; Incentivo à automação fiscal e à digitalização dos processos; Ambiente mais favorável à inovação e à concorrência entre desenvolvedores. Orientação para empresas e profissionais de TI A baixa adesão dos municípios ao ambiente nacional da NFS-e impõe grandes desafios operacionais às software houses, empresas de serviços e profissionais da área contábil e fiscal. A fragmentação atual compromete o avanço da automação, encarece o desenvolvimento de soluções e gera ineficiências para contribuintes e administrações públicas. Empresas que prestam serviços em diversas cidades devem adotar soluções fiscais que contemplem múltiplos padrões e estejam preparadas para o cenário híbrido vigente. Já as software houses precisam buscar flexibilidade técnica, escalabilidade e monitoramento contínuo das atualizações municipais. Com informações do Portal Dedução Link Original

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MP que compensa revogação do IOF é prorrogada até 8 de outubro

A Medida Provisória nº 1.303/2025, que institui novos tributos para compensar a revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), teve sua validade prorrogada até 8 de outubro. A MP perderia a vigência em 9 de agosto, mas o prazo foi estendido automaticamente, conforme prevê a Constituição Federal para medidas ainda em análise pelo Congresso Nacional. O texto propõe um pacote de medidas de arrecadação que inclui a tributação de apostas esportivas, criptoativos e aplicações financeiras atualmente isentas, com o objetivo de compensar a perda de receita provocada pela anulação do aumento do IOF. A proposta está sendo discutida em comissão mista composta por deputados e senadores, sob presidência do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e relatoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Aplicações financeiras isentas passarão a ter incidência de Imposto de Renda Um dos principais pontos da MP 1.303/2025 é a revogação da isenção de IR para investimentos considerados isentos até então. A proposta prevê a alíquota de 5% sobre rendimentos de novas emissões de: Letras de Crédito do Agronegócio (LCA); Letras de Crédito Imobiliário (LCI); Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA); Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI); Debêntures incentivadas. Para os demais investimentos que já sofrem incidência de Imposto de Renda, a MP propõe alíquota fixa de 17,5%, independentemente do prazo da aplicação — rompendo com o modelo atual de tabela regressiva. Criptoativos também passam a ser tributados Outra mudança importante estabelecida pela medida provisória é a tributação de operações com criptoativos. Atualmente, vendas de criptomoedas abaixo de R$ 35 mil mensais são isentas de IR. Com a nova regra, todas as operações estarão sujeitas a 17,5% de imposto, eliminando o benefício fiscal para pequenos investidores. Essa alteração afeta investidores pessoas físicas que utilizam plataformas nacionais e internacionais para comprar e vender ativos como Bitcoin, Ethereum e stablecoins. A expectativa do governo é que a nova regra amplie a base de arrecadação e estimule a formalização de transações no setor de ativos digitais. Apostas esportivas terão aumento de carga tributária A MP também eleva a alíquota sobre o faturamento das casas de apostas esportivas (bets). Atualmente fixado em 12% sobre o GGR (Gross Gaming Revenue), o imposto passará a ser 18% com a nova regra. O GGR é calculado sobre a diferença entre o valor total das apostas e o valor pago em prêmios, e serve como base para a tributação da receita bruta operacional das empresas do setor. A medida visa compensar a renúncia de receitas com o IOF e regularizar o crescente mercado de apostas online. Comissão mista fará audiências públicas antes da votação A análise da MP está a cargo de uma comissão mista do Congresso Nacional, composta por parlamentares das duas casas legislativas. A presidência é exercida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e a relatoria está sob responsabilidade do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Estão previstas quatro audiências públicas com representantes dos setores afetados antes da votação, marcada para o dia 26 de agosto. Após esse trâmite, o texto segue para análise dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A comissão deve avaliar os impactos fiscais da medida, os efeitos sobre o mercado financeiro e a legalidade das alterações propostas. Também há expectativa de que emendas sejam apresentadas para ajustes nas alíquotas e na abrangência das tributações. Prorrogação foi possível porque não houve recesso parlamentar oficial Embora o prazo regular da MP fosse até 9 de agosto, a validade foi estendida até 8 de outubro, respeitando os 120 dias previstos constitucionalmente. A data final, que poderia ser prorrogada até 22 de outubro, foi encurtada em 14 dias devido à não interrupção formal dos trabalhos do Congresso. De acordo com a Constituição, o recesso parlamentar de 18 a 31 de julho só ocorre caso o Congresso aprove a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o que ainda não aconteceu. Sem recesso oficial, os prazos de tramitação das medidas provisórias seguem correndo normalmente. Impacto fiscal e arrecadatório para o governo federal A Medida Provisória 1.303/2025 foi elaborada como alternativa à derrubada do decreto presidencial que aumentava o IOF — revogação imposta pelo Congresso. A proposta visa preservar a meta de arrecadação do governo federal, especialmente em um cenário de alta das despesas e limites fiscais mais rígidos. Estimativas preliminares do Ministério da Fazenda apontam que a MP poderá gerar arrecadação superior a R$ 10 bilhões por ano se aprovada sem alterações. O impacto será sentido por investidores de renda fixa, operadores de criptoativos e empresas do setor de apostas esportivas. Orientação para empresas, contadores e investidores A MP 1.303/2025 cria um novo cenário tributário para segmentos que até então contavam com isenção ou carga reduzida. Entre os principais pontos da medida estão: Tributação de LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures incentivadas em 5%; Alíquota fixa de 17,5% para aplicações já tributadas e para criptoativos; Elevação de 12% para 18% do imposto sobre apostas esportivas; Regras aplicáveis a partir da publicação da futura lei (caso aprovada). Contadores, consultores tributários e planejadores financeiros devem orientar seus clientes sobre revisão de portfólios de investimento, riscos fiscais e alternativas para mitigar o impacto da nova carga tributária. Acompanhamento contínuo da tramitação da MP é essencial para planejamento adequado. Link Original

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Receita Federal inicia testes de atendimento digital da nova CBS

A Receita Federal iniciou a fase piloto do Receita Atende, novo canal de atendimento criado para apoiar a implantação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo previsto na reforma tributária sobre o consumo. A ferramenta foi lançada com foco nos participantes da etapa experimental da CBS e deverá estar plenamente funcional até o fim de 2025, atendendo tanto a nova sistemática tributária quanto os mais de 300 serviços atualmente oferecidos pela autarquia. O sistema foi desenvolvido para oferecer um atendimento mais simplificado e eficiente aos contribuintes, além de aprimorar os fluxos internos da Receita Federal. A expectativa é de que o Receita Atende se torne o principal canal de interação digital com os usuários dos serviços do Fisco. Nova CBS impulsiona modernização do atendimento A criação da CBS, que substituirá PIS e Cofins no âmbito da reforma tributária, exigiu da Receita Federal uma reestruturação dos canais de relacionamento com o contribuinte. Com isso, o Receita Atende surge como resposta à necessidade de adaptação ao novo modelo de apuração e recolhimento do tributo, que será baseado no princípio do crédito financeiro e na não cumulatividade ampla. Nesse contexto, a fase piloto da CBS funciona como um ambiente de testes controlado. Ela envolve contribuintes previamente selecionados e busca identificar eventuais falhas, dúvidas recorrentes e melhorias na interface do novo sistema de atendimento. Segundo a Receita Federal, o objetivo é garantir uma transição segura, eficiente e transparente para empresas e profissionais contábeis, especialmente diante das mudanças operacionais e sistêmicas provocadas pela CBS. O que é e como funciona O Receita Atende é uma plataforma digital de atendimento que visa centralizar, modernizar e agilizar a comunicação entre contribuintes e Receita Federal. Ele funcionará de forma integrada a outros sistemas da autarquia, com foco inicial no suporte aos participantes do piloto da CBS. O canal digital deverá substituir, de forma gradual, diversos meios de atendimento tradicionais, como e-mails, agendamentos presenciais e ligações telefônicas. A meta é oferecer respostas mais rápidas, organizar os fluxos de atendimento e melhorar a qualidade das informações prestadas. Além da CBS, a plataforma será utilizada futuramente para serviços como inscrição no CNPJ, parcelamentos, regularização fiscal, declarações e consultas de pendências. Etapas de implantação do sistema  De acordo com o cronograma divulgado pela Receita Federal, o Receita Atende será expandido em fases: 2024: funcionamento restrito a participantes do piloto da CBS, com testes de funcionalidades e fluxos de atendimento; Primeiro semestre de 2025: ampliação gradual para outros contribuintes e serviços, com ajustes a partir do retorno dos usuários; Dezembro de 2025: conclusão da fase de transição e consolidação como plataforma principal de atendimento da Receita Federal. Essa abordagem progressiva busca mitigar riscos e garantir que a experiência do usuário esteja alinhada às exigências da nova realidade tributária. Impactos para profissionais contábeis e empresas A reformulação do atendimento fiscal por meio do Receita Atende impacta diretamente o trabalho de contadores, analistas fiscais e gestores de empresas. Com a CBS, a escrituração e o cumprimento das obrigações acessórias deverão ser adaptados, exigindo familiaridade com novos conceitos, como: Base de cálculo uniforme; Aproveitamento integral de créditos; Substituição do regime cumulativo vigente. Além disso, o uso do novo canal de atendimento exigirá conhecimento das ferramentas digitais da Receita Federal, como o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE), certificado digital e acesso via Gov.br. Por isso, é recomendável que profissionais da área contábil acompanhem as atualizações, participem de capacitações e testem os recursos do Receita Atende assim que disponíveis. A implementação do Receita Atende está inserida na estratégia da Receita Federal de modernizar sua atuação, ampliar a digitalização de serviços e reduzir a burocracia no atendimento ao contribuinte.  Com a nova plataforma, espera-se uma redução significativa na demanda por unidades físicas e maior satisfação por parte dos usuários. Panorama da CBS: histórico e desafios A CBS é uma das medidas centrais da reforma tributária, aprovada por meio da Emenda Constitucional 132/2023. Ela visa unificar e simplificar a tributação sobre o consumo de bens e serviços no Brasil, com alíquota única e regras uniformes para todos os setores. Entre os principais desafios apontados por especialistas estão a adaptação dos sistemas internos das empresas, o treinamento de profissionais da área contábil e a necessidade de clareza nas normas regulamentadoras da CBS. Com a entrada em vigor prevista para 2026, a fase piloto em andamento e ferramentas como o Receita Atende serão fundamentais para preparar contribuintes e a administração tributária para essa nova etapa. Acompanhamento e capacitação Profissionais da contabilidade devem acompanhar os desdobramentos da implementação da CBS e o uso do Receita Atende por meio dos canais oficiais da Receita Federal e de entidades representativas da classe, como o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e os Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs). Além disso, cursos, seminários e webinars vêm sendo promovidos por entidades como o Sebrae, Fenacon e escolas de negócios, oferecendo suporte para a atualização técnica sobre a reforma tributária. Recomendações finais para o contribuinte Para garantir uma adaptação tranquila ao novo modelo tributário e ao Receita Atende, os contribuintes devem: Manter os dados cadastrais atualizados junto à Receita Federal; Ativar e monitorar o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE); Acompanhar comunicados sobre a CBS e o Receita Atende; Treinar equipes responsáveis pelas áreas fiscal e contábil. Essas ações preventivas podem reduzir erros, evitar autuações e otimizar o tempo de resposta a obrigações legais com a Receita Federal.   Link Original

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Imposto de Renda 2025: contribuintes podem consultar 3º lote de restituição nesta quinta-feira (24)

Os contribuintes que entregaram o Imposto de Renda (IR) 2025 e receberam a boa notícia que têm valores a receber do Fisco poderão consultar se foram incluídos no próximo lote de restituição da Receita Federal nesta quinta-feira (24) a partir das 10h. A RFB libera a consulta ao terceiro lote de restituição do IR uma semana antes do pagamento do lote, ou seja, quem for incluído já receberá os valores no dia 31 de julho, quinta-feira da próxima semana. Os dois primeiros lotes de restituição do IR 2025 foram pagos em 30 de maio e 30 de junho. Neste ano a restituição foi dividida em cinco cotas, então quem não foi contemplado nos dois primeiros lotes e nem neste terceiro, será incluído no 4º lote (29 de agosto) ou no 5º lote (30 de setembro). A consulta ao 3º lote de restituição do IR 2025 pode ser feita pelo site oficial da RFB, bastando informar CPF, data de nascimento e qual o exercício da declaração (no caso 2025). Quem for contemplado receberá o valor na conta informada pelo próprio contribuinte durante a declaração no dia 31 de julho ao longo do dia. Link Original

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Benefícios do INSS referentes a julho começam a ser pagos no dia 25

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia nesta sexta-feira (25) o pagamento dos benefícios previdenciários e assistenciais referentes à competência de julho. As datas seguem o número final do cartão de pagamento, desconsiderando o dígito verificador, e estão organizadas em dois grupos: quem recebe até um salário mínimo e quem recebe acima desse valor. A tabela de pagamentos foi definida oficialmente pelo INSS e abrange aposentadorias, pensões por morte, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ao todo, mais de 39 milhões de pessoas recebem mensalmente valores do instituto, sendo cerca de 60% com renda de até um salário mínimo. Calendário para quem recebe até um salário mínimo Os beneficiários com renda mensal de até R$ 1.412 (valor do salário mínimo em 2025) terão os depósitos iniciados em 25 de julho, conforme o número final do cartão de benefício: Final do cartão Data de pagamento 1 25 de julho 2 28 de julho 3 29 de julho 4 30 de julho 5 31 de julho 6 1º de agosto 7 4 de agosto 8 5 de agosto 9 6 de agosto 0 7 de agosto Essas datas atendem exclusivamente beneficiários com valor de pagamento igual ao piso nacional. Pagamentos para quem recebe acima do salário mínimo Já os beneficiários que ganham acima de R$ 1.412 têm um calendário diferente, com início em 1º de agosto, também conforme o final do cartão: Final do cartão Data de pagamento 1 e 6 1º de agosto 2 e 7 4 de agosto 3 e 8 5 de agosto 4 e 9 6 de agosto 5 e 0 7 de agosto Nesses casos, o mesmo dia pode contemplar dois finais de cartão, conforme a organização operacional do INSS. Como consultar o benefício do INSS Os beneficiários podem verificar a data e o valor do pagamento de julho de forma digital, sem necessidade de comparecer a agências: Meu INSS (site ou aplicativo): disponível em meu.inss.gov.br Central 135: atendimento telefônico gratuito, de segunda a sábado, das 7h às 22h. No portal ou app, é possível consultar extrato de pagamento, previsão de depósito e histórico de valores. Impacto para contadores, aposentados e gestores A divulgação do calendário de pagamentos do INSS é fundamental para contadores que administram benefícios previdenciários, instituições financeiras que operam com crédito consignado e empresas de gestão de folha de pagamento com colaboradores em fase de transição para a aposentadoria. Segundo dados do INSS, mais de 33 milhões de benefícios são pagos com valor igual ao salário mínimo, o que exige atenção especial ao calendário para evitar inconsistências no planejamento financeiro pessoal ou empresarial. Diferença entre benefícios de até e acima do mínimo A separação por faixa de valor segue diretrizes internas do INSS que visam organizar o fluxo de pagamento nas instituições bancárias. Essa estratégia também contribui para evitar aglomerações e sobrecarga no atendimento digital e presencial. Outro fator importante é que os segurados com valor superior ao piso geralmente recebem após os de menor renda, como forma de escalonar a liberação de recursos da Previdência. Quando o valor é liberado na conta Embora o INSS informe a data oficial de pagamento, é comum que o valor esteja disponível no mesmo dia pela manhã, especialmente para quem recebe via conta corrente ou poupança. Já para quem opta por saque com cartão magnético, o crédito pode ser acessado no autoatendimento após a abertura das agências bancárias. É importante que os segurados mantenham seus dados atualizados, inclusive conta bancária e telefone, para evitar bloqueios ou atrasos. Planejamento financeiro e antecipações Com o calendário do INSS de julho divulgado, é possível organizar o orçamento com maior precisão. Muitos beneficiários usam essas datas para antecipar compras, negociar dívidas ou ajustar o pagamento de contas fixas. Alguns bancos oferecem antecipação do benefício, principalmente no crédito consignado. No entanto, contadores devem alertar seus clientes sobre taxas e condições contratuais, para evitar endividamentos indevidos. Cronograma anual facilita conferência Além das datas de julho, o INSS mantém o cronograma completo de pagamentos para todo o ano de 2025. Essa previsão contribui para: Organização de escritórios contábeis Controle orçamentário de segurados Gestão de contratos de empréstimos Monitoramento de pagamentos pendentes A tabela anual está disponível no portal oficial do INSS e pode ser consultada por qualquer cidadão. O pagamento dos benefícios do INSS relativos a julho de 2025 começa no dia 25 de julho para quem recebe até um salário mínimo e no dia 1º de agosto para quem recebe acima desse valor. A divisão por final do número do benefício garante mais organização e previsibilidade. Contadores, aposentados e representantes legais devem acompanhar o cronograma para orientar seus clientes, garantir conformidade com obrigações financeiras e evitar contratempos operacionais. Link Original

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Sobretaxa dos EUA atinge setores com alta dependência das exportações

O aumento de tarifas comerciais anunciado pelos Estados Unidos deve afetar diretamente cinco segmentos da indústria brasileira que concentram mais da metade de suas exportações no mercado norte-americano. Juntas, essas áreas movimentaram aproximadamente US$ 4 bilhões em vendas externas para os Estados Unidos em 2024, conforme levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A medida foi determinada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que anunciou uma sobretaxa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, em meio ao agravamento de disputas comerciais. Os setores mais afetados têm elevado grau de dependência do mercado americano, e o impacto da decisão preocupa empresários, analistas e autoridades estaduais. Exportações concentradas: cinco setores ultrapassam 50% de dependência dos EUA Segundo os dados mais recentes, os cinco segmentos brasileiros com maior concentração de exportações para os Estados Unidos, em 2024, foram: Obras de pedra, gesso, cimento, amianto, mica e materiais semelhantes – 65,4% das exportações destinadas aos EUA; Aeronaves e partes aeroespaciais – 61,7%; Armas, munições e acessórios – 61,3%; Peixes, crustáceos e moluscos – 60,8%; Peles com pelo e produtos similares – 54,5%. Esses segmentos compõem a linha de frente das exportações brasileiras afetadas pelas novas tarifas. A taxa média de participação dos EUA como destino dessas mercadorias varia entre 54% e 65%, o que torna essas cadeias produtivas altamente vulneráveis a medidas protecionistas. Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul e Ceará concentram impacto regional O impacto da sobretaxa não se distribui de forma uniforme entre os estados. Os dados mostram que algumas unidades da federação são mais expostas ao mercado americano. Destaques incluem: Espírito Santo: lidera as exportações de pedras ornamentais e materiais de construção, com 84,4% do total embarcado destinado aos EUA; São Paulo: responde por 91% das exportações de aeronaves e partes, setor dominado pela Embraer; Rio Grande do Sul: lidera a exportação de armas e munições (52,5%) e quase totalidade das peles com pelos enviadas aos EUA (99%); Ceará: é o estado com maior dependência do mercado norte-americano em termos proporcionais – 44,9% de todas as suas exportações são destinadas aos Estados Unidos, especialmente no setor de peixes e crustáceos. Segmentos afetados envolvem cadeias produtivas estratégicas A indústria de materiais de construção foi a mais impactada. Em 2024, os produtos do setor — como pedras de cantaria, mármores e granitos — movimentaram US$ 802 milhões em exportações para os EUA. O segmento emprega milhares de trabalhadores e tem forte presença em municípios exportadores do Sudeste, especialmente no Espírito Santo. No setor aeroespacial, as exportações somaram US$ 2,6 bilhões, com destaque para a Embraer. As sobretaxas poderão impactar contratos com clientes norte-americanos e comprometer o desempenho comercial da empresa em 2025. Já a fabricante Taurus, líder na exportação de armas e munições, é uma das companhias que devem sofrer consequências diretas da medida. O setor movimentou US$ 323,8 milhões no último ano, com 61,3% das vendas destinadas aos Estados Unidos. Diversificação limitada amplia exposição comercial Embora o Brasil tenha registrado exportações para mais de 190 países, a dependência em relação ao mercado dos EUA permanece expressiva em segmentos específicos. No total, 30 categorias de produtos destinaram ao menos 25% de suas exportações aos EUA em 2024. Juntas, essas categorias somaram US$ 20,3 bilhões — aproximadamente metade do valor total exportado para o país presidido por Trump. Segundo a Amcham Brasil, mais de 9.500 empresas brasileiras venderam produtos para os Estados Unidos no último ano. A diversificação de fornecedores não compensou, porém, o grau de concentração das exportações em determinados setores. Comércio bilateral: Brasil também é importante para os EUA Do lado norte-americano, alguns segmentos exportam majoritariamente para o Brasil. Dados da base de comércio da United Nations Comtrade revelam que o mercado brasileiro responde por: 88% das exportações de fósforo dos EUA para o mundo; 81,8% das exportações de compostos químicos derivados de metano, etano e propano; 81,5% das exportações de pasta de cacau. Esses números demonstram que o comércio bilateral é relevante para ambos os países, embora o Brasil assuma uma posição mais vulnerável nas cadeias de valor afetadas pelas novas tarifas. Especialistas alertam para necessidade de reestruturação da pauta exportadora Economistas e consultores em comércio exterior avaliam que o tarifaço norte-americano reforça a urgência de o Brasil ampliar sua base de parceiros comerciais e reduzir a dependência de mercados únicos. A concentração das exportações em poucos setores e destinos aumenta o risco fiscal, trabalhista e cambial para empresas e estados exportadores. Segundo a economista Ana Paula Meirelles, “a política de retaliação tarifária dos EUA escancara a fragilidade de segmentos que deixaram de investir na diversificação de mercados e inovação tecnológica. Isso exige uma resposta coordenada entre governo e setor produtivo”. Resumo e orientações para empresas e contadores A decisão dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros impacta fortemente setores com elevada dependência do mercado norte-americano. Os segmentos mais afetados são materiais de construção, aeronáutico, armamentista, pesqueiro e curtumes. Contadores, consultores e gestores devem: Avaliar o impacto da medida na cadeia de fornecedores e clientes; Identificar oportunidades de redirecionamento de exportações para outros mercados; Monitorar contratos internacionais para revisão de cláusulas comerciais e tributárias; Acompanhar negociações diplomáticas sobre o tema junto à Camex, MRE e Mdic. Com informações da Folha de S. Paulo Link Original

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ChatGPT, Zoom e Teams lideram a lista de ferramentas mais falsificadas para aplicar golpes em PMEs

Pequenas e médias empresas (PMEs) estão cada vez mais na mira de cibercriminosos que se aproveitam da popularidade de ferramentas de inteligência artificial (IA) para aplicar golpes. De acordo com o relatório “SMB Threat Report 2025” da Kaspersky, o número de arquivos maliciosos disfarçados como a ferramenta ChatGPT aumentou 115% apenas nos quatro primeiros meses de 2025, totalizando 177 arquivos únicos detectados. O levantamento ainda mostra que outras aplicações amplamente utilizadas por empresas, como Zoom, Microsoft Teams e Google Drive, também estão sendo imitadas para espalhar malwares e aplicativos potencialmente indesejados (PUAs). O caso do Zoom foi o mais preocupante: 1.652 arquivos únicos foram detectados com nomes semelhantes, representando 41% das ameaças analisadas. PMEs se tornaram alvo estratégico para cibercriminosos O relatório aponta que as PMEs são vistas como alvos mais vulneráveis, muitas vezes com estruturas de segurança mais frágeis do que grandes corporações. Isso torna essas empresas particularmente atrativas para golpes baseados em engenharia social, como phishing e malwares com aparência de ferramentas corporativas legítimas. Além dos ataques com softwares falsos, campanhas de phishing vêm crescendo em volume e sofisticação. Páginas falsas de bancos, e-mails fraudulentos usando marcas confiáveis como DocuSign e até golpes clássicos como as fraudes nigerianas estão entre os métodos identificados pelos analistas da Kaspersky. Como as PMEs podem se proteger A Kaspersky recomenda uma série de boas práticas para fortalecer a segurança digital nas PMEs. Entre elas estão: Restringir o acesso a dados sensíveis e revogar permissões de ex-funcionários; Utilizar autenticação multifator e senhas fortes; Evitar buscas por softwares em motores de busca e sempre utilizar fontes oficiais; Promover treinamentos periódicos com colaboradores sobre boas práticas de cibersegurança. Com o aumento de golpes que exploram nomes de ferramentas populares de IA e colaboração, é essencial que pequenas e médias empresas invistam em soluções de segurança robustas e conscientizem seus colaboradores. A popularidade de ferramentas como ChatGPT, Zoom e Microsoft Teams está sendo explorada por cibercriminosos, e a prevenção depende, em grande parte, de boas práticas internas e atualizações constantes nos protocolos de segurança. Link Original

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Receita Federal terá posto na China para apoiar comércio e combater fraudes fiscais

O Ministério da Fazenda confirmou que trabalha para instalar um posto permanente da Receita Federal na China. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as relações econômicas e fiscais entre os dois países, ampliar o combate à evasão tributária e intensificar ações contra o contrabando internacional. As tratativas, que começaram em 2023, ainda aguardam decreto presidencial para oficializar a abertura do posto. Segundo o governo, a proposta reflete o crescimento do comércio bilateral com o país asiático e a necessidade de aprofundar a cooperação em temas tributários e aduaneiros. Comércio bilateral justifica expansão da Receita no exterior A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009. Em 2024, a corrente de comércio entre os dois países ultrapassou US$ 157 bilhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa mais de 30% do total exportado pelo Brasil no ano, com destaque para soja, minério de ferro e petróleo. Diante desse cenário, o Ministério da Fazenda entende que a presença da Receita Federal em território chinês é estratégica. O órgão avalia que a complexidade das operações comerciais, os fluxos logísticos e o risco de práticas irregulares exigem maior atuação institucional no país parceiro. Funções do adido tributário e aduaneiro A unidade da Receita na China contará com a atuação de um adido tributário e aduaneiro, cargo ocupado por auditor-fiscal de carreira. Esse profissional será responsável por: Representar tecnicamente a Receita Federal em território chinês; Apoiar negociações de acordos fiscais, como os de bitributação; Estimular a cooperação aduaneira bilateral; Promover o reconhecimento mútuo de Operadores Econômicos Autorizados (OEAs); Prestar orientações a investidores estrangeiros e brasileiros residentes no exterior sobre a legislação tributária nacional. De acordo com a Receita, essa atuação institucional também favorece o combate à sonegação fiscal e aumenta a segurança jurídica para empresas que mantêm operações comerciais entre Brasil e China. Representações fiscais brasileiras no exterior Atualmente, a Receita Federal mantém quatro representações internacionais com adidos tributários. Os postos estão localizados em: Washington (Estados Unidos) Buenos Aires (Argentina) Assunção (Paraguai) Montevidéu (Uruguai) Com a criação da unidade na China, o Brasil ampliará sua presença fiscal na Ásia, região considerada prioritária para a expansão comercial brasileira. A formalização da nova representação depende de decreto presidencial. Tramitação do processo e próximos passos Segundo o Ministério da Fazenda, o pedido para criação do posto foi protocolado em 6 de janeiro de 2025, após estudos internos conduzidos pela Receita Federal. A solicitação está em fase de análise técnica e deverá passar por aprovação do Ministério das Relações Exteriores e da Presidência da República. O modelo de operação, baseado em experiências anteriores, prevê cooperação com a embaixada brasileira em Pequim e interlocução direta com autoridades fiscais chinesas. Parcerias internacionais reforçam agenda de fiscalização O fortalecimento da presença da Receita Federal em países parceiros está alinhado à agenda da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da qual o Brasil busca ingressar. A ampliação da cooperação internacional também está prevista no Plano Estratégico da Receita para o período 2023–2026. “A atuação de adidos tributários é fundamental para ampliar a transparência e a eficiência no combate à evasão fiscal em operações internacionais”, destaca nota técnica publicada pelo Fisco. Aproximação com a China é prioridade diplomática Desde o início de seu atual mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem priorizado o fortalecimento da parceria com a China. Em 2023 e 2024, Lula se reuniu com o presidente Xi Jinping em três ocasiões, incluindo uma visita oficial a Pequim. Em maio de 2025, os dois governos assinaram diversos acordos de cooperação nas áreas de comércio, infraestrutura, meio ambiente e tecnologia, reforçando o interesse mútuo na integração econômica e diplomática. Tensão comercial com os EUA acelera reconfiguração A iniciativa de abrir uma representação da Receita Federal na China ocorre em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos. O ex-presidente Donald Trump, que lidera a corrida eleitoral norte-americana, anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros. Entre as medidas, consta uma taxação de 50% sobre importações a partir de 1º de agosto de 2025, além de uma sobretaxa de 10% e impostos específicos sobre aço e alumínio. Embora o Ministério da Fazenda afirme que a criação do posto na China não tem relação com a política tarifária dos EUA, especialistas apontam que a diversificação dos canais de cooperação internacional fortalece a posição brasileira no cenário global. Impactos para empresas, contadores e comércio exterior A instalação de um posto da Receita Federal na China pode trazer benefícios diretos para empresas exportadoras, escritórios de contabilidade internacional, traders e consultores fiscais que atuam com operações bilaterais. Além de ampliar a interlocução técnica com o governo chinês, o adido tributário poderá: Acelerar processos de liberação de cargas; Mediar divergências tributárias com o país asiático; Apoiar empresas brasileiras na adequação às normas fiscais locais; Facilitar o reconhecimento de certificados e autorizações logísticas. Para profissionais da contabilidade que atuam com comércio internacional, a medida representa um canal de apoio institucional importante, capaz de reduzir riscos fiscais e operacionais nas transações com a China. O plano de criação de um posto da Receita Federal na China reforça o compromisso do Brasil com a cooperação internacional em matéria fiscal e aduaneira. A medida busca ampliar a transparência no comércio bilateral, combater práticas ilícitas e oferecer suporte técnico a empresas e contribuintes que operam no maior parceiro comercial do país. A formalização da iniciativa depende de ato do Poder Executivo, mas representa um avanço estratégico na política tributária brasileira e no fortalecimento da presença institucional do país no exterior. Link Original

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